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Críticas

CRÍTICA: The Taking of Deborah Logan (2014)

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Captura de Tela 2015-02-27 às 12.01.43

“O inferno existe. Ele é um “found footage” (e isso não é um elogio)”

Por Jota Bosco

Sabe aqueles dias em que você chega em casa e pensa “vou botar um horrorzinho pra assistir?” Pois é… dia desses lá fui eu escolher o que assistir e dei de cara com The Taking of Deborah Logan (2014), dirigido por Adam Robitel e escrito por Gavin Heffernan e pelo próprio Robitel. Olhei a cotação no IMDB e “Eita! 6.4! Isso é uma boa nota pra filme do gênero! Vamo nessa!”

“Péra! Vcs vão fazer um Found-Footage?”

Deita, dá o play e nos primeiros minutos do filme percebe que é mais. um. dos. famigerados. found. footage… Véi??? Mais um???!!! Mas que diabos a galera não cansa de fazer esses filmes com câmera na mão? Quando a gente tem um orçamento baixo e acha que tem uma ideia boa, beleza! Mas num filme produzido por Bryan Singer (da franquia X-Men, entre outros) você imagina que a turma deve ter mais do que U$ 500 e um grupo de amigos pra fazer um filme, né? Mas, agora Inês é morta. Vamo lá…

“Ok. Vou assistir essa porra mas eu te pego lá fora!”

The Taking of Deborah Logan” trata da história de um grupo de estudantes que decide acompanhar e filmar, como projeto de conclusão, os sintomas da Sra. Logan (Jill Larson, da quase-eterna novela americana All My Children) que recentemente foi diagnosticada com o Mal de Alzheimer. Como a família anda com problemas financeiros, sua filha (Anne Ramsey, da serie Dexter) aceita a equipe entrar em sua casa para realizar o documentário. Fim do primeiro ato.

“Eu quero melãããããão!!!!”

No segundo ato o filme cresce. Aos poucos, tanto nós quanto a equipe começamos a perceber que o comportamento de Deb (para os íntimos) tem algo além dos problemas de sua doença. A auto-mutilação, o sonambulismo malassombrado, os olhares… seriam sintomas da doença ou uma força maléfica que tomou conta da vítima graças ao enfraquecimento de sua mente? Tudo isso contribui pra dar um clima bem sinistro ao filme e você começa a pensar “Opa! Talvez desse mato saia cachorro!”. Pra reforçar essa sensação, vem a sensacional atuação de Jill Larson. Ela consegue deixar o espectador “bolado” simplesmente com o olhar. O desespero da filha, interpretada por Ramsey também é muito marcante. A dupla está afinadíssima!

“Mãe, você gosta de mamão?” “Affff, Evaristo!”

Mas como tudo que é bom dura pouco, na terceira e última parte do filme, temos uma explicação bem “paia” para os fenômenos estranhos que vem acontecendo. Algo no passado de Deb veio à tona… E daí vamos pra um bocado de clichês (vou até relevar outros como: o cara que tá filmando que nunca larga a câmera apesar do cagaço, nem acende uma luz sequer ao entrar num quarto escuro, etc) que não vou contar pra não estragar ainda mais o filme.

Veredicto:
* Tá a fim de tomar um sustinho aqui, um arrepiozinho ali? Assiste aí, fera!
* Tá a fim de ver um filmão? Procura coisa melhor. Duas estrelas (pelas atrizes) e meia (pelo resto do filme).

Direção: Adam Robitel
Roteiro: Gavin Heffernan e Adam Robitel
Elencos: Jill Larson, Anne Ramsay e

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0 Comments

  1. opoderosochofer

    30 de outubro de 2014 at 22:31

    O melhor da resenha são as legendas! Hahajahahahsa

  2. Roberthy de Souza

    21 de abril de 2015 at 21:49

    Não gostei muito dessa crítica,esse filme é um raro exemplo de bom found-footage horror e achei melhor do que a merda do “Atividade Paranormal” (é a mesma merda nos finais das sequências) esse filme merecia mais umas 3 ou 4 estrelas tá tranquilo pra esse filme,conseguiu até me dar uns sustinhos principalmente nas cenas da velhinha e eu não me assusto fácil.

  3. Julia Alves

    7 de setembro de 2015 at 16:09

    Não terminei de assistir pq dormi.. :/

  4. ALEX

    10 de setembro de 2015 at 13:14

    A hora que aparece ela “dovorando”(ou tentando devorar…) a criancinha… é a melhor parte!
    Mas…é chatinho mesmo. A atuação da velhinha protagonista é boa.

  5. Leonardo Villela Cezimbra

    20 de outubro de 2015 at 09:55

    Concordo 100% com a resenha.

  6. Cyro

    14 de novembro de 2015 at 23:33

    Nunca gostei deste estilo de filmagem, tanto que não assisti nenhum outro. Se soubesse que era esse estilo de filmagem, nem teria assistido, mas filme comigo tem que ir ate o fim. Pois bem, me surpreendi e gostei, achei super envolvente e quando falamos em horror os cliches são inevitáveis. FALTOU NA RESENHA RESSALTAR, o belo trabalho de maquiagem digno de Academy Awards, e redundando a interpretação de Jill Larson que foi um primor, as cenas de canibalismo no final surpreenderam. Vale a diversão, de 0 a 5. Nota 4.

