Críticas
CRÍTICA: February (2015)

Parece que estamos diante de mais um daqueles filmes que você ama, ou odeia. E se baseando na polêmica que o controverso A Bruxa (The VVitch, 2016) causou no primeiro semestre deste ano, A Enviada do Mal (February ou The Blackcoat’s Daughter) tem tudo pra ser odiado, e até ignorado, pelo público em geral. O que é uma pena.
Segundo sua sinopse, a parada aqui é bem simples:
“Em um colégio interno para meninas, acompanhamos a história de duas garotas ligadas a uma série de eventos sinistros”.
Se for assistir, vá fundo com apenas essa informação e, se conseguir evitar, nem veja o trailer. Apesar de não entregar nada também, mas quanto menos souber, melhor.
![The.Blackcoat's.Daughter.2015.HDRip.XViD-ETRG.avi_snapshot_00.44.33_[2016.07.05_22.46.18]](https://tocaoterror.com.br/wp-content/uploads/2016/08/the-blackcoats-daughter-2015-hdrip-xvid-etrg-avi_snapshot_00-44-33_2016-07-05_22-46-18.jpg)
February (ou The Blackcoat’s Daughter) é escrito e dirigido pelo estreante Osgood Perkins que é simplesmente filho de Anthony Perkins. Isso mesmo! O eternizado Norman Bates de Psicose (1960). Oz, como é creditado, se mostra muito seguro em sua estreia na direção, optando por uma narrativa que, além de extremamente lenta e minimalista, vai contra o estilo do cinema de horror mainstream atual.
O roteiro, também escrito pelo próprio Oz, é bem sutil e daqueles que conforme o filme avança, tudo vai se configurando um puta quebra-cabeça cabuloso pra montar. Não há apelação com sustos gratuitos aqui. Tudo se sustenta pelo clima tenso e depressivo das personagens, nas quais, tudo gira em torno. Neste aspecto, o longa lembra o ótimo filme vampiresco sueco Deixe Ela Entrar (Låt den rätte komma in, 2008), inclusive por suas paisagens gélidas e desoladoras.
![The.Blackcoat's.Daughter.2015.HDRip.XViD-ETRG.avi_snapshot_00.13.02_[2016.07.05_22.48.03]](https://tocaoterror.com.br/wp-content/uploads/2016/08/the-blackcoats-daughter-2015-hdrip-xvid-etrg-avi_snapshot_00-13-02_2016-07-05_22-48-03.jpg)
A produção conta com atuações pra lá de eficientes que nos conferem personagens intrigantes. Primeiro temos Kat (Kiernan Shipka), uma garota que, esquecida por seus pais, é obrigada a ficar na escola durante o feriado. Logo em seguida temos Rose (Lucy Boynton), que não foi esquecida, mas literalmente ignorada pelos pais e que de repente se vê obrigada a fazer companhia a Kat durante o recesso. Kat é obviamente uma moça dispersa e sem vida social, ao contrário de Rose que parece ser bem popular.
Um pouco mais pra frente, já no segundo ato, uma terceira moça entra na jogada: Joan. Encarnada pela já conhecida Emma Roberts (American Horror Story e Scream Queens), essa não está na escola, mas está indo pra lá com a ajuda de um casal de bons samaritanos que lhe oferece carona. Diferente da dupla inicial, Joan surge como uma incógnita na trama se mostrando bem indiferente a tudo.
![The.Blackcoat's.Daughter.2015.HDRip.XViD-ETRG.avi_snapshot_01.26.46_[2016.07.05_22.49.44]](https://tocaoterror.com.br/wp-content/uploads/2016/08/the-blackcoats-daughter-2015-hdrip-xvid-etrg-avi_snapshot_01-26-46_2016-07-05_22-49-44.jpg)
O mistério é a grande força de February (ou The Blackcoat’s Daughter). O fato é que não estamos diante de um filme fácil. Não há diálogos expositivos aqui. Tudo é na base da sugestão onde praticamente todas as cenas tem uma função narrativa e dizem muito sobre cada personagem. Todos os ambientes internos são pequenos e claustrofóbicos, mas é impressionaste como Oz consegue aproveitar o pouco espaço que tem. Ele também faz um ótimo uso de flashbacks e visões bizarras pra nos dar dicas pontuais da trama.
A trilha e os efeitos sonoros são praticamente contínuos e funcionam organicamente a cada cena. A música segue sempre baixinha como uma presença maligna que ao ganhar volume em certas situações, mostra a que veio. Nem espere sair cantarolando, pois não há frases melódicas para isso, mas sim, muita dissonância. É uma constante atmosfera sonora de melancolia e incômodo lembrando até o climão de Silent Hill (tanto no filme de 2006 quanto na franquia de jogos).
![The.Blackcoat's.Daughter.2015.HDRip.XViD-ETRG.avi_snapshot_01.06.00_[2016.07.05_22.47.24]](https://tocaoterror.com.br/wp-content/uploads/2016/08/the-blackcoats-daughter-2015-hdrip-xvid-etrg-avi_snapshot_01-06-00_2016-07-05_22-47-24.jpg)
Apesar do roteiro ser bem escrito e de uma direção segura, algumas “más” escolhas em certos detalhes técnicos podem atrapalhar no entendimento da trama. Até entendo o porquê dessas escolhas pra narrativa, mas ao meu ver, foram um pouco prejudiciais. Claro que essas coisas podem não ser um problema pra você. Aliás, recomendo até uma revisada independente de ter entendido ou não, pois muita coisa que pode passar batida na primeira vista, pode fazer mais sentido na segunda, fazendo o filme crescer muito. Também não chega a ser como os filmes do David Lynch. Nem se preocupe.
Fico feliz em concluir que February (ou The Blackcoat’s Daughter) surge como mais um filme sinistro e medonho em conceito como deve ser. Com certeza vai ser bem apreciado pelos amantes do bom e cabuloso horror de verdade. É bom saber que sempre vai ter alguém competente e com potencial remando contra a maré do horror pastelão.

