Críticas
CRÍTICA: Perseguição Virtual (2014)

Venho com um certo alívio dizer que dentre o seleto grupo dos filmes que valem ao menos dar uma conferida está Perseguição Virtual (Open Windows, 2014) que é estrelado por Eliajh Wood (O Senhor Dos Anéis) e aquela que “morreu (morre, e ainda morrerá)” na mão de muita gente: Sasha Grey.
No longa escrito e dirigido pelo espanhol Nacho Vigalondo (Extraterrestre, V/H/S/ Viral), acompanhamos o blogueiro Nick Chambers (Wood), um fã obcecado pela bela atriz Jill Goddard (Grey), que ganhou um concurso de melhor site dedicado à atriz. Como prêmio, jantaria com ela após a prévia do seu novo filme. Mas nem tudo saiu como planejado, pois Nick tem o seu notebook invadido por um hacker chamado Chord que passa a tocar o terror na vida do fã e da atriz.
O “Frodo” está lá, mas o grande chamariz do filme é a presença da ex-atriz pornô Sasha Grey. Como já é sabido, a talentosa garota fodeu “pouco”, mas fodeu bonito, pois se aposentou cedo da indústria pornográfica na qual conquistou uma legião de fãs no mundo inteiro. Além de escrever, anda se arriscando no cinema “comum” e chamou a atenção por sua participação como protagonista de Confissões de uma Garota de Programa (The Girlfriend Experience, 2009) de Steven Soderbergh (Traffic, Full Frontal, Contágio). Também, no mesmo ano, participou do “TerRir” canadense Smash Cut e outros de suspense e terror como I Melt with You (2011), The Girl from the Naked Eye (2012) e Would You Rather (2012).
Em Perseguição Virtual, tudo é mostrado através da tela do notebook de Nick, como já foi feito anteriormente pelo eficiente The Den. O formato é interessante e a edição tenta dar movimento, nos fazendo passear pelas inúmeras janelas que vão sendo abertas na tela do rapaz.
Visualmente é legal, mas pode se tornar cansativo depois de um certo tempo. O roteiro é bem simples a princípio, nos conferindo situações tensas que vão prendendo a atenção até o enredo começar a se encher de pequenas reviravoltas desnecessárias, enfraquecendo a principal revelação do seu intrigante final.
Elijah Wood cumpre bem o papel com seu personagem cheio de insegurança e ousadia, conseguindo o carisma necessário para torcermos por sua missão de salvar a “donzela” em perigo. Chato é que o filme quase todo é com a cara dele na tela. Sasha também se sai bem dentro das limitações de sua personagem. Tudo que ela faz aqui é choramingar, pois passa a maior parte do tempo amarrada.
Afinal, ela vive uma simples refém. Já o Chord é um vilão interessante que realmente representa uma ameaça aos protagonistas. O nível de tecnologia aqui apresentado é, para o leigo aqui que vos fala, absurdamente alto. Detalhe para a perseguição de carros onde vemos a Jill amarrada no porta-malas do sequestrador através de mini-câmeras que projetam uma imagem da garota em fragmentos 3D (ou algo do tipo).
No geral, Perseguição Virtual é um filme “na média”, mesmo com o seu formato cansativo e desfecho bem pretensioso. Mas eu sei que a pergunta que não quer calar na sua mente poluída é: Sasha Grey aparece nua e/ou transando? Bom, essa não vou responder pois seria o único spoiler de peso aqui. Assista!
Veredito: Bonzinho
Título original: Open Windows
Direção: Nacho Vigalondo
Roteiro: Nacho Vigalondo
Elenco: Sasha Grey, Elijah Wood e Neil Maskell
Origem: Espanha e EUA
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=L2dlBmZ1-O8]
Gosta de nosso trabalho? Então nos dê aquela forcinha contribuindo através do PicPay!
Críticas
CRÍTICA: Ataque Brutal (2026)

A Netflix ataca mais uma vez com um filme de tubarão: “Ataque Brutal” (Thrash). Anunciado meio que de surpresa no mês passado, a gigante do streaming tenta novamente emplacar um sucesso com o terror dos mares e rios. Depois de ter lançado, em 2024, “Sob as Águas do Sena“, agora ela traz o diretor do divertido “Zumbis na Neve” (2009) para comandar essa empreitada.
Vamos à história… Uma pequena cidade na costa dos EUA tem sua rotina drasticamente mudada quando um furacão de escala 5 avança em sua direção. A grande maioria dos moradores decide evacuar, mas alguns desafortunados acabam ficando e terão de lidar com algo pior que a destruição causada pelo fenômeno da natureza: famintos tubarões que aparecem nas ruas inundadas.

