Dicas
DICA DA SEMANA: Franquia Natal Sangrento (1 e 2)

* Postado originalmente em dezembro de 2020
Duvido muito que Jesus tenha morrido na cruz para que vocês se reúnam com suas famílias carregando um vírus letal e graças a isso matem seus avós. Por isso, a minha dica da semana é uma sessão dupla para que vocês possam manter o distanciamento social e poupar seus entes queridos: Os 2 primeiros filmes da franquia “Natal Sangrento“.
Vale salientar que a franquia tem 5 filmes mas o episódio 3 não achei disponível nas plataformas de streaming e os episódios 4 e 5 não têm nenhuma relação com os demais, então assistam por sua própria conta e risco.
Começamos com o filme “Natal Sangrento” (Silent Night, Deadly Night), de 1984. Conheçam Billy, um jovem atormentado pela lembrança do assassinato de seus pais por um terrível bandido vestido de Papai Noel logo após ter sido avisado por seu senil avô de que apenas crianças que não fizeram absolutamente nada de errado recebem presentes, as demais são punidas por ele.

Criado num orfanato por onde sofre abusos de uma cruel madre superiora, Billy é reintegrado à sociedade e vai trabalhar como auxiliar de uma loja de departamento. Tudo vai muito bem até acontecerem algumas coisas que servirão de gatilho para que o jovem Billy se torne o presente que ninguém gostaria de receber no Natal. Tem momentos tão engraçados que vocês nem vão sentir falta da piada do “é pra ver ou pra comer?” do Tio Bira. Vocês podem assistir no YouTube, na Darkflix ou comprando em mídia física, no box “Slashers Vol. 3” da Versátil Home Vídeo

Como as cervejas já devem ter acabado ou vcs acabaram de reabastecer o freezer e elas ainda estão gelando, hora de abrir aquela Cidra Cereser™ e curtir “Natal Sangrento – Retorno Macabro“, de 1987. É a vez de relembrarmos Ricky Caldwell, o irmão bebêzinho de Billy, que também estava presente na hora do assassinato dos seus pais e que foi criado no mesmo orfanato.

O filme é uma longa conversa entre o agora adulto Ricky e seu psiquiatra. Conversa essa onde ele além de recontar a história inteira do primeiro filme através de flashbacks, conta como também se tornou um maníaco homicida após a morte de seu irmão. Disponível a 1 clique de distância AQUI.

Espero que essas dicas garantam a diversão de suas noites de Natal e lembrem-se de que álcool não é só pra beber! Também serve pra passar nas mãos na falta de água e sabão.
* Links disponíveis na Internet até a data de publicação deste texto
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Para a dica desta semana eu trago um filme aniversariante: O EXORCISTA III (Exorcist III), escrito e dirigido por Willam Peter Blatty, completa 32 aninhos neste mês de agosto.

O EXORCISTA III é adaptação do livro ESPÍRITO DO MAL / LEGIÃO (Legion, 1983) que é uma continuação direta do livro O EXORCISTA (The Exorcist, 1971). Na trama, o tenente Kinderman investiga uma série de assassinatos que trazem a assinatura do já conhecido serial killer: Gêmeos. O problema é que este assassino está morto há 15 anos. Com a ajuda do amigo padre Joseph Dyer, ambos são levados a revelações cabulosas.

Blatty exibe um domínio enorme na condução do longa. E não é de se espantar, já que é o autor de ambos os livros. Aqui, com a direção em suas mãos, ele imprime sua real visão da própria obra, mantendo um clima constante de tensão como se algo de muito pior fosse acontecer a cada cena. A fotografia do Gerry Fisher é essencial para dar o tom sombrio à trama. Até estátuas sacras dão medo aqui! Sem contar que O EXORCISTA III tem um dos sustos e jumpscares mais cabulosos e inesperados da história do cinema de horror.

Para além da competente produção, o longa conta com a carismática dupla George C. Scott e Ed Flanders, (Kinderman e Dyer respectivamente), Brad Dourif que encarna o assassino de Gêmeos nos conferindo uma performance assustadoramente brilhante e Jason Miller vivendo o sinistro “paciente X”.

É de fato um filme incrível que, para este que vos escreve, por muito tempo foi subestimado por ser o terceiro da franquia O EXORCISTA, quando na verdade deveria ter sido o segundo, já que, como dito no início, se trata da continuação direta do livro. E convenhamos que depois do que rolou em O EXORCISTA 2: O HEREGE, carregar um título desse também não ajuda. Este longa de 1990 poderia ter se chamado simplesmente LEGIÃO como no livro, mas enfim…

Em suma, O EXORCISTA III é um típico terror policial cabuloso que merece ser visto. Ficou curioso? Aproveita que este clássico cult encontra-se no catálogo do HBO Max.
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Muito antes do canal SyFy e da Asylum inventar as bizarrices mutantes de tubarões mesclados com jacarés e coisa do gênero, havia uma turma que pegou carona na fórmula de “Tubarão” e espremeu até o bagaço. Então se você estiver a fim de ver um filme deste tipo sem pensar muito, vá até o YouTube e procure por “Humanoids from the Deep“, também conhecido pelo título genérico de “Monster“.
(mais…)
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Tem filme ruim que se revela bom. Tem superprodução que acaba sendo um fiasco. E tem “Ratos – A Noite do Terror” (Rats – Notte di terrore) que é um caso à parte. Se sacar a ficha técnica vai entender o porquê.
Produzido pela duplinha Bruno Mattei e Claudio Fragasso, esta tosqueira da sétima arte diverte e impressiona da forma que não deveria. O nobre leitor que já deve ter esboçado um sorriso ao ler o nome dos dois italianos, vai certamente se esbaldar com essa joia.
A picaretagem já começa pela autoria. Ao invés de Mattei e Fragasso, quem “assume” a direção é Vincent Dawn, um dos vários codinomes do cineasta pras obras em que ele não se orgulha tanto.

Depois da devida introdução, vamos à história… que se passa em 225 A.B. (After the Bomb) num mundo pós-apocalíptico, onde a população passou a viver no subterrâneo e gangues disputam o território da superfície enfrentando ratos. Sim! Porque ao invés das baratas que sobreviveriam à radiação nuclear, neste filme quem se aproveita do que restou do planeta são os roedores.
Considerando este contexto, não tem muito o que dizer, uma vez que assim como acontece na maioria dessas histórias, os sobreviventes vagam de um canto a outro em busca de proteção e comida. Mas o que eles não contavam é que vão encontrar ratos em quase todo canto. E essas ratazanas estão famintas e sedentas de sangue…

No entanto, não espere grandes cenas e ataques elaborados. Os ratos, sejam eles vivos ou de pelúcia, são literalmente jogados em cima dos personagens. A reação de nojo e repulsa do elenco pode até compensar a atuação um tanto medíocre, mas tudo faz parte do pacote.
E em meio às brigas de gangues rivais e roedores que mordem o rosto, a barriga e os membros das pessoas por dentro e por fora, quem sobrevive até o final do filme presencia uma cena que teria tudo para ser chocante. Teria, claro, porque nas mãos de Mattei/Fragasso, a tal cena fica tão, mas tão bizarra, que só nos resta rir e aplaudir tamanha ousadia.

“Ratos – A Noite do Terror“, obviamente não é pro bico da Netflix, mas pode ser visto e revisto tranquilamente no YouTube para seu deleite.
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