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ENTREVISTA: Nana Gouvêa sobre “Black Wake”

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[Por Osvaldo Neto]

No último mês de agosto, o primeiro teaser do horror independente norte-americano “Black Wake” não apenas viralizou nos portais brasileiros especializados em filmes do gênero mas também em páginas de fofoca e celebridades como O Fuxico, EGO e similares. O motivo? A modelo e atriz brasileira Nana Gouvêa interpreta a protagonista da produção, a Dra. Luiza Moreira.

Na ocasião do compartilhamento do 2o. teaser deste longa no Twitter, o Toca o Terror foi retuitado pela própria Nana que fez questão de nos agradecer publicamente pela divulgação. Ela também foi muito gentil ao aceitar o nosso convite para ser entrevistada. O leitor do Toca pode conferir o resultado logo abaixo!

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Nana, primeiramente, obrigado por conversar com o Toca o Terror a respeito de “Black Wake”.

Nana Gouvêa – Toca o Terror, eu é que agradeço e desde já peço desculpas pela demora em responder. Eu estava com minha cabeça totalmente voltada pro fim das gravações de Black Wake que acontece nos próximos dias e não consegui focar na entrevista. Sinto muito mesmo! É que eu queria responder com a atenção que vocês merecem.

01 – “Black Wake” seria a sua estréia em um longa-metragem? Como o projeto chegou em suas mãos?

Nana Gouvêa – Propriamente não. Mas tecnicamente sim. Eu fiz um filme por volta do ano 2000 que nunca cheguei a realmente ver, foi vendido para o Canal Eurochannel e só passou na Europa. O filme se chama “O Filho Pródigo”, do diretor italiano Manoel de Teffé. A personagem Dra. Luiza Moreira de “Black Wake” me foi oferecida pelo diretor Jeremiah Kipp após uma série de testes que eu fiz pra um outro filme dele. Fiquei entre as 2 últimas atrizes pra o personagem de uma rainha de vampiros pra um filme que Jeremiah dirige, mas optaram pela outra atriz. Então Jeremiah me apresentou o script, eu adorei e imediatamente começamos a pensar na produção do filme.

02 – Outras atrizes chegaram a fazer testes para o papel da Dra. Luiza Moreira ou a personagem foi escrita pelo roteirista Jerry Landa pensando em você?

Nana Gouvêa – Que eu saiba, quando Jeremiah me viu nos testes pra vampira do outro filme, ele imediatamente pensou em mim pra personagem da Dra. Luiza. Mas a personagem já estava escrita e o filme todo já estava roteirizado. Ele simplesmente achou a atriz certa no teste errado. (risos)

03 – Você já tinha imaginado que algum dia seria a atriz principal de um filme de horror? Você gosta do gênero?

Nana Gouvêa – Sim, claro! Esse sempre foi meu sonho! Adoro o gênero. Ainda quero fazer muita coisa do gênero.

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04 – Você não ficou um pouco intimidada ao contracenar com Tom Sizemore e Eric Roberts, dois atores com mais de décadas de experiência em filmes de grandes diretores e verdadeiros ‘workaholics’? Gostaria de falar sobre o seu trabalho com mais alguns colegas de elenco?

Nana Gouvêa – Intimidada pelas pessoas deles não. Acho que esse não seria o caso. Mas a presença de atores de peso como Tom Sizemore, Eric Roberts, Jonny Beauchamp, Rich Graff e tantos outros no filme  aumenta a consciência de que o trabalho é serio e de que todos estão fazendo o melhor que podem para o bem maior do filme. Por esse lado sim, a responsabilidade e preocupação em fazer um bom trabalho aumenta muito.

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05 – Notamos que “Black Wake” dialoga com a estética do ‘found footage’ (A Bruxa de Blair, Cloverfield, Atividade Paranormal) que se encontra em moda nos dias de hoje. Na sua opinião, o que faz com que esse filme seja diferente de tantos outros já lançados?

Nana Gouvêa – Sim, o filme tem o formato ‘found footage’. A diferença é a história e como ela está sendo contada. O drama da Dr. Luiza na busca da cura dessa epidemia, a constante busca dela de uma forma de voltar pra casa, pra sua família. Todos os outros personagens são muito fortes e se apresentam no filme de forma muito justificada, tudo foi muito pensado, tem sempre um porque das câmeras estarem onde estão. As câmeras de “Black Wake” são verdadeiras testemunhas (ou espiãs) da luta e grande jornada de vida dessa mulher com consequências extraordinárias pra toda a humanidade.

