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RESENHA: R.I.P.D. – Agentes do Além (2013)

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Por Geraldo de Fraga
É impossível não comparar R.I.P.D. – Agentes do Além com MIB – Homens de Preto. O filme dirigido por Robert Schwentke, e estrelado por Jeff Bridges e Ryan Reynolds, tem praticamente a mesma premissa do longa sobre os agentes do governo americano que policiam os alienígenas no planeta Terra. Em R.I.P.D. saem os ETs e entram fantasmas e demônios.
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Baseado na HQ de Peter Lenkov, Lucas Maragon e Randy Emberlin, R.I.P.D conta a história do policial Nick Cruz (Reynolds) que é assassinado e, no “Além”, entra para a polícia espectral chamada Rest in Peace Departament. Lá, ele é apresentado a seu parceiro, Roy, um oficial veterano (Bridges) que caça espíritos desde os anos 1800. A primeira missão importante de ambos envolve a morte de Cruz, que começa a descobrir diversos problemas relacionados à sua vida terrestre.
Um agente novato, fazendo um trabalho inimaginável, ao lado de um parceiro muito mais experiente. É ou não é parecido com MIB – Homens de Preto? Sim. Mas porque, ao contrário do filme com Tommy Lee Jones e Wil Smith, R.I.P.D. não funciona? Por causa de uma coisa primordial para qualquer filme e que vem sendo esquecida em várias oportunidades por quem faz blockbusters em Hollywood: Roteiro.
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A química entre Jeff Bridges e Ryan Reynolds até funciona em determinados momentos, mas tudo em R.I.P.D. acontece muito rápido. O começo do filme é todo corrido e os detalhes que se danem. – “Ei, cara, você era policial durante a vida e vai ser policial agora que morreu, ok?” – “Ok.” – “Esse é seu parceiro, vá caçar monstros.” – “Sim, senhor.”
Tudo bem que é um filme de comédia/aventura e que o que o expectador quer é desligar o cérebro durante 1h30 e ver efeitos especiais e piadas, mas assim também é demais. O plano do vilão, interpretado por um Kevin Bacon pra lá de preguiçoso, é algo que já foi visto em trocentas histórias de super-heróis. E tudo de mal feito durante todo o filme descamba para um final muito, mas muito, clichê.
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Se tem algo de legal é o lance dos avatares que os agentes usam para se relacionarem no mundo vivos e que rende realmente momentos engraçados. A explicação para que os mortos não consigam se comunicar com a pessoas e lhes contem o que acontece “do outro lado” também entra na pequena lista de fatos positivos.
O papel de Jeff Bridges é algo como uma mistura dos personagens que ele interpretou em Bravura Indômita e Coração Louco. Pena o érsonagem ter sido tão mal aproveitado. Ryan Reynolds continua com sua cara de banana, mas não compromete. O que prejudicou a premissa, que apesar de batida, poderia render algo interessante foi mesmo o roteiro fraquíssimo. Li por aí que a produção não foi bem na bilheterias americanas, então não deveremos ter um R.I.P.D. 2. Amém.
Nota: 4,0
Título original: R.I.P.D.
Direção: Robert Schwentke
Roteiro: Phil Hay, Matt Manfredi
Elenco: Ryan Reynolds, Jeff Bridges, Mary-Louise Parker
Origem: EUA
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RESENHA: O Telefone Preto (2022)

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Telefone Preto

O Telefone Preto (The Black Phone), novo horror da Universal Pictures, tem co-produção da ilustríssima Blumhouse, direção de Scott Derrickson (O Exorcismo de Emily Rose, A Entidade) e roteiro baseado em um conto de Joe Hill, escritor badalado, filho de ninguém menos que Stephen King. Como se não bastasse tudo isso, o vilão ainda é interpretado pelo duas vezes indicado ao Oscar, Ethan Hawke. Bom, o golpe tá aí… cai quem quer.

O filme se passa no subúrbio de North Denver, Colorado, em 1978. A vizinhança está assustada, pois crianças estão sendo raptadas na área. A polícia segue as pistas do serial killer, apelidado pela imprensa de The Grabber (Ethan Hawke), mas pouco se sabe sobre ele, apenas que dirige um furgão e usa balões pretos para encobrir seus ataques.

O tema central do O Telefone Preto é o bullying, problema enfrentado por Finney (Mason Thames), jovem de classe média baixa que é perseguido na escola, e que será a vítima do The Grabber que iremos acompanhar no decorrer do filme. A clássica história de superação dos próprios medos, materializados na figura bizarra do vilão.

Enquanto o garoto é mantido refém, sua irmã Gwen (Madeleine McGraw) corre por fora para convencer as autoridades que seus dons paranormais podem ajudar na busca. Mas o sobrenatural não está presente só nesse recorte da trama. O tal telefone do título é um aparelho quebrado, que fica no cativeiro de Finney, e pelo qual ele recebe ligações das vítimas anteriores. Nas interações, os meninos assassinados tentam ajudá-lo a derrotar o psicopata.

