Críticas
CRÍTICA: Assim na Terra Como no Inferno (2014)
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Por Geraldo de Fraga
Assim na Terra como no Inferno (As Above, So Below – 2014) deveria ter entrado em cartaz no Brasil nesse fim de ano, mas sua exibição acabou sendo cancelada. A verdade é que o público brasileiro não perdeu nada. O filme, escrito e dirigido por John Erick Dowdle, junta-se à lista de maiores decepções de 2014. Mais um found footage cheio de clichês, imagens tremidas e roteiro vergonhoso.
A história conta a aventura da arqueóloga Scarlett Marlowe (Perdita Weeks) que trabalha em uma busca incansável pela Pedra Filosofal (sim, aquela mesmo dos alquimistas). Após investigar durante algum tempo, ela descobre que a tal pedra pode estar escondida na catacumbas de Paris (estava demorando para alguém usá-las como cenários de um filme de horror).
Com essa informação em mãos, ela contrata uma equipe especializada em levar pessoas às catacumbas e parte para encontrar o famoso objeto. Lá dentro, coisas estranhas acontecem. Se você decidir encarar o filme, saiba que não verá nada de novo nem de criativo. É mais um daqueles filme que chamam a atenção antes de estrear, só Deus sabe porque, mas depois que todo mundo vê caem no esquecimento. Ê sofrência!
Título original: As Above, So Below
Direção: John Erick Dowdle
Roteiro: John Erick Dowdle e Drew Dowdle
Elenco: Perdita Weeks, Ben Feldman e Edwin Hodge
Origem: EUA
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Mulher chega em um prédio sinistro e se torna vítima de um complô satanista. Bem, isso aí a gente vê no cinema desde “O Bebê de Rosemary“. Mas nunca de uma forma tão “divertida” como agora em “Eles Vão Te Matar” (They Will Kill You).
Tentando se equilibrar num limite tênue entre humor, terror e ação, o longa de Kirill Sokolov leva Asia Reaves (Zazie Beetz) até o centenário Virgil, um imóvel que esconde segredos entre seus andares. E no gerenciamento de empregados, hóspedes e seguidores de satã está Lily Woodhouse (Patricia Arquette) dando as ordens.

Se você viu o trailer, vai perceber que ali estão ótimas cenas de luta e ataques de uma forma escrachada e devidamente bem coreografadas. São sequências em que Asia tem que literalmente brigar para sobreviver diante dos que querem lhe matar, conforme anuncia o título do filme. Algo como “Constantine” meets “Kill Bill“.

Montado um pouco como se fosse um videogame com várias fases em que cada andar do Virgil apresenta um novo desafio, “Eles Vão Te Matar” traz na gênese esse terror de sobrevivência com uma temática sobrenatural/diabólica regado a litros de sangue jorrando na tela. Não tem lá uma crítica social foda nem nada muito inspirador, mas funciona mais do que a continuação que fizeram para “Casamento Sangrento“, em que inventaram uma motivação que não cola.

O diretor russo consegue extrair risadas em meio a cenas grotescas e mostra como a protagonista vira a verdadeira ameaça para seus algozes, utilizando qualquer arma que esteja à mão. Essa sarcástica aventura dura menos de duas horas e mostra que é possível fazer algo assim de forma despretensiosa sem enrolar demais até chegar na catarse final.

* Filme visto em Cabine de Imprensa promovida pela Espaço Z
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“Obsessão” poderia ser uma comédia romântica da Geração-Z. Temos um boy desinteressante, vacilão e inseguro que vive na friendzone. Ele passa a se interessar pela colega de trabalho e pede ajuda a um de seus amigos e colegas para dominar a arte da paquera. Mas nada sai conforme o combinado.
E como falei, “Obsessão” (Obsession) poderia ser tudo isso acima, mas não é. É denso, melancólico, tenso e catastrófico como um bom filme de terror pode ser. O mais curioso é que é uma produção da Blumhouse e por isso mesmo é surpreendente. De longe parece ser a produção mais ousada que Jason Blum já apostou.

Aqui a gente revisita a maldição da ‘pata do macaco’ em formato de item colecionável de loja esotérica. O tal “One Wish Willow” concede um único desejo às pessoas em vida e por isso mesmo deveria ser usado com cautela. Mas não espere isso de Bear (Michael Johnston), que pede para que sua crush Nikki (Inde Navarrette) se apaixone perdidamente por ele.
Quem já viu a saga “Mestre dos Desejos” sabe que qualquer pedido mal formulado pode se tornar uma maldição e um pesadelo. E neste caso, o amor trazido pelo amuleto não traz paz nem felicidade ao casal. Conduzindo as cenas com uma boa dose de estranheza e esquisitice, o diretor Curry Barker mostra sem pressa a radical mudança de estilo de vida de Nikki na companhia e na ausência de Bear.

