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Críticas

CRÍTICA: Supermax – Ep.1 (2016)

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[Por Geraldo de Fraga e Jarmeson de Lima]

Acabou de estrear, após bastante expectativa, a “nova série da Globo”: Supermax. A série foi vendida como um produto voltado ao horror e diferente do que se faz nos padrões da emissora. Infelizmente, entre o que a gente espera e o que realmente foi ao ar há uma diferença grande. Basta lembrar do seriado produzido no ano passado Amorteamo que era anunciado como uma história baseada em “Assombrações do Recife Velho” e que se revelou um romance gótico a la Tim Burton.

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Antes da estreia em si, a emissora exibiu um mini-especial em que mostra praticamente tudo o que se precisava saber sobre a série. Pra quem não acompanhava as notícias sobre Supermax, digamos que esse breve prólogo tivesse sido didático. Mas pra quem já sabia do que se tratava (um ficcional reality-show com gente problemática em uma prisão de segurança máxima em busca de um prêmio), tivemos apenas o mais do mesmo.

O primeiro episódio, além de tudo, foi confuso, tentando mostrar muita coisa do passado dos personagens numa edição corrida e pobre. Do elenco não dá pra falar muito ainda, até mesmo porque o texto não ajuda. Mas para quem não viu ainda, fique sabendo que a série traz tanto rostos conhecidíssimos como o de Mariana Ximenes e Cléo Pires como ainda um bocado de nomes não tão famosos para dar aquela equilibrada.

Supermax tem uma edição ruim e um roteiro pior ainda com diálogos bem caricatos. Mas o maior erro do programa foi achar que seu público alvo é o mesmo do Big Brother Brasil. E não é só por causa de Pedro Bial e sua cara de tabaco leso. Todo o primeiro episódio foi preenchido com referências à “casa mais vigiada do país”: Big-Fone, Teste de Resistência, Confessionário…

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A Globo realmente acha que seu BBB está inserido na cultura pop a ponto de ser usado como base para uma série de horror? Notamos através das redes sociais, que houve uma grande boa vontade do público em dar uma chance a Supemax. Normalmente esse mesmo público só consome esse tipo de série quando vem de fora mas infelizmente a expectativa deu lugar a frustração.

José Alvarenga Jr. assina a direção geral da série ao lado dos escritores Fernando Bonassi e Marçal Aquino com mais uma equipe de consultores e roteiristas dentre os quais estão Dennison Ramalho e Juliana Rojas. Ainda é cedo para saber o quanto foi aproveitado ou suavizado na série das ideias propostas por Dennison e Juliana, roteiristas que já demonstraram talento em suas produções independentes.

A série pode melhorar, claro. E a maioria dos entusiastas do horror nacional deposita sua confiança no que a equipe de roteiristas bolou para os próximos episódios. Mas, a princípio, Supermax não agradou em nada.

P.S.: Existe um livro de Sharon Shalev, publicado em 2009 nos Estados Unidos intitulado de Supermax. O livro fala dos problemas do confinamento de pessoas em prisões de segurança máxima. Terá sido coincidência?

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Críticas

CRÍTICA: Exit 8 (2026)

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Exit 8

Quase um ano depois de ser exibido na mostra Midnight Screenings do Festival de Cannes, Exit 8 (8-ban deguchi, 2025) chega aos cinemas brasileiros. O longa é uma adaptação do game de mesmo nome, lançado pela desenvolvedora independente Kotake Create, que foi um enorme sucesso viral em 2023.

Todo mundo sabe como adaptar jogos para as telonas é complicado, exemplos ruins e péssimos não faltam; e bons filmes são poucas exceções. E olhe que, na maioria das vezes, o próprio game já conta com um enredo cinematográfico para dar suporte aos realizadores. Exit 8, no entanto, não tem nada nem perto disso.

A história começa com um cidadão normal (Kazunari Ninomiya) indo para mais um dia de trabalho. No metrô, ele recebe uma ligação da namorada dando a notícia de que está grávida. Enquanto tenta achar um lugar onde o celular pegue melhor, para continuar a complicada conversa, o protagonista vai parar no que parece um corredor comum da estação.

O local, porém, tem um looping temporal e geográfico, no melhor estilo ‘Falha na Matrix’. Após tentar achar à Saída 8, que aparece indicada em uma placa, ele percebe que está andando em círculos e voltando sempre para o mesmo ponto de partida. Nosso heroi resolve então ler as instruções que estão na parede.

1 – Ele precisa passar pelo corredor e memorizar tudo que tem lá (posteres pendurados, portas, placas, armários e um sujeito esquisito que passa caminhando).
2 – Na segunda passada, se tiver tudo do mesmo jeito, é só seguir.
3 – Se tiver algo diferente (chamado aqui de anomalia), ele precisa retornar ao ponto de partida. Isso tem que ser feito oito vezes, corretamente, para achar a saída. Se ele errar alguma coisa, volta à estaca zero.

