Críticas
CRÍTICA: Ouija – O Jogo dos Espíritos (2014)
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[Por Júlio César Carvalho]
O filme começa com duas meninas, Laine e Debbie, brincando com um tabuleiro Ouija, ditando as regras do jogo e tentando assim fazer contato com o além. Claro que tudo não passa de um jogo, como uma delas faz questão de ressaltar. Anos depois, Debbie (Shelley Hennig) já adulta joga sozinha, violando assim uma das regras do jogo. Ao perceber que algo deu errado, ela tenta se livrar do tabuleiro e acaba misteriosamente cometendo suicídio. É a partir daí que o filme realmente começa.
Agora, Laine (Olivia Cooke) convoca seu namorado, sua irmã mais nova, o ex-namorado da falecida e uma amiga em comum para entrar em contato com a falecida e descobrir o motivo de sua morte repentina, mas acaba descobrindo outros espíritos não tão amigáveis. Apesar dos inúmeros clichês, os personagens não são irritantes mesmo com as atuações são sendo do nível da Malhação da Globo. O filme é produzido pela Platinum Dunes (do Michael Bay) e conta com uma fotografia e efeitos acima da média. Pena que só visual não basta.
O diretor estreante Stiles White está mais interessado em dar sustos gratuitos do que qualquer outra coisa. O maior susto que tomei assistindo Ouija foi quando uma boca de fogão acende sozinha com um efeito sonoro de uma explosão nuclear. PRA QUE ISSO? A premissa do roteiro (também escrito por White) é boa, mas é muito mal aproveitada. Aí você me pergunta: Tem plot twist, Júlio? E eu respondo: Claro que sim! É uma bosta, mas tem! A única surpresa que você vai ter é consigo mesmo por não ter abandonado esse filme depois de sua primeira metade.
Em suma, Ouija tenta causar medo e até flerta desastrosamente com a vertente slasher do estilo, mas não passa de um terror pré-adolescente enlatado, mal realizado e de fácil esquecimento. Sem contar que tudo se resume a passar a velha lição de moral de que com os mortos não se brinca. A conclusão mais óbvia que a sua estúpida revelação é que o grande problema de Ouija é simplesmente sua própria existência.
VEREDITO: Simplesmente ruim
Direção: Stiles White
Roteiro: Juliet Snowden e Stiles White
Elenco: Olivia Cooke, Ana Coto e Daren Kagasoff
Origem: EUA
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Mulher chega em um prédio sinistro e se torna vítima de um complô satanista. Bem, isso aí a gente vê no cinema desde “O Bebê de Rosemary“. Mas nunca de uma forma tão “divertida” como agora em “Eles Vão Te Matar” (They Will Kill You).
Tentando se equilibrar num limite tênue entre humor, terror e ação, o longa de Kirill Sokolov leva Asia Reaves (Zazie Beetz) até o centenário Virgil, um imóvel que esconde segredos entre seus andares. E no gerenciamento de empregados, hóspedes e seguidores de satã está Lily Woodhouse (Patricia Arquette) dando as ordens.

Se você viu o trailer, vai perceber que ali estão ótimas cenas de luta e ataques de uma forma escrachada e devidamente bem coreografadas. São sequências em que Asia tem que literalmente brigar para sobreviver diante dos que querem lhe matar, conforme anuncia o título do filme. Algo como “Constantine” meets “Kill Bill“.

Montado um pouco como se fosse um videogame com várias fases em que cada andar do Virgil apresenta um novo desafio, “Eles Vão Te Matar” traz na gênese esse terror de sobrevivência com uma temática sobrenatural/diabólica regado a litros de sangue jorrando na tela. Não tem lá uma crítica social foda nem nada muito inspirador, mas funciona mais do que a continuação que fizeram para “Casamento Sangrento“, em que inventaram uma motivação que não cola.

O diretor russo consegue extrair risadas em meio a cenas grotescas e mostra como a protagonista vira a verdadeira ameaça para seus algozes, utilizando qualquer arma que esteja à mão. Essa sarcástica aventura dura menos de duas horas e mostra que é possível fazer algo assim de forma despretensiosa sem enrolar demais até chegar na catarse final.
* Filme visto em Cabine de Imprensa promovida pela Espaço Z
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“Obsessão” poderia ser uma comédia romântica da Geração-Z. Temos um boy desinteressante, vacilão e inseguro que vive na friendzone. Ele passa a se interessar pela colega de trabalho e pede ajuda a um de seus amigos e colegas para dominar a arte da paquera. Mas nada sai conforme o combinado.
E como falei, “Obsessão” (Obsession) poderia ser tudo isso acima, mas não é. É denso, melancólico, tenso e catastrófico como um bom filme de terror pode ser. O mais curioso é que é uma produção da Blumhouse e por isso mesmo é surpreendente. De longe parece ser a produção mais ousada que Jason Blum já apostou.

