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CRÍTICA: The Nightmare (2015)

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[Por Felipe Macedo]

Imaginou estar deitado em sua cama e não conseguir se mover ou falar? A situação por si já é assustadora e traumática, agora adicione uma ameaça sobrenatural que te ataca nessa situação? “The Nightmare” apresenta vários relatos de pessoas comuns que passaram por momentos de desespero durante o sono. E é justamente nisso que o longa de Siegfried Peters que está no catálogo da Netflix se foca.

Quando eu tinha por volta de sete anos passei por uma situação que considerei como um terrível pesadelo. Mesmo depois de tantos anos nunca esqueci esse momento que me marcou. E após ver este filme, percebi que recebi a visita da entidade que o documentário retrata como sendo a figura que amedronta o imaginário de muita gente.

Imaginem o cagaço que passei. Numa noite comum, dormindo no mesmo quarto com minha mãe e irmãos, vi projetado na parede essa entidade que me encarava e chicoteava o vento. O som era cada vez mais forte e por mais que tentasse gritar e me mexer eu não conseguia, paralisado de medo… Até que depois dormi do nada.

Após este breve flashback, vamos ao filme… O longa segue a regra de vários documentários que mostram os relatos das vítimas, seguidas de reconstituições. É aí que entra o horror. As cenas são bem produzidas e conseguem representar bem os momentos de medo de forma bastante efetiva. Nesse sentido, “The Nightmare” consegue ser superior a vários filmes que são vendidos como terror.

O maior defeito do longa é não ter embasamento cientifico ou de qualquer outro meio, dando aquela impressão de um sensacionalismo forçado… No entanto, se eu não tivesse passado por uma situação semelhante não teria comprado a ideia. Pra quem procura algo diferente e curte o formato de documentário, precisa conhecer essa obra. Mesmo que você não acredite no que está sendo passado, com certeza, um arrepio na espinha você vai sentir com a possibilidade disso ser real.

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DICA DA SEMANA: A Coisa (1985)

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A Coisa

[Por Geraldo de Fraga]

Larry Cohen é um diretor e roteirista mais conhecido entre os fãs da bagaceira pela trilogia It’s Alive (Nasce um Monstro, A Volta do Monstro e A Ilha dos Monstros). Mas em 1985, ele escreveu e dirigiu um filme que, pelo menos aqui no Brasil, se tornou um dos maiores clássicos de horror daquela década: A Coisa (The Stuff).

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DICA DA SEMANA: As Fitas de Poughkeepsie (2007)

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Fitas de Poughkeepsie

Mesmo sendo uma produção de baixíssimo orçamento e com um formato bem pouco comercial (o de falso documentário), As Fitas de Poughkeepsie (The Poughkeepsie Tapes, 2007) ganhou uma certa repercussão na internet, graças às famosas listas de “filmes mais perturbadores e blá blá blá”. No entanto, o longa dirigido por John Erick Dowdle pode ser pesado para alguns, na mesma proporção em que não causa nenhum abalo em outras pessoas. Isso fica por conta da sua sensibilidade.

Para mim, o filme é bem cabuloso e eficiente na forma escolhida para contar a história. Como dito acima, acompanhamos um ‘mockumentary‘ sobre um serial killer chamado ‘o Carniceiro do Rio’, que ataca na região de Poughkeepsie, no estado de Nova York. Após uma caçada sem muito sucesso, a polícia acaba encontrando uma casa onde o assassino guarda milhares de fitas de vídeo com imagens dos crimes cometidos por ele.

O filme então segue a linha da clássica reportagem policial, alternando depoimentos de investigadores, legistas, parentes das vítimas, etc; com as gravações encontradas nas tais fitas em estilo found-footage. O roteiro é todo costurado com a intenção de criar suspense com a parte ‘documental’, para depois chocar com as imagens do assassino atacando e torturando suas vítimas.

Algumas coisas são meio forçadas, como a tentativa de apresentar o serial killer como alguém brilhante, que engana todas as autoridades que o perseguem redefinindo o modus operandi do psicopata clássico. Isso tem o objetivo de justificar porque ele passou tanto tempo sem ser preso, mas fica exagerado.

Por outro lado, o elenco (100% desconhecido do grande público) faz com que o formato jornalístico fique bem crível. Além disso, a trama dá destaque para uma vítima específica, Cheryl Dempsey (Stacy Chbosky), que é uma das partes mais perturbadoras da história. Enfim, As Fitas de Poughkeepsie é um dos melhores filmes dentro do seu subgênero e merece uma assistida. Se vai lhe dar pesadelos, aí é outra coisa. Confira na Darkflix+.

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DICA DA SEMANA: O Predador 2 – A Caçada Continua (1990)

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O Predador 2

Obra bem subestimada dos anos 1990, ouso dizer que O Predador 2 – A Caçada Continua é um daqueles exemplos em que a continuação supera o original. Não vou dizer que ele funcionaria sem o primeiro filme, pois esse aqui tem a vantagem de já ter toda mitologia pré-estabelecida. Mas, na minha opinião, a inclusão do monstrengo no cenário urbano e caótico casou perfeitamente.

No ano de 1997, futuro do ponto de vista do roteiro, Los Angeles é uma bagunça desgraçada, cheia de gangues que brigam pelo controle do crime organizado e, para piorar, uma onda de calor toma conta da cidade. Em meio a essa confusão, temos um rastro de corpos mutilados que não parece ser obra de um criminoso comum.

A investigação fica a cargo do tenente Mike Harrigan (Danny Glover), o típico policial linha dura, mas de bom coração, de filmes de ação da época. O roteiro tem todos os clichês: a rixa entre o protagonista e seus superiores, personagem para alívio cômico (com o saudoso Bill Paxton) e um órgão do governo que acoberta a atividade alienígena. Mike então precisa se adaptar para combater um inimigo muito mais perigoso do que os maloqueiros que enfrenta.

Mas o astro mesmo é o Predador (outra vez interpretado por Kevin Peter Hall, que viria a falecer um ano depois do lançamento do filme), mais sanguinolento do que nunca. Repito: colocar o monstrengo num ambiente urbano foi um acerto formidável, algo que viria a se repetir no longa de 2018, mas de forma desastrosa. O Predador 2 – A Caçada Continua está no catálogo do Disney+. Vai na bola.

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