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RESENHA: Mimic – Não confie nas vozes (2018)

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Mimic

Pra não dizer que a gente só indica filme antigo, trago aqui este cabuloso lançamento sul-coreano chamado MIMIC: NÃO CONFIE NAS VOZES (Jang-san-beom, 2017/2018) que estrou lá na Coreia do Sul em agosto do passado, mas só este ano entrou no catálogo exclusivo do Youtube Brasil.

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Na trama, acompanhamos o drama de uma família que tenta superar o desaparecimento do pequeno Jun-seo, um dos seus dois filhos. A calmaria tem fim quando encontram uma garotinha perdida na floresta que diz ter o mesmo nome de sua filha, Jun-hee. Daí em diante começam a descobrir que há diversos casos de desaparecimento nessa floresta, que já tem fama de ser assombrada pelas vozes de seus espíritos… enfim, é melhor parar por aqui pra não estragar a experiência.

Escrito e dirigido por Jung Huh (Hide and Seek (Sum-bakk-og-jil), 2013), MIMIC tem cenas belas, sinistras, desconfortáveis, uns jumpscares eficientes e ainda vai além do climão tenso e sádico – o que é já esperado do cinema de gênero sul-coreano – já que também nos confere alguns momentos ternos que humanizam seus personagens e nos fazem torcer por eles. O longa também é muito bem estruturado, não se resumindo assim a nossa protagonista, dando espaço pros demais personagens que acabam encorpando a trama. 

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Apesar das belas imagens, MIMIC se sustenta nos efeitos sonoros. Principalmente no jogo de vozes que ficam buzinando nos ouvidos de todos em cena, que é justamente a premissa do roteiro já previamente entregue pelo subtítulo nacional, trailers e slogan dos cartazes. Sendo assim, assistam com o volume alto.

Em suma, MIMIC é um bom filme de malassombro que vai ficar fácil na lista dos melhores do ano do horror de muitos fãs do gênero este ano.

 
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Título original: Jang-san-beom
Direção: Jung Huh
Roteiro: Jung Huh
Elenco: Jung-ah Yum, Hyuk-kwon Park, Jin Heo
Origem: Coreia do Sul

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RESENHA: O Diabo Branco (2021)

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Diabo Branco

De uma novíssima safra do cinema argentino, chega às salas de cinema no circuito nacional o longa “O Diabo Branco” (El Diablo Blanco), obra de estreia do também ator Ignacio Rogers. A chancela de “filme argentino” e de gênero pode ter aberto algumas portas para esta co-produção latina que depois de dois anos de seu lançamento no país natal ganhou distribuição brasileira pela Pandora Filmes.

O diretor confessa que clássicos oitentistas como “Sexta-Feira 13” e obras mais recentes como “A Bruxa” ajudaram a influenciar esta história que tenta se equilibrar entre um folk-horror e um slasher. “De alguma forma (e exagerando), procurei ser uma espécie de conquistador do gênero, apropriando-me de um terreno já existente e moldando-o de acordo com minhas próprias regras pessoais, que também, de certa forma, são regras locais, latino-americanas.”, explica o diretor.

E o que dá início à trama é uma viagem de carro de quatro amigos pelo interior da Argentina indo passar férias em uma pousada. Ou seja, nada muito diferente a princípio de 90% de coisas como “Pânico na Floresta” ou “A Morte do Demônio“, por exemplo. Mas ao tirar o cenário americano e rostos conhecidos e colocar uma ambientação latinoamericana faz toda a diferença. Boa parte de “O Diabo Branco“, por sinal, foi rodada na província de Tucumán que é cercada de morros e matas fechadas.

O mistério em torno do que rola nos arredores da bucólica pousada vão sendo revelados pouco a pouco. Mas isso também não significa que o filme tenha um ritmo lento. O sumiço dos personagens e as mortes em parte off-screen e em parte mais gráfica rolam a seu tempo sem forçar muito a barra.

