Críticas
CRÍTICA: "Evil Dead" (2012)

Por Jarmeson de Lima
Esta resenha está dividida em duas partes para facilitar sua compreensão. Uma parte é dirigida para quem já viu o filme original e a outra pra quem ainda não viu a primeira versão de “Evil Dead”. Se você se enquada na segunda opção, leia só até o próximo parágrafo. Se já viu o primeiro filme, aproveite para ler tudo.
Os neófitos ou o público adultescente que está ansioso por novidades no mundo do Terror e que cresceram vendo franquias como “Premonição”, “O Albergue” e “Jogos Mortais” talvez se impressione com o conteúdo do “novo” “A Morte do Demônio”. Afinal, tem mutilações sem dó nem piedade, litros de sangue e cenas de dar agonia com instrumentos afiados… Hmmm, se bem que isso tudo já viram em Jogos Mortais. Mas é provável que se assustem com o clima tenso em que parece que ninguém vai poder escapar da morte… “Ah, mas isso rola em Premonição…”. Verdade… bem, resta então temer pela história de um grupo de jovens em uma cabana que vai morrendo em situações sinistras e… É, não dá. Tá parecendo clichê. Faça o seguinte: veja o original e volte aqui.
Muito bem, já que você viu o “Evil Dead” original e quer arriscar este aqui, saiba logo que esta refilmagem vale bem mais pela curiosidade do que pelo conjunto. E olha que parecia promissor desde as primeiríssimas cenas antes do créditos principais.
Uma vez que sabemos que não seria nada original levar um grupo de jovens para a floresta a troco de nada, criaram um motivo mais interessante. A premissa parece simplória, mas funciona. Uma garota está em reabilitação e seus amigos e seu irmão a levam para a antiga casa de campo da família. Sendo assim, qualquer atitude anormal da garota poderia ser considerada sintoma de abstinência e a regra entre eles é a de não tirar a menina dali, custe o que custar.

Como já sabemos o que vai acontecer, então daria pra pressupor que o filme seguiria um bom caminho. O que nós espectadores não contavam é com o comportamento questionável dos personagens diante das situações. Afinal, quem em sã consciência vê um objeto lacrado com arame farpado, avisos para não abrir, não ler e faz exatamente o contrário? Se no filme original, temos uma gravação em fita que ajuda a liberar a entidade maligna, nesta nova filmagem aparece um personagem autodidata que manja tudo de idiomas arcaicos e linguagem satânica pra fazer o que não deve.
Relevando este fato, ainda dá para se deleitar ao longo da primeira hora do filme com as angustiantes consequências da libertação da entidade maligna. Com ligação direta com o primeiro filme, ainda vemos a tomada de câmera correndo em plano subjetivo pelas árvores e ainda aquela cena do “estupro”, mas com um novo desdobramento.
Fora isso, graças a este remake, agora ficamos sabendo que há mais maneiras de derrotar o “demônio” de acordo com as regras do livro feito de carne humana. De repente pode ser útil pra você, quem sabe…
O fato é que da metade em diante tudo se torna constrangedor, colocando o que resta do filme a perder por conta de um sentimentalismo barato. Chega a ser risível conferir o destino que deram a certos personagens que à beira da morte ainda tem que dar discursos de amizade e confiança.
Mas justiça seja feita. Esse demônio é mais poderoso do que o primeiro. Consegue fazer até chover! Já a tagline de “O filme mais apavorante que você verá nesta vida” está longe de ser verdade. A menos, claro que você decida esquecer os que já assistiu ou não veja mais nenhum outro filme de terror em sua passagem pela Terra.
*O autor agradece a Espaço Z pela oportunidade de ver o filme na sessão cabine de imprensa.
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Críticas
CRÍTICA: Resident Evil (2026)
Esta é a melhor adaptação dos games, mesmo que, narrativamente, a única semelhança seja a tragédia que acontece na cidade. As semelhanças estão mais na estrutura de como a nova história é contada.

