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CRÍTICA: A Morte do Demônio – A Ascenção (2023)

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A Morte do Demônio - A Ascenção

Após um breve e sangrento prelúdio envolvendo jovens numa cabana (soa familiar?) voltamos cronologicamente um dia e saímos do verde campestre para a selva de pedra onde conhecemos Beth (Lilly Sullivan), técnica de guitarra de uma banda, que descobre estar grávida pouco antes de um show.

Ela então vai para Los Angeles pedir ajuda à sua irmã Ellie (Alyssa Sutherland). Detalhe: Ela tem uma família de três crianças, foi recém-abandonada pelo marido e está com uma ordem de despejo (pois o prédio onde mora será demolido). Ou seja, ela não está, ao menos nesse momento, muito em condições de ser uma grande conselheira.

Com a família reunida e cartas sendo colocadas na mesa, eis que acontece o improvável (pra gente, pois pra quem mora em L.A. é muito provável): um terremoto. Após o susto, Caleb (Richard Crouchley), um dos filhos de Ellie, acha uma fenda que leva a um cofre no subterrâneo do prédio que um dia foi um banco. Lá encontra alguns discos em vinil e um misterioso livro.

Ele e suas irmãs Bridget (Gabrielle Echols) e Kassie (a estreante, Nell Fisher) resolvem folhear o livro e escutar os discos. Neles, um padre narra a descoberta de um dos 3 Naturom Demonto (Livro dos Mortos) e depois vocaliza um dos encantos. Daí pra frente já dá pra imaginar o que vai acontecer, certo? Sim! A merda vai virar boné!

A Morte do Demônio – A Ascenção” (Evil Dead Rise), dirigido por Lee Cronin (“The Hole in the Ground“), com produção executiva do criador da franquia Sam Raimi e de seu principal astro, Bruce Campbell, foi originalmente feito para ir direto para o streaming da HBO, mas teve uma recepção tão boa nos testes que o estúdio resolveu lançá-lo nos cinemas.

Repleto de referências à obra de Raimi e à outros filmes (“O Iluminado” de Kubrick, “Demons 2” de Lamberto Bava), “A Morte do Demônio: A Ascenção” pesca referências das obras anteriores (nos três filmes originais, o remake de 2013 e da série de TV) para poder ter uma certa independência. Mas sim, ele funciona mesmo que o espectador não tenha assistido nada desse universo. De acordo com o produtor Bruce Campbell, “As pessoas podem chamar do que quiserem: continuação, remake, reinterpretação. Na verdade é simplesmente outro filme de “Evil Dead”. É centrado no livro.”

Com um ritmo um pouco lento no começo, “A Morte do Demônio – A Ascenção” consegue engatar a segunda marcha e no terceiro ato, entra de cabeça na loucura “evildeadiana” com muito gore, efeitos práticos caprichados, espingardas, motosserras, mutações demoníacas e sangue. Muito sangue (6,500 litros de sangue falso, para ser mais preciso). Veredito: Navega pelo horror escrachado dos filmes da trilogia original e um pouco pela carga psicológica do remake de 2013. Pode deixar um pouco a desejar para os fãs dos filmes de Raimi mas consegue entregar uma boa diversão.

Escala de tocância de terror:

Título original: Evil Dead Rise
Direção e Roteiro: Lee Cronin
Elenco: Alyssa Sutherland, Lily Sullivan, Gabrielle Echols e outros
Ano de lançamento: 2023

* Filme visto na Cabine de Imprensa promovida pela Espaço Z no Recife

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CRÍTICA: Exit 8 (2026)

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Exit 8

Quase um ano depois de ser exibido na mostra Midnight Screenings do Festival de Cannes, Exit 8 (8-ban deguchi, 2025) chega aos cinemas brasileiros. O longa é uma adaptação do game de mesmo nome, lançado pela desenvolvedora independente Kotake Create, que foi um enorme sucesso viral em 2023.

Todo mundo sabe como adaptar jogos para as telonas é complicado, exemplos ruins e péssimos não faltam; e bons filmes são poucas exceções. E olhe que, na maioria das vezes, o próprio game já conta com um enredo cinematográfico para dar suporte aos realizadores. Exit 8, no entanto, não tem nada nem perto disso.

A história começa com um cidadão normal (Kazunari Ninomiya) indo para mais um dia de trabalho. No metrô, ele recebe uma ligação da namorada dando a notícia de que está grávida. Enquanto tenta achar um lugar onde o celular pegue melhor, para continuar a complicada conversa, o protagonista vai parar no que parece um corredor comum da estação.

O local, porém, tem um looping temporal e geográfico, no melhor estilo ‘Falha na Matrix’. Após tentar achar à Saída 8, que aparece indicada em uma placa, ele percebe que está andando em círculos e voltando sempre para o mesmo ponto de partida. Nosso heroi resolve então ler as instruções que estão na parede.

