Críticas
CRÍTICA: The Taking of Deborah Logan (2014)

“O inferno existe. Ele é um “found footage” (e isso não é um elogio)”
Por Jota Bosco
Sabe aqueles dias em que você chega em casa e pensa “vou botar um horrorzinho pra assistir?” Pois é… dia desses lá fui eu escolher o que assistir e dei de cara com The Taking of Deborah Logan (2014), dirigido por Adam Robitel e escrito por Gavin Heffernan e pelo próprio Robitel. Olhei a cotação no IMDB e “Eita! 6.4! Isso é uma boa nota pra filme do gênero! Vamo nessa!”

“Péra! Vcs vão fazer um Found-Footage?”
Deita, dá o play e nos primeiros minutos do filme percebe que é mais. um. dos. famigerados. found. footage… Véi??? Mais um???!!! Mas que diabos a galera não cansa de fazer esses filmes com câmera na mão? Quando a gente tem um orçamento baixo e acha que tem uma ideia boa, beleza! Mas num filme produzido por Bryan Singer (da franquia X-Men, entre outros) você imagina que a turma deve ter mais do que U$ 500 e um grupo de amigos pra fazer um filme, né? Mas, agora Inês é morta. Vamo lá…

“Ok. Vou assistir essa porra mas eu te pego lá fora!”
“The Taking of Deborah Logan” trata da história de um grupo de estudantes que decide acompanhar e filmar, como projeto de conclusão, os sintomas da Sra. Logan (Jill Larson, da quase-eterna novela americana All My Children) que recentemente foi diagnosticada com o Mal de Alzheimer. Como a família anda com problemas financeiros, sua filha (Anne Ramsey, da serie Dexter) aceita a equipe entrar em sua casa para realizar o documentário. Fim do primeiro ato.

“Eu quero melãããããão!!!!”
No segundo ato o filme cresce. Aos poucos, tanto nós quanto a equipe começamos a perceber que o comportamento de Deb (para os íntimos) tem algo além dos problemas de sua doença. A auto-mutilação, o sonambulismo malassombrado, os olhares… seriam sintomas da doença ou uma força maléfica que tomou conta da vítima graças ao enfraquecimento de sua mente? Tudo isso contribui pra dar um clima bem sinistro ao filme e você começa a pensar “Opa! Talvez desse mato saia cachorro!”. Pra reforçar essa sensação, vem a sensacional atuação de Jill Larson. Ela consegue deixar o espectador “bolado” simplesmente com o olhar. O desespero da filha, interpretada por Ramsey também é muito marcante. A dupla está afinadíssima!

“Mãe, você gosta de mamão?” “Affff, Evaristo!”
Mas como tudo que é bom dura pouco, na terceira e última parte do filme, temos uma explicação bem “paia” para os fenômenos estranhos que vem acontecendo. Algo no passado de Deb veio à tona… E daí vamos pra um bocado de clichês (vou até relevar outros como: o cara que tá filmando que nunca larga a câmera apesar do cagaço, nem acende uma luz sequer ao entrar num quarto escuro, etc) que não vou contar pra não estragar ainda mais o filme.
Veredicto:
* Tá a fim de tomar um sustinho aqui, um arrepiozinho ali? Assiste aí, fera!
* Tá a fim de ver um filmão? Procura coisa melhor. Duas estrelas (pelas atrizes) e meia (pelo resto do filme).
Direção: Adam Robitel
Roteiro: Gavin Heffernan e Adam Robitel
Elencos: Jill Larson, Anne Ramsay e
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Há dez anos, “Invasão Zumbi” (Train to Busan) chegava como um verdadeiro fenômeno no círculo de fãs de horror. O filme em si não apresentava nenhuma grande inovação no gênero, mas se destacava ao fazer boas cenas de ação (sim, de ação) com os zumbis/infectados num trem que cortava a península coreana.
Agora em “Zona Zero” (Colony), parte da construção da tensão e da ação em meio a uma infestação, ou seria infecção zumbi, se mantém em uma estrutura linear. Desde o início descobrimos quem é o vilão, suas intenções e como irá promover o caos, que na visão dele, na real é parte do renascimento da sociedade humana.

