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CRÍTICA: Jogos Mortais – Jigsaw (2017)

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Jigsaw

[Por Felipe Macedo]

A onda de remakes, reboots e sequências ganhou mais um novo exemplar que acabou de estrear nos cinemas e atende pelo nome de Jogos Mortais – Jigsaw. Sim, Jigsaw voltou! Estamos falando da famigerada série de torture porn que foi de enorme sucesso e referência anos atrás, gerando até então sete filmes. Agora nos dias atuais, a sua missão é a de se tornar relevante depois de vários anos de hiato.

Advinha quem chegou pra perturbar vocês?

A trama acontece 10 anos após a morte de John Kramer, o infame Jigsaw. Novos jogos são feitos e tudo leva a crer que o homem voltou da tumba. Será mesmo? Como se pode notar, a sinopse é bem simples. Mas em se tratando dessa franquia, sabemos que o buraco é bem mais embaixo e reviravoltas vão acontecer.

Um dos grandes problemas daqui e da maioria dos outros sete filmes, é a necessidade de haver um grande plot-twist que definitivamente não é tão engenhoso como os primeiros. Eu mesmo já imaginava quem estava por trás e só não sabia a motivação. Quando isso foi revelado, provavelmente fiz uma cara de cu imensa.

Retrato da audiência esperando alguma novidade

Falando assim parece até que o filme é um desastre, mas não chega a tanto. Jogos Mortais – Jigsaw se prova pouco relevante. E para um reinício de franquia, ele definitivamente não funciona. A falta de ritmo aqui impressiona. Me vi largando a trama em vários momentos.

Os personagens são rasos quando na verdade deveriam ter o minimo de conteúdo para que a gente se importe quando morram ou quando se revele suas reais intenções. Tudo é muito genérico. A direção me decepcionou em não causar tensão em quase nenhum momento. Ela apenas recria a mesma identidade visual da série sem trazer algo novo. Uma pena por se tratar da dupla responsável pelo maravilhoso O Predestinado (2014).

O jogo agora é contra o tempo… quanto tempo você aguenta na sessão

O gore continua bem generoso e ao contrário do que li, não foi amenizado e sim menos cartoonizado. Basta lembrar do Jogos Mortais – Final (2010) onde de tanto exagero as cenas de violência se tornaram involuntariamente cômicas. A modo de comparação, esse novo filme é bem superior ao último, mesmo ignorando certos eventos (ou deixando pras continuações) que ficaram pendentes. Enfim, assistam sem grandes expectativas…

Escala de tocância de terror:

Título: Jogos Mortais- Jigsaw
Direção: Michael Spierig e Peter Spierig
Roteiro: John Stolberg, Peter Goldfinger
Elenco: Tobin Bell, Matt Passmore, Hannah Emily Anderson
Ano de produção: 2017

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"Nós deixamos de procurar os monstros embaixo de nossas camas, quando percebemos que eles estão dentro de nós"

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CRÍTICA: Imaculada (2024)

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Imaculada

Entrando no seleto filão do Nunsploitation mesclando teorias conspiratórias do Apocalipse com a música “Convento das Carmelitas” de Rogério Skylab, chega enfim aos cinemas o aguardado “Imaculada” (Immaculate). Este poderia ser apenas mais um filme de terror com freiras, mas este aqui se sobressai a coisas que vimos nos últimos anos como o malfadado “A Freira” e obras menores como “A Luz do Demônio” ou pretensiosas como “A Primeira Profecia“.

Cercado de polêmicas baratas em sessões de pré-estreia pelo mundo, surpreendentemente “Imaculada” é uma produção bem superior à média. Grande parte do mérito, claro, se dá pela atuação de Sydney Sweeney como a Irmã Cecília, provando que não é só um rostinho bonito e que encara uns desafios mais ousados. Inclusive, fala-se que há 10 anos ela tomou conhecimento deste roteiro e esperou o momento certo para montar uma equipe e conseguir financiamento para lançar ele agora.

