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CRÍTICA: A Múmia (2017)

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Múmia

As areias do tempo as vezes trazem coisas boas e também trazem releituras desnecessárias de clássicos do passado. Seja na música, nos games ou nesse caso nos cinemas. O novo A Múmia (2017) tem a missão de iniciar o universo compartilhado de monstros da Universal. O longa protagonizado por Tom Cruise mostra que esse caldo tá mais para uma mistura entre Penny Dreadful (2014-16) e A Liga Extraordinaria (2003).

Cruise interpreta Nick Morton, um integrante do exército americano extremamente cínico e egoísta que acidentalmente libera a mortal múmia de sua prisão e se vê no alvo da criatura que tem planos nefastos para ele. Resta a ele apenas fugir, enquanto descobre um jeito de parar a maldição e a sedutora Ahmanet.

“A Múmia” segue os passos da versão de 1999 com Brendan Fraser, ou seja, prioriza mais a aventura do que o horror, embora esse tenha mais momentos dark que seu antecessor. O diferencial e o principal problema dessa nova versão é que as cenas de ação são tão plásticas e sem sentimento que mesmo sendo bem feitas, não passam nenhuma emoção a quem assiste. O clímax é um bom exemplo disso. Até mesmo os figurantes são tão falsos e causam tal estranheza que eventualmente causam riso pela artificialidade da cena.

Culpa disso vem do diretor Alex Kurtzman que não consegue causar empatia pelos personagens, mesmo eles sendo clichês certos desse tipo de filme. Mesmo nas cenas de ação, não existe empatia nenhuma. A única exceção é da vilã, que primeiramente é mostrada como empoderada, para depois ficar submissa à vontade de um Deus masculino. Vale citar também a mocinha que é a típica garota em perigo que depende unicamente do herói para se salvar das situações (que feio roteiristas! que feio!). O roteiro também tem sua grande parcela de culpa, apelando para momentos clichês, soluções fáceis e na criação de momentos verdadeiramente piegas que desconstroem os personagens.

Uma coisa a se notar é que o roteiro é uma verdadeira colcha de retalhos, chupando situações de filmes famosos como: Um Lobisomem Americano em Londres, Piratas do Caribe e Missão Impossível, além dos já citados no início. Antes que esqueça, o possível elo entre os filmes será Henry Jekyll, interpretado de forma cartunesca por Russel Crowe. A situação piora quando o Mr. Hyde entra, além de uma caracterização ruim, o ator exagera tanto na tinta que o resultado é constrangedor.

No fim, A Múmia vai agradar quem procura uma sessão pipoca descerebrada e clichê. O início desse dark universe é bem fraco e coloca em cheque a qualidade dessa possível franquia.

Escala de tocância de terror:

Título: A Múmia
Ano: 2017
Diretor: Alex Kurtzman
Roteiro: David Koepp, Christopher McQuarrie,Dylan Kussman
Elenco: Tom Cruise, Sofia Boutella,Russel Crowe, entre outros

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"Nós deixamos de procurar os monstros embaixo de nossas camas, quando percebemos que eles estão dentro de nós"

9 comentários

1 comentário

  1. augusto

    11 de junho de 2017 às 19:42

    Acho que pelo trailer, ninguém esperava algo além de um filme meia boca.

  2. estefane

    12 de junho de 2017 às 11:52

    maravilhoso o filme.

  3. Louvise

    21 de junho de 2017 às 01:14

    concordo plenamente que filme uó muito fraco, história nada haver…mistutar templários com múmia e o Dr Hayde…. a unica parte que valeu a pena foi “easter eggs” do livro de amon-ra que teve uma aparição timida kkkk

  4. Kysse

    7 de julho de 2017 às 22:28

    E pensar que gastei 33 reais para assistir está merd*.

