Críticas
CRÍTICA: Asmodexia (2014)
![Asmodexia-poster[1]](https://tocaoterror.com.br/wp-content/uploads/2014/12/asmodexia-poster1.jpg)
Por Geraldo de Fraga
Antes de assistir ao filme espanhol Asmodexia, você precisa estar ciente que verá uma produção de baixo orçamento. Não que isso seja algo que um fã de terror não esteja acostumado, mas nesse caso cabe como um aviso, pois o longa dirigido pelo estreante Marc Carreté tenta ser mais do que pode, sem ter orçamento para isso.

Na história, um avô e sua neta percorrem os subúrbios de Barcelona realizando exorcismos. O enredo vai seguindo uma contagem regressiva para o “dia do renascimento”, data que só tem o seu significado explicado no final. Não dá para falar mais do que isso, pois Asmodexia é um daqueles filmes que guarda uma grande revelação para os últimos minutos. E esse final é de fato bem amarrado.
Porém, o que acontece até lá decepciona no quesito produção. O longa peca em querer fazer cenas grandiosas que, sem a qualidade necessária, ficam bem mal feitas. Até mesmo coisas mais simples carecem de um cuidado maior. Como exemplo, há um momento em que uma personagem assiste a uma gravação caseira que mostra uma festa hippie e as roupas usadas são iguais aquelas camisas tie dye, vendidas no Alto da Sé, em Olinda.
![ASMODEXIA-08-638x360[1]](https://tocaoterror.com.br/wp-content/uploads/2014/12/asmodexia-08-638x3601.jpg)
Sem contar que, tirando a dupla de protagonistas interpretada pelo veterano Lluís Marco e pela jovem Clàudia Pons, o resto de elenco é todo canastrão. Talvez, Asmodexia funcionasse melhor se tivesse sido mais discreto, mas temos que levar em consideração que o roteiro pedia cenas com efeitos especiais e maquiagem de ponta. E por falar em roteiro, é por conta dele que o filme sai do marasmo que tomou conta das produções atuais e vai ganhar uma nota pra ficar acima da média. Feliz ano novo!
Nota: 5,5
Direção: Marc Carreté
Roteiro: Marc Carreté e Mike Hostench
Elenco: Albert Baró, Marta Belmonte e Pepo Blasco
Origem: Espanha
https://www.youtube.com/watch?v=Z_SMlv2vZnA
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Quase um ano depois de ser exibido na mostra Midnight Screenings do Festival de Cannes, Exit 8 (8-ban deguchi, 2025) chega aos cinemas brasileiros. O longa é uma adaptação do game de mesmo nome, lançado pela desenvolvedora independente Kotake Create, que foi um enorme sucesso viral em 2023.
Todo mundo sabe como adaptar jogos para as telonas é complicado, exemplos ruins e péssimos não faltam; e bons filmes são poucas exceções. E olhe que, na maioria das vezes, o próprio game já conta com um enredo cinematográfico para dar suporte aos realizadores. Exit 8, no entanto, não tem nada nem perto disso.

A história começa com um cidadão normal (Kazunari Ninomiya) indo para mais um dia de trabalho. No metrô, ele recebe uma ligação da namorada dando a notícia de que está grávida. Enquanto tenta achar um lugar onde o celular pegue melhor, para continuar a complicada conversa, o protagonista vai parar no que parece um corredor comum da estação.
O local, porém, tem um looping temporal e geográfico, no melhor estilo ‘Falha na Matrix’. Após tentar achar à Saída 8, que aparece indicada em uma placa, ele percebe que está andando em círculos e voltando sempre para o mesmo ponto de partida. Nosso heroi resolve então ler as instruções que estão na parede.
1 – Ele precisa passar pelo corredor e memorizar tudo que tem lá (posteres pendurados, portas, placas, armários e um sujeito esquisito que passa caminhando).
2 – Na segunda passada, se tiver tudo do mesmo jeito, é só seguir.
3 – Se tiver algo diferente (chamado aqui de anomalia), ele precisa retornar ao ponto de partida. Isso tem que ser feito oito vezes, corretamente, para achar a saída. Se ele errar alguma coisa, volta à estaca zero.