Logo de cara, não dá para não lembrar do bem superior “Predadores Assassinos” (2019), cuja premissa é bem similar. A diferença maior entre os longas é que o filme dos crocodilos é uma aula de tensão e horror, enquanto este exemplar com tubarões serve mais como uma paródia.
Os personagens são rasos e as situações vivenciadas por eles são bem clichês e previsíveis; não criei vínculo com nenhum. O fato de saber o destino dos protagonistas tira qualquer chance de criar tensão, além de o roteiro ser muito didático e ter alguns diálogos bem ruins.

As cenas de ataques são fracas; geralmente, as águas ficam vermelhas e as pessoas são jogadas e arrastadas de um canto a outro. Poderia ser mais gore.
Os efeitos são, no geral, aceitáveis, mas há momentos onde o fundo verde grita. Isso pode tirar a imersão de muitos, mas não tirou a minha porque já estou acostumado a cada tosquice de filme de tubarão que me sinto meio “vacinado”. “Ataque Brutal” é um filme fraco que poderia ter sido muito mais, só que, por ser bem curto, talvez entregue uma possibilidade de diversão rasteira.
Título original: Thrash
Direção: Tommy Wirkola
Roteiro: Tommy Wirkola
Elenco: Phoebe Dynevor, Dijimon Hounsou e outros
Ano de lançamento: 2026
Gosta de nosso trabalho? Então nos dê aquela forcinha contribuindo através do PicPay!
Críticas
CRÍTICA: Eles Vão Te Matar (2026)

Mulher chega em um prédio sinistro e se torna vítima de um complô satanista. Bem, isso aí a gente vê no cinema desde “O Bebê de Rosemary“. Mas nunca de uma forma tão “divertida” como agora em “Eles Vão Te Matar” (They Will Kill You).
Tentando se equilibrar num limite tênue entre humor, terror e ação, o longa de Kirill Sokolov leva Asia Reaves (Zazie Beetz) até o centenário Virgil, um imóvel que esconde segredos entre seus andares. E no gerenciamento de empregados, hóspedes e seguidores de satã está Lily Woodhouse (Patricia Arquette) dando as ordens.

Se você viu o trailer, vai perceber que ali estão ótimas cenas de luta e ataques de uma forma escrachada e devidamente bem coreografadas. São sequências em que Asia tem que literalmente brigar para sobreviver diante dos que querem lhe matar, conforme anuncia o título do filme. Algo como “Constantine” meets “Kill Bill“.

Montado um pouco como se fosse um videogame com várias fases em que cada andar do Virgil apresenta um novo desafio, “Eles Vão Te Matar” traz na gênese esse terror de sobrevivência com uma temática sobrenatural/diabólica regado a litros de sangue jorrando na tela. Não tem lá uma crítica social foda nem nada muito inspirador, mas funciona mais do que a continuação que fizeram para “Casamento Sangrento“, em que inventaram uma motivação que não cola.

O diretor russo consegue extrair risadas em meio a cenas grotescas e mostra como a protagonista vira a verdadeira ameaça para seus algozes, utilizando qualquer arma que esteja à mão. Essa sarcástica aventura dura menos de duas horas e mostra que é possível fazer algo assim de forma despretensiosa sem enrolar demais até chegar na catarse final.
* Filme visto em Cabine de Imprensa promovida pela Espaço Z
Gosta de nosso trabalho? Então nos dê aquela forcinha contribuindo através do PicPay!
Críticas
CRÍTICA: A Noiva! (2026)

Passados dois séculos, Frankenstein segue vivaço na cultura pop. Menos de seis meses depois do lançamento do filme de Guillermo del Toro, chega aos cinemas A Noiva! (The Bride!). O longa, escrito e dirigido por Maggie Gyllenhaal, revisita o universo de Mary Shelley em um thriller noir carregado de empoderamento feminino.
Longe das montanhas e castelos decadentes do horror gótico, a história de A Noiva! começa na glamurosa Chicago da década de 1930. Ao aprontar umas e outras em um jantar repleto de homens perigosos, a jovem Ida (Jessie Buckley) acaba assassinada pelos capangas do chefe da máfia local.

