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Críticas

CRÍTICA: Annabelle 2: A Criação do Mal (2017)

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em

Annabelle Creation

[Por Felipe Macedo e Jarmeson de Lima]

Após se tornar um fenômeno de crítica e bilheteria, a franquia Invocação do Mal começou a ganhar alguns spinoffs como o primeiro Annabelle e o já anunciado filme da freira Valak. O fato é que o primeiro filme da boneca que roubou a cena no primeiro Invocação ficou aquém do esperado e tudo o que se viu foi uma produção insossa e mal realizada. Agora, dois anos depois, chegou a sequência prometida com uma tentativa de evolução da história em todos os sentidos, contando a “verdadeira origem” por trás da maldição.

“Nossa, que bom que fizeram mais um filme que explica tudo mastigadinho”

A história segue um grupo formado por uma freira e algumas órfãs rumo a uma casa no meio do mato para formar no local um novo orfanato. Chegando lá são recebidas por um senhor que é um dos donos da casa recebendo-as de maneira bem fria e distante. Sua mulher, no entanto, não pode acolher as visitas porque vive muito debilitada e reclusa em seu quarto. E enquanto as meninas vão tentando entrar na rotina do lugar, descobrem que existe mais uma residente, a vilanesca boneca que dá o nome ao filme. A partir daí, as moças descobriram o terror e o medo que só Annabelle sabe proporcionar com seu histórico de maldades.

“Não acredito que o Toca o Terror não adorou o filme!”

Bem, dito isso, temos todos os ingredientes necessários para um filme de casas assombradas com todos os clichês que se imagina nesse tipo de produção. Particularmente não achei isso um demérito, já que tecnicamente esse é beeeem superior ao primeiro filme e o trabalho de fotografia e da equipe criativa proporciona um bom clima onde se cria uma aflição por cantos escuros e do que pode sair de lá. Imagine que altos jumpscares virão obviamente dessas cenas. A direção segue a cartilha do produtor James Wan e a sensação que fica é que o cara também dirigiu esse episódio, apesar de que o diretor de verdade é David F. Sandberg, criador de “Lights Out“, outra cria da escola Waniana.

“Ou fazem o próximo filme dela ao lado do Fofão ou digam adeus a Annabelle”

Além das influências óbvias, o roteiro nos traz uma dupla de protagonistas carismáticas ajudando o público a temer pelo seus destinos. Alguns momentos sinistros ainda arrancam aquele sorrisinho nervoso, mas como nem tudo são flores, temos que reconhecer que o ponto chave do roteiro é bastante furado e nos causa um certo incômodo. O problema mais uma vez é tratar o público como crianças que precisam ver explicações redundantes e sustos na tela a cada minuto.

Veredito final:

* Dentro de tantas produções fracas que chegam ao nosso cinema, Annabelle 2 é de certa forma um bom filme e promete divertir quem gosta de uma diversão pipoca. (Felipe)

Escala de tocância de terror:

* Annabelle 2 é mais um daqueles filmes bestas que não se sustenta em pé e que para não ser totalmente esquecido apela aos easter-eggs do universo Waniano como forma de capturar a atenção do espectador. (Jarmeson)

Escala de tocância de terror:

Título: Annabelle: Creation
Diretor: David F. Sandberg
Roteiro: Gary Dauberman
Elenco: Lulu Wilson, Talitha Bateman, Miranda Otto, Antony LaPaglia
País de origem: EUA

* Filme visto na Cabine de Imprensa e na Pré-Estreia promovidas pela Espaço Z no Cinemark Rio Mar

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"Nós deixamos de procurar os monstros embaixo de nossas camas, quando percebemos que eles estão dentro de nós"

2 comentários

1 comentário

  1. Eduardo Cavalcante

    5 de outubro de 2017 às 20:58

    A história é básica e o telespectador mais cascudo, já mata a charada nos primeiros 15 minutos. Mas nem por isso o filme é ruim. Algumas cenas garantem alguns sustos, se você deixar rolar. Os personagens são básicos, mas bem interpretados pelo elenco.

    Annabelle não tem nada de inovador e não acrescenta nada de novo ao gênero. É um filme mediano, mas que ainda assim vale á pena dar uma conferida.

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Críticas

CRÍTICA: Eles Vão Te Matar (2026)

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Eles Vão Te Matar

Mulher chega em um prédio sinistro e se torna vítima de um complô satanista. Bem, isso aí a gente vê no cinema desde “O Bebê de Rosemary“. Mas nunca de uma forma tão “divertida” como agora em “Eles Vão Te Matar” (They Will Kill You).

Tentando se equilibrar num limite tênue entre humor, terror e ação, o longa de Kirill Sokolov leva Asia Reaves (Zazie Beetz) até o centenário Virgil, um imóvel que esconde segredos entre seus andares. E no gerenciamento de empregados, hóspedes e seguidores de satã está Lily Woodhouse (Patricia Arquette) dando as ordens.

Se você viu o trailer, vai perceber que ali estão ótimas cenas de luta e ataques de uma forma escrachada e devidamente bem coreografadas. São sequências em que Asia tem que literalmente brigar para sobreviver diante dos que querem lhe matar, conforme anuncia o título do filme. Algo como “Constantinemeets Kill Bill“.

Montado um pouco como se fosse um videogame com várias fases em que cada andar do Virgil apresenta um novo desafio, “Eles Vão Te Matar” traz na gênese esse terror de sobrevivência com uma temática sobrenatural/diabólica regado a litros de sangue jorrando na tela. Não tem lá uma crítica social foda nem nada muito inspirador, mas funciona mais do que a continuação que fizeram para “Casamento Sangrento“, em que inventaram uma motivação que não cola.