Jogar isso numa tela, caçar detalhes e pegadinhas, pode ser divertido. Assistir a alguém fazendo, nem tanto. Por isso, o roteiro tenta fazer com que simpatizemos com o protagonista, trazendo a história da paternidade de volta, de tempos em tempos, para dar uma carga dramática. O problema é que só isso não basta para nos manter interessados numa história de um personagem solitário em um cenário minimalista.
Algumas anomalias mais extravagantes chegam a empolgar pela bizarrice visual que tanto amamos no cinema japonês, porém não salvam o dia. O filme até melhora com a inserção de uma nova trama (bem imprevisível), mas ela não dura muito. Entra então uma ‘crítica social foda’ sobre a rotina e o cotidiano vazio da sociedade moderna, que outros pessoas já fizeram bem melhor.

Exit 8 foi mais longo do que deveria, assustou menos do que podia e ainda conseguiu nos colocar no meio de um dilema que deveria parecer comovente, mas acabou sendo apenas brega. Fuja desse beco sem saída.
Direção: Genki Kawamura
Roteiro: Kotake Create, Kentaro Hirase e Genki Kawamura
Elenco: Kazunari Ninomiya, Yamato Kochi e Naru Asanuma
Origem: Japão
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O mais difícil de escrever sobre O Menu (The Menu, 2022) é não fazer analogias com comida, sendo que o filme mostra que ideias ‘requentadas’ podem render um ótimo prato. Ok, passado esse primeiro momento ‘metáfora gourmet’, vamos à sinopse. Um seleto grupo de 12 pessoas viaja até a pequena ilha Hawthorn, para jantar em um restaurante de alta gastronomia, comandado pelo excêntrico chef Julian Slowik (Ralph Fiennes).
A clientela reúne críticos gastronômicos, novos milionários, velhos milionários, um ator em decadência, sua empresária e um casal comum – Tyler (Nicholas Hoult) e Margot (Anya Taylor-Joy) – que desembolsaram um valor exorbitante para provar as delícias do estabelecimento.

Enquanto ela está pouco se importando com as iguarias servidas, Tyler é um aficionado pela arte da boa mesa. Sempre que pode, ele despeja seu conhecimento sobre o tema, cita realities shows culinários que viu e reviu, e tenta, a todo custo, conseguir dar uma palavrinha com Slowik, seu ídolo.
Após uma tour pela ilha, os clientes se acomodam no salão para o banquete. Assessorado por uma equipe gigantesca, o chef começa a desfilar seu cardápio exótico, mas a apresentação de cada prato vem acompanhada de uma situação bizarra. Como era de se esperar, o grande mistério de O Menu é saber o que uniu aquele monte de pessoas desconhecidas naquele ambiente que vai sendo tomado de tensão aos poucos.
O primeiro ponto forte, que provavelmente é que vai fazer você querer vê-lo, é o elenco de ponta, encabeçado por Taylor-Joy (a dona do filme), Fiennes e Hoult. O trio é acompanhado de perto por John Leguizamo, Janet McTeer e Hong Chau (perfeita como a maitre controladora, uma das melhores personagens do longa).

Mas o longa dirigido por Mark Mylod não é apenas sobre gente em perigo. O roteiro de Seth Reiss e Will Tracy satiriza desde a futilidade dos novos ricos, a arrogância dos influenciadores, até a popularização de programas no estilo masterchef, que, por vezes, enfeitam demais o simples ato de saborear uma boa comida. Talvez, o único pecado do filme seja um certo desdém com alguns personagens, que podiam ser mais bem explorados, porém isso vai do gosto de cada um.
O que conta mesmo em “O Menu“, como dito no primeiro parágrafo, é a forma como os clichês de suspense são colocados na mesa, sem perder a mão. A teia de reviravoltas funciona no ponto e prende o freguês até a sobremesa. Bom, eu avisei que seria difícil não fazer analogias com comida, então, bon appétit.
Título original: The Menu
Direção: Mark Mylod
Roteiro: Seth Reiss e Will Tracy
Elenco: Anya Taylor-Joy, Ralph Fiennes e Nicholas Hoult
Origem: EUA
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[Por Jarmeson de Lima]
De antemão, antes de começar esta resenha propriamente dita, queria parabenizar o diretor David Robert Mitchell por este filme. Neste universo do cinema de horror onde a tentação pelos clichês e tramas previsíveis é tão fácil, é cada vez mais difícil ver tramas na cinematografia ocidental com elementos originais e premissas diferentes. (mais…)
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Mauro
26 de fevereiro de 2015 às 10:55
É mais um exemplo de que a Espanha está com ideias bem melhores pra terror!
Lin Marcondes
3 de fevereiro de 2016 às 19:07
eu achei terrivel, sinceramente um dos piores filmes que ja assisti na minha vida, decepcionado, pq o trailer é bem legal! As cenas são forçadas e sem proposito nenhum quando vc ve o final…