Conecte-se conosco

Críticas

CRÍTICA: Boogeyman – Seu Medo é Real (2023)

Publicado

em

Boogeyman - Seu Medo é Real

Stephen King é um nome que por si só já atrai a atenção do grande público justamente por ter suas obras vastamente adaptadas para as telas. Então imagino que dispensa apresentações, né? O filme da vez, é BOOGEYMAN: SEU MEDO É REAL, no qual temos uma família atormentada pelo bicho-papão. Vou ignorar esse subtítulo que além de infame, me deixa triste, pois só consigo ler “seu medo é não ter 1 Real”… mas enfim, vamos ao filme!

A família Harper está passando por um período de luto pela matriarca recém falecida em um acidente. Will é psicólogo e pai de Sadie e Sawyer. Uma dia ele tem sua casa invadida por um estranho que diz que precisa desabafar sobre as mortes dos seus 3 filhos, mas essa “consulta” não acaba bem. Em tempo, suas duas filhas estão tentando voltar a normalidade retornando a escola, mas em casa uma presença malígna passa a atormenta-las e daí pra frente é só ladeira abaixo.

Adaptado de um conto de Stephen King, BOOGEYMAN é dirigido por Rob Savage, responsável pelos bons HOST (2020) e DASHCAM (2021). Agora o cineasta inglês encabeça um filme da 20th Century Studios com mais janelas de exibição mundo afora e junto, as amarras da baixa classificação indicativa, entregando um típico, neste caso, mediano, terror pra família com muitos sustos e final espetaculoso. Acerta também na direção de elenco, sendo este o ponto forte do longa. Vivien Lyra Blairf, que faz a filha mais nova, convence, mas é a ótima Sophie Thatcher que carrega o filme nas costas. A atriz adolescente já se destacava na cabulosa série YELLOWJACKETS e aqui entrega tudo como esperado.

A premissa é simples e bacana, mas temos um roteiro porcamente escrito a três mãos que é cheio de situações que soam forçadas e pouco críveis dentro da própria ideia, como o fato da casa estar sempre no escuro. Fica até parecendo que estão racionando energia logo num momento em que todos estão num processo de luto e quando a filha caçula está fazendo terapia por justamente ter medo do escuro.

Savage é um diretor talentoso e trabalha bem a pouca luz que tem junto a Eli Born, seu diretor de fotografia, fazendo o que pode. Porém, infelizmente, ele cai na cilada comum em filmes de estúdio que é ter que banalizar a boa premissa tendo que encher linguiça pra estender além do necessário a trama e ficar insistindo em sustos baratos. Há ótimos momentos, como uma sequência em que a caçula confronta a criatura usando um video game. Aliás, o bicho-papão é banalizado aqui por aparecer demais, enfraquecendo-o para o expectador.

No fim das contas, BOOGEYMAN é uma produção “pequena” que cumpre o que promete. Mesmo sendo um filme de estúdio, é bem executado e atuado, nos conferindo senso de perigo por boa parte do andamento. Por si só, isso é positivo. Ao contrário, por exemplo, de O TELEFONE PRETO que sendo um filme “maior” que conta com grande elenco e diretor de renome, findou num filme infantilizado e sem perigo iminente.

Escala de tocância de terror:

Título original: THE BOOGEYMAN
Direção: Rob Savage
Roteiro: Scott Beck, Bryan Woods, Mark Heyman
Elenco: Sophie Thatcher, Vivien Lyra Blair, Chris Messina
Origem: EUA, Canadá
Ano: 2023

👻 A gente sabe que fantasma não paga aluguel...

...mas a gente paga! ☠️

Então ajude o Toca o Terror a continuar publicando notícias, críticas e conteúdo feito especialmente para você.

Que tal fazer um PIX de qualquer valor e nos dar uma forcinha? →

Anarquista, quase cinéfilo, diretor de arte, fotógrafo, cervejeiro, rockeiro doido e crítico/podcaster do Toca o Terror

Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Críticas

CRÍTICA: Resident Evil (2026)

Esta é a melhor adaptação dos games, mesmo que, narrativamente, a única semelhança seja a tragédia que acontece na cidade. As semelhanças estão mais na estrutura de como a nova história é contada.

Publicado

em

Resident Evil

A franquia Resident Evil é referência nos videogames, mas penava quando o assunto era adaptação para outras mídias, como TV e cinema, tendo como maior exemplo os filmes estrelados por Milla Jovovich no decorrer de décadas. A franquia tentou um reboot em 2021, mas o desastre veio. Agora, em setembro de 2026, um novo reboot é lançado sob a grife do diretor de “A Hora do Mal“.

