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Críticas

CRÍTICA: La Casa del Fin de Los Tiempos (2013)

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LaCasaDelFinDeLosTiempos

Por Geraldo de Fraga

Se o mundo do cinema for justo, o nome de Alejandro Hidalgo será lembrado por muito tempo. Em seu longa de estreia, o diretor venezuelano é a personificação do ditado de que o talento supera qualquer adversidade. La Casa Del Fin De Los Tiempos (2013) é uma aula de como fazer cinema fantástico.

Uma história onde quase nada é o que parece ser é contada de maneira magistral. Quando começamos a acompanhar a saga de Dulce, que volta para casa após cumprir 30 anos de prisão pela morte do marido, temos a impressão de estarmos diante de um filme comum de casa mal-assombrada. Lá estão os vultos, os sons estranhos, mas como foi dito no começo desse parágrafo: quase nada é o que parece ser.

Alejandro Hidalgo tem várias surpresas em suas mangas a as solta no tempo certo. De fato, a história (quando os segredos são enfim revelados) não é algo inédito no cinema fantástico. Porém a forma como o diretor/roteirista conduz o enredo transforma La Casa Del Fin De Los Tiempos em uma obra única. Por isso, não dá para revelar mais nada do roteiro, pois o risco de estragar as surpresas é grande.

LaCasaDelFinDeLosTiempos1

Ruddy Rodríguez interpreta a protagonista e está muito bem no papel. O elenco não é espetacular, mas não compromete. O longa de Alejandro Hidalgo é o primeiro filme do gênero filmado na Venezuela e fez uma bela bilheteria em seu país. A fita rodou alguns festivais e arrebatou várias críticas positivas por onde passou.

La Casa Del Fin De Los Tiempos foi filmado com um orçamento limitadíssimo, o que é uma tendência nesses tipos de produções. Principalmente levando em consideração que é uma obra latino-americana. Mas, felizmente, parece que essas dificuldades financeiras fazem bem ao cinema de horror de hoje.

E também existe uma revolução cinematográfica em curso. Mar Negro (Brasil), La Casa Muda (Uruguai) e Juan de los Muertos (Cuba) são exemplos de que desse lado aqui do Atlântico tem gente boa querendo fazer cinema. E a julgar pela qualidade das produções de hoje, os hermanos estão chegando para ficar.

Nota: 8,0

Direção: Alejandro Hidalgo
Roteiro: Alejandro Hidalgo
Elenco: Rosmel Bustamante, Adriana Calzadilla, Simona Chirinos
Origem: Venezuela

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=JZ8eMI5ThG8&w=560&h=315]

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3 comentários

1 comentário

  1. fernando pacca

    17 de fevereiro de 2014 às 13:20

    Não gostei. Pra mim terror que tem quer ser real, vir do real que já existe por ai. Esse realismo fantastico é muito chato e fica muito inverossimel acreditar.

  2. gwpj000

    17 de fevereiro de 2014 às 16:15

    Dos citados só conhecia o Brasileiro (que não vi), e o remake yankee de La Casa Muda (que eu vi ‘-‘). Bom que a tecnologia atual supre a necessidade desses realizadores sem que exija muitos recursos financeiros.

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Críticas

CRÍTICA: Exit 8 (2026)

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Exit 8

Quase um ano depois de ser exibido na mostra Midnight Screenings do Festival de Cannes, Exit 8 (8-ban deguchi, 2025) chega aos cinemas brasileiros. O longa é uma adaptação do game de mesmo nome, lançado pela desenvolvedora independente Kotake Create, que foi um enorme sucesso viral em 2023.

Todo mundo sabe como adaptar jogos para as telonas é complicado, exemplos ruins e péssimos não faltam; e bons filmes são poucas exceções. E olhe que, na maioria das vezes, o próprio game já conta com um enredo cinematográfico para dar suporte aos realizadores. Exit 8, no entanto, não tem nada nem perto disso.

A história começa com um cidadão normal (Kazunari Ninomiya) indo para mais um dia de trabalho. No metrô, ele recebe uma ligação da namorada dando a notícia de que está grávida. Enquanto tenta achar um lugar onde o celular pegue melhor, para continuar a complicada conversa, o protagonista vai parar no que parece um corredor comum da estação.

O local, porém, tem um looping temporal e geográfico, no melhor estilo ‘Falha na Matrix’. Após tentar achar à Saída 8, que aparece indicada em uma placa, ele percebe que está andando em círculos e voltando sempre para o mesmo ponto de partida. Nosso heroi resolve então ler as instruções que estão na parede.

1 – Ele precisa passar pelo corredor e memorizar tudo que tem lá (posteres pendurados, portas, placas, armários e um sujeito esquisito que passa caminhando).
2 – Na segunda passada, se tiver tudo do mesmo jeito, é só seguir.
3 – Se tiver algo diferente (chamado aqui de anomalia), ele precisa retornar ao ponto de partida. Isso tem que ser feito oito vezes, corretamente, para achar a saída. Se ele errar alguma coisa, volta à estaca zero.