  5. edugnf

    16 de julho de 2017 às 22:25

    Achei um filme com bons efeitos … mas o roteiro e a direção foram fracos demais… muito dinheiro gasto com um tema recorrente no cinema onde outras versões foram melhor executadas … até a com Boris Karloff ganha facil dessa…. achei o mesmo que vc disse sobre ser dificil sentir empatia dos personagens…
    O Lobisomem 2010 apesar de muitos criticarem … para mim é grande filme muito bem feito !!! Agora essa Mumia não dá pra salvar… nem o Tom Cruise… acho que terror não é muito a praia dele … salvo de Olhos bem Abertos 1999 … que é mais Suspense !!!

  6. Eduardo Cavalcante

    5 de outubro de 2017 às 20:55

    Na versão de 1999, a múmia foi amaldiçoada por causa de um amor proibido, e ao despertar, seu desejo não é apenas a vingança ou destruição da humanidade, ela quer trazer de volta à vida o seu grande amor. A trama é tão bem feita, que corremos o risco de torcer pela múmia ao invés do mocinho. Já nessa versão de 2017, o motivo que leva a princesa a se entregar ao mal e ser amaldiçoada, é fútil demais! Não justifica!

    A tentativa da Universal em inserir o seu Dark Universe, não tinha dado muito certo desde o filme “Drácula: A história nunca contada” e agora com essa versão de “A Múmia” que foi um fracasso de bilheteria nos EUA, (e aqui também não recebeu muitas críticas positivas), o futuro desse universo de monstros da produtora ficou bastante incerto.

    Dicas e análises sobre temas relacionados ao Horror, Ficção Científica e Fantasia. Acesse o site: http://www.bautrash.com.br/
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  7. Luciana Costa

    8 de maio de 2018 às 13:04

    Vi este filme por que amo aos atores que participam nele. Sofia Boutella, ela sempre surpreende com os seus papeis, pois se mete de cabeça nas suas atuações e contagia profundamente a todos com as suas emoções. Adoro porque sua atuação não é forçada em absoluto. Seguramente o êxito de filme Sofia Boutella deve-se a suas expressões faciais, movimentos, a maneira como chora, ri, ama, tudo parece puramente genuíno. Sempre achei o seu trabalho excepcional, sempre demonstrou por que é considerada uma grande atriz, e a sua atuação é majestuosa.

  8. Fabio Teodoro

    1 de janeiro de 2020 às 13:36

    bom, assisti o filme mais como aventura do que terror, achei bem bacana pois não tinha nenhuma expectativa dele ser bom, serve pra se divertir, embora eu tenha nesse quesito gostado bem mais do filme com Brendan Fraser. Mas é passável pra uma tarde chuvosa com bolinho e refri.

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Críticas

CRÍTICA: Zona Zero (2026)

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Zona Zero

Há dez anos, “Invasão Zumbi” (Train to Busan) chegava como um verdadeiro fenômeno no círculo de fãs de horror. O filme em si não apresentava nenhuma grande inovação no gênero, mas se destacava ao fazer boas cenas de ação (sim, de ação) com os zumbis/infectados num trem que cortava a península coreana.

Agora em “Zona Zero” (Colony), parte da construção da tensão e da ação em meio a uma infestação, ou seria infecção zumbi, se mantém em uma estrutura linear. Desde o início descobrimos quem é o vilão, suas intenções e como irá promover o caos, que na visão dele, na real é parte do renascimento da sociedade humana.

Baseado em conhecimentos e teorias da cyber-biologia, ou biotecnologia, que passam longe da ética, um pesquisador invejoso cria um vírus de laboratório para espalhar em uma importante convenção científica.

E em menos de meia hora de filme já temos uma grande leva de vítimas e de infectados que agem como zumbis maratonistas e triatletas. Depois que rola o primeiro ataque, aí é correria para todo lado. Quem foge ou tenta escapar da horda de criaturas tem q apelar pra se esconder em lojas e corredores do enorme empresarial que abriga centro de convenções e de compras.

Até se veem semelhanças com o “Despertar dos Mortos” (Dawn of The Dead) de George Romero nessa ambientação, mas só ali mesmo porque os monstros agora correm e atacam com verocidade.