Jogar isso numa tela, caçar detalhes e pegadinhas, pode ser divertido. Assistir a alguém fazendo, nem tanto. Por isso, o roteiro tenta fazer com que simpatizemos com o protagonista, trazendo a história da paternidade de volta, de tempos em tempos, para dar uma carga dramática. O problema é que só isso não basta para nos manter interessados numa história de um personagem solitário em um cenário minimalista.

Algumas anomalias mais extravagantes chegam a empolgar pela bizarrice visual que tanto amamos no cinema japonês, porém não salvam o dia. O filme até melhora com a inserção de uma nova trama (bem imprevisível), mas ela não dura muito. Entra então uma ‘crítica social foda’ sobre a rotina e o cotidiano vazio da sociedade moderna, que outros pessoas já fizeram bem melhor.

Exit 8 foi mais longo do que deveria, assustou menos do que podia e ainda conseguiu nos colocar no meio de um dilema que deveria parecer comovente, mas acabou sendo apenas brega. Fuja desse beco sem saída.

Escala de tocância de terror:

Direção: Genki Kawamura
Roteiro: Kotake Create, Kentaro Hirase e Genki Kawamura
Elenco: Kazunari Ninomiya, Yamato Kochi e Naru Asanuma
Origem: Japão

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CRÍTICA: O Menu (2022)

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O Menu

O mais difícil de escrever sobre O Menu (The Menu, 2022) é não fazer analogias com comida, sendo que o filme mostra que ideias ‘requentadas’ podem render um ótimo prato. Ok, passado esse primeiro momento ‘metáfora gourmet’, vamos à sinopse. Um seleto grupo de 12 pessoas viaja até a pequena ilha Hawthorn, para jantar em um restaurante de alta gastronomia, comandado pelo excêntrico chef Julian Slowik (Ralph Fiennes).

A clientela reúne críticos gastronômicos, novos milionários, velhos milionários, um ator em decadência, sua empresária e um casal comum – Tyler (Nicholas Hoult) e Margot (Anya Taylor-Joy) – que desembolsaram um valor exorbitante para provar as delícias do estabelecimento.

Enquanto ela está pouco se importando com as iguarias servidas, Tyler é um aficionado pela arte da boa mesa. Sempre que pode, ele despeja seu conhecimento sobre o tema, cita realities shows culinários que viu e reviu, e tenta, a todo custo, conseguir dar uma palavrinha com Slowik, seu ídolo.

Após uma tour pela ilha, os clientes se acomodam no salão para o banquete. Assessorado por uma equipe gigantesca, o chef começa a desfilar seu cardápio exótico, mas a apresentação de cada prato vem acompanhada de uma situação bizarra. Como era de se esperar, o grande mistério de O Menu é saber o que uniu aquele monte de pessoas desconhecidas naquele ambiente que vai sendo tomado de tensão aos poucos.

O primeiro ponto forte, que provavelmente é que vai fazer você querer vê-lo, é o elenco de ponta, encabeçado por Taylor-Joy (a dona do filme), Fiennes e Hoult. O trio é acompanhado de perto por John Leguizamo, Janet McTeer e Hong Chau (perfeita como a maitre controladora, uma das melhores personagens do longa).

Mas o longa dirigido por Mark Mylod não é apenas sobre gente em perigo. O roteiro de Seth Reiss e Will Tracy satiriza desde a futilidade dos novos ricos, a arrogância dos influenciadores, até a popularização de programas no estilo masterchef, que, por vezes, enfeitam demais o simples ato de saborear uma boa comida. Talvez, o único pecado do filme seja um certo desdém com alguns personagens, que podiam ser mais bem explorados, porém isso vai do gosto de cada um.

O que conta mesmo em “O Menu“, como dito no primeiro parágrafo, é a forma como os clichês de suspense são colocados na mesa, sem perder a mão. A teia de reviravoltas funciona no ponto e prende o freguês até a sobremesa. Bom, eu avisei que seria difícil não fazer analogias com comida, então, bon appétit.

Escala de tocância de terror:

Título original: The Menu
Direção: Mark Mylod
Roteiro: Seth Reiss e Will Tracy
Elenco: Anya Taylor-Joy, Ralph Fiennes e Nicholas Hoult
Origem: EUA

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CRÍTICA: Corrente do Mal (2016)

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Corrente Do Mal

[Por Jarmeson de Lima]

De antemão, antes de começar esta resenha propriamente dita, queria parabenizar o diretor David Robert Mitchell por este filme. Neste universo do cinema de horror onde a tentação pelos clichês e tramas previsíveis é tão fácil, é cada vez mais difícil ver tramas na cinematografia ocidental com elementos originais e premissas diferentes. (mais…)

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