Notícias
Querido papai: por que as figuras paternas do horror moderno não protegem seus filhos?
Filmes de terror de 2026 apresentam uma abundância de pais ausentes ou incompetentes — uma tendência que convida a reflexão sobre o impacto da paternidade (ou sua falta) na formação dos filhos.
A melhor decisão tomada por qualquer pai no cinema de horror de 2026 é, de forma quase antitética à responsabilidade número um de todo pai: ele não aparece. O pai em questão é Jamie (Aaron Taylor-Johnson), figura praticamente inexistente em “Extermínio: O Templo dos Ossos“, de Nia DaCosta, e presença distante no “Extermínio: A Evolução” de Danny Boyle, que termina com ele permanecendo em sua pacata ilha enquanto o filho, Spike (Alfie Williams), parte numa perigosa jornada de amadurecimento. Em uma palavra: Jamie é um péssimo pai.
O problema não é apenas que, em “Extermínio: A Evolução”, ele trai duas vezes sua esposa e mãe de Spike, Isla (Jodie Comer). Ela está com câncer terminal, e, como acontece com qualquer cônjuge enlutado, Jamie tem o direito de seguir em frente. O que pesa é que ele segue adiante rápido demais: Isla ainda está viva (ainda que doente) quando o filme começa, e Jamie demonstra abertamente interesse em Rosey (Amy Cameron), professora de Spike, que cuida das crianças em Lindisfarne — onde um enclave de sobreviventes humanos vive na Grã-Bretanha pós-apocalipse zumbi.
Poder-se-ia perdoar o caso extraconjugal se Jamie deixasse apenas uma marca tênue na vida de Spike; o coração quer o que quer, e o luto é um fator de risco profundo para a infidelidade. Mas o luto não é um marionetista, e Jamie não é um fantoche: ele faz escolhas. Esperamos que ele faça escolhas melhores ao criar a filha adotiva recém-nascida, que Spike nomeia em homenagem à mãe e deixa aos cuidados de Jamie antes de voltar às terras selvagens da Grã-Bretanha para completar seu rito de passagem. Talvez saibamos mais em 28 Years Later: Whenever Production Gets A Greenlight.
No entanto, é melhor que Jamie esteja fora de cena em 28 Years Later: The Bone Temple — se não por respeito ao sofrimento de Spike na busca por sua liberdade no primeiro filme, então porque a ausência de Jamie transforma os primeiros seis meses de 2026 no cinema de horror em um comentário sobre paternidade em abstenção. Pais decentes são raros nos filmes de terror deste ano; pais ruins são abundantes.
Em Cold Storage, há Mike (Aaron Heffernan), ex-namorado da co-protagonista Naomi (Georgina Campbell) e pai da filha dela. Ele é o primeiro personagem do enredo principal a hospedar um fungo espacial que o transforma num zumbi pegajoso, ansioso para espalhar a infecção. Em Ready or Not 2: Here I Come, Chester Danforth (David Cronenberg) pede que seus filhos do inferno, Ursula e Titus (Sarah Michelle Gellar, Shawn Hatosy), o asfixiem para que possam ocupar seu lugar num novo jogo de esconde-esconde com Grace (Samara Weaving), a final girl do primeiro filme.
Não vemos o pai já falecido de Ohm Bauman (Adam Scott) em Hokum, de Damian McCarthy; sabemos apenas que Ohm o detestava — pela forma comovente como Ohm espalha as cinzas da mãe nas terras irlandesas, em contraste com a maneira descerimoniosa como descarta as do pai. E se Travis (Robert Taylor) não é exatamente um mau pai em Saccharine, ele é, na melhor das hipóteses, ineficaz — e, na pior, peça central no relacionamento pouco saudável da filha Hana (Midori Francis) com a alimentação.
Nenhum desses filmes é diretamente “sobre” dinâmicas pai-filho, claro. O tema costuma ficar em segundo plano diante de uma gama variada de assuntos: obsessões com dietas (Saccharine), críticas gastas à elite global (Ready or Not 2), metáforas ainda depressivamente relevantes da COVID (Cold Storage) ou a angústia da meia-idade alimentada por culpa não resolvida (Hokum).
Mas o distanciamento de Jamie em “Extermínio: O Templo dos Ossos” convida o público a pensar no impacto que os pais exercem na vida dos filhos — seja por envolvimento ou por apatia. Ohm seria tão insuportavelmente arrogante ao ponto de queimar um bellhop (Will O’Connell) só para provar um ponto sobre as dificuldades de ser um escritor profissional se seu pai não o tivesse maltratado quando criança? O que seriam Ursula e Titus se não o produto da influência elitista de Chester? Hana é vítima do gotejamento algorítmico de conteúdo nas redes sociais, ou está predisposta a reagir a esses efeitos por conta das condições de saúde de Travis?
E, acima de tudo, a pergunta grandiosa que esses filmes levantam em conjunto: o que faz um pai verdadeiramente presente pelos seus filhos? Talvez seja injusto cobrar respostas — os filmes são circuitos fechados onde a ausência se sente, mas não se resolve. Ainda assim, não basta simplesmente estar por perto, tampouco ter estado. Um pai deveria ajudar os filhos a aprender a conduzir suas vidas, em vez de simplesmente colocar o volante nas mãos deles e desaparecer enquanto tentam entender a mecânica sozinhos.
Fonte: originalmente publicado por www.fangoria.com. Leia a matéria original.