Baseado em conhecimentos e teorias da cyber-biologia, ou biotecnologia, que passam longe da ética, um pesquisador invejoso cria um vírus de laboratório para espalhar em uma importante convenção científica.
E em menos de meia hora de filme já temos uma grande leva de vítimas e de infectados que agem como zumbis maratonistas e triatletas. Depois que rola o primeiro ataque, aí é correria para todo lado. Quem foge ou tenta escapar da horda de criaturas tem q apelar pra se esconder em lojas e corredores do enorme empresarial que abriga centro de convenções e de compras.
Até se veem semelhanças com o “Despertar dos Mortos” (Dawn of The Dead) de George Romero nessa ambientação, mas só ali mesmo porque os monstros agora correm e atacam com verocidade.

Na comparação com o trem pra Busan onde cada vagão continha uma ameaça diferente, neste longa aqui, os sobreviventes precisam se esconder em diferentes andares e escritórios evitando confronto com os infectados. Até porque diferente de mortos-vivos convencionais, estes aqui possuem o diferencial de se comunicar em conjunto por uma consciência coletiva como ocorre com formigas.
Esse aí é inclusive o maior problema do título brasileiro do longa que não faz o menor sentido dar nome de “Zona Zero” quando seu nome original é traduzido como “Colônia” que tem total sintonia com a premissa já mencionada.

Mas mesmo sendo um pouco previsível assim nesta narrativa mais convencional de confinamento e fuga, “Zona Zero” reserva algumas surpresas, já que diante da ameaça e do vilão, não temos como imaginar como isso pode acabar e quem será o último a contar história.
E um dos maiores méritos do longa é usar poucos efeitos digitais e trabalhar bem com atores, figurantes e efeitos práticos bem grotescos. Em época de proliferação de uso de Inteligência Artificial como muleta pra qualquer tipo de cena no cinema, digamos que é um avanço dos coreanos mesmo que isso não seja uma inovação.
Título original: Colony
Direção: Yeon Sang-ho
Roteiristas: Choi Kyu-seok e Yeon Sang-ho
Elenco: Jun Ji-hyun, Koo Kyo-hwan, Ji Chang-wook
País de origem: Coreia do Sul
* “Zona Zero” estreia nos cinemas brasileiros em 15 de outubro e foi visto pelo Toca o Terror em Cabine de Imprensa promovida pela Espaço Z
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Críticas
CRÍTICA: Meus Mortos Tristes (2026)
Dirigido pelo chileno Pablo Larraín, a minissérie “Meus Mortos Tristes” não foca em assombrações malignas e jumpscares. O papo aqui é drama familiar e crítica social foda com uma médica que consegue ver e ouvir fantasmas.

Vamos iniciar com uma sinopse sem muitos detalhes, para não estragar a surpresa que acontece já no primeiro episódio de Meus Mortos Tristes (2026), nova minissérie argentina da Netflix. Baseada nos contos da escritora Mariana Enriquez, que também é um dos roteiristas, a obra chegou ao serviço de streaming no dia 24 de setembro.
Ema (Mercedes Morán) é uma médica que consegue ver e ouvir fantasmas. Após a morte da mãe, ela se muda para a antiga casa, que fica perto de um conjunto habitacional barra pesada, no subúrbio de Buenos Aires.

Com a visita de parentes que moram nos Estados Unidos, Ema descobre que sua sobrinha Julie (Carolina Álvarez) tem a mesma habilidade sobrenatural. O problema é que um evento inesperado faz com que a relação entre vivos e mortos tome grandes proporções na localidade.
Dirigido pelo chileno Pablo Larraín (O Conde, 2023), Meus Mortos Tristes tem quatro episódios e não precisava tanto. Mas isso fica para depois. É importante começar dando o alerta que a minissérie não vai focar em assombrações malignas e jumpscares, o papo aqui é drama familiar e crítica social foda.
Mercedes Morán é o grande destaque. Sua personagem não é nenhuma Lorraine Warren e não vê glamour, nem missão divina, em sua habilidade de se comunicar com espíritos.

