Dicas
DICA DA SEMANA: The Initiation (1984)

[Por Felipe Macedo]
Slasher Movies: ame ou odeie-os. Este é um dos sub-gêneros mais famosos do cinema de terror. Toda atmosfera, trama e clichês foram usados a exaustão durante todos esses anos, principalmente na década de 80, onde esse tipo de filme encontrou seu auge e também sua decadência. Nesse período, tivemos dezenas (para não dizer centenas) de longas onde adolescentes encontraram uma morte violenta nas mãos dos mais diversos psicopatas.

Em 1984, quando as regras já estavam bem estabelecidas, chegou um novo exemplar chamado “A Iniciação” (The Initiation), reforçando tudo o que já tinha sido feito e mostrado, mas de forma bacana e que garante a diversão para quem procura esse tipo de escapismo. A trama gira em torno de Kelly (Daphne Zuniga, da série Barrados no Baile), uma jovem caloura que sofre por ter o mesmo pesadelo durante vários anos e não lembrar da sua infância por conta de um evento traumático. Vindo de uma família rica, onde seus pais super protetores e controladores (Vera Milles, de Psicose) tentam evitar que a garota se recorde do passado.

Neste caso, isso tem a ver com um assassino misterioso que está diretamente ligado ao trauma da mocinha. O vilão esteve internado por vários anos num sanatório e numa noite escura consegue fugir deixando uma trilha de corpos pelo caminho (Halloween mandou lembranças!). Na noite da iniciação da irmandade, Kelly rouba as chaves da loja de departamento dos seus pais para que o tradicional ritual seja realizado lá. Infelizmente o assassino também estará no local e Kelly junto com suas amigas terá que lutar por sua sobrevivência.

Como dito antes, “The Initiation” usa e abusa de todos os clichês possíveis e mesmo com rombos no roteiro consegue divertir por sua aura nostálgica, além de ser bem redondinho em outros sentiidos. A atuação não é boa, mas também não é uma atrocidade. Os efeitos de maquiagem não decepcionam e o filme ainda tenta assustar sem partir para a galhofa. Não é o melhor slasher da época porém garante bons momentos e está disponível para assistir na íntegra no YouTube.
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[Por Geraldo de Fraga]
Larry Cohen é um diretor e roteirista mais conhecido entre os fãs da bagaceira pela trilogia It’s Alive (Nasce um Monstro, A Volta do Monstro e A Ilha dos Monstros). Mas em 1985, ele escreveu e dirigiu um filme que, pelo menos aqui no Brasil, se tornou um dos maiores clássicos de horror daquela década: A Coisa (The Stuff).
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Mesmo sendo uma produção de baixíssimo orçamento e com um formato bem pouco comercial (o de falso documentário), As Fitas de Poughkeepsie (The Poughkeepsie Tapes, 2007) ganhou uma certa repercussão na internet, graças às famosas listas de “filmes mais perturbadores e blá blá blá”. No entanto, o longa dirigido por John Erick Dowdle pode ser pesado para alguns, na mesma proporção em que não causa nenhum abalo em outras pessoas. Isso fica por conta da sua sensibilidade.

Para mim, o filme é bem cabuloso e eficiente na forma escolhida para contar a história. Como dito acima, acompanhamos um ‘mockumentary‘ sobre um serial killer chamado ‘o Carniceiro do Rio’, que ataca na região de Poughkeepsie, no estado de Nova York. Após uma caçada sem muito sucesso, a polícia acaba encontrando uma casa onde o assassino guarda milhares de fitas de vídeo com imagens dos crimes cometidos por ele.
O filme então segue a linha da clássica reportagem policial, alternando depoimentos de investigadores, legistas, parentes das vítimas, etc; com as gravações encontradas nas tais fitas em estilo found-footage. O roteiro é todo costurado com a intenção de criar suspense com a parte ‘documental’, para depois chocar com as imagens do assassino atacando e torturando suas vítimas.

Algumas coisas são meio forçadas, como a tentativa de apresentar o serial killer como alguém brilhante, que engana todas as autoridades que o perseguem redefinindo o modus operandi do psicopata clássico. Isso tem o objetivo de justificar porque ele passou tanto tempo sem ser preso, mas fica exagerado.
Por outro lado, o elenco (100% desconhecido do grande público) faz com que o formato jornalístico fique bem crível. Além disso, a trama dá destaque para uma vítima específica, Cheryl Dempsey (Stacy Chbosky), que é uma das partes mais perturbadoras da história. Enfim, As Fitas de Poughkeepsie é um dos melhores filmes dentro do seu subgênero e merece uma assistida. Se vai lhe dar pesadelos, aí é outra coisa. Confira na Darkflix+.
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Obra bem subestimada dos anos 1990, ouso dizer que O Predador 2 – A Caçada Continua é um daqueles exemplos em que a continuação supera o original. Não vou dizer que ele funcionaria sem o primeiro filme, pois esse aqui tem a vantagem de já ter toda mitologia pré-estabelecida. Mas, na minha opinião, a inclusão do monstrengo no cenário urbano e caótico casou perfeitamente.

No ano de 1997, futuro do ponto de vista do roteiro, Los Angeles é uma bagunça desgraçada, cheia de gangues que brigam pelo controle do crime organizado e, para piorar, uma onda de calor toma conta da cidade. Em meio a essa confusão, temos um rastro de corpos mutilados que não parece ser obra de um criminoso comum.
A investigação fica a cargo do tenente Mike Harrigan (Danny Glover), o típico policial linha dura, mas de bom coração, de filmes de ação da época. O roteiro tem todos os clichês: a rixa entre o protagonista e seus superiores, personagem para alívio cômico (com o saudoso Bill Paxton) e um órgão do governo que acoberta a atividade alienígena. Mike então precisa se adaptar para combater um inimigo muito mais perigoso do que os maloqueiros que enfrenta.

Mas o astro mesmo é o Predador (outra vez interpretado por Kevin Peter Hall, que viria a falecer um ano depois do lançamento do filme), mais sanguinolento do que nunca. Repito: colocar o monstrengo num ambiente urbano foi um acerto formidável, algo que viria a se repetir no longa de 2018, mas de forma desastrosa. O Predador 2 – A Caçada Continua está no catálogo do Disney+. Vai na bola.
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