Na comparação com o trem pra Busan onde cada vagão continha uma ameaça diferente, neste longa aqui, os sobreviventes precisam se esconder em diferentes andares e escritórios evitando confronto com os infectados. Até porque diferente de mortos-vivos convencionais, estes aqui possuem o diferencial de se comunicar em conjunto por uma consciência coletiva como ocorre com formigas.

Esse aí é inclusive o maior problema do título brasileiro do longa que não faz o menor sentido dar nome de “Zona Zero” quando seu nome original é traduzido como “Colônia” que tem total sintonia com a premissa já mencionada.

Mas mesmo sendo um pouco previsível assim nesta narrativa mais convencional de confinamento e fuga, “Zona Zero” reserva algumas surpresas, já que diante da ameaça e do vilão, não temos como imaginar como isso pode acabar e quem será o último a contar história.

E um dos maiores méritos do longa é usar poucos efeitos digitais e trabalhar bem com atores, figurantes e efeitos práticos bem grotescos. Em época de proliferação de uso de Inteligência Artificial como muleta pra qualquer tipo de cena no cinema, digamos que é um avanço dos coreanos mesmo que isso não seja uma inovação.

Escala de tocância de terror:

Título original: Colony
Direção: Yeon Sang-ho
Roteiristas: Choi Kyu-seok e Yeon Sang-ho
Elenco: Jun Ji-hyun, Koo Kyo-hwan, Ji Chang-wook
País de origem: Coreia do Sul

* “Zona Zero” estreia nos cinemas brasileiros em 15 de outubro e foi visto pelo Toca o Terror em Cabine de Imprensa promovida pela Espaço Z

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CRÍTICA: Meus Mortos Tristes (2026)

Dirigido pelo chileno Pablo Larraín, a minissérie “Meus Mortos Tristes” não foca em assombrações malignas e jumpscares. O papo aqui é drama familiar e crítica social foda com uma médica que consegue ver e ouvir fantasmas.

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Meus Mortos Tristes

Vamos iniciar com uma sinopse sem muitos detalhes, para não estragar a surpresa que acontece já no primeiro episódio de Meus Mortos Tristes (2026), nova minissérie argentina da Netflix. Baseada nos contos da escritora Mariana Enriquez, que também é um dos roteiristas, a obra chegou ao serviço de streaming no dia 24 de setembro.

Ema (Mercedes Morán) é uma médica que consegue ver e ouvir fantasmas. Após a morte da mãe, ela se muda para a antiga casa, que fica perto de um conjunto habitacional barra pesada, no subúrbio de Buenos Aires.

Com a visita de parentes que moram nos Estados Unidos, Ema descobre que sua sobrinha Julie (Carolina Álvarez) tem a mesma habilidade sobrenatural. O problema é que um evento inesperado faz com que a relação entre vivos e mortos tome grandes proporções na localidade.

Dirigido pelo chileno Pablo Larraín (O Conde, 2023), Meus Mortos Tristes tem quatro episódios e não precisava tanto. Mas isso fica para depois. É importante começar dando o alerta que a minissérie não vai focar em assombrações malignas e jumpscares, o papo aqui é drama familiar e crítica social foda.

Mercedes Morán é o grande destaque. Sua personagem não é nenhuma Lorraine Warren e não vê glamour, nem missão divina, em sua habilidade de se comunicar com espíritos.

Apesar de possuir sensibilidade suficiente para tomar decisões certas, o desdém pelo dom que carrega é sua maior faceta. A relação com a família, incluindo o fantasma da mãe, rende os melhores momentos. Carolina Álvarez, num papel mórbido e cativante, também merece ser lembrada.

Em algumas entrevistas o elenco teceu loas a Larraín, afirmando que o diretor foi o responsável por tirar deles algumas de suas melhores atuações. Como não há sustos e coisas pulando na tela, é a interação entre os personagens que faz a trama andar. E funciona bem.