É tudo tão imprevisível nas atitudes da garota que os jumpscares acabam funcionando. Impossível até não lembrar da icônica Pearl em algumas cenas em que a pobre Nikki tenta impressionar seu namorado. Inclusive, a dose de estranheza vai aumentando conforme a duração do filme vai passando, com direito a gore e cenas ainda mais violentas, sem alívio cômico.
No fundo, “Obsessão” é mais que um filme de terror. É também um grito de alerta para relacionamentos tóxicos em que a namorada sempre é vista como “louca”. Assim como em “Acompanhante Perfeita“, temos uma boa metáfora sobre o desejo e o interesse masculino sem medir consequências a respeito do que as mulheres sentem.

Confie no hype da vez e se surpreenda. Ah, e um adendo… em seu primeiro teste como ‘scream queen’, posso afirmar sem erro que Inde Navarrette foi aprovada com todos os méritos.
Título original: Obsession
Diretor: Curry Barker
Roteiro: Curry Barker
Elenco: Michael Johnston, Inde Navarrette, Cooper Tomlinson e outros
Ano de lançamento: 2026
* Filme visto em Cabine de Imprensa promovida pela Espaço Z no Cinemark Rio Mar Recife
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Críticas
CRÍTICA: Passageiro do Mal (2026)
O trailer de “Passageiro do Mal” já avisava que vinha clichê por aí, mas a minha mente insistiu no clássico “vai que é bom”. Não era.

“Passageiro do Mal” (Passenger) surgiu do nada (pelo menos para mim) nos últimos meses e, mesmo achando o trailer extremamente genérico e clichê, fiquei tentado a dar uma conferida. No fundo da minha mente ecoava: “vai que é bom e você está só sendo chato”. Então, com a estreia, decidi me arriscar no cinema e tirar minhas conclusões, que veremos a seguir.
A história segue um jovem casal que decide trocar a vida em um grande centro urbano pela aventura de viver pelo campo. Só que eles encontram o terror quando viram alvos de uma entidade demoníaca que caça vidas pelas rodovias. A questão é se eles vão seguir o caminho certo ou acabar dirigindo para a morte certa.

Olha, eu até gosto de filmes ruins quando eles se assumem dessa maneira. Acho, no geral, os filmes da The Asylum divertidíssimos, mas em “Passageiro do Mal” os realizadores foram para a direção mais clichê e imbecil possível, além de se levarem a sério demais. Eu me senti de volta ao início dos anos 2000, época em que filmes de assombração como este apareciam a rodo nos cinemas.
Os protagonistas são sem sal, com pouco carisma e desenvolvimento, enquanto os coadjuvantes são folhas em branco de tão rasos. A ameaça tem um visual bem questionável e pertence àquela categoria de vilões sobrenaturais que, assim que aparecem na tela, soltam um grito “assustador”.

A direção e o roteiro estão de mãos dadas na tentativa de assustar de uma forma que virou piada há décadas. Todas as tentativas de susto são extremamente telegrafadas, e as cenas de gore com CGI ruim enterraram de vez o longa. O diretor que tinha mostrado seu talento nos longas “A Autópsia” e “A Última Viagem do Deméter“, pareceu que aqui só estava interessado no contracheque mesmo.