A franquia Resident Evil é referência nos videogames, mas penava quando o assunto era adaptação para outras mídias, como TV e cinema, tendo como maior exemplo os filmes estrelados por Milla Jovovich no decorrer de décadas. A franquia tentou um reboot em 2021, mas o desastre veio. Agora, em setembro de 2026, um novo reboot é lançado sob a grife do diretor de “A Hora do Mal“.
Um rapaz que trabalha entregando órgãos em hospitais recebe uma oferta tentadora para ir à cidade de Raccoon City, e o que supostamente seria um serviço simples se torna uma luta pela sobrevivência, já que várias aberrações tomaram conta da cidade e arredores.

Aqui já adianto que essa é a melhor adaptação dos games, mesmo que, narrativamente, a única semelhança seja a tragédia que acontece na cidade. As semelhanças estão mais na estrutura de como a nova história é contada, em alguns detalhes visuais que remetem ao material original e no gameplay; sim, em alguns momentos me senti jogando. A história de “Resident Evil” é simples e direta, e me lembrou muito comédias de erro onde tudo o que podia dar errado dá; o protagonista não tem um minuto de paz em quase toda a jornada. A escolha de um civil sem nenhuma qualificação para combate foi acertada, já que ele serve como um espelho para a maioria de nós e gera identificação.

A polêmica sobre os momentos cômicos não me incomodou por boa parte do filme, mas, quando entram em cena outros personagens humanos, a coisa mudou de figura. O que estava divertido e com bons jumpscares se torna uma bobagem que me incomodou muito. Eu sei que é uma sátira, mas não ficou boa para mim, culminando em um clímax que me deu vergonha alheia. O terror está bem representado pelas criaturas nojentas que aparecem no decorrer do filme e que são inspiradas nos monstros dos jogos; elas são ameaçadoras. Tem gore, mas acho que poderia ser mais.
O filme não é ruim, tem boas cenas, diverte e tem bons sustos. O problema maior é que, quanto mais se aproxima do fim, vai ficando mais bobo.
Título original: Resident Evil
Direção : Zack Cregger
Roteiro: Zack Cregger e Shay Hatter
Produtores Executivos: Oliver Berben, Richard Wright, Robert Bernacchi
Elenco: Austin Abrams, Zach Cherry,Kali Reis e outros
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CRÍTICA: Águas Mortais (2026)
“Águas Mortais” é mais um filme de catástrofe com tubarões, trazendo a conhecida fórmula de passageiros ilhados no oceano e predadores famintos à espreita

Filmes de tubarão parecem nunca sair de moda e estreou nesta semana (23/07/26) mais um exemplar de filme de catástrofe com os bichinhos, que tem o “maravilhoso” título de “Águas Mortais” (Deep Water).
A trama acompanha passageiros e tripulantes de um voo com destino a Xangai que se envolvem em um grave acidente quando uma carga explode e causa a queda do avião no meio do Oceano Pacífico. Os sobreviventes terão que descobrir um meio de sair de uma situação que se agrava à medida que vários tubarões famintos querem fazer deles a próxima refeição.

Vou começar deixando claro que o filme é um amontoado de clichês do cinema de catástrofe e que não foi o primeiro a usar essa premissa para inserir tubarões no meio. “Desespero Profundo” (2024) está aí para provar, mesmo sendo bastante inferior ao filme de que estamos falando. Quem já assistiu a filmes do gênero vai se sentir em casa ao esbarrar em estereótipos clássicos, como o herói com traumas, o personagem escroto e, claro, crianças em perigo.
O grande chamariz para mim foi a presença de Ben Kingsley, ator renomado e premiado que faz aqui uma participação especial nos moldes de atores famosos de filmes de catástrofe dos anos 70. O personagem não agrega muito e tem momentos bem piegas no curto tempo em tela. Outro ator famoso é Aaron Eckhart, mais conhecido pelo vilão Duas-Caras na trilogia do Batman de Christopher Nolan.

