Dicas
DICA DA SEMANA: Todo Mundo Quase Morto (2004)

[Por Júlio César Carvalho]
Como vivemos tempos de plena dormência social diante de tantos golpes contra nossos direitos, venho aqui com uma dica de uma das maiores (para mim, a melhor) comédias de horror já feitas. TODO MUNDO QUASE MORTO (Shaun of the Dead) de 2004, que está no catálogo da Amazon PrimeVideo, tem tudo a ver com esse cenário de real horror.

Dirigido por Edgar Wright (Scott Pilgrim Contra o Mundo, Baby Driver), que em 2007 fez o trailer falso chamado “Don’t” para o projeto “Grindhouse”, TODO MUNDO QUASE MORTO surge meses depois da estréia mundial de MADRUGADA DOS MORTOS, o remake de Zack Snyder para o clássico DESPERTAR DOS MORTOS. George A. Romero, por sua vez, no ano seguinte estreava seu quarto longa zumbi: TERRA DOS MORTOS.
Além de co-roteirizar o longa junto com Edgar Wright, Simon Pegg – que vive o nosso querido Shaun – encabeça o ótimo elenco principal composto por Nick Frost, como o seu melhor amigo Ed, e Kate Ashfield no papel de sua ex-namorada. Todo mundo tá muito bem e nos conferem momentos ótimos como a cena em que Shaun e Ed escolhem quais vinis “jogar fora” para sobreviverem.

Tudo aqui é digno de elogios, dos diálogos super afiados ao ótimo trampo de direção e edição que nos entrega momentos geniais de instante em instante, como quando vemos um plano seqüência inicial de Shaun indo ao mercado de manhã cedo e depois a mesma seqüência com as ruas tomadas por zumbis, ou quando Shaun senta pra ver TV e não importando o quanto ele continue mudando de canal, as frases dos programas, clipes musicais e noticiários se completam fazendo todo sentido ao apocalipse zumbi. Enfim, o longa tem tantos detalhes e sacadas legais que tomariam o texto inteiro.
Enfim, fica aí essa dica pra você rir e refletir sobre as inúmeras críticas sociais contidas nessa ótima comédia de horror britânica.
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[Por Geraldo de Fraga]
Larry Cohen é um diretor e roteirista mais conhecido entre os fãs da bagaceira pela trilogia It’s Alive (Nasce um Monstro, A Volta do Monstro e A Ilha dos Monstros). Mas em 1985, ele escreveu e dirigiu um filme que, pelo menos aqui no Brasil, se tornou um dos maiores clássicos de horror daquela década: A Coisa (The Stuff).
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Mesmo sendo uma produção de baixíssimo orçamento e com um formato bem pouco comercial (o de falso documentário), As Fitas de Poughkeepsie (The Poughkeepsie Tapes, 2007) ganhou uma certa repercussão na internet, graças às famosas listas de “filmes mais perturbadores e blá blá blá”. No entanto, o longa dirigido por John Erick Dowdle pode ser pesado para alguns, na mesma proporção em que não causa nenhum abalo em outras pessoas. Isso fica por conta da sua sensibilidade.

Para mim, o filme é bem cabuloso e eficiente na forma escolhida para contar a história. Como dito acima, acompanhamos um ‘mockumentary‘ sobre um serial killer chamado ‘o Carniceiro do Rio’, que ataca na região de Poughkeepsie, no estado de Nova York. Após uma caçada sem muito sucesso, a polícia acaba encontrando uma casa onde o assassino guarda milhares de fitas de vídeo com imagens dos crimes cometidos por ele.
O filme então segue a linha da clássica reportagem policial, alternando depoimentos de investigadores, legistas, parentes das vítimas, etc; com as gravações encontradas nas tais fitas em estilo found-footage. O roteiro é todo costurado com a intenção de criar suspense com a parte ‘documental’, para depois chocar com as imagens do assassino atacando e torturando suas vítimas.

Algumas coisas são meio forçadas, como a tentativa de apresentar o serial killer como alguém brilhante, que engana todas as autoridades que o perseguem redefinindo o modus operandi do psicopata clássico. Isso tem o objetivo de justificar porque ele passou tanto tempo sem ser preso, mas fica exagerado.
Por outro lado, o elenco (100% desconhecido do grande público) faz com que o formato jornalístico fique bem crível. Além disso, a trama dá destaque para uma vítima específica, Cheryl Dempsey (Stacy Chbosky), que é uma das partes mais perturbadoras da história. Enfim, As Fitas de Poughkeepsie é um dos melhores filmes dentro do seu subgênero e merece uma assistida. Se vai lhe dar pesadelos, aí é outra coisa. Confira na Darkflix+.
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Obra bem subestimada dos anos 1990, ouso dizer que O Predador 2 – A Caçada Continua é um daqueles exemplos em que a continuação supera o original. Não vou dizer que ele funcionaria sem o primeiro filme, pois esse aqui tem a vantagem de já ter toda mitologia pré-estabelecida. Mas, na minha opinião, a inclusão do monstrengo no cenário urbano e caótico casou perfeitamente.

No ano de 1997, futuro do ponto de vista do roteiro, Los Angeles é uma bagunça desgraçada, cheia de gangues que brigam pelo controle do crime organizado e, para piorar, uma onda de calor toma conta da cidade. Em meio a essa confusão, temos um rastro de corpos mutilados que não parece ser obra de um criminoso comum.
A investigação fica a cargo do tenente Mike Harrigan (Danny Glover), o típico policial linha dura, mas de bom coração, de filmes de ação da época. O roteiro tem todos os clichês: a rixa entre o protagonista e seus superiores, personagem para alívio cômico (com o saudoso Bill Paxton) e um órgão do governo que acoberta a atividade alienígena. Mike então precisa se adaptar para combater um inimigo muito mais perigoso do que os maloqueiros que enfrenta.

Mas o astro mesmo é o Predador (outra vez interpretado por Kevin Peter Hall, que viria a falecer um ano depois do lançamento do filme), mais sanguinolento do que nunca. Repito: colocar o monstrengo num ambiente urbano foi um acerto formidável, algo que viria a se repetir no longa de 2018, mas de forma desastrosa. O Predador 2 – A Caçada Continua está no catálogo do Disney+. Vai na bola.
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