Críticas
CRÍTICA: Sharknado – The 4th Awakens (2016)

[Por Jarmeson de Lima]
Do que deveria ser uma “gréia” bem sucedida, ou um sucesso inesperado, essa coisa chamada “Sharknado” já perdeu a graça. Se o primeiro se salvava, digamos, pela sinopse inusitada, o segundo perdeu força mas ganhou alguns (poucos) pontos por conta da insistência no plot absurdo. Já o terceiro se valeu das participações especiais e pontas de celebridades e subcelebridades pra fazer algo mais requentado do que as piadas da A Praça É Nossa. E esse quarto filme da franquia, pelamordedeus…

Mas bem, falemos do filme para que entendam a derrota que foi passar quase 1h30 vendo isso aí. O que acontece agora é o seguinte: já fazem cinco anos que não acontecem mais Sharknados. Que ótimo, não é?! Tudo isso graças a uma empresa que passou a monitorar e deter os tornados de tubarões através de pulsos eletro-magnéticos. No entanto, para o desespero de quem viu esses fenômenos acontecerem tanto na Costa Leste quanto na Costa Oeste dos EUA, agora eles voltaram em terra filme.
Eis que o herói Fin Shepard (interpretado pelo ator Ian Ziering, que também foi co-produtor executivo dessa bagaça) presenciou um dos spots da empresa Astro-X falhar na tentativa de deter o primeiro Sharknado que se formou a partir de uma tempestade de areia. E o que ele faz? Vai tentar deter essa catástrofe com a ajuda da família, da ciência e da empresa que detém essa tecnologia.

Basta dizer que após esse primeiro momento, passou a rolar uma evolução dessa coisa toda em uma avacalhação quase que total. Las Vegas, Kansas, Seattle, Chicago e outras cidades norte-americanas passam a ser cenários (de chroma-key, claro) para a paleta de destruição digital que os “nados” tem feito. Porque não basta ter um tornado comum com tubarões, agora colocaram pedras, raios, neve e até material radioativo misturado com esses sharknados. Não tente entender. A geografia, a física e a meteorologia tem suas próprias regras neste firme.
Além da avalanche de tubarões em um ritmo frenético, o filme tenta se passar por cult jogando toscamente referências a alguns clássicos em cenas e diálogos forçados. É um épico que não existe e que nem deveria ter existido, na real. Pra quem esperava algo inteligente vindo de quem teve a sacadinha de colocar o subtítulo de “The 4th Awakens“, esqueça! As referências à franquia da Disney/George Lucas são óbvias e mal utilizadas. O subtítulo engraçadinho, por sinal, é tão dispensável que na tradução brasileira preferiram usar a frase “Corra para o 4º“. WTF!

E não basta a edição mal feita, a narrativa cheia de furos e as atuações ruins do terceiro escalão de Hollywood… ainda temos efeitos especiais medíocres, até porque enquanto a tecnologia avança, a Asylum retrocede sem medo de soar ridícula em suas produções. Sério, não dá pra conceber algo assim. Como é possível uma produtora de filmes fazer algo com qualidade tão ruim e ainda um canal de TV ainda ACEITAR EXIBIR isso?
Já esperava uma ruindade absoluta. Aliás, não só eu, mas todos da equipe. Pensem na briga ao inverso pra ver quem iria assistir ao filme pra criticar. Pois bem… se não notaram ainda, eu que já não tinha gostado de nenhum, simplesmente ODIEI este aqui. Se você ainda vai defender essa produção da Asylum dizendo que “Sharknado 4” é divertido… olha, você precisa urgentemente rever esse conceito de diversão.

P.S.: Não se deixe enganar pelo trailer.
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Mulher chega em um prédio sinistro e se torna vítima de um complô satanista. Bem, isso aí a gente vê no cinema desde “O Bebê de Rosemary“. Mas nunca de uma forma tão “divertida” como agora em “Eles Vão Te Matar” (They Will Kill You).
Tentando se equilibrar num limite tênue entre humor, terror e ação, o longa de Kirill Sokolov leva Asia Reaves (Zazie Beetz) até o centenário Virgil, um imóvel que esconde segredos entre seus andares. E no gerenciamento de empregados, hóspedes e seguidores de satã está Lily Woodhouse (Patricia Arquette) dando as ordens.

Se você viu o trailer, vai perceber que ali estão ótimas cenas de luta e ataques de uma forma escrachada e devidamente bem coreografadas. São sequências em que Asia tem que literalmente brigar para sobreviver diante dos que querem lhe matar, conforme anuncia o título do filme. Algo como “Constantine” meets “Kill Bill“.

Montado um pouco como se fosse um videogame com várias fases em que cada andar do Virgil apresenta um novo desafio, “Eles Vão Te Matar” traz na gênese esse terror de sobrevivência com uma temática sobrenatural/diabólica regado a litros de sangue jorrando na tela. Não tem lá uma crítica social foda nem nada muito inspirador, mas funciona mais do que a continuação que fizeram para “Casamento Sangrento“, em que inventaram uma motivação que não cola.

O diretor russo consegue extrair risadas em meio a cenas grotescas e mostra como a protagonista vira a verdadeira ameaça para seus algozes, utilizando qualquer arma que esteja à mão. Essa sarcástica aventura dura menos de duas horas e mostra que é possível fazer algo assim de forma despretensiosa sem enrolar demais até chegar na catarse final.