Direção: Osgood Perkins
Roteiro: Osgood Perkins
Elenco: Emma Roberts, Lauren Holly, Lucy Boynton
Origem: EUA | Canadá
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Quando saiu a notícia que iria rolar um remake de RABID, clássico de ninguém menos que David Cronenberg – filme que aqui no Brasil saiu com o título infame de “ENRAIVECIDA NA FÚRIA DO SEXO” – eu fiquei num misto de curiosidade e medo do que viria. Mas aí vi que essa empreitada seria realizada pelas Irmãs Soska e fiquei bem animado, pois as gêmeas diretoras tem uns filmes cabulosos no currículo.

Nesta nova versão (chamada no Brasil de “Fúria“), dirigida por Jen e Sylvia Soska, a partir do roteiro de John Serge no qual elas também assinam, acompanhamos Rose, uma design de moda que se envolve em um acidente e fica com o rosto desfigurado. Sem esperanças de recuperar a aparência e voltar ao mundo da moda, resolve se inscrever numa clínica de estética adepta de um movimento chamado “TRANS-HU-MA-NI-SMO” que não é aceito pela comunidade médica. Como voluntária, acaba se submetendo ao procedimento milagroso que restaura toda estrutura do seu rosto. Não bastasse a aparência, a moça passa a se sentir melhor em todos os sentidos. Mas não demoram a surgir os efeitos colaterais… e eles são pra lá de sinistros.
Em nenhum momento as diretoras escondem sua admiração por Cronenberg. “Fúria” tem referências frequentes de sua obra durante o longa, sendo que uma em especial acaba se destacando de tão gritante que é. E é claro que o sadismo aqui impera, marca registrada das gêmeas cineastas em seus longas anteriores – vide “T IS FOR TORTURE PORN” e “AMERICAN MARY“. E assim como o diretor canadense, as irmãs também são chegadas a um body horror raiz. Aqui, usam e abusam de efeitos práticos pra nos conferir muita nojeira e bizarrice. Em uma cena temos uma “cobra” e uma axila… Bem, basta dizer que esta cena dificilmente será esquecida, por exemplo.