Nesse mesmo espaço de tempo, o monstro de Frankenstein (Christian Bale) chega à cidade em busca da Dra. Euphronius (Annette Bening), renomada especialista em “reanimação”. Com várias súplicas e chantagens sentimentais, Frank convence a cientista a lhe ajudar na missão de conseguir uma companhia amorosa.
Assim, Ida acaba desenterrada e trazida de volta à vida, sem memória, predestinada a subir ao altar. A noiva, porém, é fodona e não está muito disposta a ser bela, recatada e do lar. Sua não submissão, no entanto, desperta ainda mais o interesse de Frank. Infelizmente, após brigarem em um inferninho local, o casal passa a ser perseguido pela polícia e embarca numa fuga pelos EUA.
Como esperado, Maggie Gyllenhaal usa os monstros de Shelley (e seus, agora) para montar uma fábula sobre os rejeitados pela sociedade, sobretudo os do sexo feminino. Seria piegas, se não fosse pelo roteiro esperto, que não deixa nada cair no melodrama. A protagonista não quer favor de ninguém, ela quer exatamente o que lhe pertence: o protagonismo.

Com esse papel, Jessie Buckley entra de vez no panteão das atrizes de destaque da atualidade. Arrastando tudo nesta temporada de premiações, por seu trabalho em Hamnet, a irlandesa está totalmente elétrica (com o perdão do trocadilho), dos trejeitos do que seria uma morta-viva reanimada, passando pelo visual e sotaque carregado. Em pouco mais de duas horas de filme, sua personagem vai de desapegada, à amante amorosa e a líder revolucionária, sem perder a personalidade do caos em pessoa.
Ao seu lado, Christian Bale entende perfeitamente seu status de coadjuvante e entrega um Frankenstein apaixonado e porradeiro na medida certa. Outra figura secundária de destaque é a detetive Myrna Mallow (Penélope Cruz), que serve para escancarar como o machismo não persegue apenas os feios e marginalizados.

Da metalinguagem, com a própria Mary Shelley dando as caras na trama, até diversas referências a clássicos de terror, Gyllenhaal se joga de cabeça no cinema de gênero como uma fã apaixonada. Em um determinado momento, Frank e Ida entram em uma sessão que exibe um longa com Bela Lugosi e saem correndo de lá, perseguidos por uma multidão que carrega tochas. Absolute fan service!
A Noiva tem pouca presença no livro de 1818 (nem chega a ganhar vida), mas conquistou notoriedade com a figura de Elsa Lanchester, no clássico de 1935. De lá para cá, ganhou versões alternativas, como em A Prometida (1985) e Penny Dreadful (2014). Já seu visual dos Monstros da Universal inspirou personagens de algumas animações ao longo dos anos, tendo Comando das Criaturas como o exemplo mais recente.
Com Jessie Buckley, ela tem agora sua variante mais marcante depois de quase um século. Interessante esse filme chegar aos cinema quando os Epstein Files e inúmeros casos de violência contra mulheres estampam as manchetes do Brasil e do Mundo. Queremos e precisamos de uma Noiva caçadora de red pills.
NDE: Tem uma cena pós-crédito
Direção: Maggie Gyllenhaal
Roteiro: Maggie Gyllenhaal
Elenco: Jessie Buckley, Christian Bale e Penélope Cruz
Origem: EUA
* Filme assistido na Cabine de Imprensa promovida pela Espaço Z
Gosta de nosso trabalho? Então nos dê aquela forcinha contribuindo através do PicPay!
-

Críticas6 anos agoCRÍTICA: Tumba Aberta (2013)
-

Críticas6 anos agoCRÍTICA: February (2015)
-

Críticas7 anos agoCRÍTICA: Banana Splits – O Filme (2019)
-

Críticas13 anos agoCRÍTICA: Begotten (1991)
-

Críticas5 anos agoCRÍTICA: O Homem nas Trevas (2016)
-

Dicas6 anos agoCURIOSIDADES: 13 Fatos que Você não Sabia sobre Jason e a Franquia Sexta-Feira 13
-

Críticas10 anos agoCRÍTICA: A Bruxa (2016)
-

Críticas6 anos agoCRÍTICA: A Visita (2015)





























Christian Ramos
7 de abril de 2015 at 12:02
Desde o princípio eu ja pensava ”Ela aparece em alguma sacanagem??”!! hauehauehauehaue!
Já tinha assistido o ”The den”, me convenceu, mas não achei tão atrativo pra ver algo semelhante! Nacho Vigalongo merece crédito comigo pelo ”Los Cronocrímenes” mas não ta jogando essa bola toda não!! hauehaue!
Lucas
29 de abril de 2017 at 17:25
Boa Tarde
A atriz Sasha Grew é dotada de talento, charme e boa aparência, considero ela a mulher dos cabelos escuros, pele clara e batom.