* Filme visto em Cabine de Imprensa promovida pela Espaço Z
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“Obsessão” poderia ser uma comédia romântica da Geração-Z. Temos um boy desinteressante, vacilão e inseguro que vive na friendzone. Ele passa a se interessar pela colega de trabalho e pede ajuda a um de seus amigos e colegas para dominar a arte da paquera. Mas nada sai conforme o combinado.
E como falei, “Obsessão” (Obsession) poderia ser tudo isso acima, mas não é. É denso, melancólico, tenso e catastrófico como um bom filme de terror pode ser. O mais curioso é que é uma produção da Blumhouse e por isso mesmo é surpreendente. De longe parece ser a produção mais ousada que Jason Blum já apostou.

Aqui a gente revisita a maldição da ‘pata do macaco’ em formato de item colecionável de loja esotérica. O tal “One Wish Willow” concede um único desejo às pessoas em vida e por isso mesmo deveria ser usado com cautela. Mas não espere isso de Bear (Michael Johnston), que pede para que sua crush Nikki (Inde Navarrette) se apaixone perdidamente por ele.
Quem já viu a saga “Mestre dos Desejos” sabe que qualquer pedido mal formulado pode se tornar uma maldição e um pesadelo. E neste caso, o amor trazido pelo amuleto não traz paz nem felicidade ao casal. Conduzindo as cenas com uma boa dose de estranheza e esquisitice, o diretor Curry Barker mostra sem pressa a radical mudança de estilo de vida de Nikki na companhia e na ausência de Bear.

É tudo tão imprevisível nas atitudes da garota que os jumpscares acabam funcionando. Impossível até não lembrar da icônica Pearl em algumas cenas em que a pobre Nikki tenta impressionar seu namorado. Inclusive, a dose de estranheza vai aumentando conforme a duração do filme vai passando, com direito a gore e cenas ainda mais violentas, sem alívio cômico.
No fundo, “Obsessão” é mais que um filme de terror. É também um grito de alerta para relacionamentos tóxicos em que a namorada sempre é vista como “louca”. Assim como em “Acompanhante Perfeita“, temos uma boa metáfora sobre o desejo e o interesse masculino sem medir consequências a respeito do que as mulheres sentem.

Confie no hype da vez e se surpreenda. Ah, e um adendo… em seu primeiro teste como ‘scream queen’, posso afirmar sem erro que Inde Navarrette foi aprovada com todos os méritos.
Título original: Obsession
Diretor: Curry Barker
Roteiro: Curry Barker
Elenco: Michael Johnston, Inde Navarrette, Cooper Tomlinson e outros
Ano de lançamento: 2026
* Filme visto em Cabine de Imprensa promovida pela Espaço Z no Cinemark Rio Mar Recife
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Críticas
CRÍTICA: Passageiro do Mal (2026)
O trailer de “Passageiro do Mal” já avisava que vinha clichê por aí, mas a minha mente insistiu no clássico “vai que é bom”. Não era.

“Passageiro do Mal” (Passenger) surgiu do nada (pelo menos para mim) nos últimos meses e, mesmo achando o trailer extremamente genérico e clichê, fiquei tentado a dar uma conferida. No fundo da minha mente ecoava: “vai que é bom e você está só sendo chato”. Então, com a estreia, decidi me arriscar no cinema e tirar minhas conclusões, que veremos a seguir.
A história segue um jovem casal que decide trocar a vida em um grande centro urbano pela aventura de viver pelo campo. Só que eles encontram o terror quando viram alvos de uma entidade demoníaca que caça vidas pelas rodovias. A questão é se eles vão seguir o caminho certo ou acabar dirigindo para a morte certa.

Olha, eu até gosto de filmes ruins quando eles se assumem dessa maneira. Acho, no geral, os filmes da The Asylum divertidíssimos, mas em “Passageiro do Mal” os realizadores foram para a direção mais clichê e imbecil possível, além de se levarem a sério demais. Eu me senti de volta ao início dos anos 2000, época em que filmes de assombração como este apareciam a rodo nos cinemas.
Os protagonistas são sem sal, com pouco carisma e desenvolvimento, enquanto os coadjuvantes são folhas em branco de tão rasos. A ameaça tem um visual bem questionável e pertence àquela categoria de vilões sobrenaturais que, assim que aparecem na tela, soltam um grito “assustador”.

A direção e o roteiro estão de mãos dadas na tentativa de assustar de uma forma que virou piada há décadas. Todas as tentativas de susto são extremamente telegrafadas, e as cenas de gore com CGI ruim enterraram de vez o longa. O diretor que tinha mostrado seu talento nos longas “A Autópsia” e “A Última Viagem do Deméter“, pareceu que aqui só estava interessado no contracheque mesmo.

Um filme claramente descartável que deveria ser uma sobra de streaming, mas que jogaram no cinema para pegar besta e masoquista. Neste caso, fui os dois. Aconselho você a respeitar o seu dinheiro e fazer outra coisa com o valor do ingresso.
Título original: Passenger
Direção: André Øvredal
Roteiro: Zachary Donohue e T.W. Burgess
Elenco: Melissa Leo, Lou Llobell, Jacob Scipio e outros
Duração: 94 min
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