Um rapaz que trabalha entregando órgãos em hospitais recebe uma oferta tentadora para ir à cidade de Raccoon City, e o que supostamente seria um serviço simples se torna uma luta pela sobrevivência, já que várias aberrações tomaram conta da cidade e arredores.

Aqui já adianto que essa é a melhor adaptação dos games, mesmo que, narrativamente, a única semelhança seja a tragédia que acontece na cidade. As semelhanças estão mais na estrutura de como a nova história é contada, em alguns detalhes visuais que remetem ao material original e no gameplay; sim, em alguns momentos me senti jogando. A história de “Resident Evil” é simples e direta, e me lembrou muito comédias de erro onde tudo o que podia dar errado dá; o protagonista não tem um minuto de paz em quase toda a jornada. A escolha de um civil sem nenhuma qualificação para combate foi acertada, já que ele serve como um espelho para a maioria de nós e gera identificação.

A polêmica sobre os momentos cômicos não me incomodou por boa parte do filme, mas, quando entram em cena outros personagens humanos, a coisa mudou de figura. O que estava divertido e com bons jumpscares se torna uma bobagem que me incomodou muito. Eu sei que é uma sátira, mas não ficou boa para mim, culminando em um clímax que me deu vergonha alheia. O terror está bem representado pelas criaturas nojentas que aparecem no decorrer do filme e que são inspiradas nos monstros dos jogos; elas são ameaçadoras. Tem gore, mas acho que poderia ser mais.

O filme não é ruim, tem boas cenas, diverte e tem bons sustos. O problema maior é que, quanto mais se aproxima do fim, vai ficando mais bobo.

Escala de tocância de terror:

Título original: Resident Evil
Direção : Zack Cregger
Roteiro: Zack Cregger e Shay Hatter
Produtores Executivos: Oliver Berben, Richard Wright, Robert Bernacchi
Elenco: Austin Abrams, Zach Cherry,Kali Reis e outros

👻 A gente sabe que fantasma não paga aluguel...

...mas a gente paga! ☠️

Então ajude o Toca o Terror a continuar publicando notícias, críticas e conteúdo feito especialmente para você.

Que tal fazer um PIX de qualquer valor e nos dar uma forcinha? →
Continue lendo

Críticas

CRÍTICA: Águas Mortais (2026)

“Águas Mortais” é mais um filme de catástrofe com tubarões, trazendo a conhecida fórmula de passageiros ilhados no oceano e predadores famintos à espreita

Publicado

em

Águas Mortais

Filmes de tubarão parecem nunca sair de moda e estreou nesta semana (23/07/26) mais um exemplar de filme de catástrofe com os bichinhos, que tem o “maravilhoso” título de “Águas Mortais” (Deep Water).

A trama acompanha passageiros e tripulantes de um voo com destino a Xangai que se envolvem em um grave acidente quando uma carga explode e causa a queda do avião no meio do Oceano Pacífico. Os sobreviventes terão que descobrir um meio de sair de uma situação que se agrava à medida que vários tubarões famintos querem fazer deles a próxima refeição.

Vou começar deixando claro que o filme é um amontoado de clichês do cinema de catástrofe e que não foi o primeiro a usar essa premissa para inserir tubarões no meio. “Desespero Profundo” (2024) está aí para provar, mesmo sendo bastante inferior ao filme de que estamos falando. Quem já assistiu a filmes do gênero vai se sentir em casa ao esbarrar em estereótipos clássicos, como o herói com traumas, o personagem escroto e, claro, crianças em perigo.

O grande chamariz para mim foi a presença de Ben Kingsley, ator renomado e premiado que faz aqui uma participação especial nos moldes de atores famosos de filmes de catástrofe dos anos 70. O personagem não agrega muito e tem momentos bem piegas no curto tempo em tela. Outro ator famoso é Aaron Eckhart, mais conhecido pelo vilão Duas-Caras na trilogia do Batman de Christopher Nolan.

O diretor “faz-tudo” de Hollywood, Renny Harlin, realiza um trabalho competente aqui, principalmente na cena do acidente e, depois, ao apresentar a ameaça bem aos moldes de “Do Fundo do Mar” (1999) que, por sinal, ele também dirigiu e que guarda semelhanças, como os tubarões de visual PlayStation e velocidade 2.0.