O fato de termos uma boa direção de elenco em que os atores realmente parecem pessoas em situações banais ajuda a nos sentirmos mais próximos dos personagens diante dos acontecimentos estranhos que virão na trama de “O Diabo Branco“. Trama que por sinal, se revela depois que existe uma maldição e uma seita secreta que se encarrega de sacrificar vítimas inocentes. Outro clichê, ok, mas funciona.

Escala de tocância de terror:

Direção: Ignacio Rogers
Roteiro: Ignacio Rogers, Paula Manzone e Santiago Fernandez
Elenco: Ezequiel Díaz, Violeta Urtizberea, Julián Tello, Nicola Siri
País de origem: Argentina
Ano de lançamento: 2019

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RESENHA: Aniquilação (2018)

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Aniquilacao

Eis que vemos a Netflix apostando mais uma vez em uma produção de ficção científica. Apesar de ter estreado em território nacional na polêmica plataforma de streaming, o destino de “Aniquilação” (Annihilation) era mesmo o cinema. Os cenários psicodélicos com plantas e criaturas estranhas com mutações lovecraftianas combinariam bem com as telas gigantes em que nos habituamos a ver tais produções. (mais…)

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RESENHA: Fresh (2022)

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Fresh

Todos nós pelo menos em algum momento da vida, sonhamos em encontrar alguém para ser nosso par e viver todas as questões melosas envolvendo o tema (Fábio Jr cantando “Alma Gêmea” na sua cabeça agora). Mas e se encontrássemos alguém que não fosse a pessoa dos sonhos e sim dos nossos pesadelos? Essa é a premissa de “Fresh”, nova produção de terror da plataforma Hulu que veio ao Brasil através da Star+.

Pronto, vamos à história? Noa, uma mulher na casa dos 30 anos divide seu tempo entre obrigações do cotidiano e a procura de pretendentes em aplicativos de namoro. O problema é que, assim como na realidade, a incidência de boys lixo e tóxicos é bastante alta. Mas depois de mais um encontro desastroso, ela já desiludida decide dar um tempo. A questão é que numa ida comum ao mercado, Noa conhece Steve, o tipico galã carinhoso. Logo engatam um romance bem açucarado, mas o que seria fofo se torna macabro quando o rapaz revela uma predileção alimentícia incomum e um prazer em consumir um um certo tipo de carne.

O maior acerto de “Fresh” a meu ver é rabiscar sobre o vício moderno das pessoas em apps de relacionamento e como cada um ali se coloca como carne exposta nas prateleiras à espera de serem selecionadas por alguém. A idealização e a busca de alguém perfeito também é abordada e mostra como essa busca acaba sendo 90% fracassada. No fim, nos resta o vazio e consequentemente a carência. Asim, o longa deixa claro os perigos em que estamos expostos ao encarar isso.

Mas calma, estamos falando de um filme de terror que vem sido alardeado por conter cenas repulsivas. O filme tem momentos gore, sim.. mas para um apreciador de obras como “Cannibal Holocaust” (1980) e até mesmo “Hannibal” (2001) esta nova produção aqui é quase um passeio no parque. Existem momentos chocantes e revoltantes, muito mais pelo contexto do que pelo gore em si.

Fresh” é bacana e mantém o público preso em suas quase duas horas de duração. Ainda assim não é esse gorefest que alguns sites estão alardeando. Seu ritmo mais lento inclusive, está bem mais preocupado em desenvolver seus protagonistas.

Os atores principais estão ótimos em seus papeis e passeiam entre o romance e horror de forma bem satisfatória. A direção e roteiro ficam por conta de mulheres que sabem muito bem pincelar e abordar certos temas de forma muito íntima sem cair muito em clichês. Vai na fé e confira uma história com direção interessante e momentos tensos e ainda instigantes.

Escala de tocância de terror:

Direção: Mimi Cave
Roteiro: Lauryn Kahn
Elenco: Daisy Edgar-Jones, Sebastian Stan, Jonica T. Gibbs e outros
Ano de lançamento: 2022
Plataforma: Star+

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