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BALANÇO: O melhor e o pior de 2016 (até agora)

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Chegamos à metade do ano e já podemos fazer um rápido balanço do que tivemos de melhor e pior no horror em 2016. No geral tivemos mais filmes ruins do que bons. Por sorte, alguns dos melhores também foram lançados nos cinemas brasileiros.

Em nossas avaliações, até agora as melhores surpresas foram:

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A BRUXA
Direção: Robert Eggers, EUA
Há vários discursos, possibilidades e detalhes dentro da obra. A Bruxa deve ser debatido durante um bom tempo. Por isso, veja e reveja. Vale muito a pena.

Confira a resenha completa aqui.


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DEMON
Direção: Marcin Wrona, Polônia
Demon é uma boa alegoria com elementos de terror, mas longe de ser uma obra assustadora sobre possessão demoníaca. Porém, não deixa de ser belo exercício de cinema fantástico.

Confira a resenha completa aqui.


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RUA CLOVERFIELD 10
Direção: Dan Trachtenberg, EUA
Este clima de tensão crescente que culmina em briga, sangue e mortes confere vários pontos positivos ao filme apesar de ser em sua essência um produto da grande indústria hollywoodiana que não abre mão de uma trilha sonora intermitente e de finais explicadinhos.

Confira a resenha completa aqui.


E as maiores decepções:
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BITE
Direção: Chad Archibald, Canadá
Bite não consegue sair da chatice inicial. O que era pra ser crescente, permanece na mesma e nem melhora quando os elementos de gore começam a tomar conta da trama.

Confira a resenha completa aqui.


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INVOCAÇÃO DO MAL 2
Direção: James Wan, EUA
Não se justifica uma série de excessos, edições equivocadas e uma trilha sonora que, PELOAMORDEDEUS, ou é óbvia ou encaixa músicas boas em momentos inapropriados.

Confira a resenha completa aqui.


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FLORESTA MALDITA
Direção: Jason Zada, EUA
Ao invés de criar uma clima de tensão, a direção de Zada prefere seguir o caminho dos sustos fáceis, os famosos jumpscares. O roteiro também não colabora.

Confira a resenha completa aqui.

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1 comentário

  1. Jonathan Carrijo

    30 de junho de 2016 às 21:40

    Colocar Invocação do Mal 2 como decepção?
    Ainda mais junto como se ele estivesse no mesmo nível desse Floresta Maldita, por exemplo?
    Então tá, né…

  2. meunome

    17 de julho de 2016 às 20:48

    Odiei esse site, precisa melhorar muito.
    E os caras nao tem cacife para comentar, credibilidade zero.
    Invocacao do mal 2 teve otimas criticas de especialistas de verdade, coisa q os daqui n sao.
    (Sem comentar o sotaque irritante)
    Enfim, nao venho mais aqui.

  3. Julia

    18 de julho de 2016 às 18:51

    ^ a nova geração ficou nervosa com a crítica rsrsr. Infelizmente os filmes de terror estão caindo tanto de qualidade que para os mais jovens as exigências estão baixíssimas. Eu acho que faltou February (The Black Coat’s Daughter) na lista das melhores surpresas.

  4. Manoel

    2 de agosto de 2016 às 01:53

    Criticas sao otimas, voltando aqui sempre

  5. RCBR

    4 de setembro de 2016 às 19:44

    As pessoas não sabem respeitar uma opinião divergente. Eu gosto de invocação do mal 2, mas o dono do site tem todo o direito de achar ruim, aliás como qualquer outra pessoa tem. Em verdade, dizem que o segundo é melhor, mas eu acho o primeiro bem mais assustador. Quanto ao filme A Bruxa eu gostei. São filmes assim que realmente assustam pelo ambiente pessimista que toma conta da obra vide, por exemplo, a série Outcast.