Apesar de possuir sensibilidade suficiente para tomar decisões certas, o desdém pelo dom que carrega é sua maior faceta. A relação com a família, incluindo o fantasma da mãe, rende os melhores momentos. Carolina Álvarez, num papel mórbido e cativante, também merece ser lembrada.
Em algumas entrevistas o elenco teceu loas a Larraín, afirmando que o diretor foi o responsável por tirar deles algumas de suas melhores atuações. Como não há sustos e coisas pulando na tela, é a interação entre os personagens que faz a trama andar. E funciona bem.
Outro trunfo de Meus Mortos Tristes é sua ambientação na periferia. A violência do lugar e o clima de abandono da população de baixa renda faz um paralelo com a situação dos desencarnados que aparecem. A fotografia fria e azulada completa o quadro.
Mas, como dito acima, nem tudo são flores nesse túmulo e, talvez, um filme cairia melhor para essa história. O formato em quatro episódios (de 50 minutos cada) estica demais a trama, o que causa alguns problemas de continuidade e a sensação que o programa está enchendo linguiça.

Outra prova disso é que algumas subtramas ficam subvalorizadas, como o arco de Carol (Dolores Fonzi), filha de Ema, que sofre com a relação mal resolvida com a mãe e com uma perda pessoal. Os pais de Julie também são meio esquecidos durante boa parte do roteiro. O mesmo acontece com Lautaro (Germán De Silva), personagem que carrega um passado de amor não correspondido por Ema.
Ainda assim, Meus Mortos Tristes é uma bela fábula sombria, que fala sobre luto, depressão e memória. Sem contar que a minissérie faz um competente comentário sobre a violência desenfreada nas grandes metrópoles da América Latina. Vale o play nas apariciones.
Título original: Mis muertos tristes
Direção: Pablo Larraín
Roteiro: Anastasia Ayazi, Guillermo Calderón, Mariana Enriquez e Pablo Larraín
Elenco: Mercedes Morán, Dolores Fonzi e Carolina Álvarez
Origem: Argentina
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CRÍTICA: Resident Evil (2026)
Esta é a melhor adaptação dos games, mesmo que, narrativamente, a única semelhança seja a tragédia que acontece na cidade. As semelhanças estão mais na estrutura de como a nova história é contada.

A franquia Resident Evil é referência nos videogames, mas penava quando o assunto era adaptação para outras mídias, como TV e cinema, tendo como maior exemplo os filmes estrelados por Milla Jovovich no decorrer de décadas. A franquia tentou um reboot em 2021, mas o desastre veio. Agora, em setembro de 2026, um novo reboot é lançado sob a grife do diretor de “A Hora do Mal“.
Um rapaz que trabalha entregando órgãos em hospitais recebe uma oferta tentadora para ir à cidade de Raccoon City, e o que supostamente seria um serviço simples se torna uma luta pela sobrevivência, já que várias aberrações tomaram conta da cidade e arredores.

Aqui já adianto que essa é a melhor adaptação dos games, mesmo que, narrativamente, a única semelhança seja a tragédia que acontece na cidade. As semelhanças estão mais na estrutura de como a nova história é contada, em alguns detalhes visuais que remetem ao material original e no gameplay; sim, em alguns momentos me senti jogando. A história de “Resident Evil” é simples e direta, e me lembrou muito comédias de erro onde tudo o que podia dar errado dá; o protagonista não tem um minuto de paz em quase toda a jornada. A escolha de um civil sem nenhuma qualificação para combate foi acertada, já que ele serve como um espelho para a maioria de nós e gera identificação.