Crédito: conteúdo adaptado a partir de publicação original de www.fangoria.com.
👻 A gente sabe que fantasma não paga aluguel...
...mas a gente paga! ☠️
Então ajude o Toca o Terror a continuar publicando notícias, críticas e conteúdo feito especialmente para você.
Notícias
THE VAMPIRE LESTAT agita por uma noite com novo especial
AMC anuncia The Vampire Lestat: One Night Only Live, gravação do show de Sam Reid como Lestat; especial estreia no AMC+ em 23 de agosto. Informação publicada originalmente por www.fangoria.com.
Para quem não pôde ver Sam Reid se apresentar ao vivo no Beacon Theatre, em Nova York, neste verão, a AMC tem uma solução. Foi anunciada a data de lançamento de The Vampire Lestat: One Night Only Live, um registro especial da apresentação em que Reid canta em personagem como seu Lestat de Interview With the Vampire.
O novo especial ao vivo traz performances das músicas originais da terceira temporada, compostas por Daniel Hart, com faixas como “Long Face”, “All Fall Down” e “Butterscotch Bitch”, acompanhadas por uma banda completa.
The Vampire Lestat, título pelo qual é mais conhecida a terceira temporada de Interview With the Vampire, marcou o retorno de Sam Reid como Lestat, agora consolidado em sua era de rockstar. Também retornam para a terceira temporada Jacob Anderson, Assad Zaman, Eric Bogosian e Delainey Hayles, além da nova integrante Jennifer Ehle.
Sinopse da temporada: Ressentido com a retratação superficial no bestseller trash “Interview with the Vampire”, o Vampire Lestat (Sam Reid) corrige sua história do jeito que só ele sabe — formando uma banda e saindo em turnê. Gabriella. Nicholas. Magnus. Marius. Those Who Must Be Kept. Eles se juntam a Louis, Armand, Molloy, Sam, Raglan, Fareed e outros sobre os quais ainda não podemos falar, em uma peregrinação sexy através do espaço, do tempo e do trauma. Sem Auto-Tune. Sem Trigger Warnings. Todas as sensações amplificadas.
A série foi recentemente renovada para uma quarta temporada, que adotará outro título (complicando o SEO) à medida que o foco se volta para Akasha, a Queen of the Damned titular. Hannah Moscovitch assumirá como showrunner da nova temporada, com Rolin Jones, showrunner da terceira temporada, deixando a série.
The Vampire Lestat: One Night Only Live estreia no AMC+ em 23 de agosto.
Informação publicada originalmente por www.fangoria.com.


