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CRÍTICA: Não Solte! (2024)

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Não Solte

Alexandre Aja, diretor deste “Não Solte!” (Never Let Go), tem uma trajetória, no mínimo irregular. Após ter se destacado com “Alta Tensão“, exemplar do New French Extremity, ele foi pra Hollywood e assumiu coisas como o remake de “Viagem Maldita” e “Piranha“, mas fez obras originais como “Predadores Assassinos“. Entretanto, no caso do novo filme que está chegando aos cinemas, a assinatura de Aja está apenas nos créditos, porque aparentemente não tem nada nele que remeta ao que ele é capaz de fazer com gore e ultra violência.

Se ignorar esse aspecto e quem o dirige, ainda assim, poderemos perceber que “Não Solte!” tem uma história confusa e, bem, pouco amarrada (com o perdão do trocadilho). Sem muitas explicações além de divagações narradas por duas crianças, o filme apresenta uma família em uma velha casa de madeira no meio do mato. A mãe de dois garotos é Halle Berry que os protege do Mal que está a espreita na floresta e em qualquer lugar fora de seu lar.

Diante de alucinações, flashbacks e cenas de susto gratuito, ficamos sabendo que a única forma segura de sair da casa para caçar, pegar alimentos e passear com o cachorro é andar amarrado a uma corda que está presa às fundações da casa. Isso tudo porque eles vivem em um mundo pós-apocalíptico onde o Mal pode lhes alcançar se não estiverem junto da corda e não rezarem e pagarem penitência após voltar.

E para garantir que o medo que a Momma tem é real, desde o começo compartilhamos das visões que ela tem a respeito das criaturas mortas que a perseguem assim que ela pisa o pé fora do seu lar. É por isso que ela superprotege os garotos e zela por eles desde a hora que acorda até quando vão dormir.

Desta forma podemos presumir que em termos metafóricos, a corda com centenas de metros de comprimento é como se fosse um longo cordão umbilical que faz com que as crianças não se afastem da mãe e do conforto da família. Sendo que quando um dos meninos começa a questionar a privação de liberdade, os perigos começam a ficar mais evidentes.

O problema todo é que tem mandinga e reza demais para pouca história. A maior parte das cenas se resume a ver a família dentro da casa ou saindo para andar na floresta caçar esquilos, coelhos ou grilos. Nessas idas e vindas até rola um paralelo com o contexto inicial de “Maria e João” mostrando que também estão numa terra escassa e sem alimentos. E para manter a nossa atenção, Aja insere um vulto, um susto aqui e ali e uns pesadelos que mostram o que ocorre com meninos teimosos quando se soltam da corda de alguma forma.

Por fim, digo-lhes que é preciso ser muito crédulo (ops!) para achar que apenas isso aí seria suficiente para assombrar as plateias. Ok, no final do segundo ato, acontece algo chocante e inesperado, mas a partir daí acredito que muita gente já tenha largado a mão de “Não Solte!”.

Escala de tocância de terror:

Título Original: Never Let Go
Direção: Alexandre Aja
Elenco: Halle Berry, Percy Daggs IV e Anthony B. Jenkins
Roteiro: KC Coughlin e Ryan Grassby
Ano de lançamento: 2024

* Filme visto em Cabine de Imprensa promovida pela Espaço Z no Cinemark RioMar

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CRÍTICA: Resident Evil (2026)

Esta é a melhor adaptação dos games, mesmo que, narrativamente, a única semelhança seja a tragédia que acontece na cidade. As semelhanças estão mais na estrutura de como a nova história é contada.

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Resident Evil

A franquia Resident Evil é referência nos videogames, mas penava quando o assunto era adaptação para outras mídias, como TV e cinema, tendo como maior exemplo os filmes estrelados por Milla Jovovich no decorrer de décadas. A franquia tentou um reboot em 2021, mas o desastre veio. Agora, em setembro de 2026, um novo reboot é lançado sob a grife do diretor de “A Hora do Mal“.