  6. Leo

    11 de setembro de 2016 às 01:53

    Concordo em colocar A Bruxa como o melhor do gênero desse ano até o momento. O filme tem uma fotografia sensacional, uma reconstituição de cena histórica de um ambiente colonial fortemente marcado pelo fanatismo puritano, uma preocupação até com o inglês arcaico e foge dos lugares comuns sobre bruxas, inclusive, serve para discutir a questão do feminino que as religiões incutem como mais inclinado ao mal. Enfim, o filme possui vários pontos positivos e, aparentemente, seu diretor poderá seguir com outros bons trabalhos. Discordo em parte com Invocação do Mal 2. Longe de ser um ótimo filme do gênero, acho, ainda, que o primeiro é melhor. No entanto, acho que o ponto positivo de James Wan foi não ter caído tanto, quando há todo o peso, para qualquer filme de qualquer gênero que seja que tenha feito sucesso, em não decepcionar tanto. Continuo achando os enquadramentos e a fotografia dos filmes dele bacanas, mas, concordo com alguns pontos levantados por você. A questão não é tanto o uso dos clichês, mas trabalhá-los bem. Invocação do Mal 1 é também repleto de clichês: a família feliz que se muda para a casa dos sonhos, os assombros da nova casa, os rangidos, os vultos, as vulnerabilidades, a possessão… nada que já não tenha sido feito. Mas ele conseguiu conduzir bem esses elementos. Agora, por se tratar de uma franquia, que ao que tudo indica será muito explorada pela Warner, isso exigirá dos produtores e da direção buscar oxigenar as sequências: a começar pela escolha do próximo caso dos arquivos dos Warren. Penso, aliás, que não só por procurar um caso que fuja um pouco da temática casa mal assombrada, como dar um tempo maior para lançar o terceiro filme. Por isso, concordo com A Bruxa ter sido o melhor até aqui, mas discordo (ou melhor, concordo com ressalvas) sobre Invocação do Mal 2. Acho que deixaria a sequência do James Wan ali, no meio termo…

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DICA DA SEMANA: Possessor (2020)

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Para a dica da semana, eu queria algo que fosse no mínimo intrigante. Daí vi que no catálogo da HBO Max entrou o cabulosíssimo POSSESSOR (2020), filme de Brandon Cronenberg – filho de ninguém menos que David Cronenberg – no qual pessoas são possuídas não por demônios, mas por outras pessoas.

Na trama, em um futuro não muito distante, acompanhamos Tasya Vos (Andrea Riseborough), uma espécie de assassina de aluguel que, por meio de uma empresa que detém uma tecnologia de transferência de consciência, possui a mente de outras pessoas para usá-las como veículos para matar seus alvos. O longa abre com uma jovem, nitidamente abalada emocionalmente, está se produzindo para participar de um evento quando, do nada, enfia algo em um plug na sua cabeça. Em seguida ela assassina brutalmente um figurão da alta sociedade em público, acabando morta pela polícia. É dessa forma singela que POSSESSOR começa.

Tudo em aqui é visualmente intenso e explícito. Tudo mesmo! Brandon usa e abusa dos efeitos práticos pra explorar o horror corporal ao máximo, conferindo cenas que provavelmente vão fazer você desviar o olhar. A violência aqui nunca chega ao caricatural e vão causar incômodo real pela crueza de como é mostrada. Algumas cenas até lembram Dário Argento por conta dos planos detalhes e das cores vibrantes de toda nojeira. Fora o gore, as muitas sequências que ilustram todo horror corporal e mental das personagens são criativas e dolorosas.

Para além do óbvio domínio técnico, o cineasta não deixa o estilismo audiovisual apenas como aparato puramente estético, mas sim como recurso para contar a história. Pouco aqui é de fato explicado. Por exemplo, não temos noção do ano em que estamos ou de quem são aquelas pessoas, ficando claro que o canadense não se preocupa nem um pouco em ser didático, preferindo dar pequenas dicas aqui e ali, deixando a maior parte para a imaginação do espectador. Isso seria ruim se a intenção do filme fosse tratar do universo em que tudo se passa, mas como aqui o foco é a questão existencial da protagonista, o pouco que é exposto textualmente é suficiente pra entendermos os conflitos morais e emocionais da assassina de aluguel.

Temos critica social foda em POSSESSOR? Claro que sim! O roteiro, também assinado pelo diretor, não pega leve em apontar o quão vil a política do capitalismo pode ser. Na trama, temos um cenário de vigilância das marcas em nossas vidas que assusta de tão absurdo e de tão próximo da realidade essa mera especulação pode ser. Quem nunca se perguntou se tem alguém nos ouvindo 24h por dia, já que, instantaneamente, propagandas incrivelmente assertivas surgem “como mágica” nas nossas redes sociais?

Intrigante, violento e cabuloso, POSSESSOR é um filme que fica na cabeça e pode ser considerado “intragável” por em questão certas convenções morais. Para este vos escreve, foi um dos melhores filmes de 2020. Aproveita que tá no catálogo da HBO Max e dá uma conferida.