06 – Existe uma data de lançamento para o longa e alguma perspectiva de que ele também seja lançado no Brasil?

Nana Gouvêa – Estão acontecendo sérias conversas com distribuidores de várias partes do mundo e esperamos anunciar as datas de lançamento de Black Wake muito em breve. E sim, claro, o Brasil está no topo das nossas prioridades.

Obrigado, mais uma vez, pelo seu tempo e atenção conosco e com o fã brasileiro de horror, Nana. 🙂

Eu te agradeço muito, querido! Deus te abençoe.
Também sou fã de terror! Estamos juntos!!! (risos).
Bjus!!!

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CRÍTICA: Ataque Brutal (2026)

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Ataque Brutal

A Netflix ataca mais uma vez com um filme de tubarão: “Ataque Brutal” (Thrash). Anunciado meio que de surpresa no mês passado, a gigante do streaming tenta novamente emplacar um sucesso com o terror dos mares e rios. Depois de ter lançado, em 2024, “Sob as Águas do Sena“, agora ela traz o diretor do divertido “Zumbis na Neve” (2009) para comandar essa empreitada.

Vamos à história… Uma pequena cidade na costa dos EUA tem sua rotina drasticamente mudada quando um furacão de escala 5 avança em sua direção. A grande maioria dos moradores decide evacuar, mas alguns desafortunados acabam ficando e terão de lidar com algo pior que a destruição causada pelo fenômeno da natureza: famintos tubarões que aparecem nas ruas inundadas.

Logo de cara, não dá para não lembrar do bem superior “Predadores Assassinos” (2019), cuja premissa é bem similar. A diferença maior entre os longas é que o filme dos crocodilos é uma aula de tensão e horror, enquanto este exemplar com tubarões serve mais como uma paródia.

Os personagens são rasos e as situações vivenciadas por eles são bem clichês e previsíveis; não criei vínculo com nenhum. O fato de saber o destino dos protagonistas tira qualquer chance de criar tensão, além de o roteiro ser muito didático e ter alguns diálogos bem ruins.

As cenas de ataques são fracas; geralmente, as águas ficam vermelhas e as pessoas são jogadas e arrastadas de um canto a outro. Poderia ser mais gore.

Os efeitos são, no geral, aceitáveis, mas há momentos onde o fundo verde grita. Isso pode tirar a imersão de muitos, mas não tirou a minha porque já estou acostumado a cada tosquice de filme de tubarão que me sinto meio “vacinado”. “Ataque Brutal” é um filme fraco que poderia ter sido muito mais, só que, por ser bem curto, talvez entregue uma possibilidade de diversão rasteira.

Escala de tocância de terror:

Título original: Thrash
Direção: Tommy Wirkola
Roteiro: Tommy Wirkola
Elenco: Phoebe Dynevor, Dijimon Hounsou e outros
Ano de lançamento: 2026

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CRÍTICA: Eles Vão Te Matar (2026)

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Eles Vão Te Matar

Mulher chega em um prédio sinistro e se torna vítima de um complô satanista. Bem, isso aí a gente vê no cinema desde “O Bebê de Rosemary“. Mas nunca de uma forma tão “divertida” como agora em “Eles Vão Te Matar” (They Will Kill You).

Tentando se equilibrar num limite tênue entre humor, terror e ação, o longa de Kirill Sokolov leva Asia Reaves (Zazie Beetz) até o centenário Virgil, um imóvel que esconde segredos entre seus andares. E no gerenciamento de empregados, hóspedes e seguidores de satã está Lily Woodhouse (Patricia Arquette) dando as ordens.

Se você viu o trailer, vai perceber que ali estão ótimas cenas de luta e ataques de uma forma escrachada e devidamente bem coreografadas. São sequências em que Asia tem que literalmente brigar para sobreviver diante dos que querem lhe matar, conforme anuncia o título do filme. Algo como “Constantinemeets Kill Bill“.

Montado um pouco como se fosse um videogame com várias fases em que cada andar do Virgil apresenta um novo desafio, “Eles Vão Te Matar” traz na gênese esse terror de sobrevivência com uma temática sobrenatural/diabólica regado a litros de sangue jorrando na tela. Não tem lá uma crítica social foda nem nada muito inspirador, mas funciona mais do que a continuação que fizeram para “Casamento Sangrento“, em que inventaram uma motivação que não cola.