1 – Ele precisa passar pelo corredor e memorizar tudo que tem lá (posteres pendurados, portas, placas, armários e um sujeito esquisito que passa caminhando).
2 – Na segunda passada, se tiver tudo do mesmo jeito, é só seguir.
3 – Se tiver algo diferente (chamado aqui de anomalia), ele precisa retornar ao ponto de partida. Isso tem que ser feito oito vezes, corretamente, para achar a saída. Se ele errar alguma coisa, volta à estaca zero.

Jogar isso numa tela, caçar detalhes e pegadinhas, pode ser divertido. Assistir a alguém fazendo, nem tanto. Por isso, o roteiro tenta fazer com que simpatizemos com o protagonista, trazendo a história da paternidade de volta, de tempos em tempos, para dar uma carga dramática. O problema é que só isso não basta para nos manter interessados numa história de um personagem solitário em um cenário minimalista.

Algumas anomalias mais extravagantes chegam a empolgar pela bizarrice visual que tanto amamos no cinema japonês, porém não salvam o dia. O filme até melhora com a inserção de uma nova trama (bem imprevisível), mas ela não dura muito. Entra então uma ‘crítica social foda’ sobre a rotina e o cotidiano vazio da sociedade moderna, que outros pessoas já fizeram bem melhor.

Exit 8 foi mais longo do que deveria, assustou menos do que podia e ainda conseguiu nos colocar no meio de um dilema que deveria parecer comovente, mas acabou sendo apenas brega. Fuja desse beco sem saída.

Escala de tocância de terror:

Direção: Genki Kawamura
Roteiro: Kotake Create, Kentaro Hirase e Genki Kawamura
Elenco: Kazunari Ninomiya, Yamato Kochi e Naru Asanuma
Origem: Japão

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CRÍTICA: Corrente do Mal (2016)

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Corrente Do Mal

[Por Jarmeson de Lima]

De antemão, antes de começar esta resenha propriamente dita, queria parabenizar o diretor David Robert Mitchell por este filme. Neste universo do cinema de horror onde a tentação pelos clichês e tramas previsíveis é tão fácil, é cada vez mais difícil ver tramas na cinematografia ocidental com elementos originais e premissas diferentes. (mais…)

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CRÍTICA: Águas Mortais (2026)

“Águas Mortais” é mais um filme de catástrofe com tubarões, trazendo a conhecida fórmula de passageiros ilhados no oceano e predadores famintos à espreita

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Águas Mortais

Filmes de tubarão parecem nunca sair de moda e estreou nesta semana (23/07/26) mais um exemplar de filme de catástrofe com os bichinhos, que tem o “maravilhoso” título de “Águas Mortais” (Deep Water).

A trama acompanha passageiros e tripulantes de um voo com destino a Xangai que se envolvem em um grave acidente quando uma carga explode e causa a queda do avião no meio do Oceano Pacífico. Os sobreviventes terão que descobrir um meio de sair de uma situação que se agrava à medida que vários tubarões famintos querem fazer deles a próxima refeição.

Vou começar deixando claro que o filme é um amontoado de clichês do cinema de catástrofe e que não foi o primeiro a usar essa premissa para inserir tubarões no meio. “Desespero Profundo” (2024) está aí para provar, mesmo sendo bastante inferior ao filme de que estamos falando. Quem já assistiu a filmes do gênero vai se sentir em casa ao esbarrar em estereótipos clássicos, como o herói com traumas, o personagem escroto e, claro, crianças em perigo.

O grande chamariz para mim foi a presença de Ben Kingsley, ator renomado e premiado que faz aqui uma participação especial nos moldes de atores famosos de filmes de catástrofe dos anos 70. O personagem não agrega muito e tem momentos bem piegas no curto tempo em tela. Outro ator famoso é Aaron Eckhart, mais conhecido pelo vilão Duas-Caras na trilogia do Batman de Christopher Nolan.

O diretor “faz-tudo” de Hollywood, Renny Harlin, realiza um trabalho competente aqui, principalmente na cena do acidente e, depois, ao apresentar a ameaça bem aos moldes de “Do Fundo do Mar” (1999) que, por sinal, ele também dirigiu e que guarda semelhanças, como os tubarões de visual PlayStation e velocidade 2.0.

Uma coisa que eu tenho que comentar é a famigerada tela verde, que aqui se faz notar a todo momento em lugares abertos. Fica nítida a artificialidade do mar aberto. Parece que os atores foram “colados” na cena de qualquer jeito, e para cair no vale da estranheza é um pulo.

Águas Mortais” é um filme extremamente clichê, mas conseguiu me divertir em boa parte do tempo, mesmo pecando por não ser tão corajoso. Em um dia chuvoso e nessa estação invernal, é uma ótima pedida. Já para quem é rato de filme de tubarão, existe uma cena que é praticamente copia e cola de “O Último Tubarão” (L’ultimo squalo, 1981).

Escala de tocância de terror:

Título original: Deep Water
Direção: Renny Harlim
Roteiro:Pete Bridges, Shane Armstrong e S.P Kause
Elenco: Aaron Eckhart, Ben Kingsley e outros
Ano de lançamento: 2026

* Este texto foi escrito por um humano sem o uso de IA

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