Críticas
CINECLUBE TOCA O TERROR – JUNHO/2014
Produções inéditas marcam a volta das exibições do Cineclube Toca o Terror, que passa a acontecer mensalmente no MAMAM

O primeiro cineclube do gênero horror e fantástico do Recife volta a assombrar o público da cidade a partir do dia 07 de junho. Neste dia, a partir das 16h, o Cineclube Toca o Terror retoma sua temporada de exibições mensais no MAMAM – Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães, no bairro da Boa Vista, no Recife. Na reestreia do Cineclube Toca o Terror em 2014, a equipe selecionou uma série de curtas de novos realizadores brasileiros, que tem se destacado em festivais do gênero, mostrando o vigor desta produção pelo país.
Na ocasião serão exibidos os curtas “Encosto“, “Carne“, “Sexta-Feira da Paixão“, “Lex Talionis” e “Para Meu Irmão“. As sessões, que são gratuitas, procuram enfocar produções independentes brasileiras e filmes raros e obscuros das últimas décadas, apresentando ainda no início de cada sessão um curta-metragem da era do cinema mudo, ressaltando o pioneirismo da linguagem do horror no desenvolvimento da sétima arte.
O Cineclube Toca o Terror é um desdobramento do blog e podcast Toca o Terror, que comenta sobre publicações, filmes, seriados e HQs do gênero. Com mais de 50 programas gravados sobre diversos temas (vampiros, zumbis, serial killers e monstros), a equipe do Toca o Terror é formada por Queops Negronski, Geraldo de Fraga, Jota Bosco, Jarmeson de Lima, Osvaldo Neto, Júlio César Carvalho e Diogo Monteiro.
[youtube https://www.youtube.com/watch?v=HtOMB_iOpV4&w=560&h=315]
Curtas – Depois de fazer um ritual de magia negra, um homem descobre que o preço a pagar por seus desejos pode ser alto demais. Esta é a sinopse de “Encosto“, uma realização da RZP (Recurso Zero Produções), dirigido pelo paulistano Joel Caetano. O curta coleciona diversos prêmios em suas exibições, a exemplo do Fantasnor (Melhor Ator) e Guaru Fantástico (Melhor Ator e Criatura), tendo sido ainda selecionado para festivais na França e na Macedônia.
[youtube https://www.youtube.com/watch?v=ezR54Wfz89s&w=560&h=315]
Apresentado em eventos como o Curta Kinoforum e a Mostra Cine BH, “Carne“, do pernambucano Caco Nigro, ganhou recentemente o prêmio de melhor direção no Festival de Finos Filmes Curtos, em São Paulo. Realizado de forma independente, “Lex Talionis” é fruto do diretor paraibano João Paulo Palitot e estrelado pela atriz mexicana Cecília Retamoza. O filme, que pode ser considerado um “thriller de vingança”, foi selecionado para a Mostra do Filme Livre 2014.

“Sexta-Feira da Paixão“, do mineiro Ivo Costa, colaborador do site Boca do Inferno, apresenta um conto baseado em “causo” interiorano sobre um rapaz conquistador dono de um passado obscuro que em plena Sexta-feira Santa não vai à procissão e se depara com algo sombrio. Com roteiro, direção e produção de Filipe Marcena, “Para Meu Irmão” teve sua estreia nas telas da cidade no 15º Festcine, no Cinema São Luiz em dezembro do ano passado. Juntamente com mais outras três produções, o curta de Marcena está também no DVD lançado pelo Núcleo de Audiovisual (NAV) da UFPE.
CINECLUBE TOCA O TERROR
Exibição dos curtas “Encosto”, “Carne”, “Sexta-Feira da Paixão”, “Lex Talionis” e “Para Meu Irmão”
Data: Sábado – 07 de Junho – 16h
Local: MAMAM – Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães – Rua da Aurora, 265, Boa Vista – Recife
Classificação indicativa: 16 anos
Entrada Gratuita
Mais informações: www.facebook.com/TocaOTerror
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Críticas
CRÍTICA: Eles Vão Te Matar (2026)

Mulher chega em um prédio sinistro e se torna vítima de um complô satanista. Bem, isso aí a gente vê no cinema desde “O Bebê de Rosemary“. Mas nunca de uma forma tão “divertida” como agora em “Eles Vão Te Matar” (They Will Kill You).
Tentando se equilibrar num limite tênue entre humor, terror e ação, o longa de Kirill Sokolov leva Asia Reaves (Zazie Beetz) até o centenário Virgil, um imóvel que esconde segredos entre seus andares. E no gerenciamento de empregados, hóspedes e seguidores de satã está Lily Woodhouse (Patricia Arquette) dando as ordens.