Apesar de seguir a mesma premissa do “RABID” original, este remake tem suas diferenças – o que já é esperado – e a mais importante é a forma com que Rose, vivida por Laura Vandervoort (Biten), é construída. Ao contrário do original, nossa protagonista não passa o filme todo assistindo impassiva às transformações que seu corpo e mente sofrem. Aqui, nossa heroína evolui dentro da trama, passando a ter domínio de suas ações, dando força e profundidade à personagem.
O ponto forte aqui tá no desenvolvimento da personagem principal, como já mencionado, e na violência extremamente gráfica toda artesanal, que garante uma seboseira danada com muito sangue em tela. Infelizmente, a maquiagem dá uns vacilos como na deformidade do rosto da protagonista, o que as vezes fica bem fake. Há também umas cenas toscas aqui e ali, mas os pontos fracos mesmos estão mais em alguns personagens que poderiam simplesmente nem existir, tipo o boyzinho que fica enchendo o saco da moça o filme todo.

Esta nova versão de “RABID” peca por tentar acrescentar mais elementos à trama do que ele precisaria de fato, mas nada que estrague a sua experiência. No fim das contas, o remake das Irmãs Soska agrada e acaba fazendo “bonito”. Pena que “Fúria” enquanto refilmagem passou meio batida pelo público do gênero e pouco se falou a respeito. Quem ainda tá torcendo o nariz e ainda não viu, tá vacilando.

Direção: Jen e Sylvia Soska
Roteiro: John Serge e Irmãs Soska
Elenco: Laura Vandervoort, Benjamin Hollingsworth, Ted Atherton
Ano de lançamento: 2019
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Mulher chega em um prédio sinistro e se torna vítima de um complô satanista. Bem, isso aí a gente vê no cinema desde “O Bebê de Rosemary“. Mas nunca de uma forma tão “divertida” como agora em “Eles Vão Te Matar” (They Will Kill You).
Tentando se equilibrar num limite tênue entre humor, terror e ação, o longa de Kirill Sokolov leva Asia Reaves (Zazie Beetz) até o centenário Virgil, um imóvel que esconde segredos entre seus andares. E no gerenciamento de empregados, hóspedes e seguidores de satã está Lily Woodhouse (Patricia Arquette) dando as ordens.

Se você viu o trailer, vai perceber que ali estão ótimas cenas de luta e ataques de uma forma escrachada e devidamente bem coreografadas. São sequências em que Asia tem que literalmente brigar para sobreviver diante dos que querem lhe matar, conforme anuncia o título do filme. Algo como “Constantine” meets “Kill Bill“.

Montado um pouco como se fosse um videogame com várias fases em que cada andar do Virgil apresenta um novo desafio, “Eles Vão Te Matar” traz na gênese esse terror de sobrevivência com uma temática sobrenatural/diabólica regado a litros de sangue jorrando na tela. Não tem lá uma crítica social foda nem nada muito inspirador, mas funciona mais do que a continuação que fizeram para “Casamento Sangrento“, em que inventaram uma motivação que não cola.

O diretor russo consegue extrair risadas em meio a cenas grotescas e mostra como a protagonista vira a verdadeira ameaça para seus algozes, utilizando qualquer arma que esteja à mão. Essa sarcástica aventura dura menos de duas horas e mostra que é possível fazer algo assim de forma despretensiosa sem enrolar demais até chegar na catarse final.

* Filme visto em Cabine de Imprensa promovida pela Espaço Z
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“Obsessão” poderia ser uma comédia romântica da Geração-Z. Temos um boy desinteressante, vacilão e inseguro que vive na friendzone. Ele passa a se interessar pela colega de trabalho e pede ajuda a um de seus amigos e colegas para dominar a arte da paquera. Mas nada sai conforme o combinado.
E como falei, “Obsessão” (Obsession) poderia ser tudo isso acima, mas não é. É denso, melancólico, tenso e catastrófico como um bom filme de terror pode ser. O mais curioso é que é uma produção da Blumhouse e por isso mesmo é surpreendente. De longe parece ser a produção mais ousada que Jason Blum já apostou.

