Dicas
GAME: Paranormal Activity – The Lost Soul

[Por Felipe Macedo]
A franquia Atividade Paranormal virou uma grife nos últimos anos e mesmo tendo sido aparentemente encerrada, não duvido que num futuro próximo a saga das pessoas amaldiçoadas invada as telas. Então, estendendo seu poderio, foi lançado em 2017 um jogo baseado na série de filmes. Será que foi dessa vez que a maldição de jogos ruins baseados em filmes foi quebrada?

Vale comentar que em seu lançamento, Paranormal Activity – The Lost Soul era exclusivo para acessórios VR (realidade virtual). Quem não tinha esse acessório, ficava de fora da brincadeira. Até meados do ano passado foi que por meio de uma atualização permitiram que outros que não possuem o aparelho se assustassem também. A trama é bem fiel ao que vemos nos filmes, com uma família sendo atormentada por forças malignas. Você assume o papel do filho mais velho do casal no que seria o último dia das manifestações e seu papel é salvar sua irmã de um destino pior que a morte.
Agora vamos falar da jogabilidade nada intuitiva do game, que infelizmente não segue o padrão que vemos em jogos de uma pessoa e insiste em colocar comandos confusos e falhos. Em determinados momentos isso chega a causar extrema irritação. A coleção de bugs também é tamanha, chegando a ponto de ficar preso em locais sem motivo, tendo que reiniciar o game. A duração pode ser bem curta se souber o que fazer, chegando a miséros 20 minutos de jogatina.

Existe colecionavéis, finais alternativos e conquistas que dão um pouco mais de vida útil ao jogo. Mas mesmo assim é pouco. Os gráficos também são bem simples, não fazendo juz ao poderio da atual geração. Resumindo, é um game pra se terminar numa sentada só. Se for fã da franquia de filmes vale uma olhada. Esperem uma promoção na steam ou nas lojas virtuais dos consoles. Paranormal Activity: The Lost Soul está disponível para PS4 e PC.
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[Por Geraldo de Fraga]
Larry Cohen é um diretor e roteirista mais conhecido entre os fãs da bagaceira pela trilogia It’s Alive (Nasce um Monstro, A Volta do Monstro e A Ilha dos Monstros). Mas em 1985, ele escreveu e dirigiu um filme que, pelo menos aqui no Brasil, se tornou um dos maiores clássicos de horror daquela década: A Coisa (The Stuff).
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Mesmo sendo uma produção de baixíssimo orçamento e com um formato bem pouco comercial (o de falso documentário), As Fitas de Poughkeepsie (The Poughkeepsie Tapes, 2007) ganhou uma certa repercussão na internet, graças às famosas listas de “filmes mais perturbadores e blá blá blá”. No entanto, o longa dirigido por John Erick Dowdle pode ser pesado para alguns, na mesma proporção em que não causa nenhum abalo em outras pessoas. Isso fica por conta da sua sensibilidade.

Para mim, o filme é bem cabuloso e eficiente na forma escolhida para contar a história. Como dito acima, acompanhamos um ‘mockumentary‘ sobre um serial killer chamado ‘o Carniceiro do Rio’, que ataca na região de Poughkeepsie, no estado de Nova York. Após uma caçada sem muito sucesso, a polícia acaba encontrando uma casa onde o assassino guarda milhares de fitas de vídeo com imagens dos crimes cometidos por ele.
O filme então segue a linha da clássica reportagem policial, alternando depoimentos de investigadores, legistas, parentes das vítimas, etc; com as gravações encontradas nas tais fitas em estilo found-footage. O roteiro é todo costurado com a intenção de criar suspense com a parte ‘documental’, para depois chocar com as imagens do assassino atacando e torturando suas vítimas.

Algumas coisas são meio forçadas, como a tentativa de apresentar o serial killer como alguém brilhante, que engana todas as autoridades que o perseguem redefinindo o modus operandi do psicopata clássico. Isso tem o objetivo de justificar porque ele passou tanto tempo sem ser preso, mas fica exagerado.
Por outro lado, o elenco (100% desconhecido do grande público) faz com que o formato jornalístico fique bem crível. Além disso, a trama dá destaque para uma vítima específica, Cheryl Dempsey (Stacy Chbosky), que é uma das partes mais perturbadoras da história. Enfim, As Fitas de Poughkeepsie é um dos melhores filmes dentro do seu subgênero e merece uma assistida. Se vai lhe dar pesadelos, aí é outra coisa. Confira na Darkflix+.
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Obra bem subestimada dos anos 1990, ouso dizer que O Predador 2 – A Caçada Continua é um daqueles exemplos em que a continuação supera o original. Não vou dizer que ele funcionaria sem o primeiro filme, pois esse aqui tem a vantagem de já ter toda mitologia pré-estabelecida. Mas, na minha opinião, a inclusão do monstrengo no cenário urbano e caótico casou perfeitamente.

No ano de 1997, futuro do ponto de vista do roteiro, Los Angeles é uma bagunça desgraçada, cheia de gangues que brigam pelo controle do crime organizado e, para piorar, uma onda de calor toma conta da cidade. Em meio a essa confusão, temos um rastro de corpos mutilados que não parece ser obra de um criminoso comum.
A investigação fica a cargo do tenente Mike Harrigan (Danny Glover), o típico policial linha dura, mas de bom coração, de filmes de ação da época. O roteiro tem todos os clichês: a rixa entre o protagonista e seus superiores, personagem para alívio cômico (com o saudoso Bill Paxton) e um órgão do governo que acoberta a atividade alienígena. Mike então precisa se adaptar para combater um inimigo muito mais perigoso do que os maloqueiros que enfrenta.

Mas o astro mesmo é o Predador (outra vez interpretado por Kevin Peter Hall, que viria a falecer um ano depois do lançamento do filme), mais sanguinolento do que nunca. Repito: colocar o monstrengo num ambiente urbano foi um acerto formidável, algo que viria a se repetir no longa de 2018, mas de forma desastrosa. O Predador 2 – A Caçada Continua está no catálogo do Disney+. Vai na bola.
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