Críticas
DVD: Digistack “Vampiros no Cinema 2”

[Por Osvaldo Neto]
Com o sucesso do digistack “Vampiros no Cinema”, a Versátil Home Video lançou um 2º Volume com mais quatro excelentes títulos para a coleção dos fãs do terror e dos filmes envolvendo essas criaturas da noite. Enquanto o Volume 1 mesclou clássicos e preciosidades de décadas diferentes (anos 20 com NOSFERATU, anos 60 com A NOITE DOS DEMÔNIOS, anos 80 com QUANDO CHEGA A ESCURIDÃO e anos 90 com CRONOS), essa nova coleção é puro anos 70!!

A luva contém novamente um digipack com 2 DVD’s em dupla camada apresentando quatro filmes. Todas as cópias são de excelente qualidade de som e vídeo, extraídas de matrizes que passaram por recentes restaurações.
No 1o. DVD: o lendário blaxsploitation BLÁCULA – O VAMPIRO NEGRO de William Crain e NAS SOMBRAS DA NOITE, primeiro dos dois longas para cinema baseados no sucesso televisivo criado por Dan Curtis e que também iria originar o filme de Tim Burton lançado em 2012.
No 2o. DVD: CAPITÃO KRONOS – O CAÇADOR DE VAMPIROS, de Brian Clemens, uma pérola da Hammer que ainda é pouco vista ou reconhecida pelo fã brasileiro do gênero e CONDE YORGA, VAMPIRO de Bob Kelljan, que consagrou o ator Robert Quarry e que lançou o Drácula (francamente… o personagem Yorga é o Drácula, só muda o nome) nos anos 70 antes da Hammer fazer isso com DRÁCULA NO MUNDO DA MINI-SAIA e OS RITOS SATÂNICOS DE DRÁCULA.
Há um ótimo conteúdo extra nos dois DVD’s. No DVD 1, trailers de BLÁCULA, NAS SOMBRAS DA NOITE e um especial apresentado pelo pesquisador britânico Kim Newman sobre a produção e recepção de BLÁCULA. NO DVD 2, trailer de CONDE YORGA, VAMPIRO e outro especial, desta vez sobre CAPITÃO KRONOS com entrevistas gravadas durante uma exibição do longa onde elenco e parte da equipe se reencontraram depois de muitos anos do lançamento da produção.
Capturas da edição:
DVD 1
BLÁCULA – O VAMPIRO NEGRO (1972)
NAS SOMBRAS DA NOITE (1970)
- Jonathan Frid, como Barnabas Collins
- Kim Newman
DVD 2
CAPITÃO KRONOS – O CAÇADOR DE VAMPIROS (1974)
CONDE YORGA, VAMPIRO (1970)
- Caroline Munro
Aquisição mais do que recomendada ao colecionador, a luva VAMPIROS NO CINEMA 2 pode ser encontrada para compra nas melhores lojas físicas ou virtuais.
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Quase um ano depois de ser exibido na mostra Midnight Screenings do Festival de Cannes, Exit 8 (8-ban deguchi, 2025) chega aos cinemas brasileiros. O longa é uma adaptação do game de mesmo nome, lançado pela desenvolvedora independente Kotake Create, que foi um enorme sucesso viral em 2023.
Todo mundo sabe como adaptar jogos para as telonas é complicado, exemplos ruins e péssimos não faltam; e bons filmes são poucas exceções. E olhe que, na maioria das vezes, o próprio game já conta com um enredo cinematográfico para dar suporte aos realizadores. Exit 8, no entanto, não tem nada nem perto disso.

A história começa com um cidadão normal (Kazunari Ninomiya) indo para mais um dia de trabalho. No metrô, ele recebe uma ligação da namorada dando a notícia de que está grávida. Enquanto tenta achar um lugar onde o celular pegue melhor, para continuar a complicada conversa, o protagonista vai parar no que parece um corredor comum da estação.
O local, porém, tem um looping temporal e geográfico, no melhor estilo ‘Falha na Matrix’. Após tentar achar à Saída 8, que aparece indicada em uma placa, ele percebe que está andando em círculos e voltando sempre para o mesmo ponto de partida. Nosso heroi resolve então ler as instruções que estão na parede.
1 – Ele precisa passar pelo corredor e memorizar tudo que tem lá (posteres pendurados, portas, placas, armários e um sujeito esquisito que passa caminhando).
2 – Na segunda passada, se tiver tudo do mesmo jeito, é só seguir.
3 – Se tiver algo diferente (chamado aqui de anomalia), ele precisa retornar ao ponto de partida. Isso tem que ser feito oito vezes, corretamente, para achar a saída. Se ele errar alguma coisa, volta à estaca zero.