Aqui a gente revisita a maldição da ‘pata do macaco’ em formato de item colecionável de loja esotérica. O tal “One Wish Willow” concede um único desejo às pessoas em vida e por isso mesmo deveria ser usado com cautela. Mas não espere isso de Bear (Michael Johnston), que pede para que sua crush Nikki (Inde Navarrette) se apaixone perdidamente por ele.
Quem já viu a saga “Mestre dos Desejos” sabe que qualquer pedido mal formulado pode se tornar uma maldição e um pesadelo. E neste caso, o amor trazido pelo amuleto não traz paz nem felicidade ao casal. Conduzindo as cenas com uma boa dose de estranheza e esquisitice, o diretor Curry Barker mostra sem pressa a radical mudança de estilo de vida de Nikki na companhia e na ausência de Bear.

É tudo tão imprevisível nas atitudes da garota que os jumpscares acabam funcionando. Impossível até não lembrar da icônica Pearl em algumas cenas em que a pobre Nikki tenta impressionar seu namorado. Inclusive, a dose de estranheza vai aumentando conforme a duração do filme vai passando, com direito a gore e cenas ainda mais violentas, sem alívio cômico.
No fundo, “Obsessão” é mais que um filme de terror. É também um grito de alerta para relacionamentos tóxicos em que a namorada sempre é vista como “louca”. Assim como em “Acompanhante Perfeita“, temos uma boa metáfora sobre o desejo e o interesse masculino sem medir consequências a respeito do que as mulheres sentem.