Mas então, sei que você quer saber da história… espere só um pouco. Vale a pena destacar outra coisa. Este é um filme com background que remete às bases da religião católica com diversas referências e simbolismos. E neste caso, “Imaculada” lhe insere bem neste universo com a paisagem italiana, atores italianos e boa parte do filme sendo falado em italiano, como se estivéssemos ali fazendo parte daquele espacinho próximo ao Vaticano.

E por que falo isso? Justamente porque “Imaculada” trata o catolicismo de uma forma diferente de outros filmes recentes onde tudo é jogado de forma superficial. Tudo isso, claro, é fundamental para entender a história, mesmo que você não tenha feito a Primeira Comunhão. Até porque vemos nesta história o retrato do machismo da sociedade e da própria Igreja, a submissão da mulher perante sua “missão” e como a religião submete seus fiéis a certos dogmas estranhos.

Temos aqui a trajetória de uma noviça que vai até um convento numa área rural da Itália para cumprir seu destino como freira. O que ela não sabia, é que existem planos diferentes do que ela previa, de forma a desafiar seus votos e sua fé por conta de um “milagre”. De certa forma, o plano bizarro que é revelado e colocado em prática a partir da metade da história é meio ridículo se for pensar nisso a sério. No entanto, a imersão no convento com suas personagens nos faz deixar de lado essas questões.

Imaculada” é um filme que blasfema, que tem cenas fortes, promove sacrilégios e que faz com que o fã de terror consiga curtir uma história simples e sem firulas que não apela pros sustos fáceis. Neste contexto de conspirações malignas, ou benignas, com a bênção da Santa Sé, vale a pena conferir “30 Monedas“, série de Alex de La Iglesia que aborda também estes temas.

Escala de tocância de terror:

Título Original: Immaculate
Direção: Michael Mohan
Elenco: Sydney Sweeney, Simona Tabasco, Álvaro Morte e outros
Roteiro: Andrew Lobel
Ano de lançamento: 2024

* Filme visto em Cabine de Imprensa promovida pela Espaço Z no Recife

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CRÍTICA: Abigail (2024)

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Abigail

Abigail” é o filme de vampiro da vez que vem sob a tutela da Radio Silence, grupo responsável pelo sucesso dos novos filmes da franquia “Pânico” e do já cult “Casamento Sangrento“. A proposta aqui é homenagear e revitalizar as histórias com esses seres dentuços.

Como posso começar? Bem..se você viu o trailer já sabe pelo menos uns 80% do que vem por aí. O trabalho de marketing do filme foi bem ruim porque claramente a ameaça não deveria ter sido revelada no trailer. E como se a gente não soubesse o que vem aí, o longa gasta um bom tempo fazendo mistério do que pode acontecer. Na minha sensação, isso até demorou um pouco além do que deveria nesse quesito.

Na trama acompanhamos um grupo de bandidos que sequestram a jovem Abigail, mantendo-a refém numa casa no meio do nada. O problema é que a garota não é nem um pouco inocente como aparenta e está determinada a fazer de todos sua próxima refeição.

O problema aqui é a previsibilidade. Sabemos muito bem como a história vai caminhar. Tirando um ou outro detalhe, nada me surpreendeu. Os personagens são qualquer coisa e na maioria das vezes soltam frases engraçadinhas, mas que não fizeram ninguém no cinema rir.

Os diretores tentam fazer algo parecido com os trabalhos anteriormente citados, mas o que rola é uma tentativa pálida de remeter a essas histórias de gato-e-rato. A principal questão aqui é a inexistência de tensão. Temos um cenário bacana e uma antagonista carismática, só que isso tudo não funcionou bem.

O verdadeiro destaque, como não poderia deixar de ser, é a Abigail, personagem-título que transita entre vulnerabilidade e deboche de forma bem condizente. Alisha Weir, no papel de vampirinha, é boa e carismática, mas a tentativa quase desesperada de transformá-la na nova M3gan tiram um tanto do seu poder. As cenas da personagem dançando como em um video de TikTok são muitas e em determinados momentos não condizem com o comportamento de um vampiro centenário.

É preciso dizer que a produção tem momentos onde o sangue jorra deixando personagens encharcados de vermelho. Ainda assim, temos só umas duas cenas no máximo com gore real. Uma delas ainda me lembrou “Zombi” de Lucio Fulci onde vemos a pele do pescoço sendo desprendida por uma mordida.

