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DICA DA SEMANA: O Trem do Terror (1980)

Vamos falar de divas? Em particular divas do terror? Mais particular ainda… diva dos slashers? Neste caso é a mais icônica Final Girl da sétima arte. Claro que vamos falar de Jamie Lee Curtis, a mais recente oscarizada do pedaço.
No seu início de carreira, a gata protagonizou vários filmes de terror nos quais sempre teve papel de destaque. Podemos lembrar de “Halloween”, “A Bruma Asssassina” e “A Morte Convida para Dançar”. Mas o foco na resenha de hoje é “O Trem do Terror” (Terror Train), realizado em 1980 e que segue a cartilha popularizada dos slashers.

Na trama seguimos Alana (Curtis) e seu grupo de amigos gostosos e cheios de tesão que decidem aprontar uma pegadinha com o colega tímido da classe que tem um crush na bonita. O problema é que a brincadeira dá muito errado e o rapaz é mandado para uma instituição mental devido ao trauma.
No fim do ano, a turma da faculdade realiza uma festa à fantasia dentro de um trem na noite de réveillon e adivinha? Um assassino mascarado está entre os diversos convidados para a farra e pelo visto tem um rancor pelo grupo de amigos. A morte se torna a última parada do Trem do Terror.

Estamos diante de um filme que definitivamente não quer inventar a roda e foi feito para divertir. Assistir ao longa é viajar na nostalgia e se entregar aos absurdos deliciosos desse tipo de trama. Temos aqui o assassino implacável e misterioso (pero no mucho), a mocinha com boa índole, a jovem desconstruída e por ai vai.

A direção tenta emular “Halloween” a todo custo, a começar pelo fato da Final Girl ser a mesma atriz, mas o assassino não é de longe tão efetivo como Michael Myers. O filme tem seus momentos no último ato, mas poderia aproveitar mais a ambientação e investir mais no clima. E tal qual sua inspiração direta, o longa não apela para o gore. Tem sim umas mortes mais explícitas só que comparando a outros filmes da época perde feio.

“O Trem do Terror” é uma ótima pedida para uma tarde fria e que termina num piscar de olhos. Não entra na lista dos melhores slashers, mas deveria ter mais reconhecimento.
Uma curiosidade é que ano passado recebeu um remake e uma continuação de baixo orçamento que foi produzida pelo canal Tubi. E só não assisti pelo fato do vilão usar uma máscara de palhaço. Pela pesquisada que dei, o remake é 80% fiel ao original com algumas surpresas. Mas enquanto isso, vejam o original que está disponível no catálogo do Plex.
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[Por Geraldo de Fraga]
Larry Cohen é um diretor e roteirista mais conhecido entre os fãs da bagaceira pela trilogia It’s Alive (Nasce um Monstro, A Volta do Monstro e A Ilha dos Monstros). Mas em 1985, ele escreveu e dirigiu um filme que, pelo menos aqui no Brasil, se tornou um dos maiores clássicos de horror daquela década: A Coisa (The Stuff).
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Mesmo sendo uma produção de baixíssimo orçamento e com um formato bem pouco comercial (o de falso documentário), As Fitas de Poughkeepsie (The Poughkeepsie Tapes, 2007) ganhou uma certa repercussão na internet, graças às famosas listas de “filmes mais perturbadores e blá blá blá”. No entanto, o longa dirigido por John Erick Dowdle pode ser pesado para alguns, na mesma proporção em que não causa nenhum abalo em outras pessoas. Isso fica por conta da sua sensibilidade.

Para mim, o filme é bem cabuloso e eficiente na forma escolhida para contar a história. Como dito acima, acompanhamos um ‘mockumentary‘ sobre um serial killer chamado ‘o Carniceiro do Rio’, que ataca na região de Poughkeepsie, no estado de Nova York. Após uma caçada sem muito sucesso, a polícia acaba encontrando uma casa onde o assassino guarda milhares de fitas de vídeo com imagens dos crimes cometidos por ele.
O filme então segue a linha da clássica reportagem policial, alternando depoimentos de investigadores, legistas, parentes das vítimas, etc; com as gravações encontradas nas tais fitas em estilo found-footage. O roteiro é todo costurado com a intenção de criar suspense com a parte ‘documental’, para depois chocar com as imagens do assassino atacando e torturando suas vítimas.

Algumas coisas são meio forçadas, como a tentativa de apresentar o serial killer como alguém brilhante, que engana todas as autoridades que o perseguem redefinindo o modus operandi do psicopata clássico. Isso tem o objetivo de justificar porque ele passou tanto tempo sem ser preso, mas fica exagerado.
Por outro lado, o elenco (100% desconhecido do grande público) faz com que o formato jornalístico fique bem crível. Além disso, a trama dá destaque para uma vítima específica, Cheryl Dempsey (Stacy Chbosky), que é uma das partes mais perturbadoras da história. Enfim, As Fitas de Poughkeepsie é um dos melhores filmes dentro do seu subgênero e merece uma assistida. Se vai lhe dar pesadelos, aí é outra coisa. Confira na Darkflix+.
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Obra bem subestimada dos anos 1990, ouso dizer que O Predador 2 – A Caçada Continua é um daqueles exemplos em que a continuação supera o original. Não vou dizer que ele funcionaria sem o primeiro filme, pois esse aqui tem a vantagem de já ter toda mitologia pré-estabelecida. Mas, na minha opinião, a inclusão do monstrengo no cenário urbano e caótico casou perfeitamente.

No ano de 1997, futuro do ponto de vista do roteiro, Los Angeles é uma bagunça desgraçada, cheia de gangues que brigam pelo controle do crime organizado e, para piorar, uma onda de calor toma conta da cidade. Em meio a essa confusão, temos um rastro de corpos mutilados que não parece ser obra de um criminoso comum.
A investigação fica a cargo do tenente Mike Harrigan (Danny Glover), o típico policial linha dura, mas de bom coração, de filmes de ação da época. O roteiro tem todos os clichês: a rixa entre o protagonista e seus superiores, personagem para alívio cômico (com o saudoso Bill Paxton) e um órgão do governo que acoberta a atividade alienígena. Mike então precisa se adaptar para combater um inimigo muito mais perigoso do que os maloqueiros que enfrenta.

Mas o astro mesmo é o Predador (outra vez interpretado por Kevin Peter Hall, que viria a falecer um ano depois do lançamento do filme), mais sanguinolento do que nunca. Repito: colocar o monstrengo num ambiente urbano foi um acerto formidável, algo que viria a se repetir no longa de 2018, mas de forma desastrosa. O Predador 2 – A Caçada Continua está no catálogo do Disney+. Vai na bola.
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