Dicas
DICA DA SEMANA: The Redeemer – Son of Satan! (1978)

[Por Jota Bosco]
Serviços de streaming como o Youtube contém maravilhas escondidas entre seus servidores e posso dizer que “The Redeemer – Son of Satan!” é uma delas.
Em um pequeno vilarejo, um garoto emerge das águas de um lago e vai pra escola. Ao mesmo tempo, nasce um dedo extra na mão de um camarada e ele sairá matando um grupo que está participando de um daqueles encontros da turma do colégio. Entendeu? Nem eu. Mas quem liga pra isso?

Filme praticamente desconhecido (o IMDB diz que foi lançado no Brasil com o nome “O Filho de Satã” mas nunca ouvi falar), com uma aura real de mistério (o diretor só fez esse filme e ninguém sabe mais dele, entre outras coisas), ótima atuação de T.G. Finkbinder como o Redeemer (infelizmente ele só fez três filmes e esse é um deles) e com mortes “giallescas” pra não deixar nenhum fã do gênero decepcionado.
Este filme também pode ser encontrado com o título “Class Reunion Massacre” que foi usado pro filme se encaixar no mercado dos slashers que bombaram nos anos 80.

“The Redeemer – Son of Satan!” é aquele filme que você vai terminar de assistir com aquela sensação de “que porra foi essa que acabei de ver?!!” mas com um sorriso de satisfação no rosto.
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Para a dica desta semana eu trago um filme aniversariante: O EXORCISTA III (Exorcist III), escrito e dirigido por Willam Peter Blatty, completa 32 aninhos neste mês de agosto.

O EXORCISTA III é adaptação do livro ESPÍRITO DO MAL / LEGIÃO (Legion, 1983) que é uma continuação direta do livro O EXORCISTA (The Exorcist, 1971). Na trama, o tenente Kinderman investiga uma série de assassinatos que trazem a assinatura do já conhecido serial killer: Gêmeos. O problema é que este assassino está morto há 15 anos. Com a ajuda do amigo padre Joseph Dyer, ambos são levados a revelações cabulosas.

Blatty exibe um domínio enorme na condução do longa. E não é de se espantar, já que é o autor de ambos os livros. Aqui, com a direção em suas mãos, ele imprime sua real visão da própria obra, mantendo um clima constante de tensão como se algo de muito pior fosse acontecer a cada cena. A fotografia do Gerry Fisher é essencial para dar o tom sombrio à trama. Até estátuas sacras dão medo aqui! Sem contar que O EXORCISTA III tem um dos sustos e jumpscares mais cabulosos e inesperados da história do cinema de horror.

Para além da competente produção, o longa conta com a carismática dupla George C. Scott e Ed Flanders, (Kinderman e Dyer respectivamente), Brad Dourif que encarna o assassino de Gêmeos nos conferindo uma performance assustadoramente brilhante e Jason Miller vivendo o sinistro “paciente X”.

É de fato um filme incrível que, para este que vos escreve, por muito tempo foi subestimado por ser o terceiro da franquia O EXORCISTA, quando na verdade deveria ter sido o segundo, já que, como dito no início, se trata da continuação direta do livro. E convenhamos que depois do que rolou em O EXORCISTA 2: O HEREGE, carregar um título desse também não ajuda. Este longa de 1990 poderia ter se chamado simplesmente LEGIÃO como no livro, mas enfim…

