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DICA DA SEMANA: Closet Land (1991)

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em

Closet Land

[Por Jarmeson de Lima]

Já que estamos em uma ‘nova era’ que exige resiliência e resistência, que tal ver ou rever um filme de 28 anos atrás? O filme em questão chama-se “Closet Land” e é uma produção independente, quase obscura, mas que foi estrelada por Alan Rickman e Madeleine Stowe.

Vi esse filme nos longínquos anos 90 por acaso. E ainda mais por acaso foi tê-lo visto numa prateleira da locadora de vídeo que havia perto de casa. Apesar de já ter assistido muita coisa naquela época, confesso que não estava preparado para a porrada que foi este filme. Mesmo hoje em dia, ele continua causando grande impacto.

Ambientado só em um cenário e em um formato quase que teatral, “Closet Land” nos apresenta uma escritora de livros infantis que foi raptada por um agente do governo. Sem muitas explicações adicionais, basta-nos saber que ela está em um local desconhecido e incomunicável sendo punida por um governo fascista que acha que seu livro contém mensagens subversivas.

O mais chocante e bizarro ao longo de uma hora e meia de filme é ver que estão utilizando de todo tipo de tortura psicológica na escritora para fazê-la confessar algo que ela não fez. “Closet Land“, a priori, tenta ser um livro de auto-ajuda para crianças, mas na visão do agente torturador seria como enxergar “ A Revolução dos Bichos” em “Peppa Pig“.

Além das cenas incômodas e das atuações excepcionais de Stowe e Rickman, outra tapa na cara é saber que o roteiro do filme se baseou na história real de Veronica de Negri, uma ativista chilena torturada durante meses na Ditadura de Pinochet. Por sorte, e graças a haver uma democracia virtual, é possível ver hoje esta obra completa e legendada (em inglês) no YouTube.

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1 comentário

  1. Wagner Andrade

    31 de janeiro de 2019 às 14:00

    Uma pena tá legendada em inglês.

  2. Aline Reis

    31 de maio de 2019 às 23:36

    Esse filme é simplesmente excepcional!!!

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DICA DA SEMANA: A Coisa (1985)

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A Coisa

[Por Geraldo de Fraga]

Larry Cohen é um diretor e roteirista mais conhecido entre os fãs da bagaceira pela trilogia It’s Alive (Nasce um Monstro, A Volta do Monstro e A Ilha dos Monstros). Mas em 1985, ele escreveu e dirigiu um filme que, pelo menos aqui no Brasil, se tornou um dos maiores clássicos de horror daquela década: A Coisa (The Stuff).

(mais…)

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DICA DA SEMANA: As Fitas de Poughkeepsie (2007)

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Fitas de Poughkeepsie

Mesmo sendo uma produção de baixíssimo orçamento e com um formato bem pouco comercial (o de falso documentário), As Fitas de Poughkeepsie (The Poughkeepsie Tapes, 2007) ganhou uma certa repercussão na internet, graças às famosas listas de “filmes mais perturbadores e blá blá blá”. No entanto, o longa dirigido por John Erick Dowdle pode ser pesado para alguns, na mesma proporção em que não causa nenhum abalo em outras pessoas. Isso fica por conta da sua sensibilidade.

Para mim, o filme é bem cabuloso e eficiente na forma escolhida para contar a história. Como dito acima, acompanhamos um ‘mockumentary‘ sobre um serial killer chamado ‘o Carniceiro do Rio’, que ataca na região de Poughkeepsie, no estado de Nova York. Após uma caçada sem muito sucesso, a polícia acaba encontrando uma casa onde o assassino guarda milhares de fitas de vídeo com imagens dos crimes cometidos por ele.

O filme então segue a linha da clássica reportagem policial, alternando depoimentos de investigadores, legistas, parentes das vítimas, etc; com as gravações encontradas nas tais fitas em estilo found-footage. O roteiro é todo costurado com a intenção de criar suspense com a parte ‘documental’, para depois chocar com as imagens do assassino atacando e torturando suas vítimas.

Algumas coisas são meio forçadas, como a tentativa de apresentar o serial killer como alguém brilhante, que engana todas as autoridades que o perseguem redefinindo o modus operandi do psicopata clássico. Isso tem o objetivo de justificar porque ele passou tanto tempo sem ser preso, mas fica exagerado.

Por outro lado, o elenco (100% desconhecido do grande público) faz com que o formato jornalístico fique bem crível. Além disso, a trama dá destaque para uma vítima específica, Cheryl Dempsey (Stacy Chbosky), que é uma das partes mais perturbadoras da história. Enfim, As Fitas de Poughkeepsie é um dos melhores filmes dentro do seu subgênero e merece uma assistida. Se vai lhe dar pesadelos, aí é outra coisa. Confira na Darkflix+.

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DICA DA SEMANA: O Predador 2 – A Caçada Continua (1990)

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O Predador 2

Obra bem subestimada dos anos 1990, ouso dizer que O Predador 2 – A Caçada Continua é um daqueles exemplos em que a continuação supera o original. Não vou dizer que ele funcionaria sem o primeiro filme, pois esse aqui tem a vantagem de já ter toda mitologia pré-estabelecida. Mas, na minha opinião, a inclusão do monstrengo no cenário urbano e caótico casou perfeitamente.

No ano de 1997, futuro do ponto de vista do roteiro, Los Angeles é uma bagunça desgraçada, cheia de gangues que brigam pelo controle do crime organizado e, para piorar, uma onda de calor toma conta da cidade. Em meio a essa confusão, temos um rastro de corpos mutilados que não parece ser obra de um criminoso comum.

A investigação fica a cargo do tenente Mike Harrigan (Danny Glover), o típico policial linha dura, mas de bom coração, de filmes de ação da época. O roteiro tem todos os clichês: a rixa entre o protagonista e seus superiores, personagem para alívio cômico (com o saudoso Bill Paxton) e um órgão do governo que acoberta a atividade alienígena. Mike então precisa se adaptar para combater um inimigo muito mais perigoso do que os maloqueiros que enfrenta.

Mas o astro mesmo é o Predador (outra vez interpretado por Kevin Peter Hall, que viria a falecer um ano depois do lançamento do filme), mais sanguinolento do que nunca. Repito: colocar o monstrengo num ambiente urbano foi um acerto formidável, algo que viria a se repetir no longa de 2018, mas de forma desastrosa. O Predador 2 – A Caçada Continua está no catálogo do Disney+. Vai na bola.

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