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Críticas

CRÍTICA: Os 3 Infernais (2019)

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Os 3 Infernais

[Por Geraldo de Fraga]

Rob Zombie confia demais no carisma dos seus personagens. Ele já deve ter ouvido muito por aí que seu filme mais elogiado pelo público é Rejeitados pelo Diabo (2005). E isso provavelmente fez com que o rockeiro diretor se animasse para voltar a esse universo em mais uma empreitada cinematográfica, agora fechando a trilogia começada em A Casa dos 1000 Corpos (2003).

Em Os 3 Infernais (3 From Hell, 2019), Baby (Sheri Moon Zombie), Otis Driftwood (Bill Moseley) e Captain Spaulding (Sid Haig) sobreviveram ao acidente de carro do último filme, mas foram em cana e estão no corredor da morte. Infelizmente, Sid Haig só aparece em uma cena. O ator, então com 80 anos, já estava bem doente e viria a falecer em setembro desse ano.

Neste caso, para não desfalcar o trio, entra em cena um novo membro da família: Winslow Foxworth Coltrane (Richard Brake), filho bastardo de Spaulding. É ele quem liberta Otis da prisão e os dois dão início a uma onda de assassinatos que culmina com o resgate de Baby e uma fuga para o México, onde se desenrola a maior parte da ação do filme.

Voltando a falar do carisma dos personagens, eles na verdade não têm muito. Desde a obra anterior, Zombie tenta fazer referências aos anos 70, com claras influências de O Massacre da Serra Elétrica e da família Manson, mas nada é muito marcante. Em um roteiro simples como temos aqui – uma road trip de psicopatas – é necessário que os protagonistas se destaquem.

E o trio é bem desinteressante em vários aspectos. O texto é fraco, as caras e bocas são caricatas e Sheri Moon Zombie como alívio cômico explica porque ela só consegue emprego nos filmes do marido. Tem ainda um fiapo de discurso sobre pessoas deslocadas no mundo, mas era melhor que nem tivesse. Os 3 Infernais termina parecendo uma banda de rock com um visual bad ass, mas que não toca porra nenhuma.

Escala de tocância de terror:

Direção: Rob Zombie
Roteiro: Rob Zombie
Elenco: Sheri Moon Zombie, Bill Moseley e Richard Brake
Ano de lançamento: 2019
País de origem: EUA

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0 Comments

  1. Daivrod

    6 de novembro de 2019 at 11:27

    Não vi nenhum elemento do filme ser analisado e criticado, o motivo da nota baixa parece mero desgosto pessoal pela obra. 1/5 pra crítica.

  2. Jonny Garttew

    13 de novembro de 2019 at 11:56

    “Voltando a falar do carisma dos personagens, eles na verdade não têm muito. Desde a obra anterior, Zombie tenta fazer referências aos anos 70, com claras influências de O Massacre da Serra Elétrica e da família Manson, mas nada é muito marcante. Em um roteiro simples como temos aqui – uma road trip de psicopatas – é necessário que os protagonistas se destaquem.
    E o trio é bem desinteressante em vários aspectos. O texto é fraco, as caras e bocas são caricatas e Sheri Moon Zombie como alívio cômico explica porque ela só consegue emprego nos filmes do marido.”
    1- Personagens não têm muito carisma. (Na minha opinião, nenhum.)
    2- Tenta fazer referências mas não consegue.
    3- Roteiro simples quando deveria ser mais trabalhado por conta dos personagens fracos.
    4- O trio é desinteressante.
    5- As atuações são fracas.(acho a Sheri linda mas não sabe atuar)
    6- A analogia com a banda de rock.
    A trilogia é uma merda. O primeiro e o segundo assisti pulando as partes de blá blá blá para as partes com violência mas mesmo assim são muito fracas.
    Psicopata Americano é bem melhor nesse quesito (em todos os quesitos na verdade). Sabe equilibrar cômico com violência, SPOILER>>>>> aquela cena em que ele mata o personagem do Jared Leto com um machado<<<<<, fora as outras cenas muito boas.
    Assisti os 2 primeiros filmes comendo de tão fraco que é, filme de violência para crianças, sem história, sem personagens bons, nada, mais vazio que um balão estourado.
    O terceiro nem vou assistir, já sei a merda que vai ser.
    Uma dica: Vai ler mais, aprender interpretar textos. Está precisando.

