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DICA DA SEMANA: “O Morcego Diabólico” (The Devil Bat, 1940)

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[Por Osvaldo Neto]

Poucos ícones do cinema de horror tiveram uma ascensão e queda tão meteórica quanto Bela Lugosi.  O ator não queria estar ligado ao gênero e nem ficar estereotipado, mas não teve jeito. Foi devido a sua recusa em fazer o monstro de Frankenstein no clássico de James Whale que o ator acabou arranjando um rival nas telas: Boris Karloff. Enquanto o sucesso e os papéis de Karloff aumentavam, o sucesso e os papéis de Lugosi ficaram cada vez menores.

E foi por isso que nove anos depois de alcançar o estrelato com o DRÁCULA (1931), de Tod Browning, e apenas dois depois de O FILHO DE FRANKESNTEIN (1939) onde teve um dos melhores momentos de sua carreira como o corcunda Ygor, Lugosi começou a estrelar uma série de filmes de orçamento bem modesto para estúdios do ‘Poverty Row’ como a PRC e Monogram. A quem desconhece o termo, ‘Fila da Pobreza’ é uma expressão comumente utilizada para se referir aos pequenos estúdios independentes que se dedicavam a realizar filminhos rápidos e rasteiros, com produção igualmente ligeira e durações que não chegam a 70 minutos. Essas produções eram o “filme B” das sessões duplas oferecidas pelas salas de cinema do período. Toca o Terror é cultura, pô!

Lascou-se.

É verdade que Bela Lugosi já tinha estrelado um ‘Poverty Row’ famoso antes, o inesquecível ZUMBI BRANCO (1932). Mas O MORCEGO DIABÓLICO é a primeira dessas produções mais pobrinhas e realizadas a toque de caixa que marcariam o restante da carreira do eterno Drácula até ele cair nas graças de ninguém menos que Edward D. Wood Jr.

Se tem um tipo de papel que Lugosi se especializou em sua carreira pós-Drácula é o de cientista louco. Neste longa dirigido por Jean Yarbrough (que faria mais 7 B’s como esse em 1941, incluindo O REI DOS ZUMBIS), ele interpreta o Dr. Carruthers , um químico que trabalha para uma empresa de cosméticos. O porém é que o sujeito se vê como vítima da ganância de seus dois ex-sócios que ficaram milionários com o seu trabalho, enquanto ele não passa de um empregado de ambos.


Motivos não faltam para que Carruthers siga em frente com a sua maquiavélica vingança contra eles e suas famílias, elaborada em um daqueles laboratórios fuleiros que adoramos ver nesse tipo de tranqueira. Ele cria um morcegão gigante [algo que químicos de empresas de cosméticos devem saber fazer muito bem] que atacará o pescoço de quem se aplicar um certo perfume criado pelo doutor. Sim, essa é a premissa do filme. 🙂

O MORCEGO DIABÓLICO pode ser um filminho B (ok, talvez C… ou D…) mas a diversão e a atuação de Bela Lugosi são classe A. O seu grande sucesso fez com que a PRC produzisse uma continuação só de nome (DEVIL’S BAT DAUGHTER) e uma refilmagem (THE FLYING SERPENT), lançadas no mesmo ano de 1946.

Dr. Carruthers saindo de seu laboratório secreto para comprar pão.

O MORCEGO DIABÓLICO faz parte do digipak BELA LUGOSI, que inclui outros três filmes estrelados por Lugosi em 2 DVD’s com cópias remasterizadas e pode ser adquirido diretamente na loja virtual da Colecione Clássicos ou nas demais lojas de sua preferência.

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DICA DA SEMANA: O Abominável Dr. Phibes (1971)

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Dr. Phibes

Quem acompanhou as sessões da CPI da Covid ficou sabendo do escândalo envolvendo a empresa Prevent Senior. Várias matérias foram feitas sobre a operadora de planos de saúde, inclusive sobre o fato de seus proprietários serem membros de bandas de rock.

Uma delas leva o nome Doctor Pheabes, e as reportagens sensacionalistas mostravam que ela era “inspirada em um filme de terror sobre um médico sádico”, fazendo um contraponto com o fato de os caras serem profissionais de saúde. Porra, foda-se a Prevent Senior e deixem O Abominável Dr. Phibes em paz!

O filme dirigido por Robert Fuest e estrelado pelo nosso querido Vincent Price é uma pérola do horror. “Love means never having to say you are ugly“, diz o pôster do filme. Sensacional.

Vamos à sinopse: Dr. Anton Phibes vive recluso, amargurado e com ódio no coração. Primeiro ele ficou desfigurado, após um acidente de carro. Como se isso não bastasse, nosso malvado favorito perdeu a mulher, que morreu durante uma operação. Quanto a isso, Phibes culpa a equipe médica e monta uma vingança contra eles. O plano é uma maravilha. Ele pretende matar um por um dos responsáveis, usando armadilhas e inspiradas nas dez pragas do Egito (!!!).