Um rapaz que trabalha entregando órgãos em hospitais recebe uma oferta tentadora para ir à cidade de Raccoon City, e o que supostamente seria um serviço simples se torna uma luta pela sobrevivência, já que várias aberrações tomaram conta da cidade e arredores.

Aqui já adianto que essa é a melhor adaptação dos games, mesmo que, narrativamente, a única semelhança seja a tragédia que acontece na cidade. As semelhanças estão mais na estrutura de como a nova história é contada, em alguns detalhes visuais que remetem ao material original e no gameplay; sim, em alguns momentos me senti jogando. A história de “Resident Evil” é simples e direta, e me lembrou muito comédias de erro onde tudo o que podia dar errado dá; o protagonista não tem um minuto de paz em quase toda a jornada. A escolha de um civil sem nenhuma qualificação para combate foi acertada, já que ele serve como um espelho para a maioria de nós e gera identificação.

A polêmica sobre os momentos cômicos não me incomodou por boa parte do filme, mas, quando entram em cena outros personagens humanos, a coisa mudou de figura. O que estava divertido e com bons jumpscares se torna uma bobagem que me incomodou muito. Eu sei que é uma sátira, mas não ficou boa para mim, culminando em um clímax que me deu vergonha alheia. O terror está bem representado pelas criaturas nojentas que aparecem no decorrer do filme e que são inspiradas nos monstros dos jogos; elas são ameaçadoras. Tem gore, mas acho que poderia ser mais.

O filme não é ruim, tem boas cenas, diverte e tem bons sustos. O problema maior é que, quanto mais se aproxima do fim, vai ficando mais bobo.

Escala de tocância de terror:

Título original: Resident Evil
Direção : Zack Cregger
Roteiro: Zack Cregger e Shay Hatter
Produtores Executivos: Oliver Berben, Richard Wright, Robert Bernacchi
Elenco: Austin Abrams, Zach Cherry,Kali Reis e outros

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CRÍTICA: Águas Mortais (2026)

“Águas Mortais” é mais um filme de catástrofe com tubarões, trazendo a conhecida fórmula de passageiros ilhados no oceano e predadores famintos à espreita

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Águas Mortais

Filmes de tubarão parecem nunca sair de moda e estreou nesta semana (23/07/26) mais um exemplar de filme de catástrofe com os bichinhos, que tem o “maravilhoso” título de “Águas Mortais” (Deep Water).

A trama acompanha passageiros e tripulantes de um voo com destino a Xangai que se envolvem em um grave acidente quando uma carga explode e causa a queda do avião no meio do Oceano Pacífico. Os sobreviventes terão que descobrir um meio de sair de uma situação que se agrava à medida que vários tubarões famintos querem fazer deles a próxima refeição.

Vou começar deixando claro que o filme é um amontoado de clichês do cinema de catástrofe e que não foi o primeiro a usar essa premissa para inserir tubarões no meio. “Desespero Profundo” (2024) está aí para provar, mesmo sendo bastante inferior ao filme de que estamos falando. Quem já assistiu a filmes do gênero vai se sentir em casa ao esbarrar em estereótipos clássicos, como o herói com traumas, o personagem escroto e, claro, crianças em perigo.

O grande chamariz para mim foi a presença de Ben Kingsley, ator renomado e premiado que faz aqui uma participação especial nos moldes de atores famosos de filmes de catástrofe dos anos 70. O personagem não agrega muito e tem momentos bem piegas no curto tempo em tela. Outro ator famoso é Aaron Eckhart, mais conhecido pelo vilão Duas-Caras na trilogia do Batman de Christopher Nolan.

O diretor “faz-tudo” de Hollywood, Renny Harlin, realiza um trabalho competente aqui, principalmente na cena do acidente e, depois, ao apresentar a ameaça bem aos moldes de “Do Fundo do Mar” (1999) que, por sinal, ele também dirigiu e que guarda semelhanças, como os tubarões de visual PlayStation e velocidade 2.0.

