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DICA DA SEMANA: Don’t Go to Sleep (1982)

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Don't Go to Sleep

[Por Osvaldo Neto]

Filmes feitos para a TV costumam ser olhados com um certo preconceito. Atuações exageradas, roteiros pobres, direção medíocre, péssimos efeitos especiais e aqueles intrusivos ‘fade ins’ e ‘fade outs’ sinalizando uma pausa para os comerciais são algumas das coisas mais observadas em grande parte deles.

Mas o fã de horror que não apenas assiste o que lançam hoje sabe que o gênero teve uma era de ouro em produções para a telinha durante os anos 70 e 80. Obras dirigidas por gente do calibre de Dan Curtis e Curtis Harrington, assim como os memoráveis Criaturas da Noite (Don’t be Afraid of the Dark), A Morte Numa Noite Fria (A Cold Night’s Death) e A Noite do Espantalho (The Dark Night of the Scarecrow) mataram muitos moleques de medo.

Com direção de Richard Lang e roteiro de Ned Wynn, NÃO ADORMEÇA é um desses filmes mais famosos e me espanta o fato dele ainda não ter recebido um mísero lançamento oficial em DVD. Dennis Weaver (de Encurralado, o maior de todos os telefilmes do período) e Valerie Harper protagonizam esse longa sobre um casal que entra em crise após o falecimento de uma de suas filhas.

Eles resolvem se mudar para uma nova residência com as duas outras crianças, Mary (Robin Ignico) e Kevin (Oliver Robins, de Poltergeist) e a mãe da esposa (a inesquecível Ruth Gordon). Não demora muito para que Mary receba visitas de ninguém menos que o fantasma de Jennifer (Kristin Cumming), a sua irmã morta. Falar mais sobre a trama pode estragar a experiência, então fico por aqui.

Mesmo com as limitações típicas de um filme feito para a TV, NÃO ADORMEÇA continua a funcionar após mais de 30 anos de sua realização graças ao inesperado desenvolvimento dessa história simples, que fica cada vez mais ambígua, sombria e niilista. O roteiro também surpreende ao enfraquecer a união familiar dos personagens, sempre vista como algo sagrado em filmes mais convencionais do estilo.

Alguma alma caridosa subiu NÃO ADORMEÇA no YouTube em uma boa cópia legendada ripada do VHS brasileiro lançado pela Warner Home Video. Assistam ao filme e não olhem mais para um cortador de pizza do mesmo jeito pelo resto da vida.

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DICA DA SEMANA: A Coisa (1985)

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A Coisa

[Por Geraldo de Fraga]

Larry Cohen é um diretor e roteirista mais conhecido entre os fãs da bagaceira pela trilogia It’s Alive (Nasce um Monstro, A Volta do Monstro e A Ilha dos Monstros). Mas em 1985, ele escreveu e dirigiu um filme que, pelo menos aqui no Brasil, se tornou um dos maiores clássicos de horror daquela década: A Coisa (The Stuff).

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DICA DA SEMANA: As Fitas de Poughkeepsie (2007)

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Fitas de Poughkeepsie

Mesmo sendo uma produção de baixíssimo orçamento e com um formato bem pouco comercial (o de falso documentário), As Fitas de Poughkeepsie (The Poughkeepsie Tapes, 2007) ganhou uma certa repercussão na internet, graças às famosas listas de “filmes mais perturbadores e blá blá blá”. No entanto, o longa dirigido por John Erick Dowdle pode ser pesado para alguns, na mesma proporção em que não causa nenhum abalo em outras pessoas. Isso fica por conta da sua sensibilidade.

Para mim, o filme é bem cabuloso e eficiente na forma escolhida para contar a história. Como dito acima, acompanhamos um ‘mockumentary‘ sobre um serial killer chamado ‘o Carniceiro do Rio’, que ataca na região de Poughkeepsie, no estado de Nova York. Após uma caçada sem muito sucesso, a polícia acaba encontrando uma casa onde o assassino guarda milhares de fitas de vídeo com imagens dos crimes cometidos por ele.

O filme então segue a linha da clássica reportagem policial, alternando depoimentos de investigadores, legistas, parentes das vítimas, etc; com as gravações encontradas nas tais fitas em estilo found-footage. O roteiro é todo costurado com a intenção de criar suspense com a parte ‘documental’, para depois chocar com as imagens do assassino atacando e torturando suas vítimas.

Algumas coisas são meio forçadas, como a tentativa de apresentar o serial killer como alguém brilhante, que engana todas as autoridades que o perseguem redefinindo o modus operandi do psicopata clássico. Isso tem o objetivo de justificar porque ele passou tanto tempo sem ser preso, mas fica exagerado.

Por outro lado, o elenco (100% desconhecido do grande público) faz com que o formato jornalístico fique bem crível. Além disso, a trama dá destaque para uma vítima específica, Cheryl Dempsey (Stacy Chbosky), que é uma das partes mais perturbadoras da história. Enfim, As Fitas de Poughkeepsie é um dos melhores filmes dentro do seu subgênero e merece uma assistida. Se vai lhe dar pesadelos, aí é outra coisa. Confira na Darkflix+.

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DICA DA SEMANA: O Predador 2 – A Caçada Continua (1990)

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O Predador 2

Obra bem subestimada dos anos 1990, ouso dizer que O Predador 2 – A Caçada Continua é um daqueles exemplos em que a continuação supera o original. Não vou dizer que ele funcionaria sem o primeiro filme, pois esse aqui tem a vantagem de já ter toda mitologia pré-estabelecida. Mas, na minha opinião, a inclusão do monstrengo no cenário urbano e caótico casou perfeitamente.

No ano de 1997, futuro do ponto de vista do roteiro, Los Angeles é uma bagunça desgraçada, cheia de gangues que brigam pelo controle do crime organizado e, para piorar, uma onda de calor toma conta da cidade. Em meio a essa confusão, temos um rastro de corpos mutilados que não parece ser obra de um criminoso comum.

A investigação fica a cargo do tenente Mike Harrigan (Danny Glover), o típico policial linha dura, mas de bom coração, de filmes de ação da época. O roteiro tem todos os clichês: a rixa entre o protagonista e seus superiores, personagem para alívio cômico (com o saudoso Bill Paxton) e um órgão do governo que acoberta a atividade alienígena. Mike então precisa se adaptar para combater um inimigo muito mais perigoso do que os maloqueiros que enfrenta.

Mas o astro mesmo é o Predador (outra vez interpretado por Kevin Peter Hall, que viria a falecer um ano depois do lançamento do filme), mais sanguinolento do que nunca. Repito: colocar o monstrengo num ambiente urbano foi um acerto formidável, algo que viria a se repetir no longa de 2018, mas de forma desastrosa. O Predador 2 – A Caçada Continua está no catálogo do Disney+. Vai na bola.

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