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DICA DA SEMANA: A Visão do Terror (1986)

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Visão do Terror

A VISÃO DO TERROR começou a ganhar vida através do produtor Charles Band da mesmíssima forma que Roger Corman vendeu várias de suas pérolas: apenas com a arte do pôster em feiras no mercado internacional de filmes. Um tipo de ‘modus operandi’ que ainda conseguia muito resultado nos anos 80 com a alta popularização do home video.

Ted Nicolaou (que viria a fazer outro sucesso para Band, com seus quatro longas da franquia “Subspecies“) foi o recrutado para escrever e dirigir esse filme, imaginando o que diacho poderia ser feito através daquela arte de divulgação. E o resultado, meus queridos, é um dos títulos mais legais com produção do Band, um filme B por excelência que chega a atingir níveis sublimes de diversão.

Bem, assim como muitas das bagaceiras da época, não espere muita lógica aqui. A VISÃO DO TERROR tem seu início quando vemos que uma monstruosa criatura alienígena invade o sinal de TV da antena parabólica instalada na casa de uma família pra lá de insana. O que temos aqui já de imediato é uma visível tiração de sarro com aquele tipo de uma família estilo comercial de margarina, que ainda hoje é muito presente por aí.

Sobra espaço pra muita gozação também com a cultura pop (a MTV é mencionada mais de uma vez), com a programação televisiva e os comportamentos do período. Destaque para o casting que inclui uma filha adolescente que se parece com um clone da Cyndi Lauper e o seu namorado, um metaleiro bobalhão. O vovô é um milico aposentado e armamentista que acredita em toda e qualquer teoria da conspiração, o tipo de sujeito que certamente estaria entre os delirantes acampados na porta dos quartéis no fim do ano passado. E o neto mais novo é um coitado que o avô tenta empurrar para esse mesmo caminho.

Todos os personagens são extremamente caricatos, com atuações bem divertidas e exageradas de um elenco que parece ter entendido até demais o tipo de filme que estavam fazendo. O sorriso do espectador mais ligado nesse cinema é inevitável quando se vê que a mamãe e o papai que pouco se importam de fazer da sua casa um ambiente para suas atividades de swing são interpretados por Mary Woronov e Gerrit Graham. Se você que lê o texto não os conhece, por favor, o Google é seu amigo e veja alguns dos filmes maravilhosos que essa dupla participou.

Enfim, como falei, temos um ótimo exemplo de filme B. A VISÃO DO TERROR é passado quase que inteiramente numa única locação, com um elenco enxuto, efeitos especiais do craque John Carl Buechler e direção de fotografia de Romano Albani, o mesmo de “A Mansão do Inferno” e “Phenomena“, de Dario Argento. Só o ambiente da casa em si, com o trabalho de uma inspirada direção de arte, já é motivo para se sorrir ou dar umas gostosas risadas.

Essa pérola do terror cômico e anárquico dos anos 80 merecia ser mais reconhecida e chegou a ser exibida no inesquecível Cine Trash. Para ver ou rever, A VISÃO DO TERROR está disponível no YouTube, completo em HD com legendas em português. Aproveite!

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DICA DA SEMANA: O Exorcista III (1990)

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O Exorcista III

Para a dica desta semana eu trago um filme aniversariante: O EXORCISTA III (Exorcist III), escrito e dirigido por Willam Peter Blatty, completa 32 aninhos neste mês de agosto.

O EXORCISTA III é adaptação do livro ESPÍRITO DO MAL / LEGIÃO (Legion, 1983) que é uma continuação direta do livro O EXORCISTA (The Exorcist, 1971). Na trama, o tenente Kinderman investiga uma série de assassinatos que trazem a assinatura do já conhecido serial killer: Gêmeos. O problema é que este assassino está morto há 15 anos. Com a ajuda do amigo padre Joseph Dyer, ambos são levados a revelações cabulosas.