  7. Rodrigo

    17 de novembro de 2015 at 17:22

    Olha, a grande verdade é que o gênero de terror / horror ta sofrível de assistir nos últimos anos. Histórias óbvias, cheias de clichês e tudo o mais, que não assustam ninguém e não deixam a gente tenso. E esse filme, apesar de também insistir em alguns clichês, me saiu, pelo menos na minha opinião, bem melhor do que a maioria dos filmes do gênero que vi nos últimos tempos. E isso tudo graças as atuações de Jill Larson e Anne Ramsey. Não que eu tenha achado um puta filme, mas não me arrependi de ter assisto e achei interessante, to tentando lembrar aqui de algum outro filme de terror que tenha me agradado e não consigo lembrar, só por isso esse filme já merece uma avaliação positiva.

  8. Dalva sozza

    3 de setembro de 2016 at 00:37

    Não gostei??

  9. danielle z

    10 de setembro de 2016 at 16:41

    Esse tipo de filme cansa a visão. Então, eu tbm me pergunto, por que o cara da câmera não liga a luz?!?!

  10. edgarchareu

    19 de maio de 2019 at 19:57

    amei esse filme gostaria de saber quando é vão fazer mas um quero participar,kkkkkk.

    • edgarchareu

      19 de maio de 2019 at 19:58

      amei esse filme gostaria de saber quando é que vão fazer mas um quero participar,kkkkk

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CRÍTICA: Passageiro do Mal (2026)

O trailer de “Passageiro do Mal” já avisava que vinha clichê por aí, mas a minha mente insistiu no clássico “vai que é bom”. Não era.

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Passageiro do Mal

Passageiro do Mal” (Passenger) surgiu do nada (pelo menos para mim) nos últimos meses e, mesmo achando o trailer extremamente genérico e clichê, fiquei tentado a dar uma conferida. No fundo da minha mente ecoava: “vai que é bom e você está só sendo chato”. Então, com a estreia, decidi me arriscar no cinema e tirar minhas conclusões, que veremos a seguir.

A história segue um jovem casal que decide trocar a vida em um grande centro urbano pela aventura de viver pelo campo. Só que eles encontram o terror quando viram alvos de uma entidade demoníaca que caça vidas pelas rodovias. A questão é se eles vão seguir o caminho certo ou acabar dirigindo para a morte certa.

Olha, eu até gosto de filmes ruins quando eles se assumem dessa maneira. Acho, no geral, os filmes da The Asylum divertidíssimos, mas em “Passageiro do Mal” os realizadores foram para a direção mais clichê e imbecil possível, além de se levarem a sério demais. Eu me senti de volta ao início dos anos 2000, época em que filmes de assombração como este apareciam a rodo nos cinemas.

Os protagonistas são sem sal, com pouco carisma e desenvolvimento, enquanto os coadjuvantes são folhas em branco de tão rasos. A ameaça tem um visual bem questionável e pertence àquela categoria de vilões sobrenaturais que, assim que aparecem na tela, soltam um grito “assustador”.

A direção e o roteiro estão de mãos dadas na tentativa de assustar de uma forma que virou piada há décadas. Todas as tentativas de susto são extremamente telegrafadas, e as cenas de gore com CGI ruim enterraram de vez o longa. O diretor que tinha mostrado seu talento nos longas “A Autópsia” e “A Última Viagem do Deméter“, pareceu que aqui só estava interessado no contracheque mesmo.

Um filme claramente descartável que deveria ser uma sobra de streaming, mas que jogaram no cinema para pegar besta e masoquista. Neste caso, fui os dois. Aconselho você a respeitar o seu dinheiro e fazer outra coisa com o valor do ingresso.

Escala de tocância de terror:

Título original: Passenger
Direção: André Øvredal
Roteiro: Zachary Donohue e T.W. Burgess
Elenco: Melissa Leo, Lou Llobell, Jacob Scipio e outros
Duração: 94 min

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CRÍTICA: Faces da Morte (2026)

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Faces da Morte

Uma rápida pesquisa na internet te explica o que é o Faces da Morte de 1978. Sucesso nas locadoras de vídeo nos anos 80 e 90, a fita era um documentário que prometia cenas de morte reais, algo dificílimo de acessar naquela época. No entanto, muito do que aparece na tela são encenações.

Foi apostando na ‘força’ dessa joça e na ‘memória afetiva’ dos fãs (!), que Daniel Goldhaber e Isa Mazzei escreveram o seu metalinguístico Faces da Morte (Faces of Death, 2026). O curioso é que o filme até consegue criar um bom clima de suspense e levantar questões interessantes. Mas isso só dura até a página 2.

Margot (Barbie Ferreira) trabalha como moderadora de conteúdo em uma plataforma de vídeos. Sofrendo mais do que uma prisioneira da escala 6×1, nossa heroína passa o dia assistindo a todo tipo de porcaria postada pelos usuários. Ela veta ou autoriza o que pode ir para a web.

