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Comprei a almofada corporal do James de SILENT HILL 2 — 5 coisas que aprendi

Comprei uma almofada corporal licenciada de Silent Hill 2 e descobri que, apesar do impacto ético do objeto, ela é surpreendentemente confortável. Texto originalmente publicado por www.fangoria.com.

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Como dá para perceber pela nossa recente cobertura de Townfall, sou meio nerd de Silent Hill desde criança — até cedo demais para estar vendo meu pai jogar o jogo original. “You’re Not Here”, de Akira Yamaoka, é a música que mais ouvi em serviços de streaming. Já me fantasiei de Lisa Garland e de uma enfermeira de Silent Hill 3 em Halloweens passados. Já acompanhei até a polêmica envolvendo a página do Silent Hill 4 na Wikipedia (não perguntem). Vou viajar ao interior do Japão ainda este ano para ver a Ebisugaoka da vida real que inspirou Silent Hill. Eu cheguei a administrar uma fanpage de Team Silent no Tumblr, para vocês terem uma ideia.

Então, claro, quando OKS GEAR (os mesmos que já nos presentearam com outras peças bizarras de merch de Silent Hill 2) anunciou no Dia da Mentira o lançamento oficial de uma almofada corporal do James, soube na hora que tinha que comprar. Quem jogou Silent Hill 2 (tanto o original de 2001 quanto o aclamado remake de 2024) sabe que — SPOILERS — a almofada remete ao travesseiro que o protagonista James Sunderland usou para sufocar sua esposa doente, Mary, poucos dias antes dos eventos do jogo, o que o leva a uma espiral de culpa e repressão enquanto seu subconsciente tenta lidar com o que ele fez. Por isso a OKS GEAR descreveu a almofada estampada com o James como “uma escolha de vida profundamente questionável” e “a maneira mais confortável de entrar em espiral emocional”.

Para ser direto: este texto não é publieditorial; a almofada não foi presente. Paguei com meu próprio dinheiro porque sou adulta e posso tomar decisões estapafúrdias.

No clima atual de crítica cultural, é comum ver condenações a filmes, jogos ou séries que retratam protagonistas com falhas morais — qualquer coisa que não seja uma pureza moral absoluta costuma gerar reação. Ao contrário de franquias como Resident Evil, em que heróis e vilões são geralmente bem definidos, a própria natureza das temáticas e da narrativa de Silent Hill dificulta apresentar protagonistas totalmente isentos de culpa (pelo menos até o remake de Silent Hill 1, da Bloober Team, apresentar Harry Mason para uma nova audiência).

Sei que muita gente pode se incomodar com a existência de merch de um uxoricida — e com a maneira como o objeto meio que o ‘fofiniza’, num esquema não muito diferente do tratamento dado a Leon Kennedy em Resident Evil (se alguém souber onde consigo uma capa de almofada do Requiem Leon, me avisem). Entendo esse ponto, mas preciso confessar: essa almofada é tão confortável que simplesmente não consigo me importar tanto. OKS GEAR não estava de brincadeira com aquele algodão 100 fios.

Não estamos ficando mais jovens, e se você é como eu — passa o dia curvada em frente ao laptop — provavelmente sente a coluna tão rígida quanto as pernas de uma Lying Figure. Eu durmo de lado e preciso de um colchão novo; meu quadril esquerdo e lombar vivem desalinhados. Já tinha ouvido falar dos benefícios de almofadas corporais para quem dorme de lado, mas só acreditei quando o Sr. Sunderland chegou.

Assim que enrolei a perna sobre o tronco do James (com calma), senti imediatamente um alívio na região lombar e, antes que percebesse, caí em um cochilo perigoso e profundo no meio do dia — só acordei com sonhos levemente perturbadores de ser sufocada enquanto dormia.

Texto originalmente publicado por www.fangoria.com.


Crédito: conteúdo adaptado a partir de publicação original de www.fangoria.com.

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Octavia Spencer dá atualização sobre sequência de “Ma”

Mais de um ano após anúncio de Jason Blum, atriz diz que foco é acertar o roteiro e que Blumhouse prepara surpresas; roteiro em desenvolvimento e Ashley Nicole Black trabalha na sequência.

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Ma

Passou-se mais de um ano desde que Jason Blum anunciou estar “ativamente” desenvolvendo uma sequência de Ma (2019) e confirmou que a vencedora do Oscar, Octavia Spencer havia concordado em reprisar a personagem-título. Desde então, porém, poucas informações foram divulgadas sobre o andamento do projeto.

Em declaração recente, Octavia Spencer falou sobre o progresso do desenvolvimento, ressaltando que o foco está em acertar o roteiro: “Estamos trabalhando duro para entregar um ótimo roteiro. A Blumhouse é a melhor no que faz. Vai estar repleto de surpresas.”

O comentário sugere que já exista um rascunho e que Spencer teve acesso a ele. A atriz e comediante Ashley Nicole Black estaria colaborando na sequência, embora ainda não se saiba se o diretor do primeiro filme, Tate Taylor, vai retornar.

Taylor já demonstrou interesse em uma continuação no passado, afirmando ter deixado Ma em aberto propositalmente para possibilitar uma continuação: “Não acho que imaginávamos que Ma teria essa vida pós-lançamento como um fenômeno de culto, e acho que vale a pena discutir [uma sequência]. Sei que Octavia faria, por isso deixei propositalmente a morte dela ambígua!”

