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DICA DA SEMANA: “O Cadáver Desaparecido” (1942)

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[Por Osvaldo Neto]

Você tem menos de uma hora e meia para assistir a um filme e quer simplesmente se divertir? Nesse sentido, não há como se desapontar com os ‘quickies‘ que Bela Lugosi fez nos anos 40. O ator que encarnou um dos Dráculas mais memoráveis do cinema se viu envolvido com o estúdio Monogram, uma máquina de fazer filmes B, quando sua carreira estava em franca decadência. Bons e velhos tempos do ‘Poverty Row‘.

O CADÁVER DESAPARECIDO (The Corpse Vanishes), também conhecido com o título RAPTOR DE NOIVAS, é o 4º dos 9 filmes que o ícone do horror estrelou para a Monogram. Lugosi faz aqui mais outro cientista louco e, para variar, ele está sensacional.

Na trama, jovens noivas desfalecem durante suas cerimônias de casamento, aparentemente mortas. Como se isso não fosse estranho o bastante, os seus corpos também desaparecem. Os policiais, obviamente, são um bando de trouxas que não encontram pistas e nem sabem o que fazer.

É quando a repórter Patricia Hunter (Luana Walters) dá uma investigada aqui e ali e já segue rumo à sinistra mansão do igualmente sinistro Dr. Lorenz (Lugosi, quem mais seria?) em companhia do Dr. Foster (Tristam Coffin). Lorenz mora com sua esposa, a megera Condessa Lorenz (Elisabeth Russel) e os criados, uma velha (Minerva Urecal) e seus dois filhos (o ex-boxeador Frank Moran e o anão Angelo Rossitto, de FREAKS). Se você pensou que esse povo todo também era sinistro, acertou.

Não há mistério para o espectador que sabe desde o início que o Dr. Lorenz e sua turminha do barulho são os responsáveis pelo sumiço das noivas. Mas e o motivo de tudo? Hum… assistam.

Mesmo com apenas 1h05 de duração, O CADÁVER DESAPARECIDO demora um pouco para engrenar mas o filme do pau pra toda obra Wallace Fox – que fez outros seis no mesmo ano – até que tem alguma atmosfera e uma boa dose de humor intencional (e não intencional também). Ele também não nos poupa dos clichês de filmes de mansão macabra, de portas batendo, de diálogos e situações ridículas, mas tudo isso faz parte da graça e do charme que fazem esses pequenos filmes B de matinê sobreviverem ao curso do tempo.

O filme encontra-se em domínio público e pode ser assistido com legendas em português através do YouTube.

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DICA DA SEMANA: A Coisa (1985)

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A Coisa

[Por Geraldo de Fraga]

Larry Cohen é um diretor e roteirista mais conhecido entre os fãs da bagaceira pela trilogia It’s Alive (Nasce um Monstro, A Volta do Monstro e A Ilha dos Monstros). Mas em 1985, ele escreveu e dirigiu um filme que, pelo menos aqui no Brasil, se tornou um dos maiores clássicos de horror daquela década: A Coisa (The Stuff).

(mais…)

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DICA DA SEMANA: As Fitas de Poughkeepsie (2007)

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Fitas de Poughkeepsie

Mesmo sendo uma produção de baixíssimo orçamento e com um formato bem pouco comercial (o de falso documentário), As Fitas de Poughkeepsie (The Poughkeepsie Tapes, 2007) ganhou uma certa repercussão na internet, graças às famosas listas de “filmes mais perturbadores e blá blá blá”. No entanto, o longa dirigido por John Erick Dowdle pode ser pesado para alguns, na mesma proporção em que não causa nenhum abalo em outras pessoas. Isso fica por conta da sua sensibilidade.

Para mim, o filme é bem cabuloso e eficiente na forma escolhida para contar a história. Como dito acima, acompanhamos um ‘mockumentary‘ sobre um serial killer chamado ‘o Carniceiro do Rio’, que ataca na região de Poughkeepsie, no estado de Nova York. Após uma caçada sem muito sucesso, a polícia acaba encontrando uma casa onde o assassino guarda milhares de fitas de vídeo com imagens dos crimes cometidos por ele.

O filme então segue a linha da clássica reportagem policial, alternando depoimentos de investigadores, legistas, parentes das vítimas, etc; com as gravações encontradas nas tais fitas em estilo found-footage. O roteiro é todo costurado com a intenção de criar suspense com a parte ‘documental’, para depois chocar com as imagens do assassino atacando e torturando suas vítimas.

Algumas coisas são meio forçadas, como a tentativa de apresentar o serial killer como alguém brilhante, que engana todas as autoridades que o perseguem redefinindo o modus operandi do psicopata clássico. Isso tem o objetivo de justificar porque ele passou tanto tempo sem ser preso, mas fica exagerado.

Por outro lado, o elenco (100% desconhecido do grande público) faz com que o formato jornalístico fique bem crível. Além disso, a trama dá destaque para uma vítima específica, Cheryl Dempsey (Stacy Chbosky), que é uma das partes mais perturbadoras da história. Enfim, As Fitas de Poughkeepsie é um dos melhores filmes dentro do seu subgênero e merece uma assistida. Se vai lhe dar pesadelos, aí é outra coisa. Confira na Darkflix+.

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DICA DA SEMANA: O Predador 2 – A Caçada Continua (1990)

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O Predador 2

Obra bem subestimada dos anos 1990, ouso dizer que O Predador 2 – A Caçada Continua é um daqueles exemplos em que a continuação supera o original. Não vou dizer que ele funcionaria sem o primeiro filme, pois esse aqui tem a vantagem de já ter toda mitologia pré-estabelecida. Mas, na minha opinião, a inclusão do monstrengo no cenário urbano e caótico casou perfeitamente.

No ano de 1997, futuro do ponto de vista do roteiro, Los Angeles é uma bagunça desgraçada, cheia de gangues que brigam pelo controle do crime organizado e, para piorar, uma onda de calor toma conta da cidade. Em meio a essa confusão, temos um rastro de corpos mutilados que não parece ser obra de um criminoso comum.

A investigação fica a cargo do tenente Mike Harrigan (Danny Glover), o típico policial linha dura, mas de bom coração, de filmes de ação da época. O roteiro tem todos os clichês: a rixa entre o protagonista e seus superiores, personagem para alívio cômico (com o saudoso Bill Paxton) e um órgão do governo que acoberta a atividade alienígena. Mike então precisa se adaptar para combater um inimigo muito mais perigoso do que os maloqueiros que enfrenta.

Mas o astro mesmo é o Predador (outra vez interpretado por Kevin Peter Hall, que viria a falecer um ano depois do lançamento do filme), mais sanguinolento do que nunca. Repito: colocar o monstrengo num ambiente urbano foi um acerto formidável, algo que viria a se repetir no longa de 2018, mas de forma desastrosa. O Predador 2 – A Caçada Continua está no catálogo do Disney+. Vai na bola.

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