O problema é que O Telefone Preto, em nenhum momento, nos dá qualquer indício de que todo esse enredo vai terminar fora do lugar comum. Nada sai da fórmula hollywoodiana. E com crianças como protagonistas, todos os vícios de produções recentes, como IT – A Coisa e Stranger Things, são requentados, mesmo que a fotografia de Brett Jutkiewicz deixe a obra mais sombria que a tendência atual

Nem Ethan Hawke, que parecia ser o trunfo do filme, pela sua aparência bizarra, se mostra tão ameaçador. Não é preciso mostrar tudo da vida pregressa do antagonista. Muitas vezes, a falta de informação funciona melhor para endossar o mistério sobre seus atos. Só que o roteiro o relegou ao papel de um mascarado que entra e sai de um cômodo, dizendo frases soltas, como se só isso bastasse para externar sua loucura.

Talvez no conto, Joe Hill tenha conseguido lhe dar mais personalidade, mas a trama desenvolvida por Scott Derrickson e C. Robert Cargill pena para trazer qualquer aflição ao espectador. O Telefone Preto é só mais um exemplo de terror que tenta assustar com um personagem feio, um sustinho aqui, outro ali, e uma história universal sobre superação. Recuse a chamada.

Escala de tocância de terror:

Direção: Scott Derrickson
Roteiro: Scott Derrickson e C. Robert Cargill (baseado no conto de Joe Hill)
Elenco: Mason Thames, Madeleine McGraw e Ethan Hawke
Origem: EUA

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RESENHA: Fúria (2019)

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Rabid

Quando saiu a notícia que iria rolar um remake de RABID, clássico de ninguém menos que David Cronenberg – filme que aqui no Brasil saiu com o título infame de “ENRAIVECIDA NA FÚRIA DO SEXO” – eu fiquei num misto de curiosidade e medo do que viria. Mas aí vi que essa empreitada seria realizada pelas Irmãs Soska e fiquei bem animado, pois as gêmeas diretoras tem uns filmes cabulosos no currículo.

Nesta nova versão (chamada no Brasil de “Fúria“), dirigida por Jen e Sylvia Soska, a partir do roteiro de John Serge no qual elas também assinam, acompanhamos Rose, uma design de moda que se envolve em um acidente e fica com o rosto desfigurado. Sem esperanças de recuperar a aparência e voltar ao mundo da moda, resolve se inscrever numa clínica de estética adepta de um movimento chamado “TRANS-HU-MA-NI-SMO” que não é aceito pela comunidade médica. Como voluntária, acaba se submetendo ao procedimento milagroso que restaura toda estrutura do seu rosto. Não bastasse a aparência, a moça passa a se sentir melhor em todos os sentidos. Mas não demoram a surgir os efeitos colaterais… e eles são pra lá de sinistros.

Em nenhum momento as diretoras escondem sua admiração por Cronenberg. Há referências frequentes de sua obra durante o longa, sendo que uma em especial acaba se destacando de tão gritante que é. E é claro que o sadismo aqui impera, marca registrada das gêmeas cineastas em seus longas anteriores – vide “T IS FOR TORTURE PORN” e “AMERICAN MARY“. E assim como o diretor canadense, as irmãs também são chegadas a um body horror raiz. Aqui, usam e abusam de efeitos práticos pra nos conferir muita nojeira e bizarrice. Em uma cena temos uma “cobra” e uma axila… Bem, basta dizer que esta cena dificilmente será esquecida, por exemplo.

Apesar de seguir a mesma premissa do “RABID” original, este remake tem suas diferenças – o que já é esperado – e a mais importante é a forma com que Rose, vivida por Laura Vandervoort (Biten), é construída. Ao contrário do original, nossa protagonista não passa o filme todo assistindo impassiva às transformações que seu corpo e mente sofrem. Aqui, nossa heroína evolui dentro da trama, passando a ter domínio de suas ações, dando força e profundidade à personagem.

O ponto forte aqui tá no desenvolvimento da personagem principal, como já mencionado, e na violência extremamente gráfica toda artesanal, que garante uma seboseira danada com muito sangue em tela. Infelizmente, a maquiagem dá uns vacilos como na deformidade do rosto da protagonista, o que as vezes fica bem fake. Há também umas cenas toscas aqui e ali, mas os pontos fracos mesmos estão mais em alguns personagens que poderiam simplesmente nem existir, tipo o boyzinho que fica enchendo o saco da moça o filme todo.

Esta nova versão de “RABID” peca por tentar acrescentar mais elementos à trama do que ele precisaria de fato, mas nada que estrague a sua experiência. No fim das contas, o remake das Irmãs Soska agrada e acaba fazendo “bonito”. Pena que esta refilmagem passou meio batida pelo público do gênero e pouco se falou a respeito. Quem ainda tá torcendo o nariz e ainda não viu, tá vacilando.

Escala de tocância de terror:

Direção: Jen e Sylvia Soska
Roteiro: John Serge e Irmãs Soska
Elenco: Laura Vandervoort, Benjamin Hollingsworth, Ted Atherton
Ano de lançamento: 2019

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RESENHA: Eles Existem (2014)

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Por Júlio César Carvalho

Em 1999, a dupla Daniel Myrick e Eduardo Sánchez concebeu ao mundo o icônico A Bruxa de Blair (The Witch Blair Project) que chamou a atenção por deixar muita gente com a pulga atrás da orelha se perguntando se as imagens exibidas das tais fitas VHS achadas eram reais, ressuscitando assim o estilo found-footage já existente, porém, até então não tão popularizado. 15 anos depois, Eduardo Sánchez revisita estilo que o lançou, mas seria melhor que não o tivesse feito. (mais…)

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