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Críticas

CRÍTICA: Maldição da Múmia (2026)

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Maldição da Múmia

A múmia enquanto personagem no universo de terror surgiu há cerca de 96 anos com a obra homônima estrelada por Boris Karloff. Naquela produção, já se exploravam temas como imortalidade e ressurreição mediante sacrifícios a deuses e divindades egípcias. Com o passar do tempo, o interesse dos produtores pela temática levou à exaustão do subgênero.

Após um hiato, a ideia de uma franquia foi resgatada no final dos anos 90 sob a forma de aventura e comédia com Brendan Fraser. Dezoito anos depois e nove anos atrás, Tom Cruise protagonizou outra versão, desta vez com uma abordagem mais voltada ao horror e à ficção científica, mesclando personagens de um universo literário compartilhado, contando com o Dr. Jekyll e o Mr. Hyde, por exemplo.

Essa tentativa de reboot com monstros clássicos acabou engavetada devido ao fracasso de público e crítica. Foi então que a Blumhouse assumiu a missão de revisitar esses personagens sob um novo viés.

Pelo estúdio, tivemos o excelente “O Homem Invisível”, o regular “Lobisomem” e agora, enfim, “Maldição da Múmia“, que se mostra uma obra essencialmente confusa. Quem assumiu as rédeas desta releitura foi Lee Cronin, assinando a direção e o roteiro, após ganhar notoriedade com A Morte do Demônio: A Ascensão.

Possivelmente animado com a possibilidade de fazer outro filme para a franquia de Sam Raimi, Cronin pegou uma coisa e outra de mitologia egípcia para disfarçar uma história que muito se assemelha às tramas de possessão demoníaca de Evil Dead. Confira:

– Criança frágil, porém sequelada, agindo de forma cruel e violenta com seus entes queridos ✔️
– Entidade demoníaca que se comunica com grunhidos, mas disfarça uma voz doce pra enganar as pessoas ✔️
– Professor/Arqueólogo que pega uma gravação antiga para revelar que existe um culto demoníaco ✔️
– Gore, Vômito Preto, Automutilação, Gosma e Pele Arrancada ✔️

E onde está a múmia nessa história toda? A conexão com o mito das múmias ancestrais é tênue e surge apenas no início da trama, situada no Egito. Uma família tem sua filha sequestrada. Foi dada como desaparecida e só depois de anos, descobrem que ela estava confinada em um sarcófago (!).

Nisso ae entra em ação o CSI do Cairo com uma policial/investigadora obstinada que constrasta com uma equipe médica negligente, que libera a criança “mumificada” em estado catatônico para o convívio familiar porque seria melhor para ela assim (!!). Nesse ponto, o filme descamba para uma sucessão de situações sem sentido e soluções convenientes, tornando-se um drama familiar com toques de terror.

E a culpa, logo iremos descobrir, que é de um antigo demônio egípcio que destrói lares e coloca familiares uns contra os outros. Podia ser coisa do Necronomicon, mas é só um espírito zombeteiro de cinco mil anos atrás que passa de uma pessoa a outra como num ritual que Cronin viu em “Faça Ela Voltar” e curtiu.

Sim, ele foi capaz de mesclar tudo isso num filme que remete muito pouco à mitologia das múmias. Até tem uma pirâmide subterrânea em uma casa, mas isso, assim como outras coisas, não faz sentido ou não é explicado.

Com uma duração excessiva de mais de duas horas, “Maldição da Múmia” não apresenta novidades. Nem é essa coisa toda horripilante e grotesca… até pode ser para quem não está tão acostumado a cenas mais fortes.

Mas para quem já assistiu aos filmes que o inspiraram, este novo longa soa como uma cópia simplória de fórmulas já consagradas no gênero. E nem dá para culpar o faraó pelo resultado.