Aqui a gente revisita a maldição da ‘pata do macaco’ em formato de item colecionável de loja esotérica. O tal “One Wish Willow” concede um único desejo às pessoas em vida e por isso mesmo deveria ser usado com cautela. Mas não espere isso de Bear (Michael Johnston), que pede para que sua crush Nikki (Inde Navarrette) se apaixone perdidamente por ele.
Quem já viu a saga “Mestre dos Desejos” sabe que qualquer pedido mal formulado pode se tornar uma maldição e um pesadelo. E neste caso, o amor trazido pelo amuleto não traz paz nem felicidade ao casal. Conduzindo as cenas com uma boa dose de estranheza e esquisitice, o diretor Curry Barker mostra sem pressa a radical mudança de estilo de vida de Nikki na companhia e na ausência de Bear.

É tudo tão imprevisível nas atitudes da garota que os jumpscares acabam funcionando. Impossível até não lembrar da icônica Pearl em algumas cenas em que a pobre Nikki tenta impressionar seu namorado. Inclusive, a dose de estranheza vai aumentando conforme a duração do filme vai passando, com direito a gore e cenas ainda mais violentas, sem alívio cômico.
No fundo, “Obsessão” é mais que um filme de terror. É também um grito de alerta para relacionamentos tóxicos em que a namorada sempre é vista como “louca”. Assim como em “Acompanhante Perfeita“, temos uma boa metáfora sobre o desejo e o interesse masculino sem medir consequências a respeito do que as mulheres sentem.

Confie no hype da vez e se surpreenda. Ah, e um adendo… em seu primeiro teste como ‘scream queen’, posso afirmar sem erro que Inde Navarrette foi aprovada com todos os méritos.
Título original: Obsession
Diretor: Curry Barker
Roteiro: Curry Barker
Elenco: Michael Johnston, Inde Navarrette, Cooper Tomlinson e outros
Ano de lançamento: 2026
* Filme visto em Cabine de Imprensa promovida pela Espaço Z no Cinemark Rio Mar Recife
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Críticas
CRÍTICA: Passageiro do Mal (2026)
O trailer de “Passageiro do Mal” já avisava que vinha clichê por aí, mas a minha mente insistiu no clássico “vai que é bom”. Não era.

“Passageiro do Mal” (Passenger) surgiu do nada (pelo menos para mim) nos últimos meses e, mesmo achando o trailer extremamente genérico e clichê, fiquei tentado a dar uma conferida. No fundo da minha mente ecoava: “vai que é bom e você está só sendo chato”. Então, com a estreia, decidi me arriscar no cinema e tirar minhas conclusões, que veremos a seguir.
A história segue um jovem casal que decide trocar a vida em um grande centro urbano pela aventura de viver pelo campo. Só que eles encontram o terror quando viram alvos de uma entidade demoníaca que caça vidas pelas rodovias. A questão é se eles vão seguir o caminho certo ou acabar dirigindo para a morte certa.

Olha, eu até gosto de filmes ruins quando eles se assumem dessa maneira. Acho, no geral, os filmes da The Asylum divertidíssimos, mas em “Passageiro do Mal” os realizadores foram para a direção mais clichê e imbecil possível, além de se levarem a sério demais. Eu me senti de volta ao início dos anos 2000, época em que filmes de assombração como este apareciam a rodo nos cinemas.
Os protagonistas são sem sal, com pouco carisma e desenvolvimento, enquanto os coadjuvantes são folhas em branco de tão rasos. A ameaça tem um visual bem questionável e pertence àquela categoria de vilões sobrenaturais que, assim que aparecem na tela, soltam um grito “assustador”.

A direção e o roteiro estão de mãos dadas na tentativa de assustar de uma forma que virou piada há décadas. Todas as tentativas de susto são extremamente telegrafadas, e as cenas de gore com CGI ruim enterraram de vez o longa. O diretor que tinha mostrado seu talento nos longas “A Autópsia” e “A Última Viagem do Deméter“, pareceu que aqui só estava interessado no contracheque mesmo.

Um filme claramente descartável que deveria ser uma sobra de streaming, mas que jogaram no cinema para pegar besta e masoquista. Neste caso, fui os dois. Aconselho você a respeitar o seu dinheiro e fazer outra coisa com o valor do ingresso.
Título original: Passenger
Direção: André Øvredal
Roteiro: Zachary Donohue e T.W. Burgess
Elenco: Melissa Leo, Lou Llobell, Jacob Scipio e outros
Duração: 94 min
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opoderosochofer
13 de dezembro de 2014 às 07:40
Júlio não tem dó dos filmes hahahahahah
Rafael Arruda
3 de janeiro de 2015 às 14:06
eu faço parte do publico menos exigente e esse filme é arrombantemente ruim X_x
cadê o ritmo minha gente…? me senti assistindo Atividade paranormal ainda mais lento…
pra deixar claro, não tenho problemas com clichês e atuações de malhação que permeiam metade dos filmes do gênero ou até 99% quando vai por escopo “teen” do ramo…
mas ainda levando isso em consideração é melhor ver o jogo dos espíritos / long time dead de 2002 só dá pra concordar com o simplesmente ruim
Júlio Carvalho (@JxCxBOZO)
25 de fevereiro de 2015 às 00:09
~ arrombantemente ruim~ HAHAHAA perfeito, cara.