Um filme claramente descartável que deveria ser uma sobra de streaming, mas que jogaram no cinema para pegar besta e masoquista. Neste caso, fui os dois. Aconselho você a respeitar o seu dinheiro e fazer outra coisa com o valor do ingresso.
Título original: Passenger
Direção: André Øvredal
Roteiro: Zachary Donohue e T.W. Burgess
Elenco: Melissa Leo, Lou Llobell, Jacob Scipio e outros
Duração: 94 min
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Bya Dani
27 de dezembro de 2014 às 17:36
Já foi feito um filme de terror/suspense nas catacumbas de Paris. Chama-se Catacumbas, de 2007, e tem Shannyn Sossamon e Pink no elenco.
Geraldo de Fraga
24 de fevereiro de 2015 às 14:05
Valeu pela informação, Bya.
Fernando
31 de dezembro de 2014 às 12:04
Caramba, tantos filmes e só decepções….que pena…
Xablau
12 de janeiro de 2015 às 15:47
eu não entendi o final desta porra eles inverteram a gravidade???
Gabriel Sanches II
5 de abril de 2015 às 19:35
Eu também não, mas acho que isso tem haver com aquela frase dos alquimistas: ”Assim encima como embaixo.” Pois também tem alguma coisa haver com a capa do filme. Mais uma coisa que eu não entendi, foi aquela parte onde, ela volta e bota a pedra no lugar e vê aquele ouro (eles tinham falado que a pedra filosofal transforma pedra em ouro) ta, então como ela só esfregou o ouro e deu um beijo no cara e ele ressuscitou ? Porque a pedra da o poder de imortalidade para quem a possuía ?
Breno
7 de dezembro de 2015 às 03:56
É meio que um jogo de lógica. Se você perceber eles caíram em um buraco enorme, logo após isso, eles ficaram encurralados e quando acharam a tampa tiveram que empurrar ela contra a rua, ou seja eles entraram em um canto do mundo, passaram pelo “inferno” e saíram do outro lado do globo. Há coisas que não faz sentido como por exemplo uma tampa de bueiro numa rua qualquer ser um túnel imenso sem utilidade, como também segundo a ciência, é impossível alguém passar pelo centro da terra de uma lado atravessando para o outro mesmo que fosse uma linha reta, pois a gravidade faria a pessoa ficar flutuando exatamente no meio dela. O filme é uma mera fantasia. Forte abraço
André
9 de fevereiro de 2016 às 17:36
Ela quando esfregou o ouro viu-se a si mesma.. a pedra filosofal é ela mesma, foi isso que quis dizer, ela arrependeu-se e pôs lá a pedra de novo e assim conseguiu descobrir qual era a verdadeira pedra filosofal, “o mundo é como acreditas que ele seja”, baseando-nos nisto, se ela acreditar que o consegue curar então ela consegue, ou seja, ela é a própria pedra filosofal tal como todos nós… Espero ter ajudado na compreensão.
angelica salete junkes koerch
29 de maio de 2016 às 19:39
que eles procuram tesouros!!
Snake Plinsken
6 de fevereiro de 2015 às 13:38
Curti de mais essa filme , só fiquei meio perdido com a parada da pedra, ela pega… cura, depois ela não é a pedra de verdade ai devolve, e depois ela se olha beija o cara e cura o cara ??
Jean
2 de março de 2015 às 09:56
é que a verdadeira pedra era ela ou o seu coração sla msé um dos dois, e a outra pedra era falsa e os egípcios faziam armadilhas e envolve coisas antigas como armadilhas para despistar eles
Allyson Matheus
4 de outubro de 2015 às 02:52
Até a parte em que ela volta e coloca a falsa pedra no lugar estava tudo bem, mas logo após essa parte do filme meu cérebro deu um bug e só depois de muito tempo viajando eu fui inferir do filme uma significância.
O que eu pude entender do FINAL foi que quando ela coloca a falsa pedra no lugar e esfrega a esfera dourada e se vê refletida, ela encontra a pedra filosofal, ou seja, ela mesma. É ela que é o tesouro. A partir desse momento ela deixou todos os seus arrependimentos para trás, no momento em que perdoa o pai e no momento em que se entrega ao seu amor beijando-o. De alguma maneira, as catacumbas refletiram aos personagens os seus infernos pessoais, todos que morreram, morreram por causa de algum erro do passado que os atormentava, todos, é só prestar atenção. Assim eles só puderam sair dos “infernos” que estavam expostos á eles depois que a moça disse que era necessário deixar (ou perdoar) o seu pior arrependimento, para assim sair de lá.
Achei esse final meio fraco pois não é só de uma coisa de que nós nos arrependemos, eu, e com certeza você meu caro que chegou até aqui pacientemente e leu tudo isso tem muitas coisas de que se arrepender, e meio que todas elas moldam sua vida de alguma maneira, creio que só uma delas, mesmo que a pior, não vá ter total significância na sua existência xD.
INDO ALÉM DO FINAL DO FILME
Os princípios da alquimia se resumem na compreensão, decomposição e recomposição das coisas. A partir do momento que ela COMPREENDE que o maior tesouro é ela mesma, eu suponho, veja bem, suponho, que a personagem ganha o tão ressaltado poder que gira em torno da lenda da pedrA filosofal. Acredito que após a compreensão que ela teve, ela agora pode realizar, digamos, “magias” ou simplesmente ter ganhado um conhecimento absurdo das coisas do universo. Mas bem, essa é só uma teoria meio louca com pouco fundamento mas que faz você pensar sobre como são as coisas que regem os mistérios dessa vida xD !
pinkku
6 de dezembro de 2016 às 18:43
Esse filme é muito bom, tem uma ótima pegada e uma ideia nova e clássica do terror psicológico. Te envolve do começo ao final e eu não vejo nada de errado com os clichês. O importante do clichê é ser clichê, mas da própria maneira. E é nisso que o filme te surpreende. Adoro filmes de terror e esse é muito melhor do que outros que nós vemos por aí. Também vale a pena de olhar por causa do bug cerebral no final.
Vanessa Mesquita
16 de abril de 2017 às 23:52
Me desculpe, mas essa resenha é MUITO fraca, não diz nada sobre o desenvolvimento do filme, apenas diz “gostei não, galera” e pronto. Não é assim que se faz resenha não, estou decepcionada.