Outro trunfo de Meus Mortos Tristes é sua ambientação na periferia. A violência do lugar e o clima de abandono da população de baixa renda faz um paralelo com a situação dos desencarnados que aparecem. A fotografia fria e azulada completa o quadro.

Mas, como dito acima, nem tudo são flores nesse túmulo e, talvez, um filme cairia melhor para essa história. O formato em quatro episódios (de 50 minutos cada) estica demais a trama, o que causa alguns problemas de continuidade e a sensação que o programa está enchendo linguiça.

Outra prova disso é que algumas subtramas ficam subvalorizadas, como o arco de Carol (Dolores Fonzi), filha de Ema, que sofre com a relação mal resolvida com a mãe e com uma perda pessoal. Os pais de Julie também são meio esquecidos durante boa parte do roteiro. O mesmo acontece com Lautaro (Germán De Silva), personagem que carrega um passado de amor não correspondido por Ema.

Ainda assim, Meus Mortos Tristes é uma bela fábula sombria, que fala sobre luto, depressão e memória. Sem contar que a minissérie faz um competente comentário sobre a violência desenfreada nas grandes metrópoles da América Latina. Vale o play nas apariciones.

Escala de tocância de terror:

Título original: Mis muertos tristes
Direção: Pablo Larraín
Roteiro: Anastasia Ayazi, Guillermo Calderón, Mariana Enriquez e Pablo Larraín
Elenco: Mercedes Morán, Dolores Fonzi e Carolina Álvarez
Origem: Argentina

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CRÍTICA: Resident Evil (2026)

Esta é a melhor adaptação dos games, mesmo que, narrativamente, a única semelhança seja a tragédia que acontece na cidade. As semelhanças estão mais na estrutura de como a nova história é contada.

Publicado

em

Resident Evil

A franquia Resident Evil é referência nos videogames, mas penava quando o assunto era adaptação para outras mídias, como TV e cinema, tendo como maior exemplo os filmes estrelados por Milla Jovovich no decorrer de décadas. A franquia tentou um reboot em 2021, mas o desastre veio. Agora, em setembro de 2026, um novo reboot é lançado sob a grife do diretor de “A Hora do Mal“.

Um rapaz que trabalha entregando órgãos em hospitais recebe uma oferta tentadora para ir à cidade de Raccoon City, e o que supostamente seria um serviço simples se torna uma luta pela sobrevivência, já que várias aberrações tomaram conta da cidade e arredores.

Aqui já adianto que essa é a melhor adaptação dos games, mesmo que, narrativamente, a única semelhança seja a tragédia que acontece na cidade. As semelhanças estão mais na estrutura de como a nova história é contada, em alguns detalhes visuais que remetem ao material original e no gameplay; sim, em alguns momentos me senti jogando. A história de “Resident Evil” é simples e direta, e me lembrou muito comédias de erro onde tudo o que podia dar errado dá; o protagonista não tem um minuto de paz em quase toda a jornada. A escolha de um civil sem nenhuma qualificação para combate foi acertada, já que ele serve como um espelho para a maioria de nós e gera identificação.

A polêmica sobre os momentos cômicos não me incomodou por boa parte do filme, mas, quando entram em cena outros personagens humanos, a coisa mudou de figura. O que estava divertido e com bons jumpscares se torna uma bobagem que me incomodou muito. Eu sei que é uma sátira, mas não ficou boa para mim, culminando em um clímax que me deu vergonha alheia. O terror está bem representado pelas criaturas nojentas que aparecem no decorrer do filme e que são inspiradas nos monstros dos jogos; elas são ameaçadoras. Tem gore, mas acho que poderia ser mais.

O filme não é ruim, tem boas cenas, diverte e tem bons sustos. O problema maior é que, quanto mais se aproxima do fim, vai ficando mais bobo.

Escala de tocância de terror:

Título original: Resident Evil
Direção : Zack Cregger
Roteiro: Zack Cregger e Shay Hatter
Produtores Executivos: Oliver Berben, Richard Wright, Robert Bernacchi
Elenco: Austin Abrams, Zach Cherry,Kali Reis e outros

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