Vincent Price dá um show nesse filme. Seu personagem, por conta do acidente, perdeu as cordas vocais e fala através de um gramofone plugado na garganta. Assim, o que vemos na tela é um Price fazendo caras e bocas o tempo todo para se expressar. E isso ele faz como ninguém.

Nosso ídolo ainda toca um órgão bizarro, que é uma clara referência ao Fantasma da Ópera, e nos brinda com cenas toscas de dança com sua assistente gata e malvada, Vulnavia (Virginia North). O Abominável Dr. Phibes é Vincent Price em estado bruto. Nenhum fã do cinema pode ficar sem assistir essa pérola. No YouTube tem como assistir a versões legendada e dublada em português.

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DICA DA SEMANA: Mortos que Matam (1964)

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Mortos que Matam

[Por Geraldo de Fraga]

Muito antes de Francis Lawrence dirigir a mega produção Eu Sou a Lenda, com Will Smith e Alice Braga, o livro de Richard Matheson já tinha sido adaptado para o cinema em duas oportunidades. Mortos que Matam (The Last Man on Earth) foi a primeira, lá em 1964, em uma parceria entre Estados Unidos e Itália. Inclusive o longa foi rodado em Roma. (mais…)

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DICA DA SEMANA: A Volta dos Mortos-Vivos 3 (1993)

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A Volta dos Mortos-Vivos 3

Vamos falar de continuações, de novo! O filme da vez é “A Volta dos Mortos-Vivos 3” (Return of the Living Dead 3), um dos principais filmes do cânone de zumbis pós-George Romero.

Não é preciso explicar que o primeiro longa desta franquia, dirigido por Dan O’Bannon é super divertido e cravou no universo pop a expressão “Braaains!” ao se referir aos seres bizarros semi-mortos que atacam humanos. Também não é preciso ir muito longe para falar que o segundo é praticamente uma cópia do anterior sem muita criatividade.

Mas o que faz com que a obra de Brian Yuzna se destaque em uma franquia que dava sinais de desgaste, é que ele acabou juntando dois filmes em um. No caso, pegou as referências do LivingDeadVerso e juntou com o que fez com a “Noiva do Re-Animator” anteriormente.

E se você nunca viu, o lance é o seguinte… um casal de jovens tipicamente fora da linha, daqueles que usam casaco de couro, possuem amigos “da pesada” e andam de moto, resolve entrar clandestinamente em uma base militar. Como o boyzinho é filho de um coronel de alta patente, ele consegue acesso à base com o crachá do pai e inadvertidamente vê com sua namorada um experimento ultra-secreto.

Basta saber que aquele gás chamado de Trioxin que reanima os mortos no primeiro filme da franquia é o mesmo que os milicos estão usando para testar em cadáveres como cobaias. O problema é que uma vez morto, mesmo que “reviva”, o ser decomposto só quer saber de atacar e devorar os vivos. E não tem bala, faca, murro ou qualquer tentativa de golpe que os detenha.

Nisso aí, o casal Curt (J. Trevor Edmond) e Julie (Melinda Clarke) com medo do que presenciaram, resolvem fugir às pressas. No entanto, a adrenalina e a emoção da fuga foi tão grande que perderam o controle na estrada ao desviar de um caminhão e Julie acabou morrendo ao se chocar com um poste.

A história dos dois pombinhos poderia ter acabado aí, se não fosse a “brilhante” ideia do namorado que acha que podia resolver o problema ao levar a noiva cadáver para a base militar e usar o Trioxin “do jeito certo”. Neste caso, apesar dos atropelos, a missão foi “bem sucedida”, mas reacordou a mulher desorientada e com muita “fome”. O efeito colateral é que ao abrir o tambor de Trioxin, eles ajudaram a despertar outros monstrengos. Daí em diante é fácil entender o que se sucede, considerando que este é uma obra de terror.

Sendo que o mais legal em “A Volta dos Mortos-Vivos 3” é a transformação gradual de Julie, que era apenas uma jovem rebelde em uma zumbi sedutora e masoquista que se auto-mutila com caco de vidro, agulhas, pregos e o que mais tiver, convertendo-se num ícone do cinema de horror. E nesta saga inevitável rumo a um desfecho trágico, esta versão from hell de “Romeu & Julieta” segue sendo interessante pra ver e rever trinta anos depois.

O resultado é um bizarra história de amor e zumbis que funciona tanto pelo lado do horror, quanto do romance ou da comédia. Depende de como estiver seu clima no dia. E se você nunca viu (2), aproveite as facilidades da Internet para assistir a “A Volta dos Mortos-Vivos 3” no catálogo do Plex ou da Darkflix.

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