Uma coisa que eu tenho que comentar é a famigerada tela verde, que aqui se faz notar a todo momento em lugares abertos. Fica nítida a artificialidade do mar aberto. Parece que os atores foram “colados” na cena de qualquer jeito, e para cair no vale da estranheza é um pulo.

Águas Mortais” é um filme extremamente clichê, mas conseguiu me divertir em boa parte do tempo, mesmo pecando por não ser tão corajoso. Em um dia chuvoso e nessa estação invernal, é uma ótima pedida. Já para quem é rato de filme de tubarão, existe uma cena que é praticamente copia e cola de “O Último Tubarão” (L’ultimo squalo, 1981).

Escala de tocância de terror:

Título original: Deep Water
Direção: Renny Harlim
Roteiro:Pete Bridges, Shane Armstrong e S.P Kause
Elenco: Aaron Eckhart, Ben Kingsley e outros
Ano de lançamento: 2026

* Este texto foi escrito por um humano sem o uso de IA

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CRÍTICA: Obsessão (2026)

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Obsessão

Obsessão” poderia ser uma comédia romântica da Geração-Z. Temos um boy desinteressante, vacilão e inseguro que vive na friendzone. Ele passa a se interessar pela colega de trabalho e pede ajuda a um de seus amigos e colegas para dominar a arte da paquera. Mas nada sai conforme o combinado.

E como falei, “Obsessão” (Obsession) poderia ser tudo isso acima, mas não é. É denso, melancólico, tenso e catastrófico como um bom filme de terror pode ser. O mais curioso é que é uma produção da Blumhouse e por isso mesmo é surpreendente. De longe parece ser a produção mais ousada que Jason Blum já apostou.

Aqui a gente revisita a maldição da ‘pata do macaco’ em formato de item colecionável de loja esotérica. O tal “One Wish Willow” concede um único desejo às pessoas em vida e por isso mesmo deveria ser usado com cautela. Mas não espere isso de Bear (Michael Johnston), que pede para que sua crush Nikki (Inde Navarrette) se apaixone perdidamente por ele.

Quem já viu a saga “Mestre dos Desejos” sabe que qualquer pedido mal formulado pode se tornar uma maldição e um pesadelo. E neste caso, o amor trazido pelo amuleto não traz paz nem felicidade ao casal. Conduzindo as cenas com uma boa dose de estranheza e esquisitice, o diretor Curry Barker mostra sem pressa a radical mudança de estilo de vida de Nikki na companhia e na ausência de Bear.

É tudo tão imprevisível nas atitudes da garota que os jumpscares acabam funcionando. Impossível até não lembrar da icônica Pearl em algumas cenas em que a pobre Nikki tenta impressionar seu namorado. Inclusive, a dose de estranheza vai aumentando conforme a duração do filme vai passando, com direito a gore e cenas ainda mais violentas, sem alívio cômico.

No fundo, “Obsessão” é mais que um filme de terror. É também um grito de alerta para relacionamentos tóxicos em que a namorada sempre é vista como “louca”. Assim como em “Acompanhante Perfeita“, temos uma boa metáfora sobre o desejo e o interesse masculino sem medir consequências a respeito do que as mulheres sentem.

Confie no hype da vez e se surpreenda. Ah, e um adendo… em seu primeiro teste como ‘scream queen’, posso afirmar sem erro que Inde Navarrette foi aprovada com todos os méritos.

Escala de tocância de terror:

Título original: Obsession
Diretor: Curry Barker
Roteiro: Curry Barker
Elenco: Michael Johnston, Inde Navarrette, Cooper Tomlinson e outros
Ano de lançamento: 2026

* Filme visto em Cabine de Imprensa promovida pela Espaço Z no Cinemark Rio Mar Recife

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