Blatty exibe um domínio enorme na condução do longa. E não é de se espantar, já que é o autor de ambos os livros. Aqui, com a direção em suas mãos, ele imprime sua real visão da própria obra, mantendo um clima constante de tensão como se algo de muito pior fosse acontecer a cada cena. A fotografia do Gerry Fisher é essencial para dar o tom sombrio à trama. Até estátuas sacras dão medo aqui! Sem contar que O EXORCISTA III tem um dos sustos e jumpscares mais cabulosos e inesperados da história do cinema de horror.

Para além da competente produção, o longa conta com a carismática dupla George C. Scott e Ed Flanders, (Kinderman e Dyer respectivamente), Brad Dourif que encarna o assassino de Gêmeos nos conferindo uma performance assustadoramente brilhante e Jason Miller vivendo o sinistro “paciente X”.

É de fato um filme incrível que, para este que vos escreve, por muito tempo foi subestimado por ser o terceiro da franquia O EXORCISTA, quando na verdade deveria ter sido o segundo, já que, como dito no início, se trata da continuação direta do livro. E convenhamos que depois do que rolou em O EXORCISTA 2: O HEREGE, carregar um título desse também não ajuda. Este longa de 1990 poderia ter se chamado simplesmente LEGIÃO como no livro, mas enfim…

Em suma, O EXORCISTA III é um típico terror policial cabuloso que merece ser visto. Ficou curioso? Aproveita que este clássico cult encontra-se no catálogo do HBO Max.

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DICA DA SEMANA: Humanoids From The Deep (1980)

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Humanoids From The Deep

Muito antes do canal SyFy e da Asylum inventar as bizarrices mutantes de tubarões mesclados com jacarés e coisa do gênero, havia uma turma que pegou carona na fórmula de “Tubarão” e espremeu até o bagaço. Então se você estiver a fim de ver um filme deste tipo sem pensar muito, vá até o YouTube e procure por “Humanoids from the Deep“, também conhecido pelo título genérico de “Monster“.
(mais…)

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DICA DA SEMANA: Ratos – A Noite do Terror (1984)

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Ratos - A Noite do Terror

Tem filme ruim que se revela bom. Tem superprodução que acaba sendo um fiasco. E tem “Ratos – A Noite do Terror” (Rats – Notte di terrore) que é um caso à parte. Se sacar a ficha técnica vai entender o porquê.

Produzido pela duplinha Bruno Mattei e Claudio Fragasso, esta tosqueira da sétima arte diverte e impressiona da forma que não deveria. O nobre leitor que já deve ter esboçado um sorriso ao ler o nome dos dois italianos, vai certamente se esbaldar com essa joia. 

A picaretagem já começa pela autoria. Ao invés de Mattei e Fragasso, quem “assume” a direção é Vincent Dawn, um dos vários codinomes do cineasta pras obras em que ele não se orgulha tanto. 

Depois da devida introdução, vamos à história… que se passa em 225 A.B. (After the Bomb) num mundo pós-apocalíptico, onde a população passou a viver no subterrâneo e gangues disputam o território da superfície enfrentando ratos. Sim! Porque ao invés das baratas que sobreviveriam à radiação nuclear, neste filme quem se aproveita do que restou do planeta são os roedores.

Considerando este contexto, não tem muito o que dizer, uma vez que assim como acontece na maioria dessas histórias, os sobreviventes vagam de um canto a outro em busca de proteção e comida. Mas o que eles não contavam é que vão encontrar ratos em quase todo canto. E essas ratazanas estão famintas e sedentas de sangue… 

No entanto, não espere grandes cenas e ataques elaborados. Os ratos, sejam eles vivos ou de pelúcia, são literalmente jogados em cima dos personagens. A reação de nojo e repulsa do elenco pode até compensar a atuação um tanto medíocre, mas tudo faz parte do pacote.

E em meio às brigas de gangues rivais e roedores que mordem o rosto, a barriga e os membros das pessoas por dentro e por fora, quem sobrevive até o final do filme presencia uma cena que teria tudo para ser chocante. Teria, claro, porque nas mãos de Mattei/Fragasso, a tal cena fica tão, mas tão bizarra, que só nos resta rir e aplaudir tamanha ousadia. 

Ratos – A Noite do Terror“, obviamente não é pro bico da Netflix, mas pode ser visto e revisto tranquilamente no YouTube para seu deleite.

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