O diretor russo consegue extrair risadas em meio a cenas grotescas e mostra como a protagonista vira a verdadeira ameaça para seus algozes, utilizando qualquer arma que esteja à mão. Essa sarcástica aventura dura menos de duas horas e mostra que é possível fazer algo assim de forma despretensiosa sem enrolar demais até chegar na catarse final.

Escala de tocância de terror:

* Filme visto em Cabine de Imprensa promovida pela Espaço Z

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CRÍTICA: Obsessão (2026)

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Obsessão

Obsessão” poderia ser uma comédia romântica da Geração-Z. Temos um boy desinteressante, vacilão e inseguro que vive na friendzone. Ele passa a se interessar pela colega de trabalho e pede ajuda a um de seus amigos e colegas para dominar a arte da paquera. Mas nada sai conforme o combinado.

E como falei, “Obsessão” (Obsession) poderia ser tudo isso acima, mas não é. É denso, melancólico, tenso e catastrófico como um bom filme de terror pode ser. O mais curioso é que é uma produção da Blumhouse e por isso mesmo é surpreendente. De longe parece ser a produção mais ousada que Jason Blum já apostou.

Aqui a gente revisita a maldição da ‘pata do macaco’ em formato de item colecionável de loja esotérica. O tal “One Wish Willow” concede um único desejo às pessoas em vida e por isso mesmo deveria ser usado com cautela. Mas não espere isso de Bear (Michael Johnston), que pede para que sua crush Nikki (Inde Navarrette) se apaixone perdidamente por ele.

Quem já viu a saga “Mestre dos Desejos” sabe que qualquer pedido mal formulado pode se tornar uma maldição e um pesadelo. E neste caso, o amor trazido pelo amuleto não traz paz nem felicidade ao casal. Conduzindo as cenas com uma boa dose de estranheza e esquisitice, o diretor Curry Barker mostra sem pressa a radical mudança de estilo de vida de Nikki na companhia e na ausência de Bear.

É tudo tão imprevisível nas atitudes da garota que os jumpscares acabam funcionando. Impossível até não lembrar da icônica Pearl em algumas cenas em que a pobre Nikki tenta impressionar seu namorado. Inclusive, a dose de estranheza vai aumentando conforme a duração do filme vai passando, com direito a gore e cenas ainda mais violentas, sem alívio cômico.

No fundo, “Obsessão” é mais que um filme de terror. É também um grito de alerta para relacionamentos tóxicos em que a namorada sempre é vista como “louca”. Assim como em “Acompanhante Perfeita“, temos uma boa metáfora sobre o desejo e o interesse masculino sem medir consequências a respeito do que as mulheres sentem.

Confie no hype da vez e se surpreenda. Ah, e um adendo… em seu primeiro teste como ‘scream queen’, posso afirmar sem erro que Inde Navarrette foi aprovada com todos os méritos.

Escala de tocância de terror:

Título original: Obsession
Diretor: Curry Barker
Roteiro: Curry Barker
Elenco: Michael Johnston, Inde Navarrette, Cooper Tomlinson e outros
Ano de lançamento: 2026

* Filme visto em Cabine de Imprensa promovida pela Espaço Z no Cinemark Rio Mar Recife

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CRÍTICA: Passageiro do Mal (2026)

O trailer de “Passageiro do Mal” já avisava que vinha clichê por aí, mas a minha mente insistiu no clássico “vai que é bom”. Não era.

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Passageiro do Mal

Passageiro do Mal” (Passenger) surgiu do nada (pelo menos para mim) nos últimos meses e, mesmo achando o trailer extremamente genérico e clichê, fiquei tentado a dar uma conferida. No fundo da minha mente ecoava: “vai que é bom e você está só sendo chato”. Então, com a estreia, decidi me arriscar no cinema e tirar minhas conclusões, que veremos a seguir.

A história segue um jovem casal que decide trocar a vida em um grande centro urbano pela aventura de viver pelo campo. Só que eles encontram o terror quando viram alvos de uma entidade demoníaca que caça vidas pelas rodovias. A questão é se eles vão seguir o caminho certo ou acabar dirigindo para a morte certa.

Olha, eu até gosto de filmes ruins quando eles se assumem dessa maneira. Acho, no geral, os filmes da The Asylum divertidíssimos, mas em “Passageiro do Mal” os realizadores foram para a direção mais clichê e imbecil possível, além de se levarem a sério demais. Eu me senti de volta ao início dos anos 2000, época em que filmes de assombração como este apareciam a rodo nos cinemas.

Os protagonistas são sem sal, com pouco carisma e desenvolvimento, enquanto os coadjuvantes são folhas em branco de tão rasos. A ameaça tem um visual bem questionável e pertence àquela categoria de vilões sobrenaturais que, assim que aparecem na tela, soltam um grito “assustador”.

A direção e o roteiro estão de mãos dadas na tentativa de assustar de uma forma que virou piada há décadas. Todas as tentativas de susto são extremamente telegrafadas, e as cenas de gore com CGI ruim enterraram de vez o longa. O diretor que tinha mostrado seu talento nos longas “A Autópsia” e “A Última Viagem do Deméter“, pareceu que aqui só estava interessado no contracheque mesmo.

Um filme claramente descartável que deveria ser uma sobra de streaming, mas que jogaram no cinema para pegar besta e masoquista. Neste caso, fui os dois. Aconselho você a respeitar o seu dinheiro e fazer outra coisa com o valor do ingresso.

Escala de tocância de terror:

Título original: Passenger
Direção: André Øvredal
Roteiro: Zachary Donohue e T.W. Burgess
Elenco: Melissa Leo, Lou Llobell, Jacob Scipio e outros
Duração: 94 min

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