Crédito: conteúdo adaptado a partir de publicação original de www.fangoria.com.
👻 A gente sabe que fantasma não paga aluguel...
...mas a gente paga! ☠️
Então ajude o Toca o Terror a continuar publicando notícias, críticas e conteúdo feito especialmente para você.
Notícias
Reboot de “LEPRECHAUN” em andamento com roteiristas de “SAW”
Lionsgate retoma o reboot da franquia Leprechaun com roteiro de Patrick Melton e Marcus Dunstan e produção da Twisted Pictures; Oren e Miles Koules estão envolvidos.
Lionsgate voltou a avançar com um reboot da franquia Leprechaun, segundo fontes confiáveis. Pouco se sabe sobre o projeto, mas apurou-se que os roteiristas Patrick Melton e Marcus Dunstan — conhecidos por seu trabalho na franquia Saw — assinarão o roteiro.
A produção ficará a cargo da Twisted Pictures, liderada pela dupla pai e filho Oren e Miles Koules. Em comunicado confirmando o reboot, Oren Koules declarou: “Depois de produzir todos os filmes Saw, e vinte e três anos maravilhosos na Lionsgate, estou empolgado por trabalhar novamente com a equipe da Lionsgate, Patrick e Marcus, e meu filho, Miles, em uma nova e aterrorizante incursão ao rico mundo de Leprechaun.”
Este será o nono filme da série Leprechaun, que já passou pela Idade Média, Las Vegas, o espaço sideral e, memoravelmente, “tha Hood”. A franquia gerou duas estreias cinematográficas, cinco longas lançados diretamente em vídeo e uma produção original para o canal SyFy.
Informação originalmente publicada por www.screamhorrormag.com.
Crédito: conteúdo adaptado a partir de publicação original de www.screamhorrormag.com.
👻 A gente sabe que fantasma não paga aluguel...
...mas a gente paga! ☠️
Então ajude o Toca o Terror a continuar publicando notícias, críticas e conteúdo feito especialmente para você.
Notícias
Astro de “SCREAM” Mason Gooding escalado para sequência de “CRAWL”
Mason Gooding e Emily Rudd foram confirmados como protagonistas de Crawl 2, dirigido por Alexandre Aja; as filmagens devem começar em breve na Hungria e a história se passará em Nova York.
Foi confirmado que os atores Mason Gooding e Emily Rudd serão os protagonistas de Crawl 2, sequência do filme de 2019 dirigido por Alexandre Aja.
O longa original mostrava jacarés invadindo um subúrbio da Flórida durante um furacão de categoria 5. Produzido com um orçamento modesto de US$ 12 milhões, Crawl foi um sucesso surpresa, arrecadando mais de US$ 90 milhões mundialmente.
Desde o anúncio da sequência, em 2024, avanços sobre o projeto foram escassos — até agora. Fontes confirmam que Gooding, conhecido por interpretar Chad Meeks-Martin nas três últimas produções de Scream, e Rudd, que ganhou destaque no universo do horror ao protagonizar a trilogia Fear Street (2021), liderarão o elenco.
As filmagens de Crawl 2 devem começar nas próximas semanas, com produção prevista para a Hungria. Diferentemente do original, a sequência levará a ação de volta ao norte: a história se passará em Nova York, onde parte da cidade ficará parcialmente alagada e será atacada por jacarés vorazes, segundo um informante confiável.
Alexandre Aja retorna à direção do projeto, com roteiro assinado por Andrew Deutschman e Jason Pagan.
Informação publicada originalmente por www.screamhorrormag.com.
Crédito: conteúdo adaptado a partir de publicação original de www.screamhorrormag.com.
👻 A gente sabe que fantasma não paga aluguel...
...mas a gente paga! ☠️
Então ajude o Toca o Terror a continuar publicando notícias, críticas e conteúdo feito especialmente para você.
-

Críticashá 6 anosCRÍTICA: Tumba Aberta (2013)
-

Críticashá 6 anosCRÍTICA: February (2015)
-

Críticashá 7 anosCRÍTICA: Banana Splits – O Filme (2019)
-

Críticashá 13 anosCRÍTICA: Begotten (1991)
-

Críticashá 5 anosCRÍTICA: O Homem nas Trevas (2016)
-

Dicashá 6 anosCURIOSIDADES: 13 Fatos que Você não Sabia sobre Jason e a Franquia Sexta-Feira 13
-

Críticashá 5 anosCRÍTICA: O Estranho Thomas (2013)
-

Críticashá 10 anosCRÍTICA: A Bruxa (2016)



















