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Prepare-se para THE MUMMY de Lee Cronin com seu perturbador filme de estreia sobre uma criança
Antes de The Mummy chegar aos cinemas, revisitamos The Hole in the Ground, o primeiro longa de Lee Cronin, que já mostrava sua fascinação por criaturas, percepções distorcidas e o medo ligado à parentalidade.
O terceiro longa de Lee Cronin, The Mummy, estreia nos cinemas esta semana e, além de ser uma reimaginação de um monstro clássico do cinema, volta a explorar temas recorrentes do diretor e roteirista. A trama acompanha Katie, uma garota que desapareceu anos antes e retorna à família transformada de maneiras horríveis pelas experiências que viveu. O que acontece em seguida coloca cada membro da família em risco, obrigando-os a lidar com o monstruoso.
Esse território não é inédito para Cronin, mas certamente é fértil. Ele já o investigou de formas que reviram o estômago em filmes anteriores, como o assombroso Evil Dead Rise, e sete anos atrás em seu longa de estreia, The Hole in the Ground. Mesmo que você só tenha visto o trailer de The Mummy, é possível identificar o DNA compartilhado entre esse filme e o primeiro do cineasta. Antes de The Mummy chegar às salas, vale revisitar o filme que deu início a tudo.
Assim como em The Mummy, The Hole in the Ground conta a história de uma criança que volta para os pais, alterada por uma força sobrenatural desconhecida, mas é narrado de maneira muito mais enxuta e íntima. Lançado em 2019, o filme começa com uma família já à beira do colapso, quando Sarah (Seána Kerslake) foge de um casamento possivelmente abusivo com o filho pequeno, Chris (James Quinn Markey), para viver em uma comunidade rural na Irlanda.
Sarah e Chris são próximos, embora Chris não compreenda totalmente por que o pai não está com eles. Fica claro que ela é uma mãe amorosa e dedicada, mas algo não está certo. Depois de descobrir uma cratera estranha e enorme na mata perto da casa, Sarah entra em pânico ao perceber que Chris desapareceu. Ele reaparece momentos depois, mas nos dias e semanas seguintes Sarah fica cada vez mais convencida de que o menino que compartilha sua casa não é, de fato, seu filho.
Isso segue a estrutura clássica do folk-horror, enquanto Cronin monta uma história moderna de changeling no meio de uma floresta irlandesa idílica e adiciona personagens secundários que acentuam os temores de Sarah. Seja em jantares com amigas ou ao cruzar com um dos vizinhos inquietantes, todos parecem ter uma história sobre uma criança que alguém não reconhece mais — alguém levado à loucura pela convicção de que seu ente querido foi embora e substituído por uma coisa usando sua pele. É inegavelmente eficaz, mas é o que Cronin faz dentro desse paradigma que faz The Hole in the Ground se destacar.
Visualmente, há três motivos claros que se repetem ao longo do filme. Planos de espelhos enquadram a narrativa, enquanto câmeras desempenham papel chave nas tentativas de Sarah de investigar a identidade de Chris. Ambos são modos de ver, mas nenhum mostra a realidade absoluta. Fotos e reflexos colocam o espectador e as personagens em uma leve distância, erguendo um véu sobre o olhar.
Espelhos mentem, câmeras também podem enganar, e essa natureza velada da percepção coloca Sarah em conflito não só com Chris, mas consigo mesma. Ela duvida, agoniza, enquanto o comportamento estranho do menino se intensifica. Ela o pega comendo uma aranha, quando sabe que ele odeia aranhas, e apesar das tentativas de um médico de acalmá-la dizendo que às vezes meninos comem coisas estranhas, ela nunca fica totalmente convencida. Até ficar.
Há também a questão da terra, que a câmera de Cronin sempre retrata como algo que remete tanto ao crescimento quanto às sepulturas. Terra é o que você acumula sob as unhas ao trabalhar para criar algo novo, ao cultivar e fertilizar novos começos e nutrir vida fresca. É também onde se escondem coisas — algo enfatizado pela cena inesquecível em que Sarah encontra o corpo do vizinho com a cabeça enterrada no solo. E há a cratera título, o “hole in the ground”, um vazio imenso que pode ser onde algo impactou a terra ou por onde algo escapou.
Na visão de Sarah, a cratera é quase incompreensivelmente grande, um abismo no qual qualquer coisa pode despencar: seu filho, sua sanidade, e aquilo que ela espera cultivar para sua pequena família na floresta. Como os espelhos e as câmeras, a terra pode distorcer, enganar ou até atrair. Ela nos convida a interpretar suas profundezas, mesmo que não gostemos do que encontramos.
Todos esses motivos servem para sublinhar a principal fonte do medo em The Hole in the Ground — e não se trata apenas da criança estranha que come aranhas quando acredita que sua “mãe” não está olhando. Cronin compreende, desde o primeiro quadro, que a parentalidade é um espelho de casa de horrores. Sua percepção de muitas coisas muda no momento em que você se torna pai ou mãe, e só piora conforme a criança cresce, porque nenhum dia é igual ao outro.
Livros de parentalidade dirão que rotina e consistência são essenciais para o bem-estar infantil, mas a verdade é que não existe rotina quando há um menino correndo pela casa. A lenda do changeling nasceu dessa constatação. Crianças podem ser anjos num dia e demônios no outro. Podem escorregar nas escadas e te deixar com medo de casas de dois andares para sempre. Podem soltar um comentário no calor de um momento que faça você se sentir um fracasso por dias, semanas ou mais.
Para pais, os próprios filhos são poços ao redor dos quais a realidade se dobra, e por mais preparado, estável ou determinado que você seja, nunca está verdadeiramente pronto para cada novo campo de distorção.
A atuação de Kerslake se apoia em tornar esse fenômeno crível dentro da ficção, e assim como outras grandes mães do horror — Ellen Barkin, Essie Davis, Toni Collette — ela se entrega completamente à transformação. Sua performance dói na tensão entre a realidade e o que ela percebe como realidade, e mesmo quando toma todas as medidas — tentar medicação, levar Chris ao médico, buscar ajuda de amigas — as coisas continuam a se deteriorar.
As atuações centrais (Markey também se destaca) transformam The Hole in the Ground em uma aula de horror como metáfora, mas o que faz de Cronin um cineasta de horror tão eficaz é sua insistência em aprofundar o tema enquanto ainda entrega elementos próprios de filme de criatura.
Informação originalmente publicada por www.fangoria.com.