Em suma, O EXORCISTA III é um típico terror policial cabuloso que merece ser visto. Ficou curioso? Aproveita que este clássico cult encontra-se no catálogo do HBO Max.
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Muito antes do canal SyFy e da Asylum inventar as bizarrices mutantes de tubarões mesclados com jacarés e coisa do gênero, havia uma turma que pegou carona na fórmula de “Tubarão” e espremeu até o bagaço. Então se você estiver a fim de ver um filme deste tipo sem pensar muito, vá até o YouTube e procure por “Humanoids from the Deep“, também conhecido pelo título genérico de “Monster“.
(mais…)
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Tem filme ruim que se revela bom. Tem superprodução que acaba sendo um fiasco. E tem “Ratos – A Noite do Terror” (Rats – Notte di terrore) que é um caso à parte. Se sacar a ficha técnica vai entender o porquê.
Produzido pela duplinha Bruno Mattei e Claudio Fragasso, esta tosqueira da sétima arte diverte e impressiona da forma que não deveria. O nobre leitor que já deve ter esboçado um sorriso ao ler o nome dos dois italianos, vai certamente se esbaldar com essa joia.
A picaretagem já começa pela autoria. Ao invés de Mattei e Fragasso, quem “assume” a direção é Vincent Dawn, um dos vários codinomes do cineasta pras obras em que ele não se orgulha tanto.

Depois da devida introdução, vamos à história… que se passa em 225 A.B. (After the Bomb) num mundo pós-apocalíptico, onde a população passou a viver no subterrâneo e gangues disputam o território da superfície enfrentando ratos. Sim! Porque ao invés das baratas que sobreviveriam à radiação nuclear, neste filme quem se aproveita do que restou do planeta são os roedores.
Considerando este contexto, não tem muito o que dizer, uma vez que assim como acontece na maioria dessas histórias, os sobreviventes vagam de um canto a outro em busca de proteção e comida. Mas o que eles não contavam é que vão encontrar ratos em quase todo canto. E essas ratazanas estão famintas e sedentas de sangue…

No entanto, não espere grandes cenas e ataques elaborados. Os ratos, sejam eles vivos ou de pelúcia, são literalmente jogados em cima dos personagens. A reação de nojo e repulsa do elenco pode até compensar a atuação um tanto medíocre, mas tudo faz parte do pacote.
E em meio às brigas de gangues rivais e roedores que mordem o rosto, a barriga e os membros das pessoas por dentro e por fora, quem sobrevive até o final do filme presencia uma cena que teria tudo para ser chocante. Teria, claro, porque nas mãos de Mattei/Fragasso, a tal cena fica tão, mas tão bizarra, que só nos resta rir e aplaudir tamanha ousadia.

“Ratos – A Noite do Terror“, obviamente não é pro bico da Netflix, mas pode ser visto e revisto tranquilamente no YouTube para seu deleite.
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lauro
26 de maio de 2017 às 16:18
agiliza para a gente e já coloca o link do filme todo
Jota Bosco
26 de maio de 2017 às 16:43
Por questões de direitos, num rola colocar o link… mas se vc procurar desse jeitinho aqui no Youtube, vc acha 😉 : “The Redeemer Son of Satan aka Class Reunion Massacre 1978”
Dilson Almeida
10 de junho de 2017 às 16:56
Lembro tê-lo assistido nos anos 80´no Sbt com o título Vingança do Além(eu sei tem outro com este mesmo nome,este creio seja de 77,e tem outrora galã Jean Michael Vincent no elenco),aliás naqueles tempos fitas deste gênero passavam em horário nobre tanto na emissra do Sr.Sorriso quanto na Band,nesta última sempre às noites de sexta-feira.Quanto ao filme The Redeemer,eita filminho esquisito talvez por só atores desconhecidos,uma áura estranha permea da primeira à última cena.Alguns meses atrás após pesquisa o descobri postado no youtube com áudio original em inglês sem legendas porém e o conferindo em modo fast-forward,de fato constatei se tratar da mesma lançada aqui em vhs com o agorento nome O Filho de Satã ,e sabendo de seu ((re)batismo(lá nos States)de Class Reunion Massacre.Indicado só aos apreciadores do gênero.
Gilson
23 de março de 2019 às 19:53
Depois de anos buscando por esse filme, descobri este link. Assisti este filme no SBT quando era muito novo. Do nome só me lembrava que tinha Satã no meio. Das cenas que me lembro era de um garoto saindo do lago e de um padre com 6 dedos. Que satisfação conseguir mais referências! Muito obrigado. Vou correndo buscar pelo filme!