Uma coisa que eu tenho que comentar é a famigerada tela verde, que aqui se faz notar a todo momento em lugares abertos. Fica nítida a artificialidade do mar aberto. Parece que os atores foram “colados” na cena de qualquer jeito, e para cair no vale da estranheza é um pulo.

Águas Mortais” é um filme extremamente clichê, mas conseguiu me divertir em boa parte do tempo, mesmo pecando por não ser tão corajoso. Em um dia chuvoso e nessa estação invernal, é uma ótima pedida. Já para quem é rato de filme de tubarão, existe uma cena que é praticamente copia e cola de “O Último Tubarão” (L’ultimo squalo, 1981).

Escala de tocância de terror:

Título original: Deep Water
Direção: Renny Harlim
Roteiro:Pete Bridges, Shane Armstrong e S.P Kause
Elenco: Aaron Eckhart, Ben Kingsley e outros
Ano de lançamento: 2026

* Este texto foi escrito por um humano sem o uso de IA

👻 A gente sabe que fantasma não paga aluguel...

...mas a gente paga! ☠️

Então ajude o Toca o Terror a continuar publicando notícias, críticas e conteúdo feito especialmente para você.

Que tal fazer um PIX de qualquer valor e nos dar uma forcinha? →
Continue lendo

Críticas

CRÍTICA: Obsessão (2026)

Publicado

em

Obsessão

Obsessão” poderia ser uma comédia romântica da Geração-Z. Temos um boy desinteressante, vacilão e inseguro que vive na friendzone. Ele passa a se interessar pela colega de trabalho e pede ajuda a um de seus amigos e colegas para dominar a arte da paquera. Mas nada sai conforme o combinado.

E como falei, “Obsessão” (Obsession) poderia ser tudo isso acima, mas não é. É denso, melancólico, tenso e catastrófico como um bom filme de terror pode ser. O mais curioso é que é uma produção da Blumhouse e por isso mesmo é surpreendente. De longe parece ser a produção mais ousada que Jason Blum já apostou.

Aqui a gente revisita a maldição da ‘pata do macaco’ em formato de item colecionável de loja esotérica. O tal “One Wish Willow” concede um único desejo às pessoas em vida e por isso mesmo deveria ser usado com cautela. Mas não espere isso de Bear (Michael Johnston), que pede para que sua crush Nikki (Inde Navarrette) se apaixone perdidamente por ele.

Quem já viu a saga “Mestre dos Desejos” sabe que qualquer pedido mal formulado pode se tornar uma maldição e um pesadelo. E neste caso, o amor trazido pelo amuleto não traz paz nem felicidade ao casal. Conduzindo as cenas com uma boa dose de estranheza e esquisitice, o diretor Curry Barker mostra sem pressa a radical mudança de estilo de vida de Nikki na companhia e na ausência de Bear.

É tudo tão imprevisível nas atitudes da garota que os jumpscares acabam funcionando. Impossível até não lembrar da icônica Pearl em algumas cenas em que a pobre Nikki tenta impressionar seu namorado. Inclusive, a dose de estranheza vai aumentando conforme a duração do filme vai passando, com direito a gore e cenas ainda mais violentas, sem alívio cômico.

No fundo, “Obsessão” é mais que um filme de terror. É também um grito de alerta para relacionamentos tóxicos em que a namorada sempre é vista como “louca”. Assim como em “Acompanhante Perfeita“, temos uma boa metáfora sobre o desejo e o interesse masculino sem medir consequências a respeito do que as mulheres sentem.

Confie no hype da vez e se surpreenda. Ah, e um adendo… em seu primeiro teste como ‘scream queen’, posso afirmar sem erro que Inde Navarrette foi aprovada com todos os méritos.

Escala de tocância de terror:

Título original: Obsession
Diretor: Curry Barker
Roteiro: Curry Barker
Elenco: Michael Johnston, Inde Navarrette, Cooper Tomlinson e outros
Ano de lançamento: 2026

* Filme visto em Cabine de Imprensa promovida pela Espaço Z no Cinemark Rio Mar Recife

👻 A gente sabe que fantasma não paga aluguel...

...mas a gente paga! ☠️

Então ajude o Toca o Terror a continuar publicando notícias, críticas e conteúdo feito especialmente para você.

Que tal fazer um PIX de qualquer valor e nos dar uma forcinha? →
Continue lendo

Trending