O diretor russo consegue extrair risadas em meio a cenas grotescas e mostra como a protagonista vira a verdadeira ameaça para seus algozes, utilizando qualquer arma que esteja à mão. Essa sarcástica aventura dura menos de duas horas e mostra que é possível fazer algo assim de forma despretensiosa sem enrolar demais até chegar na catarse final.

Escala de tocância de terror:

* Filme visto em Cabine de Imprensa promovida pela Espaço Z

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CRÍTICA: A Noiva! (2026)

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A Noiva!

Passados dois séculos, Frankenstein segue vivaço na cultura pop. Menos de seis meses depois do lançamento do filme de Guillermo del Toro, chega aos cinemas A Noiva! (The Bride!). O longa, escrito e dirigido por Maggie Gyllenhaal, revisita o universo de Mary Shelley em um thriller noir carregado de empoderamento feminino.

Longe das montanhas e castelos decadentes do horror gótico, a história de A Noiva! começa na glamurosa Chicago da década de 1930. Ao aprontar umas e outras em um jantar repleto de homens perigosos, a jovem Ida (Jessie Buckley) acaba assassinada pelos capangas do chefe da máfia local.

Nesse mesmo espaço de tempo, o monstro de Frankenstein (Christian Bale) chega à cidade em busca da Dra. Euphronius (Annette Bening), renomada especialista em “reanimação”. Com várias súplicas e chantagens sentimentais, Frank convence a cientista a lhe ajudar na missão de conseguir uma companhia amorosa.

Assim, Ida acaba desenterrada e trazida de volta à vida, sem memória, predestinada a subir ao altar. A noiva, porém, é fodona e não está muito disposta a ser bela, recatada e do lar. Sua não submissão, no entanto, desperta ainda mais o interesse de Frank. Infelizmente, após brigarem em um inferninho local, o casal passa a ser perseguido pela polícia e embarca numa fuga pelos EUA.

Como esperado, Maggie Gyllenhaal usa os monstros de Shelley (e seus, agora) para montar uma fábula sobre os rejeitados pela sociedade, sobretudo os do sexo feminino. Seria piegas, se não fosse pelo roteiro esperto, que não deixa nada cair no melodrama. A protagonista não quer favor de ninguém, ela quer exatamente o que lhe pertence: o protagonismo.

Com esse papel, Jessie Buckley entra de vez no panteão das atrizes de destaque da atualidade. Arrastando tudo nesta temporada de premiações, por seu trabalho em Hamnet, a irlandesa está totalmente elétrica (com o perdão do trocadilho), dos trejeitos do que seria uma morta-viva reanimada, passando pelo visual e sotaque carregado. Em pouco mais de duas horas de filme, sua personagem vai de desapegada, à amante amorosa e a líder revolucionária, sem perder a personalidade do caos em pessoa.

Ao seu lado, Christian Bale entende perfeitamente seu status de coadjuvante e entrega um Frankenstein apaixonado e porradeiro na medida certa. Outra figura secundária de destaque é a detetive Myrna Mallow (Penélope Cruz), que serve para escancarar como o machismo não persegue apenas os feios e marginalizados.

Da metalinguagem, com a própria Mary Shelley dando as caras na trama, até diversas referências a clássicos de terror, Gyllenhaal se joga de cabeça no cinema de gênero como uma fã apaixonada. Em um determinado momento, Frank e Ida entram em uma sessão que exibe um longa com Bela Lugosi e saem correndo de lá, perseguidos por uma multidão que carrega tochas. Absolute fan service!

A Noiva tem pouca presença no livro de 1818 (nem chega a ganhar vida), mas conquistou notoriedade com a figura de Elsa Lanchester, no clássico de 1935. De lá para cá, ganhou versões alternativas, como em A Prometida (1985) e Penny Dreadful (2014). Já seu visual dos Monstros da Universal inspirou personagens de algumas animações ao longo dos anos, tendo Comando das Criaturas como o exemplo mais recente.

Com Jessie Buckley, ela tem agora sua variante mais marcante depois de quase um século. Interessante esse filme chegar aos cinema quando os Epstein Files e inúmeros casos de violência contra mulheres estampam as manchetes do Brasil e do Mundo. Queremos e precisamos de uma Noiva caçadora de red pills.

NDE: Tem uma cena pós-crédito

Escala de tocância de terror:

Direção: Maggie Gyllenhaal
Roteiro: Maggie Gyllenhaal
Elenco: Jessie Buckley, Christian Bale e Penélope Cruz
Origem: EUA

* Filme assistido na Cabine de Imprensa promovida pela Espaço Z

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