Escala de tocância de terror:

Título original: The Mummy
Direção: Lee Cronin
Roteiro: Lee Cronin
Elenco: Jack Reynor, Laia Costa, May Calamawy, Hayat Kamille e outros
Ano de lançamento: 2026

* Filme visto em Cabine de Imprensa promovido pela Espaço Z

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Críticas

CRÍTICA: Ataque Brutal (2026)

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Ataque Brutal

A Netflix ataca mais uma vez com um filme de tubarão: “Ataque Brutal” (Thrash). Anunciado meio que de surpresa no mês passado, a gigante do streaming tenta novamente emplacar um sucesso com o terror dos mares e rios. Depois de ter lançado, em 2024, “Sob as Águas do Sena“, agora ela traz o diretor do divertido “Zumbis na Neve” (2009) para comandar essa empreitada.

Vamos à história… Uma pequena cidade na costa dos EUA tem sua rotina drasticamente mudada quando um furacão de escala 5 avança em sua direção. A grande maioria dos moradores decide evacuar, mas alguns desafortunados acabam ficando e terão de lidar com algo pior que a destruição causada pelo fenômeno da natureza: famintos tubarões que aparecem nas ruas inundadas.

Logo de cara, não dá para não lembrar do bem superior “Predadores Assassinos” (2019), cuja premissa é bem similar. A diferença maior entre os longas é que o filme dos crocodilos é uma aula de tensão e horror, enquanto este exemplar com tubarões serve mais como uma paródia.

Os personagens são rasos e as situações vivenciadas por eles são bem clichês e previsíveis; não criei vínculo com nenhum. O fato de saber o destino dos protagonistas tira qualquer chance de criar tensão, além de o roteiro ser muito didático e ter alguns diálogos bem ruins.

As cenas de ataques são fracas; geralmente, as águas ficam vermelhas e as pessoas são jogadas e arrastadas de um canto a outro. Poderia ser mais gore.

Os efeitos são, no geral, aceitáveis, mas há momentos onde o fundo verde grita. Isso pode tirar a imersão de muitos, mas não tirou a minha porque já estou acostumado a cada tosquice de filme de tubarão que me sinto meio “vacinado”. “Ataque Brutal” é um filme fraco que poderia ter sido muito mais, só que, por ser bem curto, talvez entregue uma possibilidade de diversão rasteira.

Escala de tocância de terror:

Título original: Thrash
Direção: Tommy Wirkola
Roteiro: Tommy Wirkola
Elenco: Phoebe Dynevor, Dijimon Hounsou e outros
Ano de lançamento: 2026

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Críticas

CRÍTICA: Eles Vão Te Matar (2026)

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Eles Vão Te Matar

Mulher chega em um prédio sinistro e se torna vítima de um complô satanista. Bem, isso aí a gente vê no cinema desde “O Bebê de Rosemary“. Mas nunca de uma forma tão “divertida” como agora em “Eles Vão Te Matar” (They Will Kill You).

Tentando se equilibrar num limite tênue entre humor, terror e ação, o longa de Kirill Sokolov leva Asia Reaves (Zazie Beetz) até o centenário Virgil, um imóvel que esconde segredos entre seus andares. E no gerenciamento de empregados, hóspedes e seguidores de satã está Lily Woodhouse (Patricia Arquette) dando as ordens.

Se você viu o trailer, vai perceber que ali estão ótimas cenas de luta e ataques de uma forma escrachada e devidamente bem coreografadas. São sequências em que Asia tem que literalmente brigar para sobreviver diante dos que querem lhe matar, conforme anuncia o título do filme. Algo como “Constantinemeets Kill Bill“.

Montado um pouco como se fosse um videogame com várias fases em que cada andar do Virgil apresenta um novo desafio, “Eles Vão Te Matar” traz na gênese esse terror de sobrevivência com uma temática sobrenatural/diabólica regado a litros de sangue jorrando na tela. Não tem lá uma crítica social foda nem nada muito inspirador, mas funciona mais do que a continuação que fizeram para “Casamento Sangrento“, em que inventaram uma motivação que não cola.

O diretor russo consegue extrair risadas em meio a cenas grotescas e mostra como a protagonista vira a verdadeira ameaça para seus algozes, utilizando qualquer arma que esteja à mão. Essa sarcástica aventura dura menos de duas horas e mostra que é possível fazer algo assim de forma despretensiosa sem enrolar demais até chegar na catarse final.

Escala de tocância de terror:

* Filme visto em Cabine de Imprensa promovida pela Espaço Z

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