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8 filmes de lobisomem subestimados que você precisa assistir agora

De joias brasileiras a comédias de terror modernas, selecionamos oito filmes de lobisomem que merecem mais atenção — informação publicada originalmente por www.fangoria.com.

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O lobisomem está em alta este ano. Rick Baker foi justamente homenageado no Overlook Film Festival de 2026, e Werwulf, de Robert Eggers, tem lançamento previsto para dezembro (confira o primeiro trailer de Werwulf aqui). De fato, o lobisomem é tão sinônimo de horror quanto o vampiro — sedutor e frequentemente revisitados. Ainda assim, o lobisomem recebe menos amor e atenção do que seu primo sanguinário; por isso, um bom filme de lobisomem pode ser difícil de encontrar.

Embora o legado do licantropo não pareça tão prolífico quanto o de outras criaturas, sempre há pérolas escondidas a serem descobertas, redescobertas e apreciadas. Esta lista modesta de filmes de lobisomem subestimados é dedicada aos fãs de terror sedentos pela lua cheia e por uma boa experiência cinematográfica.

Existem poucos filmes de lobisomem com tanto investimento emocional quanto Good Manners. Escrito e dirigido por Juliana Rojas e Marco Dutra, este filme brasileiro acompanha a vida de uma empregada doméstica, sua patroa grávida e a criança amaldiçoada desta. Quando Clara (Isabél Zuaa) é contratada pela solitária Ana (Marjorie Estiano) como futura babá, as duas se envolvem em um romance improvável, interrompido tragicamente pelo parto sangrento do bebê de Ana. Clara decide criar a criança, Joel, mas sua condição estranha se mostra volátil demais para ela lidar sozinha.

Good Manners é belo, emocionalmente devastador e verdadeiramente chocante. Em um momento, as protagonistas compartilham uma troca surpreendentemente sensual à luz fraca da geladeira (lembrando estranhamente certa cena de Jennifer’s Body), e no instante seguinte alguém está ensopado em sangue. Esta montanha-russa emocional hipnotizante fala, acima de tudo, sobre amor — mas o público também se lembrará da sede insaciável por sangue do filme. Good Manners está disponível na Tubi e no Plex.

O segundo filme do diretor Josh Ruben, Werewolves Within, estabelece um novo patamar para a comédia de terror com lobisomens. Co-escrito por Mishna Wolff e baseado no videogame homônimo, o filme pega a premissa estilo Mafia do jogo e a transporta para um cenário mais moderno. Finn (Sam Richardson) é o novo guarda florestal na pequena cidade de Beaverfield, em Vermont. Logo após sua chegada, corpos começam a aparecer e — em meio às tensões políticas locais — todos viram suspeitos.

Isolado e cercado pela neve, esse mistério à la E Não Sobrou Nenhum tem o ritmo e o senso de humor rápidos que lembram filmes de Edgar Wright. Contagiante e hilariante, com atuações marcantes de Richardson, Milana Vayntrub e do rei dos gritos Harvey Guillén, Werewolves Within é um clássico moderno da comédia de terror, com grande vontade de reassistir. Você pode ver Werewolves Within no Shudder.

Esta matéria foi publicada originalmente por www.fangoria.com.


Crédito: conteúdo adaptado a partir de publicação original de www.fangoria.com.

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ESQUENTOU: “Blowie” é um terror ousado com estrelas de filmes adultos

Slasher reúne um elenco composto por estrelas do cinema adulto e é o primeiro slasher a mesclar o gênero com mensagens pertinentes sobre o atual cenário de criação de conteúdo erótico

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Blowie

Lançado em 2025, Blowie é um slasher que reúne um elenco repleto de estrelas do cinema adulto e sustenta uma trama marcada pelo erotismo. O filme foi coescrito e dirigido por altSHIFT, Ed Aldridge e Sam Lidbetter, e é apontado como o primeiro slasher a mesclar o gênero com mensagens pertinentes sobre o atual cenário da indústria do trabalho sexual.

No longa, aparecem como eles mesmos criadores de conteúdo adulto da vida real: Kali Sudhra, Gabriel Cross, Leander, Bishop Black, Kayden Gray e Clark Lewis. Nesta trama, um grupo aluga uma mansão isolada para produzir conteúdo, tanto individualmente quanto em conjunto, para um perfil no OnlyFans. Durante as filmagens de uma cena em grupo, um acidente trágico mata um dos integrantes.

Com receio de que notificar as autoridades traga o tipo errado de atenção, os amigos descartam o corpo e seguem com o trabalho como se nada tivesse acontecido. Contudo, um assassino mascarado com rosto de boneca, movido por desejo de vingança, não permitirá que o episódio seja esquecido.

Blowie não hesita em assumir o tipo de filme que é; ao contrário, ele aposta nisso. Com sucesso, o longa contribui para o subgênero em expansão conhecido afetivamente pelos fãs como “Queer-Camp”. Outros títulos associados a esse filão incluem Sleepaway Camp, A Hora do Pesadelo 2 e Garota Infernal.

Não é incomum que filmes de terror — tanto do circuito mainstream quanto independentes — carreguem mensagens relevantes ao momento social. Blowie se insere nessa tradição. Contudo, ao contrário de slashers anteriores que trazem uma mensagem, a reflexão verbalizada por Blowie é central para as ocupações dos atores que aparecem na tela. A abordagem não é didática: a mensagem aparece sutilmente ao longo do filme, em um momento, e se repete novamente pouco antes dos créditos finais.

Fonte: originalmente publicado por ihorror.com.


Crédito: conteúdo adaptado a partir de publicação original de ihorror.com.

