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DICA DA SEMANA: Filmes sobre Jim Jones

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Jim Jones

[Por Jota Bosco]

Com esse caso horrível que vem ocupando boa parte dos noticiários envolvendo o “médium” João de Deus, não pude deixar de lembrar de um dos grandes horrores da humanidade que também envolveu culto, seitas messiânicas e uma boa dose de picaretagem e mau caratismo: Jim Jones e o caso Jonestown.

A tragédia que marcou a face da humanidade quando 918 membros da seita Templo dos Povos morreram devido ao suicídio/assassinato em massa em novembro de 1978, teve diversas adaptações cinematográficas. Seja puxando para o tom sensacionalista, de teor mais investigativo (no formato “baseado em fatos reais”) ou como documentário, algumas estão disponíveis no YouTube. Preparei uma lista com algumas delas.

Guyana: Cult of the Damned (1979)

A versão do filho do senhor Cardona, que também dirigiu o bom “Bermuda Triangle” (esse vou guardar para uma futura dica), conta a história do incidente de uma forma bem carregada no sensacionalismo. Como a campanha de divulgação falava: “O filme que se atreveu a contar a verdade!”
Link: https://youtu.be/pEQ5Wlxtt9g


Guyana Tragedy: The story of Jim Jones (1980)

Uma versão bem mais “séria”, com destaque para a ótima atuação de Powers Boothe como o líder da seita. Vários rostos conhecidos no cast também tornam esse filme feito para a TV uma experiência interessante.
Link: https://youtu.be/l992U04zC4w


 

DOCUMENTÁRIOS

Como a realidade muitas vezes é mais assustadora do que a ficção, achei legal colocar esses aqui na lista:

Jonestown: Life And Death on People’s Temple (2006)

O mais completo documentário a meu ver. Contém cenas inéditas e narrativa bem amarrada.
Link: https://youtu.be/1a-QisuvxNk


Jonestown: Paradise Lost (2007)

Esse documentário é bem peculiar. Ele mistura encenação com imagens reais e no final das contas finda meio que perdendo um pouco de credibilidade, mesmo sendo resultado de uma boa pesquisa e com grandes entrevistas, tipo a entrevista com o filho de Jim Jones, por exemplo.
Link: https://youtu.be/VWqACvTknls


FILMES “INSPIRADOS”

Vivos Serão Devorados (1980)

Até no ciclo dos canibais tem filme que bebeu nessa fonte!
Mermão… Direção de Umberto Lenzi, com Robert Kerman, Janet Agren e Mel Ferrer! Tá esperando o quê?!! Clica e assiste!
Link: https://youtu.be/-hFbncS66b0

E pra encerrar, vou apenas citar algumas obras mais recentes mas que vocês terão de procurar aí uma forma de assistir:

O Último Sacramento (2013), do diretor queridinho Ty West:

A Seita (2016). Filme com Jessica Alba e Thomas Jane

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Simpático de corpo™ Vimeo: https://vimeo.com/jotabosco/ Youtube: https://www.youtube.com/user/sonicbosco/videos

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DICA DA SEMANA: A Coisa (1985)

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A Coisa

[Por Geraldo de Fraga]

Larry Cohen é um diretor e roteirista mais conhecido entre os fãs da bagaceira pela trilogia It’s Alive (Nasce um Monstro, A Volta do Monstro e A Ilha dos Monstros). Mas em 1985, ele escreveu e dirigiu um filme que, pelo menos aqui no Brasil, se tornou um dos maiores clássicos de horror daquela década: A Coisa (The Stuff).

(mais…)

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DICA DA SEMANA: As Fitas de Poughkeepsie (2007)

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Fitas de Poughkeepsie

Mesmo sendo uma produção de baixíssimo orçamento e com um formato bem pouco comercial (o de falso documentário), As Fitas de Poughkeepsie (The Poughkeepsie Tapes, 2007) ganhou uma certa repercussão na internet, graças às famosas listas de “filmes mais perturbadores e blá blá blá”. No entanto, o longa dirigido por John Erick Dowdle pode ser pesado para alguns, na mesma proporção em que não causa nenhum abalo em outras pessoas. Isso fica por conta da sua sensibilidade.

Para mim, o filme é bem cabuloso e eficiente na forma escolhida para contar a história. Como dito acima, acompanhamos um ‘mockumentary‘ sobre um serial killer chamado ‘o Carniceiro do Rio’, que ataca na região de Poughkeepsie, no estado de Nova York. Após uma caçada sem muito sucesso, a polícia acaba encontrando uma casa onde o assassino guarda milhares de fitas de vídeo com imagens dos crimes cometidos por ele.

O filme então segue a linha da clássica reportagem policial, alternando depoimentos de investigadores, legistas, parentes das vítimas, etc; com as gravações encontradas nas tais fitas em estilo found-footage. O roteiro é todo costurado com a intenção de criar suspense com a parte ‘documental’, para depois chocar com as imagens do assassino atacando e torturando suas vítimas.

Algumas coisas são meio forçadas, como a tentativa de apresentar o serial killer como alguém brilhante, que engana todas as autoridades que o perseguem redefinindo o modus operandi do psicopata clássico. Isso tem o objetivo de justificar porque ele passou tanto tempo sem ser preso, mas fica exagerado.

Por outro lado, o elenco (100% desconhecido do grande público) faz com que o formato jornalístico fique bem crível. Além disso, a trama dá destaque para uma vítima específica, Cheryl Dempsey (Stacy Chbosky), que é uma das partes mais perturbadoras da história. Enfim, As Fitas de Poughkeepsie é um dos melhores filmes dentro do seu subgênero e merece uma assistida. Se vai lhe dar pesadelos, aí é outra coisa. Confira na Darkflix+.

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DICA DA SEMANA: O Predador 2 – A Caçada Continua (1990)

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O Predador 2

Obra bem subestimada dos anos 1990, ouso dizer que O Predador 2 – A Caçada Continua é um daqueles exemplos em que a continuação supera o original. Não vou dizer que ele funcionaria sem o primeiro filme, pois esse aqui tem a vantagem de já ter toda mitologia pré-estabelecida. Mas, na minha opinião, a inclusão do monstrengo no cenário urbano e caótico casou perfeitamente.

No ano de 1997, futuro do ponto de vista do roteiro, Los Angeles é uma bagunça desgraçada, cheia de gangues que brigam pelo controle do crime organizado e, para piorar, uma onda de calor toma conta da cidade. Em meio a essa confusão, temos um rastro de corpos mutilados que não parece ser obra de um criminoso comum.

A investigação fica a cargo do tenente Mike Harrigan (Danny Glover), o típico policial linha dura, mas de bom coração, de filmes de ação da época. O roteiro tem todos os clichês: a rixa entre o protagonista e seus superiores, personagem para alívio cômico (com o saudoso Bill Paxton) e um órgão do governo que acoberta a atividade alienígena. Mike então precisa se adaptar para combater um inimigo muito mais perigoso do que os maloqueiros que enfrenta.

Mas o astro mesmo é o Predador (outra vez interpretado por Kevin Peter Hall, que viria a falecer um ano depois do lançamento do filme), mais sanguinolento do que nunca. Repito: colocar o monstrengo num ambiente urbano foi um acerto formidável, algo que viria a se repetir no longa de 2018, mas de forma desastrosa. O Predador 2 – A Caçada Continua está no catálogo do Disney+. Vai na bola.

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