Dicas
DICA DA SEMANA: A Morte Convida para Dançar (1980)

Que delicia são os slashers oitentistas, né não? Hoje falaremos de “A Morte Convida para Dançar” (Prom Night) um filme icônico para este subgenero e que ainda não tinha dado as caras nesta seção de Dicas da Semana. Como pode?
Ainda mais porque falamos de algumas das sequências aqui… (relembre os textos sobre “Baile de Formatura II” e “Baile de Formatura IV – A Chacina Continua”). Vale salientar que embora tenha se criado uma franquia, nenhum deles é continuação direta do original, só se valendo do tema do baile de formatura. Inclusive aqui no Brasil o longa tem um segundo título chamado “Baile de Formatura” (!) que foi o mote seguidos pelas sequências nas versões nacionais.

O lance é que no fim das contas o original é sempre o mais lembrado e com razão. Tudo cheira a nostalgia e nos remete à época de ouro desse tipo de filme e que poderia voltar com tudo… eu não reclamaria.
O começo de “A Morte Convida para Dançar” apresenta uma brincadeira infantil com toques de bullying onde uma garotinha acaba morrendo. Alguns anos se passam e os agora jovens que estavam envolvidos na tragédia começam a serem perseguidos e mortos por uma figura mascarada na época do seu baile de formatura.
Esse alguém viu o que eles fizeram em alguns verões passados e está sedento por vingança, caos e sangue. A trama como se nota é o puro suco delicicioso desse tipo de longa com a boa e velha vingança. Jovens maldosos e cheios de tesão serão punidos por seus pecados.

Eu particularmente amo esse filme, mesmo sabendo dos seus problemas e que não são poucos. Acho a fotografia noturna péssima que impede o público de ver muita coisa, tornando alguns momentos confusos. O visual ninja do assassino (sim, sempre o vi como um) não dá medo e em alguns momentos arranca risadas. O elenco é encabeçado pela “scream queen” Jamie Lee Curtis e pelo famoso Leslie Nielsen, num raro papel drámatico.
A direção, no entanto, falha em criar suspense, mas é algo que nesse filme me faz amar. Os clichês estão todos na tela e quem não for exigente vai se divertir com as situações e com o clima de mistério para descobrir a identidade do criminoso, além de rir em momentos que querem copiar “Os Embalos de Sábado à Noite” (1977).

“A Morte Convida para Dançar” é um slasher divertido e descompromissado com elenco estrelado e sempre lembrado pelos fãs. Como curiosidade, existe um remake produzido em 2008 que só usa a base do original mas segue uma história nova e inferior. Então, viaje no tempo, arrume seu mullet e se jogue na pista de dança nesse conto de horror e mistério.
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[Por Geraldo de Fraga]
Larry Cohen é um diretor e roteirista mais conhecido entre os fãs da bagaceira pela trilogia It’s Alive (Nasce um Monstro, A Volta do Monstro e A Ilha dos Monstros). Mas em 1985, ele escreveu e dirigiu um filme que, pelo menos aqui no Brasil, se tornou um dos maiores clássicos de horror daquela década: A Coisa (The Stuff).
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Mesmo sendo uma produção de baixíssimo orçamento e com um formato bem pouco comercial (o de falso documentário), As Fitas de Poughkeepsie (The Poughkeepsie Tapes, 2007) ganhou uma certa repercussão na internet, graças às famosas listas de “filmes mais perturbadores e blá blá blá”. No entanto, o longa dirigido por John Erick Dowdle pode ser pesado para alguns, na mesma proporção em que não causa nenhum abalo em outras pessoas. Isso fica por conta da sua sensibilidade.

Para mim, o filme é bem cabuloso e eficiente na forma escolhida para contar a história. Como dito acima, acompanhamos um ‘mockumentary‘ sobre um serial killer chamado ‘o Carniceiro do Rio’, que ataca na região de Poughkeepsie, no estado de Nova York. Após uma caçada sem muito sucesso, a polícia acaba encontrando uma casa onde o assassino guarda milhares de fitas de vídeo com imagens dos crimes cometidos por ele.
O filme então segue a linha da clássica reportagem policial, alternando depoimentos de investigadores, legistas, parentes das vítimas, etc; com as gravações encontradas nas tais fitas em estilo found-footage. O roteiro é todo costurado com a intenção de criar suspense com a parte ‘documental’, para depois chocar com as imagens do assassino atacando e torturando suas vítimas.

Algumas coisas são meio forçadas, como a tentativa de apresentar o serial killer como alguém brilhante, que engana todas as autoridades que o perseguem redefinindo o modus operandi do psicopata clássico. Isso tem o objetivo de justificar porque ele passou tanto tempo sem ser preso, mas fica exagerado.
Por outro lado, o elenco (100% desconhecido do grande público) faz com que o formato jornalístico fique bem crível. Além disso, a trama dá destaque para uma vítima específica, Cheryl Dempsey (Stacy Chbosky), que é uma das partes mais perturbadoras da história. Enfim, As Fitas de Poughkeepsie é um dos melhores filmes dentro do seu subgênero e merece uma assistida. Se vai lhe dar pesadelos, aí é outra coisa. Confira na Darkflix+.
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Obra bem subestimada dos anos 1990, ouso dizer que O Predador 2 – A Caçada Continua é um daqueles exemplos em que a continuação supera o original. Não vou dizer que ele funcionaria sem o primeiro filme, pois esse aqui tem a vantagem de já ter toda mitologia pré-estabelecida. Mas, na minha opinião, a inclusão do monstrengo no cenário urbano e caótico casou perfeitamente.

No ano de 1997, futuro do ponto de vista do roteiro, Los Angeles é uma bagunça desgraçada, cheia de gangues que brigam pelo controle do crime organizado e, para piorar, uma onda de calor toma conta da cidade. Em meio a essa confusão, temos um rastro de corpos mutilados que não parece ser obra de um criminoso comum.
A investigação fica a cargo do tenente Mike Harrigan (Danny Glover), o típico policial linha dura, mas de bom coração, de filmes de ação da época. O roteiro tem todos os clichês: a rixa entre o protagonista e seus superiores, personagem para alívio cômico (com o saudoso Bill Paxton) e um órgão do governo que acoberta a atividade alienígena. Mike então precisa se adaptar para combater um inimigo muito mais perigoso do que os maloqueiros que enfrenta.

Mas o astro mesmo é o Predador (outra vez interpretado por Kevin Peter Hall, que viria a falecer um ano depois do lançamento do filme), mais sanguinolento do que nunca. Repito: colocar o monstrengo num ambiente urbano foi um acerto formidável, algo que viria a se repetir no longa de 2018, mas de forma desastrosa. O Predador 2 – A Caçada Continua está no catálogo do Disney+. Vai na bola.
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