Dicas
DICA DA SEMANA: Terror em Silent Hill (2006)

[Por Júlio Carvalho]
A dica pra o fim de semana é essa adaptação de 2006 para o cinema de “Silent Hill“, famosa franquia de games do fim dos anos 90 de survivor horror da Konami, e que está no catálogo da Netflix Brasil.

Na trama, a grosso modo pra não estragar pra quem nunca viu ou jogou os games, acompanhamos Rose em busca de sua filha Sharon que está desaparecida numa cidade abandonada e tomada por cinzas chamada Silent Hill. Na época, essa adaptação decepcionou alguns fãs dos jogos, ao mesmo tempo que foi admirada por fãs de horror.
Tecnicamente, “Terror em Silent Hill” é impecável. Tem um visual lindo que constantemente muda de acordo com a situação. Na trilha, assim como nos jogos, temos composições do talentosíssimo Akira Yamaoaka interpretadas pela Mary Elizabeth McGlynn, que também as canta nos jogos. Também vale destacar os efeitos sonoros cabulosíssimos que servem ao clima o tempo inteiro. E claro que temos os monstros icônicos como o Pyramid Head, as enfermeiras sem rosto e outras criaturas medonhas desse universo tenebroso, que, inclusive, algumas dessas são vividas por Doug Jones (O Labirinto do Fauno).

O elenco tem figuras familiares como Sean Bean (Senhor dos Anéis) e a irreconhecível Deborah Kara Unger (“Crash” de Cronenberg), mas quem segura a onda mesmo é Radha Mitchell que vive visceralmente Rose, nos entregando uma destemida Mãe que vai até o inferno se precisar pra salvar sua filha Sharon, que por sua vez é interpretada por Jodelle Ferland (Kingdom Hospital).
A questão é que “Terror em Silent Hill” sempre divide opiniões, principalmente quando se parte para o inevitável comparativo ao jogo. Mas como filme de horror, funciona muito bem. E apesar de ser uma super produção, sempre ficou, injustamente, em segundo plano nas rodas de conversa sobre o gênero. De qualquer forma, fica a dica aí pra quem viu e pra aqueles que curtiram, fazer aquela revisada em full HD.
Nota: Teve uma continuação em 2012 chamada Silent Hill: Revelation que deve ser evitada, pois é ruim que dói.
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Para a dica desta semana eu trago um filme aniversariante: O EXORCISTA III (Exorcist III), escrito e dirigido por Willam Peter Blatty, completa 32 aninhos neste mês de agosto.

O EXORCISTA III é adaptação do livro ESPÍRITO DO MAL / LEGIÃO (Legion, 1983) que é uma continuação direta do livro O EXORCISTA (The Exorcist, 1971). Na trama, o tenente Kinderman investiga uma série de assassinatos que trazem a assinatura do já conhecido serial killer: Gêmeos. O problema é que este assassino está morto há 15 anos. Com a ajuda do amigo padre Joseph Dyer, ambos são levados a revelações cabulosas.

Blatty exibe um domínio enorme na condução do longa. E não é de se espantar, já que é o autor de ambos os livros. Aqui, com a direção em suas mãos, ele imprime sua real visão da própria obra, mantendo um clima constante de tensão como se algo de muito pior fosse acontecer a cada cena. A fotografia do Gerry Fisher é essencial para dar o tom sombrio à trama. Até estátuas sacras dão medo aqui! Sem contar que O EXORCISTA III tem um dos sustos e jumpscares mais cabulosos e inesperados da história do cinema de horror.

Para além da competente produção, o longa conta com a carismática dupla George C. Scott e Ed Flanders, (Kinderman e Dyer respectivamente), Brad Dourif que encarna o assassino de Gêmeos nos conferindo uma performance assustadoramente brilhante e Jason Miller vivendo o sinistro “paciente X”.

É de fato um filme incrível que, para este que vos escreve, por muito tempo foi subestimado por ser o terceiro da franquia O EXORCISTA, quando na verdade deveria ter sido o segundo, já que, como dito no início, se trata da continuação direta do livro. E convenhamos que depois do que rolou em O EXORCISTA 2: O HEREGE, carregar um título desse também não ajuda. Este longa de 1990 poderia ter se chamado simplesmente LEGIÃO como no livro, mas enfim…

Em suma, O EXORCISTA III é um típico terror policial cabuloso que merece ser visto. Ficou curioso? Aproveita que este clássico cult encontra-se no catálogo do HBO Max.
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Muito antes do canal SyFy e da Asylum inventar as bizarrices mutantes de tubarões mesclados com jacarés e coisa do gênero, havia uma turma que pegou carona na fórmula de “Tubarão” e espremeu até o bagaço. Então se você estiver a fim de ver um filme deste tipo sem pensar muito, vá até o YouTube e procure por “Humanoids from the Deep“, também conhecido pelo título genérico de “Monster“.
(mais…)
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Tem filme ruim que se revela bom. Tem superprodução que acaba sendo um fiasco. E tem “Ratos – A Noite do Terror” (Rats – Notte di terrore) que é um caso à parte. Se sacar a ficha técnica vai entender o porquê.
Produzido pela duplinha Bruno Mattei e Claudio Fragasso, esta tosqueira da sétima arte diverte e impressiona da forma que não deveria. O nobre leitor que já deve ter esboçado um sorriso ao ler o nome dos dois italianos, vai certamente se esbaldar com essa joia.
A picaretagem já começa pela autoria. Ao invés de Mattei e Fragasso, quem “assume” a direção é Vincent Dawn, um dos vários codinomes do cineasta pras obras em que ele não se orgulha tanto.

Depois da devida introdução, vamos à história… que se passa em 225 A.B. (After the Bomb) num mundo pós-apocalíptico, onde a população passou a viver no subterrâneo e gangues disputam o território da superfície enfrentando ratos. Sim! Porque ao invés das baratas que sobreviveriam à radiação nuclear, neste filme quem se aproveita do que restou do planeta são os roedores.
Considerando este contexto, não tem muito o que dizer, uma vez que assim como acontece na maioria dessas histórias, os sobreviventes vagam de um canto a outro em busca de proteção e comida. Mas o que eles não contavam é que vão encontrar ratos em quase todo canto. E essas ratazanas estão famintas e sedentas de sangue…

No entanto, não espere grandes cenas e ataques elaborados. Os ratos, sejam eles vivos ou de pelúcia, são literalmente jogados em cima dos personagens. A reação de nojo e repulsa do elenco pode até compensar a atuação um tanto medíocre, mas tudo faz parte do pacote.
E em meio às brigas de gangues rivais e roedores que mordem o rosto, a barriga e os membros das pessoas por dentro e por fora, quem sobrevive até o final do filme presencia uma cena que teria tudo para ser chocante. Teria, claro, porque nas mãos de Mattei/Fragasso, a tal cena fica tão, mas tão bizarra, que só nos resta rir e aplaudir tamanha ousadia.

“Ratos – A Noite do Terror“, obviamente não é pro bico da Netflix, mas pode ser visto e revisto tranquilamente no YouTube para seu deleite.
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Augusto
12 de agosto de 2017 às 07:51
Na minha opinião, a melhor adaptação de um game para as telas… aliás…a única que presto