Bem, eu acabei falando um pouco mal de “Abigail“, mas ele não é pavoroso. Dá pra assistir se não tiver pretensão alguma. Aqui se encontra um típico filme de shopping que é fraco no geral, mas bem superior se comparado às tralhas atuais da Blumhouse.

Diretores: Matt Bertinelli-Olpin e Tyler Gillet
Roteiro: Guy Busick e Stephen Shields
Elenco: Alisha Weir, Melissa Barrera, Dan Stevens, Giancarlo Esposito e outros
Ano de lançamento: 2024

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CRÍTICA: Imaginário – Brinquedo Diabólico (2024)

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Imaginário - Brinquedo Diabólico

Estavam com saudades de filmes da Blumhouse? Sabe como é… aquele terror superficial, meio sem graça, meio sem tensão e com uma “mensagem” inócua ao final. Se estavam querendo algo assim, corram pros cinemas pra ver “Imaginário – Brinquedo Diabólico” que está prestes a estrear no Brasil.

E assim como segue a cartilha da produtora pra filmes que (ainda) não possuem franquias de sucesso, tudo começa com um bom e manjado drama familiar. Neste caso temos um casal que resolve se mudar para a antiga casa da protagonista de forma que ela consiga se reconectar melhor com seu trabalho e superar alguns pequenos traumas de infância. Neste núcleo familiar temos um músico com duas filhas que não se dão tão bem com a nova esposa dele.

Mas bem… Jessica (DeWanda Wise), a esposa, é uma escritora bem sucedida de livros infantis que cria historinhas em que o mal não prevalece. Sua inspiração para isso veio de acontecimentos em sua infância depois que sua mãe faleceu e seu pai foi acometido de uma doença degenerativa.

Anos se passaram e agora ela está aí tentando conviver com duas meninas, uma de quinze anos e uma criança que fala da forma mais infantil possível com um estilo bem irritante. E de repente, do mais absoluto nada, Alice (Pyper Braun), a criança mimada, vai até o porão da casa e encontra um ursinho de pelúcia empoeirado ao qual dá o nome de Chauncey, se apegando a ele e interagindo como se fosse um amigo “de verdade”.

O problema é que esse amigo imaginário começa a dar ideias erradas para a criança. Tudo começa de forma inocente com ações que passam despercebidas pela madrasta até que as coisas começam a ficar bem mais estranhas a ponto de ser necessária uma intervenção de uma psicóloga.

E etc etc etc… passa-se o tempo do filme e já sacamos que o ursinho carrega uma espécie de maldição ou coisa assim. Mas não espere uma Annabelle ou um Chucky, o tal Chauncey opera de uma forma mais sutil induzindo suas vítimas a adentrarem em um tal “mundo da imaginação” onde ele prende crianças de todo canto após cumprirem certas metas.

Mas se esse lance de usar crianças em um mundo sobrenatural parece manjado desde “Poltergeist“, e mais recentemente por sequências da saga “Sobrenatural” (Insidious), saibam que este novo filme não preza pela originalidade. Temos em “Imaginário” um amontoado de clichês onde nem os sustos telegrafados causam impacto. E pra piorar tudo, ainda temos um personagem super previsível nestas produções Blumhouse: uma idosa com ar misterioso que explica tudo o que acontece para a protagonista e sabe a solução para os problemas que aparecem na metade final da história.

Assim como falei antes, é uma produção desprovida de tensão, medo e qualquer tipo de suspense. Sequer vemos sangue em cena e até a única morte da trama é offscreen. Enfim, o golpe tá aí… se quiser ver e aguentar um filme de 1h40 para ver uma mensagem edificante sobre o poder da união familiar, fique à vontade, só saiba que isso não rende um longa decente.

Escala de tocância de terror:

Título original: Imaginary
Direção: Jeff Wadlow
Roteiro: Greg Erb, Jason Oremland e Jeff Wadlow
Elenco: DeWanda Wise, Taegen Burns, Pyper Braun e outros
Ano de lançamento: 2024

* Filme visto em Cabine de Imprensa promovida pela Espaço Z

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