Jogar isso numa tela, caçar detalhes e pegadinhas, pode ser divertido. Assistir a alguém fazendo, nem tanto. Por isso, o roteiro tenta fazer com que simpatizemos com o protagonista, trazendo a história da paternidade de volta, de tempos em tempos, para dar uma carga dramática. O problema é que só isso não basta para nos manter interessados numa história de um personagem solitário em um cenário minimalista.
Algumas anomalias mais extravagantes chegam a empolgar pela bizarrice visual que tanto amamos no cinema japonês, porém não salvam o dia. O filme até melhora com a inserção de uma nova trama (bem imprevisível), mas ela não dura muito. Entra então uma ‘crítica social foda’ sobre a rotina e o cotidiano vazio da sociedade moderna, que outros pessoas já fizeram bem melhor.

Exit 8 foi mais longo do que deveria, assustou menos do que podia e ainda conseguiu nos colocar no meio de um dilema que deveria parecer comovente, mas acabou sendo apenas brega. Fuja desse beco sem saída.
Direção: Genki Kawamura
Roteiro: Kotake Create, Kentaro Hirase e Genki Kawamura
Elenco: Kazunari Ninomiya, Yamato Kochi e Naru Asanuma
Origem: Japão
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O mais difícil de escrever sobre O Menu (The Menu, 2022) é não fazer analogias com comida, sendo que o filme mostra que ideias ‘requentadas’ podem render um ótimo prato. Ok, passado esse primeiro momento ‘metáfora gourmet’, vamos à sinopse. Um seleto grupo de 12 pessoas viaja até a pequena ilha Hawthorn, para jantar em um restaurante de alta gastronomia, comandado pelo excêntrico chef Julian Slowik (Ralph Fiennes).
A clientela reúne críticos gastronômicos, novos milionários, velhos milionários, um ator em decadência, sua empresária e um casal comum – Tyler (Nicholas Hoult) e Margot (Anya Taylor-Joy) – que desembolsaram um valor exorbitante para provar as delícias do estabelecimento.

Enquanto ela está pouco se importando com as iguarias servidas, Tyler é um aficionado pela arte da boa mesa. Sempre que pode, ele despeja seu conhecimento sobre o tema, cita realities shows culinários que viu e reviu, e tenta, a todo custo, conseguir dar uma palavrinha com Slowik, seu ídolo.
Após uma tour pela ilha, os clientes se acomodam no salão para o banquete. Assessorado por uma equipe gigantesca, o chef começa a desfilar seu cardápio exótico, mas a apresentação de cada prato vem acompanhada de uma situação bizarra. Como era de se esperar, o grande mistério de O Menu é saber o que uniu aquele monte de pessoas desconhecidas naquele ambiente que vai sendo tomado de tensão aos poucos.
O primeiro ponto forte, que provavelmente é que vai fazer você querer vê-lo, é o elenco de ponta, encabeçado por Taylor-Joy (a dona do filme), Fiennes e Hoult. O trio é acompanhado de perto por John Leguizamo, Janet McTeer e Hong Chau (perfeita como a maitre controladora, uma das melhores personagens do longa).

Mas o longa dirigido por Mark Mylod não é apenas sobre gente em perigo. O roteiro de Seth Reiss e Will Tracy satiriza desde a futilidade dos novos ricos, a arrogância dos influenciadores, até a popularização de programas no estilo masterchef, que, por vezes, enfeitam demais o simples ato de saborear uma boa comida. Talvez, o único pecado do filme seja um certo desdém com alguns personagens, que podiam ser mais bem explorados, porém isso vai do gosto de cada um.
O que conta mesmo em “O Menu“, como dito no primeiro parágrafo, é a forma como os clichês de suspense são colocados na mesa, sem perder a mão. A teia de reviravoltas funciona no ponto e prende o freguês até a sobremesa. Bom, eu avisei que seria difícil não fazer analogias com comida, então, bon appétit.
Título original: The Menu
Direção: Mark Mylod
Roteiro: Seth Reiss e Will Tracy
Elenco: Anya Taylor-Joy, Ralph Fiennes e Nicholas Hoult
Origem: EUA
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[Por Jarmeson de Lima]
De antemão, antes de começar esta resenha propriamente dita, queria parabenizar o diretor David Robert Mitchell por este filme. Neste universo do cinema de horror onde a tentação pelos clichês e tramas previsíveis é tão fácil, é cada vez mais difícil ver tramas na cinematografia ocidental com elementos originais e premissas diferentes. (mais…)
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