A polêmica sobre os momentos cômicos não me incomodou por boa parte do filme, mas, quando entram em cena outros personagens humanos, a coisa mudou de figura. O que estava divertido e com bons jumpscares se torna uma bobagem que me incomodou muito. Eu sei que é uma sátira, mas não ficou boa para mim, culminando em um clímax que me deu vergonha alheia. O terror está bem representado pelas criaturas nojentas que aparecem no decorrer do filme e que são inspiradas nos monstros dos jogos; elas são ameaçadoras. Tem gore, mas acho que poderia ser mais.
O filme não é ruim, tem boas cenas, diverte e tem bons sustos. O problema maior é que, quanto mais se aproxima do fim, vai ficando mais bobo.
Título original: Resident Evil
Direção : Zack Cregger
Roteiro: Zack Cregger e Shay Hatter
Produtores Executivos: Oliver Berben, Richard Wright, Robert Bernacchi
Elenco: Austin Abrams, Zach Cherry,Kali Reis e outros
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opoderosochofer
30 de outubro de 2014 às 22:31
O melhor da resenha são as legendas! Hahajahahahsa
Roberthy de Souza
21 de abril de 2015 às 21:49
Não gostei muito dessa crítica,esse filme é um raro exemplo de bom found-footage horror e achei melhor do que a merda do “Atividade Paranormal” (é a mesma merda nos finais das sequências) esse filme merecia mais umas 3 ou 4 estrelas tá tranquilo pra esse filme,conseguiu até me dar uns sustinhos principalmente nas cenas da velhinha e eu não me assusto fácil.
Julia Alves
7 de setembro de 2015 às 16:09
Não terminei de assistir pq dormi.. :/
ALEX
10 de setembro de 2015 às 13:14
A hora que aparece ela “dovorando”(ou tentando devorar…) a criancinha… é a melhor parte!
Mas…é chatinho mesmo. A atuação da velhinha protagonista é boa.
Leonardo Villela Cezimbra
20 de outubro de 2015 às 09:55
Concordo 100% com a resenha.
Cyro
14 de novembro de 2015 às 23:33
Nunca gostei deste estilo de filmagem, tanto que não assisti nenhum outro. Se soubesse que era esse estilo de filmagem, nem teria assistido, mas filme comigo tem que ir ate o fim. Pois bem, me surpreendi e gostei, achei super envolvente e quando falamos em horror os cliches são inevitáveis. FALTOU NA RESENHA RESSALTAR, o belo trabalho de maquiagem digno de Academy Awards, e redundando a interpretação de Jill Larson que foi um primor, as cenas de canibalismo no final surpreenderam. Vale a diversão, de 0 a 5. Nota 4.
Rodrigo
17 de novembro de 2015 às 17:22
Olha, a grande verdade é que o gênero de terror / horror ta sofrível de assistir nos últimos anos. Histórias óbvias, cheias de clichês e tudo o mais, que não assustam ninguém e não deixam a gente tenso. E esse filme, apesar de também insistir em alguns clichês, me saiu, pelo menos na minha opinião, bem melhor do que a maioria dos filmes do gênero que vi nos últimos tempos. E isso tudo graças as atuações de Jill Larson e Anne Ramsey. Não que eu tenha achado um puta filme, mas não me arrependi de ter assisto e achei interessante, to tentando lembrar aqui de algum outro filme de terror que tenha me agradado e não consigo lembrar, só por isso esse filme já merece uma avaliação positiva.
Dalva sozza
3 de setembro de 2016 às 00:37
Não gostei??
danielle z
10 de setembro de 2016 às 16:41
Esse tipo de filme cansa a visão. Então, eu tbm me pergunto, por que o cara da câmera não liga a luz?!?!
edgarchareu
19 de maio de 2019 às 19:57
amei esse filme gostaria de saber quando é vão fazer mas um quero participar,kkkkkk.
edgarchareu
19 de maio de 2019 às 19:58
amei esse filme gostaria de saber quando é que vão fazer mas um quero participar,kkkkk