Com Ma ganhando status cult, há demanda por uma sequência — resta aguardar que as coisas avancem mais rápido.

Informação publicada originalmente por www.screamhorrormag.com.


Crédito: conteúdo adaptado a partir de publicação original de www.screamhorrormag.com.

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Remake polêmico de POSSESSION, de Parker Finn, ganha data de lançamento

O remake de Possession dirigido por Parker Finn, que divide opiniões na comunidade do horror, terá estreia em 2027 pela Paramount. A produção mantém elenco de destaque e alguns dos produtores originais mencionados na matéria publicada por www.fangoria.com.

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Embora a recepção entre fãs do horror permaneça morna, o remake de Possessão (Possession) dirigido por Parker Finn segue em frente. A Paramount definiu oficialmente 2027 como o ano de lançamento do filme, que tem Callum Turner e Margaret Qualley como protagonistas numa releitura do terror psicológico de Andrzej Żuławski.

O longa, cuja razão de ser tem sido questionada por parte do público, coloca Turner e Qualley nos papéis originalmente ocupados por Sam Neill e Isabelle Adjani — um casal cuja relação mergulha quase literalmente no inferno quando Anna, personagem de Adjani no original, pede o divórcio e, em seguida, perde o controle.

O remake também terá no elenco Diego Calva, Madeline Brewer, Emory Cohen, Nicholas Alexander Chavez e Paul Dano. Finn dirige a partir de seu próprio roteiro.

A nova versão é produzida por Finn e Jonathan Fass pelo selo Bad Feeling, ao lado de Roy Lee, Andrew Childs, Marc Bienstock e, curiosamente, Robert Pattinson entre os produtores. O projeto marca o primeiro filme de Finn desde o sucesso de Smile e sua sequência, e é também o primeiro de suas obras a não ser uma ideia original.

Em um cenário em que ideias originais parecem cada vez mais raras, questiona-se a necessidade deste remake. Se, por um lado, grandes estúdios vêm apostando em refilmagens que muitas vezes desprovidoas do espírito dos originais, por outro chama atenção a decisão de revisitar um filme tão enraizado na vida pessoal de seu diretor original, potencialmente ofuscando seus temas em nome de um lucro nostálgico.

Informação publicada originalmente por www.fangoria.com.


Crédito: conteúdo adaptado a partir de publicação original de www.fangoria.com.

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Comentários de haters se tornam o verdadeiro vilão no slasher “BIG BABY”

Em BIG BABY, Spider One transforma um slasher em uma crítica ao debate tóxico sobre cinema de horror — especialmente aos podcasters que espalham opiniões rasas e agressivas.

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Big Baby

Todo mundo tem uma opinião. Nem todas as opiniões, porém, têm o mesmo valor. Isso sempre foi verdade, mas, neste mundo de redes sociais em ebulição, ficou ainda mais evidente. Muitas dessas opiniões são mal formuladas por pessoas que não têm a capacidade de elaborar um discurso minimamente consistente. Em outras palavras: boa parte dos aficionados por horror, sejam críticos ou influenciadores, despeja opiniões fracas ou discurso de ódio.

Todos começamos de algum lugar. Aprendemos com o tempo, com tentativas e erros — e assistindo a bons filmes e lendo boas críticas. Críticos competentes se formam com prática, como esculturas moldadas em argila. O mesmo, de certa forma, vale para os maus críticos, mas o material é de qualidade inferior e o trabalho, malfeito.

Além disso, eles não deveriam representar um problema tão grave para o conjunto. Aprenda com os ruins, inclusive: se é possível entender filmes assistindo a péssimas produções, também dá para aprender sobre crítica lendo textos ruins — por mais torturante que seja a experiência. O problema realmente sério aparece quando idiotas com megafones, que não deram certo como comediantes de insulto, se autointitulam críticos.

Essa distinção está no cerne de Big Baby, o novo filme do roteirista e diretor Spider One. Na superfície, trata-se de um slasher. Por baixo, é uma obra de metalinguagem sobre o processo criativo, o funcionamento do cinema de horror e, não menos importante, os “críticos” de podcast.

No filme, os apresentadores do podcast de crítica de cinema de horror Bloodsoaked são dois desses sujeitos que irritam o protagonista Adam Lewis (Brandon Scott), um cineasta de horror e candidato perfeito ao conselho de “você deveria sair do sofá”. Big Baby começa com Adam ouvindo o episódio mais recente do Bloodsoaked, em que Greg e Steve “avaliam” seu último filme.

Chamar o trabalho de Greg e Steve de “cobertura” é o mesmo que comparar um incêndio causado por um chá de revelação com uma experiência em laboratório. Adam se prende ao comentário raso e rasteiro deles como se fosse submetido à Técnica Ludovico. Nenhum dos dois sabe a quem creditar a criação do filme e precisa procurar o nome de Adam enquanto solta insultos dignos de corredor de escola.

No fim, eles sugerem que Adam “se mate”, sem saber que ele está ouvindo — e, ao mesmo tempo, torcendo para que ele o faça. Não é preciso muito esforço para condenar Greg e Steve como narcisistas pretensiosos, nem para tratar o Bloodsoaked como mais uma frequência barulhenta no ecossistema midiático. Quaisquer que tenham sido as motivações de Spider One ao fazer Big Baby, o estado do cinema de horror e de sua crítica certamente está entre elas.

Informação publicada originalmente por www.fangoria.com.


Crédito: conteúdo adaptado a partir de publicação original de www.fangoria.com.

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