Confie no hype da vez e se surpreenda. Ah, e um adendo… em seu primeiro teste como ‘scream queen’, posso afirmar sem erro que Inde Navarrette foi aprovada com todos os méritos.
Título original: Obsession
Diretor: Curry Barker
Roteiro: Curry Barker
Elenco: Michael Johnston, Inde Navarrette, Cooper Tomlinson e outros
Ano de lançamento: 2026
* Filme visto em Cabine de Imprensa promovida pela Espaço Z no Cinemark Rio Mar Recife
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Kamylla Prado
9 de agosto de 2016 às 00:06
Ele realmente tem cara daqueles filmes que dividem a opinião pública absurdamente. HAHA Não conhecia o tema, vou procurá-lo.
Parabéns pela proposta do blog. Demorei para achar algum assim.
beijos.
vidaemserie.com
Júlio César Carvalho
13 de agosto de 2016 às 10:40
Vale sim a pena conferir esse filme que é super honesto e sem apelações. 😀
Que bom que gostou do site. Se curte o estilo e gosta de podcast, dá também uma sacada nos nossos programas. 😀
Júlio César Carvalho
tocaoterror.com
Diego MM
22 de outubro de 2016 às 16:01
A temática é sobrenatural? Não quero ver o trailer como mencionado acima, só querendo saber isso…aí vou procurar por ele. Obrigado
Fabiana
23 de agosto de 2016 às 12:21
Porque mudaram o nome do filme para February (em inglês) se já te o nome em inglês? Ou The Blackcoat`s daughter é subtítulo?
Fabiana
23 de agosto de 2016 às 12:23
Por que*
PS: Escrevi porque junto quando na verdade era separado rs
Claudio B
13 de setembro de 2016 às 17:00
Filmaço, baixei ele a algum tempo e simplesmente adorei.
Josy Curti
19 de dezembro de 2016 às 13:05
Fiquei curiosa para assistir.
Alguém saberia me dizer onde encontro torrent para download?
Aliás, o site apresenta vários filmes que parecem bons e dão vontade de assistir.. mas tem alguns que não encontro em lugar nenhum para fazer download =[
Cintia
15 de janeiro de 2017 às 10:17
Um horror de verdade.
De ruim mesmo.
Michele
13 de janeiro de 2019 às 23:00
Super concordo , não entendi o filme , história sem pé nem cabeça.
Mateus
2 de maio de 2017 às 01:04
Alguém me explica esse filme
Não entendi kkkk
Julio Cesar
14 de maio de 2017 às 10:59
O filme eh um lixo. Previsível, sem graça, sem conteúdo, enredo ou qualquer ação. Me envergonha o blogueiro usar quase toda a escala para classificar este lixo (4 pontos de 5). No máximo um filme desses ganharia nota 2 segundo minha concepção. Nota-se que o blogueiro é aquele tipo de pessoa que gosta de filmes de romance, e que qualquer “sustinho” o impressiona. Filmes como “anabelle” realmente mereceriam 4 pontos. Sr. blogueiro, vá pra casa, você está bêbado.
wdyallen
26 de maio de 2017 às 09:12
onde acho esse filmes para dowload? help!
Blog Toca o Terror
26 de maio de 2017 às 10:53
Tem na Netflix
maryjane.52
16 de junho de 2017 às 23:30
Gente …na boa…gostei do ambiente sinistro do filme….mas tb não entendi !!! quem eh akela joan ??? alguem me explica…..
Fabiana
18 de junho de 2017 às 13:36
***SPOILER***
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Pelo que eu entendi ela é a menina que foi possuída. Fugiu do hospício. A cena que entrega é qdo o pai da menina morta mostra a foto no restaurante, a Joan vai pro banheiro e dá risada.
Leandro
7 de outubro de 2017 às 23:42
Difícil mesmo assistir o filme do meio em diante, de tão ruim que é!
Péssimo, pouco diálogo,bem previsível quando vai chegando ao final, é humanamente impossível uma criança assasinar metade do elenco com uma faca, depois quando adulta a mentira continua
Carla Cristiane
2 de abril de 2018 às 05:51
Filme muito bom ! Mas como dito, não vai agradar aqueles que gostam de horror forçado tipo pastelão…muito suspense.Não é filme de “tomar sustos”. Aqui é necessário o discernimento do telespectador, embora não seja nada dificil o entendimento do enredo e desfecho…
MARIANA
22 de dezembro de 2018 às 10:13
Adorei o filme, a trilha sonora sinistra, sempre deixando uma sensação de angústia no ar.
O que entendi do final: Joan é a Kat utilizando um documento falso. Durante o exorcismo que o padre fez nela quando criança, o diabo se afastou, o que ela não queria que acontecesse. Acho que ela via no diabo uma companhia, alguém que estaria ali por ela. Por isso ela voltou quando adolescente levando mais duas cabeças (oferendas) pra tentar chamá-lo de novo, faze-lo aparecer de novo, o que não aconteceu. Por isso ela ficou conturbada no final.
Realmente bem melhor que os filmes lixo de terror de hoje em dia, só não gosta quem prefere filme mastigadinho na boca. Eu apreciei cada cena do filme, cada detalhe, achei muito bom mesmo.
Jules
8 de outubro de 2019 às 02:39
Eu entendi exatamente isso! A Joan é a Kat já adulta, 9 anos depois de assassinar as mulheres do internato e a Rose. A risada que ela dá no banheiro é uma espécie de euforia por ter dado de cara justamente com os pais da Rose que ela poderia usar como oferenda para a entidade.
Se você olhar bem, Joan liga para um número que foi desativado, provavelmente o número dos pais dela. O jeitão calado, introvertido e o ar depressivo da Joan são idênticos ao da Kat adolescente, que na verdade é a própria Kat adulta. O final, bem, é como você disse: Ela se vê sozinha sem aquela entidade que pode ser real ou fruto da imaginação dela.
Michele
13 de janeiro de 2019 às 23:01
Filme muito ruim , não entendi nada e história sem pé e sem cabeça.
Ricardo Reis
26 de abril de 2020 às 10:31
Sem ofensa, mas não é porque você não entendeu que seja ruim. Ele tem um roteiro bem bolado, só não é mastigado. Leia alguns comentários aqui que “explicam” o filme.