Se você viu o trailer, vai perceber que ali estão ótimas cenas de luta e ataques de uma forma escrachada e devidamente bem coreografadas. São sequências em que Asia tem que literalmente brigar para sobreviver diante dos que querem lhe matar, conforme anuncia o título do filme. Algo como “Constantine” meets “Kill Bill“.

Montado um pouco como se fosse um videogame com várias fases em que cada andar do Virgil apresenta um novo desafio, “Eles Vão Te Matar” traz na gênese esse terror de sobrevivência com uma temática sobrenatural/diabólica regado a litros de sangue jorrando na tela. Não tem lá uma crítica social foda nem nada muito inspirador, mas funciona mais do que a continuação que fizeram para “Casamento Sangrento“, em que inventaram uma motivação que não cola.

O diretor russo consegue extrair risadas em meio a cenas grotescas e mostra como a protagonista vira a verdadeira ameaça para seus algozes, utilizando qualquer arma que esteja à mão. Essa sarcástica aventura dura menos de duas horas e mostra que é possível fazer algo assim de forma despretensiosa sem enrolar demais até chegar na catarse final.
* Filme visto em Cabine de Imprensa promovida pela Espaço Z
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CRÍTICA: A Noiva! (2026)

Passados dois séculos, Frankenstein segue vivaço na cultura pop. Menos de seis meses depois do lançamento do filme de Guillermo del Toro, chega aos cinemas A Noiva! (The Bride!). O longa, escrito e dirigido por Maggie Gyllenhaal, revisita o universo de Mary Shelley em um thriller noir carregado de empoderamento feminino.
Longe das montanhas e castelos decadentes do horror gótico, a história de A Noiva! começa na glamurosa Chicago da década de 1930. Ao aprontar umas e outras em um jantar repleto de homens perigosos, a jovem Ida (Jessie Buckley) acaba assassinada pelos capangas do chefe da máfia local.

Nesse mesmo espaço de tempo, o monstro de Frankenstein (Christian Bale) chega à cidade em busca da Dra. Euphronius (Annette Bening), renomada especialista em “reanimação”. Com várias súplicas e chantagens sentimentais, Frank convence a cientista a lhe ajudar na missão de conseguir uma companhia amorosa.
Assim, Ida acaba desenterrada e trazida de volta à vida, sem memória, predestinada a subir ao altar. A noiva, porém, é fodona e não está muito disposta a ser bela, recatada e do lar. Sua não submissão, no entanto, desperta ainda mais o interesse de Frank. Infelizmente, após brigarem em um inferninho local, o casal passa a ser perseguido pela polícia e embarca numa fuga pelos EUA.
Como esperado, Maggie Gyllenhaal usa os monstros de Shelley (e seus, agora) para montar uma fábula sobre os rejeitados pela sociedade, sobretudo os do sexo feminino. Seria piegas, se não fosse pelo roteiro esperto, que não deixa nada cair no melodrama. A protagonista não quer favor de ninguém, ela quer exatamente o que lhe pertence: o protagonismo.

Com esse papel, Jessie Buckley entra de vez no panteão das atrizes de destaque da atualidade. Arrastando tudo nesta temporada de premiações, por seu trabalho em Hamnet, a irlandesa está totalmente elétrica (com o perdão do trocadilho), dos trejeitos do que seria uma morta-viva reanimada, passando pelo visual e sotaque carregado. Em pouco mais de duas horas de filme, sua personagem vai de desapegada, à amante amorosa e a líder revolucionária, sem perder a personalidade do caos em pessoa.
Ao seu lado, Christian Bale entende perfeitamente seu status de coadjuvante e entrega um Frankenstein apaixonado e porradeiro na medida certa. Outra figura secundária de destaque é a detetive Myrna Mallow (Penélope Cruz), que serve para escancarar como o machismo não persegue apenas os feios e marginalizados.