Um belo dia, aparece em seu monitor a filmagem de uma suposta execução, que a deixa com uma pulga atrás da orelha. Margot, na dúvida, autoriza o conteúdo, achando que é um assassinato fake. Dias depois, outro vídeo nos mesmos moldes a deixa mais desconfiada ainda. É então que ela resolve investigar.

Sem cerimônias, já somos apresentados ao vilão. Arthur Spevak (Dacre Montgomery) é um serial killer/hacker/videomaker, com fixação por fama e muito fã do filme de 1978. É ele quem está postando as imagens que chegam até Margot. Seus assassinatos são reconstituições das cenas vistas no Faces da Morte original.

No começo, o roteiro traça um paralelo interessante sobre o que era tabu no passado e como a violência ficou banalizada em tempos de redes sociais. A própria Margot carrega um passado traumático, depois que uma brincadeira feita para a internet terminou em tragédia pessoal.

A investigação pelos fóruns online criam uma tensão legal também. A deep web podia ser uma parte interessante da trama, mas Daniel Goldhaber (que além de roteirista é o diretor) resolveu que sua obra deveria ser apenas um slasher.

Aí virou filme de assassino mascarado, que sequestra suas vítimas e as tortura psicologicamente, antes de sacramentar o crime. E a criatividade foi de arrasta pra cima.

O psicopata vivido por Dacre Montgomery deveria entregar um comportamento passivo-agressivo, mas o texto é ruim demais para lhe dar credibilidade. Cada frase de efeito é um deslize. Fazer o personagem dizer que está referenciando Faces da Morte porque “todo mundo ama um remake” talvez tenha sido o ápice dessa lambança.

A carismática Margot também fica com sua cota de clichês. Pela milésima vez na história do terror, temos uma protagonista na qual ninguém acredita, por causa do seu ‘passado complicado’. Para piorar, ela ainda começa a fazer burradas em prol das conveniências de roteiro.

Acabou que, assim como seu “avô” de 1978, esse novo Faces da Morte nos enganou. O antigo, porém, entrou para a história pela picaretagem. Esse aqui vai cair no esquecimento rapidinho.

Escala de tocância de terror:

Direção: Daniel Goldhaber
Roteiro: Daniel Goldhaber e Isa Mazzei
Elenco: Barbie Ferreira, Dacre Montgomery e Josie Totah
Origem: EUA

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CRÍTICA: Obsessão (2026)

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Obsessão

Obsessão” poderia ser uma comédia romântica da Geração-Z. Temos um boy desinteressante, vacilão e inseguro que vive na friendzone. Ele passa a se interessar pela colega de trabalho e pede ajuda a um de seus amigos e colegas para dominar a arte da paquera. Mas nada sai conforme o combinado.

E como falei, “Obsessão” (Obsession) poderia ser tudo isso acima, mas não é. É denso, melancólico, tenso e catastrófico como um bom filme de terror pode ser. O mais curioso é que é uma produção da Blumhouse e por isso mesmo é surpreendente. De longe parece ser a produção mais ousada que Jason Blum já apostou.

Aqui a gente revisita a maldição da ‘pata do macaco’ em formato de item colecionável de loja esotérica. O tal “One Wish Willow” concede um único desejo às pessoas em vida e por isso mesmo deveria ser usado com cautela. Mas não espere isso de Bear (Michael Johnston), que pede para que sua crush Nikki (Inde Navarrette) se apaixone perdidamente por ele.

Quem já viu a saga “Mestre dos Desejos” sabe que qualquer pedido mal formulado pode se tornar uma maldição e um pesadelo. E neste caso, o amor trazido pelo amuleto não traz paz nem felicidade ao casal. Conduzindo as cenas com uma boa dose de estranheza e esquisitice, o diretor Curry Barker mostra sem pressa a radical mudança de estilo de vida de Nikki na companhia e na ausência de Bear.

É tudo tão imprevisível nas atitudes da garota que os jumpscares acabam funcionando. Impossível até não lembrar da icônica Pearl em algumas cenas em que a pobre Nikki tenta impressionar seu namorado. Inclusive, a dose de estranheza vai aumentando conforme a duração do filme vai passando, com direito a gore e cenas ainda mais violentas, sem alívio cômico.

No fundo, “Obsessão” é mais que um filme de terror. É também um grito de alerta para relacionamentos tóxicos em que a namorada sempre é vista como “louca”. Assim como em “Acompanhante Perfeita“, temos uma boa metáfora sobre o desejo e o interesse masculino sem medir consequências a respeito do que as mulheres sentem.

Confie no hype da vez e se surpreenda. Ah, e um adendo… em seu primeiro teste como ‘scream queen’, posso afirmar sem erro que Inde Navarrette foi aprovada com todos os méritos.

Escala de tocância de terror:

Título original: Obsession
Diretor: Curry Barker
Roteiro: Curry Barker
Elenco: Michael Johnston, Inde Navarrette, Cooper Tomlinson e outros
Ano de lançamento: 2026

* Filme visto em Cabine de Imprensa promovida pela Espaço Z no Cinemark Rio Mar Recife

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