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EDIÇÃO DE COLECIONADOR: O found footage da franquia HALLOWEEN que você provavelmente não viu

Há uma versão alternativa de Halloween: Resurrection em estilo found footage, lançada como bônus em DVD, que oferece uma visão diferente e mais sóbria dos eventos do filme — e não está disponível em serviços de streaming.

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A franquia Halloween já foi muitas coisas ao longo de quase 40 anos. O clássico original de John Carpenter ajudou a desencadear a onda slasher do final dos anos 1970 e início dos anos 1980. Halloween III: Season of the Witch tentou transformar a série em uma antologia, sem Michael Myers. A saga foi reativada e reiniciada diversas vezes, com continuações fragmentadas em várias direções. E, uma vez, meio que fora do radar, a franquia entrou na onda do found footage.

Dirigido por Rick Rosenthal, Halloween: Resurrection (2002) é conhecido, entre outras coisas, por uma cena absurda em que Busta Rhymes enfrenta Michael Myers com kung fu — e é frequentemente considerado uma das entradas mais fracas do cânone de Halloween. Ainda assim, tinha ideias peculiares. A maior delas foi a inclusão de elementos no estilo found footage, com um reality show online se desenrolando dentro da casa onde Michael Myers passou a infância. Esses elementos foram depois reaproveitados para criar algo inteiramente diferente.

HALLOWEEN

No longa como foi lançado, produtores de reality show da DangerTainment (com Busta Rhymes e Tyra Banks) escolhem um grupo de adolescentes ávidos por emoção para passar a noite na casa do famigerado assassino de Haddonfield. A transmissão ao vivo planejada vira mortal quando — surpresa — Michael aparece na festa. Morte e caos se seguem.

Lançado como um extra em DVD, o Halloween: Resurrection – Web Cam Special pega as imagens do filme e mistura com cenas deletadas, resultando em uma versão alternativa de quase 42 minutos. É, no mínimo, um experimento fascinante.

Não chega a ser um longa-metragem completo, mas elimina grande parte do humor bobo que permeia Resurrection. Também evita que tenhamos que assistir à morte pouco cerimoniosa de Laurie Strode nos minutos iniciais do corte original. É uma janela interessante para o que poderia ter sido.

Vale lembrar que isso foi feito apenas três anos depois de The Blair Witch Project se tornar um dos maiores filmes de horror de sua época, iniciando a febre do found footage — não é difícil imaginar a época em que toda franquia de horror recebeu o pitch “façam em found footage”.

O curioso é que isso não é um filme de fã: os eventos apresentados fazem parte da linha do tempo de H20. Ou seja, teoricamente, pode ser visto como parte do cânone oficial de Halloween — são os acontecimentos de Resurrection contados por outro ponto de vista. Dito isso, essa versão funciona melhor como um bônus de Blu-ray/DVD do que como um filme perdido extraordinário. Provavelmente é o que mais nos aproximou de um filme de found footage centrado em Michael Myers.

O único inconveniente para fãs curiosos é que, até o momento desta publicação, essa versão não está em serviços de streaming oficiais. Interessados terão de recorrer a mídia física para assisti-la. Quem tiver uma cópia de Halloween: Resurrection na estante pode considerar tirar o pó e conferir essa relíquia dos anos 2000.

Informação publicada originalmente por www.fangoria.com.


Crédito: conteúdo adaptado a partir de publicação original de www.fangoria.com.

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O horror tem uma nova obsessão: Inde Navarrette

Obsessão estreou em maio e transformou Inde Navarrette numa sensação do gênero e não apenas pela bilheteria, mas pela atuação versátil que chamou atenção da crítica e do público

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Inde Navarrette

Obsessão estreou em maio deste ano e pegou todo mundo de surpresa. O diretor Curry Barker vendeu o filme na seção Midnight Madness do TIFF por um valor estimado em US$ 15 milhões após uma guerra de lances, em um orçamento de produção de US$ 1 milhão. O filme abriu com 96% no Rotten Tomatoes e A- no CinemaScore. Nada disso, porém, é o que as pessoas realmente estão comentando.

Enquanto o Deadline publica manchetes sobre sequências e spinoffs em formato de antologia, a internet do terror tem outra prioridade.

Inde Navarrette tem 25 anos, é de Tucson e trabalha profissionalmente desde a adolescência. O público de gênero já vinha reparando nela faz tempo. Três temporadas como Sarah Cushing em Superman & Lois e um arco como Estela de la Cruz em 13 Reasons Why montaram um currículo que mostrava que ela suportava peso emocional. Obsession confirmou que ela também sustenta um papel mais pesado e impactante. A moça tem alcance.

No filme, Bear (Michael Johnston), é um jovem adulto solitário que vive um crush por uma amiga de infância. Ao colocar as mãos em um item chamado One Wish Willow, ele usa para que Nikki (Inde Navarrette) finalmente o ame de volta. A maneira como isso se apresenta na tela é problema que Navarrette resolve durante os próximos 109 minutos.

Ela faz isso em três registros sem perder o fio de nenhum deles. Há a versão “recatada” de Nikki, com um sorriso largo demais, dando a Bear exatamente o que ele pediu. Há a versão que grita, um desmoronamento total que promete ser diferente de tudo que você já viu. E há a terceira, a mais esgotada, a que aparece quando as outras duas já consumiram tudo. A maioria dos intérpretes consegue convencer em um desses registros. Navarrette alterna os três no espaço de uma única cena de diálogo.

O Deadline a apontou como atriz consolidada no status de scream queen. The Hollywood Reporter publicou um detalhamento com ela sobre o que o desfecho exigia. Perguntada sobre o futuro no gênero, Navarrette foi breve e direta: “Se o horror me aceitar, vou permanecer no horror por um tempo.

Esta matéria foi publicada originalmente por ihorror.com.


Crédito: conteúdo adaptado a partir de publicação original de ihorror.com.

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