Da metalinguagem, com a própria Mary Shelley dando as caras na trama, até diversas referências a clássicos de terror, Gyllenhaal se joga de cabeça no cinema de gênero como uma fã apaixonada. Em um determinado momento, Frank e Ida entram em uma sessão que exibe um longa com Bela Lugosi e saem correndo de lá, perseguidos por uma multidão que carrega tochas. Absolute fan service!
A Noiva tem pouca presença no livro de 1818 (nem chega a ganhar vida), mas conquistou notoriedade com a figura de Elsa Lanchester, no clássico de 1935. De lá para cá, ganhou versões alternativas, como em A Prometida (1985) e Penny Dreadful (2014). Já seu visual dos Monstros da Universal inspirou personagens de algumas animações ao longo dos anos, tendo Comando das Criaturas como o exemplo mais recente.
Com Jessie Buckley, ela tem agora sua variante mais marcante depois de quase um século. Interessante esse filme chegar aos cinema quando os Epstein Files e inúmeros casos de violência contra mulheres estampam as manchetes do Brasil e do Mundo. Queremos e precisamos de uma Noiva caçadora de red pills.
NDE: Tem uma cena pós-crédito
Direção: Maggie Gyllenhaal
Roteiro: Maggie Gyllenhaal
Elenco: Jessie Buckley, Christian Bale e Penélope Cruz
Origem: EUA
* Filme assistido na Cabine de Imprensa promovida pela Espaço Z
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Críticas
CRÍTICA: Pânico 7 (2026)

A franquia “Pânico” (Scream) está de volta para mais “aventuras” do Ghostface. Essa já longeva franquia, no entanto, não parece mais ter o mesmo fôlego depois de 30 anos e tantas sequências. Além das polêmicas, como a demissão de Melissa Barrera e a “pulada de barco” de Jenna Ortega, chega agora aos cinemas o sétimo longa deste icônico representante do slasher moderno.

A trama de “Pânico 7” acompanha Sidney Prescott e sua família, que vivem de forma pacífica numa pequena cidade. A paz é interrompida quando um novo Ghostface surge para não só ameaçar a final girl clássica, como também ter como alvo principal sua filha mais velha. A heroína precisa correr contra o tempo para desmascarar o assassino e acabar com o reino de terror do novo vilão.
Eu estava bem animado com o retorno de Neve Campbell, e o trailer indicava um embate mais pessoal e impactante. Nossa, como eu estava errado… infelizmente! O que vi em “Pânico 7” acabou sendo um filme extremamente perdido e sem razão de existir, que se escora na nostalgia como uma muleta de salvação.

O longa não chega a ser “uma bomba”, mas é o mais fraco da franquia, com toda certeza. A participação de Sidney é boa, muito por conta de sua intérprete, que dá dignidade e carisma à personagem. Acontece que o roteiro fraquinho não ajuda, trazendo personagens novos bem rasos (até para os padrões da franquia) e personagens com um legado subaproveitados.
Além disso, temos a pior cena inicial, a pior revelação do Ghostface e as piores motivações da franquia. Tudo está muito solto e sem sentido. Ainda assim, o gore é o maior da série e o Ghostface está bem brutal, mas só isso não salva o longa.

Outra coisa que me impressionou foi a ligação que o público tem com a franquia. Em algumas cenas, senti-me em um filme da Marvel: o cinema veio abaixo em uma cena específica e quando rolava alguma participação especial. Ainda assim, o resultado final desagradou o público com quem conversei.
Mesmo pra quem é fã como eu, “Pânico 7” é uma grande decepção. E é com dor que preciso dizer: Tomara que a franquia passe uns bons anos em hiato. É o melhor para todos.
Título original: Scream 7
Direção: Kevin Williamson
Roteiro: Kevin Williamson ,Guy Busick, James Vanderbilt
Elenco: Neve Campbell, Isabel May, Courtney Cox e outros
Ano de lançamento: 2026
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