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DICA DA SEMANA: O Orfanato (2007)

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O Orfanato

Uma coisa não podemos negar, o cinema de terror espanhol é ‘classudo’. Mesmo as tosqueiras setentistas de Amando de Ossorio, as maluquices de Álex de la Iglesia ou até os found-footages frenéticos da franquia [REC], todos esses são filmes que têm a ambientação como ponto em comum. Ficaríamos falando horas sobre outros aqui.

O Orfanato (2007) é um belo exemplo disso. Um suspense de casa assombrada que se utiliza de ótimas locações para contar a sua história. Laura (Belén Rueda) volta ao imóvel que, há 30 anos, foi o lar para órfãos onde ela passou parte da infância. Agora adulta, seu plano é reabrir o local e receber novas crianças.

Com ela, estão seu marido Carlos (Fernando Cayo) e o filho Simón (Roger Príncep), de 7 anos. O problema, como você já deve estar imaginando, é que não são apenas pessoas vivas estão habitando o antigo casarão, que fica na Astúrias, no noroeste da Espanha, uma região costeira que caiu como uma luva para a produção.

Falei que a ambientação era legal, mas claro que só isso não sustentaria o filme. Precisamos dar destaque à atuação de Belén Rueda, que se entrega de corpo e alma (perdão pelo trocadilho), quando o sobrenatural dá às caras no roteiro (assinado por Sergio G. Sánchez). O filme ainda lançou J.A. Bayona para Hollywood e o diretor espanhol, hoje, comanda blockbusters como Jurassic World 2: Reino Ameaçado.

Com produção executiva de ninguém menos que Guillermo del Toro, O Orfanato bombou na época. E mesmo abordando um tema tão requentado no cinema fantástico, ganhou notoriedade pela peculiaridades da trama, algo que o distanciou de produções genéricas.

Particularmente acho que o roteiro tem uns furos aqui e ali, mas nada que o desabone. Achei meio forçado o menino lá com um saco na cabeça (tentando criar uma identidade visual para o ‘vilão’), mas entendo que esse tipo de artifício tem um objetivo comercial, então ok.

O que interessa é que O Orfanato segue relevante depois de mais de uma década e se você é assinante da Netflix ou do Amazon Prime Video, corra que o filme está nas duas plataformas.

P.S.: Quem faz uma ponta nesse filme é Edgar Vivar, o eterno Senhor Barriga do seriado mexicano Chaves.

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DICA DA SEMANA: The Baby (1973)

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The Baby

Vou logo dizendo que sou suspeito na indicação desse filme. Filmes com adultos que interpretam bebês, a meu ver, são praticamente garantia de experiências cinematográficas maravilhosas para não falar em potenciais obras-primas. Minha dica da semana se enquadra perfeitamente nessa segunda categoria.

The Baby“, de Ted Post, conta a história de uma assistente social chamada Ann Gentry (Anjanette Comer) e sua obsessão pelo jovem de 21 anos que atende por Baby (David Mooney), o caçula da família Wadsworth. Ann está convencida de que as mulheres desse clã disfuncional, formado pela matriarca Ma (Ruth Roman), sua filha mais velha, Germaine (Marianna Hill, irretocável) e pela sádica loira com olhos enlouquecidos Alba (Susanne Zenor) deliberadamente impedem Baby de se desenvolver normalmente. Isso provavelmente porque elas não querem que ele cresça como os detestáveis homens de seus passados. Ann então passa a usar métodos pouco ortodoxos em suas tentativas de resgatar Baby e assim correrá o risco de perder seu emprego e sua vida.

Um filme que começa como um modesto “thriller” setentista feito para a TV mas que, à medida que avança, vai se tornando mais sombrio e distorcido, mesmo durante os momentos mais leves. A competência do elenco faz com que você entre de cabeça nesse universo, por mais absurda que seja a trama e aí quando você percebe, está tão envolvido que precisa ver até onde isso pode ir. E quem vai até o final, não se arrepende.

Eu detesto essa bobagem de “hoje em dia não fariam esse filme” pois isso geralmente vem acompanhado da defesa de um monte de coisa que não acrescenta em nada, mas nesse caso sou eu quem vou dizer tal frase. Hoje em dia “The Baby” não seria feito. Mas não por ser tão politicamente incorreto e sim porque a indústria cinematográfica praticamente perdeu a capacidade de ser originalmente criativa.

Você pode assistir essa belezura gratuitamente no Plex e no Youtube (com legendas traduzíveis, basta habilitar e configurar) clicando aqui ou com qualidade melhor mas sem legendas no Tubi. Boa diversão!

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