Jogar isso numa tela, caçar detalhes e pegadinhas, pode ser divertido. Assistir a alguém fazendo, nem tanto. Por isso, o roteiro tenta fazer com que simpatizemos com o protagonista, trazendo a história da paternidade de volta, de tempos em tempos, para dar uma carga dramática. O problema é que só isso não basta para nos manter interessados numa história de um personagem solitário em um cenário minimalista.

Algumas anomalias mais extravagantes chegam a empolgar pela bizarrice visual que tanto amamos no cinema japonês, porém não salvam o dia. O filme até melhora com a inserção de uma nova trama (bem imprevisível), mas ela não dura muito. Entra então uma ‘crítica social foda’ sobre a rotina e o cotidiano vazio da sociedade moderna, que outros pessoas já fizeram bem melhor.

Exit 8 foi mais longo do que deveria, assustou menos do que podia e ainda conseguiu nos colocar no meio de um dilema que deveria parecer comovente, mas acabou sendo apenas brega. Fuja desse beco sem saída.

Escala de tocância de terror:

Direção: Genki Kawamura
Roteiro: Kotake Create, Kentaro Hirase e Genki Kawamura
Elenco: Kazunari Ninomiya, Yamato Kochi e Naru Asanuma
Origem: Japão

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CRÍTICA: O Menu (2022)

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O Menu

O mais difícil de escrever sobre O Menu (The Menu, 2022) é não fazer analogias com comida, sendo que o filme mostra que ideias ‘requentadas’ podem render um ótimo prato. Ok, passado esse primeiro momento ‘metáfora gourmet’, vamos à sinopse. Um seleto grupo de 12 pessoas viaja até a pequena ilha Hawthorn, para jantar em um restaurante de alta gastronomia, comandado pelo excêntrico chef Julian Slowik (Ralph Fiennes).

A clientela reúne críticos gastronômicos, novos milionários, velhos milionários, um ator em decadência, sua empresária e um casal comum – Tyler (Nicholas Hoult) e Margot (Anya Taylor-Joy) – que desembolsaram um valor exorbitante para provar as delícias do estabelecimento.

Enquanto ela está pouco se importando com as iguarias servidas, Tyler é um aficionado pela arte da boa mesa. Sempre que pode, ele despeja seu conhecimento sobre o tema, cita realities shows culinários que viu e reviu, e tenta, a todo custo, conseguir dar uma palavrinha com Slowik, seu ídolo.

Após uma tour pela ilha, os clientes se acomodam no salão para o banquete. Assessorado por uma equipe gigantesca, o chef começa a desfilar seu cardápio exótico, mas a apresentação de cada prato vem acompanhada de uma situação bizarra. Como era de se esperar, o grande mistério de O Menu é saber o que uniu aquele monte de pessoas desconhecidas naquele ambiente que vai sendo tomado de tensão aos poucos.

O primeiro ponto forte, que provavelmente é que vai fazer você querer vê-lo, é o elenco de ponta, encabeçado por Taylor-Joy (a dona do filme), Fiennes e Hoult. O trio é acompanhado de perto por John Leguizamo, Janet McTeer e Hong Chau (perfeita como a maitre controladora, uma das melhores personagens do longa).

Mas o longa dirigido por Mark Mylod não é apenas sobre gente em perigo. O roteiro de Seth Reiss e Will Tracy satiriza desde a futilidade dos novos ricos, a arrogância dos influenciadores, até a popularização de programas no estilo masterchef, que, por vezes, enfeitam demais o simples ato de saborear uma boa comida. Talvez, o único pecado do filme seja um certo desdém com alguns personagens, que podiam ser mais bem explorados, porém isso vai do gosto de cada um.

O que conta mesmo em “O Menu“, como dito no primeiro parágrafo, é a forma como os clichês de suspense são colocados na mesa, sem perder a mão. A teia de reviravoltas funciona no ponto e prende o freguês até a sobremesa. Bom, eu avisei que seria difícil não fazer analogias com comida, então, bon appétit.

Escala de tocância de terror:

Título original: The Menu
Direção: Mark Mylod
Roteiro: Seth Reiss e Will Tracy
Elenco: Anya Taylor-Joy, Ralph Fiennes e Nicholas Hoult
Origem: EUA

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CRÍTICA: Corrente do Mal (2016)

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Corrente Do Mal

[Por Jarmeson de Lima]

De antemão, antes de começar esta resenha propriamente dita, queria parabenizar o diretor David Robert Mitchell por este filme. Neste universo do cinema de horror onde a tentação pelos clichês e tramas previsíveis é tão fácil, é cada vez mais difícil ver tramas na cinematografia ocidental com elementos originais e premissas diferentes. (mais…)

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