O diretor “faz-tudo” de Hollywood, Renny Harlin, realiza um trabalho competente aqui, principalmente na cena do acidente e, depois, ao apresentar a ameaça bem aos moldes de “Do Fundo do Mar” (1999) que, por sinal, ele também dirigiu e que guarda semelhanças, como os tubarões de visual PlayStation e velocidade 2.0.
Uma coisa que eu tenho que comentar é a famigerada tela verde, que aqui se faz notar a todo momento em lugares abertos. Fica nítida a artificialidade do mar aberto. Parece que os atores foram “colados” na cena de qualquer jeito, e para cair no vale da estranheza é um pulo.

“Águas Mortais” é um filme extremamente clichê, mas conseguiu me divertir em boa parte do tempo, mesmo pecando por não ser tão corajoso. Em um dia chuvoso e nessa estação invernal, é uma ótima pedida. Já para quem é rato de filme de tubarão, existe uma cena que é praticamente copia e cola de “O Último Tubarão” (L’ultimo squalo, 1981).
Título original: Deep Water
Direção: Renny Harlim
Roteiro:Pete Bridges, Shane Armstrong e S.P Kause
Elenco: Aaron Eckhart, Ben Kingsley e outros
Ano de lançamento: 2026
* Este texto foi escrito por um humano sem o uso de IA
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“Obsessão” poderia ser uma comédia romântica da Geração-Z. Temos um boy desinteressante, vacilão e inseguro que vive na friendzone. Ele passa a se interessar pela colega de trabalho e pede ajuda a um de seus amigos e colegas para dominar a arte da paquera. Mas nada sai conforme o combinado.
E como falei, “Obsessão” (Obsession) poderia ser tudo isso acima, mas não é. É denso, melancólico, tenso e catastrófico como um bom filme de terror pode ser. O mais curioso é que é uma produção da Blumhouse e por isso mesmo é surpreendente. De longe parece ser a produção mais ousada que Jason Blum já apostou.

Aqui a gente revisita a maldição da ‘pata do macaco’ em formato de item colecionável de loja esotérica. O tal “One Wish Willow” concede um único desejo às pessoas em vida e por isso mesmo deveria ser usado com cautela. Mas não espere isso de Bear (Michael Johnston), que pede para que sua crush Nikki (Inde Navarrette) se apaixone perdidamente por ele.
Quem já viu a saga “Mestre dos Desejos” sabe que qualquer pedido mal formulado pode se tornar uma maldição e um pesadelo. E neste caso, o amor trazido pelo amuleto não traz paz nem felicidade ao casal. Conduzindo as cenas com uma boa dose de estranheza e esquisitice, o diretor Curry Barker mostra sem pressa a radical mudança de estilo de vida de Nikki na companhia e na ausência de Bear.

É tudo tão imprevisível nas atitudes da garota que os jumpscares acabam funcionando. Impossível até não lembrar da icônica Pearl em algumas cenas em que a pobre Nikki tenta impressionar seu namorado. Inclusive, a dose de estranheza vai aumentando conforme a duração do filme vai passando, com direito a gore e cenas ainda mais violentas, sem alívio cômico.
No fundo, “Obsessão” é mais que um filme de terror. É também um grito de alerta para relacionamentos tóxicos em que a namorada sempre é vista como “louca”. Assim como em “Acompanhante Perfeita“, temos uma boa metáfora sobre o desejo e o interesse masculino sem medir consequências a respeito do que as mulheres sentem.

Confie no hype da vez e se surpreenda. Ah, e um adendo… em seu primeiro teste como ‘scream queen’, posso afirmar sem erro que Inde Navarrette foi aprovada com todos os méritos.
Título original: Obsession
Diretor: Curry Barker
Roteiro: Curry Barker
Elenco: Michael Johnston, Inde Navarrette, Cooper Tomlinson e outros
Ano de lançamento: 2026
* Filme visto em Cabine de Imprensa promovida pela Espaço Z no Cinemark Rio Mar Recife
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Danielle Silva
12 de julho de 2015 às 14:10
Achei bem bosta esse filme. O antigo é mais legalzinho.