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DICA DA SEMANA: Onibaba (1964)

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Lendo o primeiro post da nova pesquisa do querido Cesar “Coffin” Souza sobre o horror feito no Japão me perguntei “já fizemos resenha de Onibaba pro site?” Pois, bem. Não tínhamos.

Onibaba

Onibaba (Onibaba: O Sexo Diabólico / Onibaba: A Mulher Demônio), dirigido por Kaneto Shindo, é levemente inspirado num conto budista. Ambientado durante um período muito sombrio da história do Japão onde armas e alimentos se tornaram moeda devido à sua escassez. O filme conta a história de uma mãe (Nobuko Otowa) e sua nora (Jitsuko Yoshimura) que foram deixadas sozinhas enquanto Kichi, seu filho, foi para a guerra. A dupla mantém seu sustento matando samurais e trocando o fruto de seu roubo por provisões com o inescrupuloso Ushi (Taiji Tonoyama).

Certo dia, Hachi (Kei Satô), homem que estava no campo de batalha com Kichi, chega em condições deploráveis à morada da mulher e conta sobre a morte de seu filho. A recém viúva se envolve com Hachi e a mãe de Kichi, com medo de ser abandonada à propria sorte e também alimentando desejos pelo recém-chegado, começa a contar para sua nora histórias assustadoras sobre mulheres adúlteras. Para amedrontar a nora fingindo ser um demônio, a mãe usa a máscara de um samurai desfigurado que ela havia encontrado perdido nos juncos e matado. Mas, como consequência, a máscara gruda em seu rosto e ela não consegue mais retirá-la.

Os juncos constantemente balançando ao vento contrastando com os closes nos rostos, o uso brilhante do widescreen somado à fotografia em preto e branco lindamente iluminada, fazem de Onibaba não apenas uma grande obra de terror, mas uma obra-prima do cinema sobre protagonistas amorais… e mortais!

Você pode assistir uma versão legendada em português CLICANDO AQUI ou adquirindo o box “Obras-primas do Terror – Vol. 5” da Versátil Home Video.

Ah! Para ler o artigo que falei na abertura dessa dica, acesse o Museu da Meia-Noite.

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DICA DA SEMANA: A Coisa (1985)

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A Coisa

[Por Geraldo de Fraga]

Larry Cohen é um diretor e roteirista mais conhecido entre os fãs da bagaceira pela trilogia It’s Alive (Nasce um Monstro, A Volta do Monstro e A Ilha dos Monstros). Mas em 1985, ele escreveu e dirigiu um filme que, pelo menos aqui no Brasil, se tornou um dos maiores clássicos de horror daquela década: A Coisa (The Stuff).

(mais…)

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DICA DA SEMANA: As Fitas de Poughkeepsie (2007)

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Fitas de Poughkeepsie

Mesmo sendo uma produção de baixíssimo orçamento e com um formato bem pouco comercial (o de falso documentário), As Fitas de Poughkeepsie (The Poughkeepsie Tapes, 2007) ganhou uma certa repercussão na internet, graças às famosas listas de “filmes mais perturbadores e blá blá blá”. No entanto, o longa dirigido por John Erick Dowdle pode ser pesado para alguns, na mesma proporção em que não causa nenhum abalo em outras pessoas. Isso fica por conta da sua sensibilidade.

Para mim, o filme é bem cabuloso e eficiente na forma escolhida para contar a história. Como dito acima, acompanhamos um ‘mockumentary‘ sobre um serial killer chamado ‘o Carniceiro do Rio’, que ataca na região de Poughkeepsie, no estado de Nova York. Após uma caçada sem muito sucesso, a polícia acaba encontrando uma casa onde o assassino guarda milhares de fitas de vídeo com imagens dos crimes cometidos por ele.

O filme então segue a linha da clássica reportagem policial, alternando depoimentos de investigadores, legistas, parentes das vítimas, etc; com as gravações encontradas nas tais fitas em estilo found-footage. O roteiro é todo costurado com a intenção de criar suspense com a parte ‘documental’, para depois chocar com as imagens do assassino atacando e torturando suas vítimas.

Algumas coisas são meio forçadas, como a tentativa de apresentar o serial killer como alguém brilhante, que engana todas as autoridades que o perseguem redefinindo o modus operandi do psicopata clássico. Isso tem o objetivo de justificar porque ele passou tanto tempo sem ser preso, mas fica exagerado.

Por outro lado, o elenco (100% desconhecido do grande público) faz com que o formato jornalístico fique bem crível. Além disso, a trama dá destaque para uma vítima específica, Cheryl Dempsey (Stacy Chbosky), que é uma das partes mais perturbadoras da história. Enfim, As Fitas de Poughkeepsie é um dos melhores filmes dentro do seu subgênero e merece uma assistida. Se vai lhe dar pesadelos, aí é outra coisa. Confira na Darkflix+.

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DICA DA SEMANA: O Predador 2 – A Caçada Continua (1990)

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O Predador 2

Obra bem subestimada dos anos 1990, ouso dizer que O Predador 2 – A Caçada Continua é um daqueles exemplos em que a continuação supera o original. Não vou dizer que ele funcionaria sem o primeiro filme, pois esse aqui tem a vantagem de já ter toda mitologia pré-estabelecida. Mas, na minha opinião, a inclusão do monstrengo no cenário urbano e caótico casou perfeitamente.

No ano de 1997, futuro do ponto de vista do roteiro, Los Angeles é uma bagunça desgraçada, cheia de gangues que brigam pelo controle do crime organizado e, para piorar, uma onda de calor toma conta da cidade. Em meio a essa confusão, temos um rastro de corpos mutilados que não parece ser obra de um criminoso comum.

A investigação fica a cargo do tenente Mike Harrigan (Danny Glover), o típico policial linha dura, mas de bom coração, de filmes de ação da época. O roteiro tem todos os clichês: a rixa entre o protagonista e seus superiores, personagem para alívio cômico (com o saudoso Bill Paxton) e um órgão do governo que acoberta a atividade alienígena. Mike então precisa se adaptar para combater um inimigo muito mais perigoso do que os maloqueiros que enfrenta.

Mas o astro mesmo é o Predador (outra vez interpretado por Kevin Peter Hall, que viria a falecer um ano depois do lançamento do filme), mais sanguinolento do que nunca. Repito: colocar o monstrengo num ambiente urbano foi um acerto formidável, algo que viria a se repetir no longa de 2018, mas de forma desastrosa. O Predador 2 – A Caçada Continua está no catálogo do Disney+. Vai na bola.

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