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5 casas assombradas que você só encontra no Orlando Halloween Horror Nights
Universal’s Halloween Horror Nights em Orlando celebra seu 35º aniversário com cinco casas originais exclusivas, incluindo personagens recorrentes e atrações inéditas que só existem no parque da Flórida. Informação originalmente publicada por www.fangoria.com.
O Universal’s Halloween Horror Nights está quase chegando! Enquanto nos preparamos para ir a Orlando e celebrar o 35º aniversário do evento, destacamos as casas que os fãs só encontrarão por lá. Para quem não conhece, o Halloween Horror Nights acontece em duas costas: o Universal Hollywood, na Costa Oeste, e o Universal Orlando, na Costa Leste.
O Horror Nights em Orlando começou em 1991 como Universal Studios Fright Nights, antes de adotar o título pelo qual o evento é conhecido desde o ano seguinte. O ano inaugural teve uma única casa assombrada — bem diferente do que o evento se tornou hoje.
Com amplo espaço à disposição, o Horror Nights Orlando conta com 10 casas construídas nos palcos fixos do parque e cinco zonas de sustos distintas. Fãs de longa data conhecem bem as casas originais do parque, centradas em personagens criados especialmente para o evento.
Além das casas licenciadas que os espectadores de Hollywood também poderão ver este ano, o Orlando Horror Nights terá cinco casas originais exclusivas, sendo que duas trazem personagens favoritos que retornam. A seguir, a lista completa das cinco casas originais que chegam a Orlando este ano.
Cybergoria apresenta visitantes a um conjunto de máquinas obcecadas em fazer os humanos viverem para sempre — mesmo que isso custe a vida desses mesmos humanos. Atração que leva os convidados milhares de anos no futuro; cabe a eles tentar se manter fora do alcance das máquinas.
Entre em uma propriedade rural isolada que foi destruída por uma nave de alienígenas grays em busca de novos cobaias. Os visitantes terão de atravessar cenários consumidos pela presença extraterrestre.
No cardápio? Você! Atravesse um zoológico abandonado: os animais se foram, mas agora você precisará sobreviver enquanto é caçado por facções canibais em guerra. Pelas minhas experiências, as casas com tema canibal costumam ter o cheiro mais desagradável — não sei qual aroma tentam reproduzir nessas atrações famintas por carne humana, mas sempre me provoca ânsia. Veremos se esse odor putrefato aparece também aqui.
Há poucas coisas que eu gosto mais do que uma maratona de filmes de terror durante a noite apresentada por um legítimo apresentador de terror noturno. H.R. Bloodengutz, apresentador favorito do WKNB Midnight Horror Show em Orlando, retorna para sua terceira participação no Horror Nights com um especial de sustos de Halloween.
Informação originalmente publicada por www.fangoria.com.


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Octavia Spencer dá atualização sobre sequência de “Ma”
Mais de um ano após anúncio de Jason Blum, atriz diz que foco é acertar o roteiro e que Blumhouse prepara surpresas; roteiro em desenvolvimento e Ashley Nicole Black trabalha na sequência.

Passou-se mais de um ano desde que Jason Blum anunciou estar “ativamente” desenvolvendo uma sequência de Ma (2019) e confirmou que a vencedora do Oscar, Octavia Spencer havia concordado em reprisar a personagem-título. Desde então, porém, poucas informações foram divulgadas sobre o andamento do projeto.
Em declaração recente, Octavia Spencer falou sobre o progresso do desenvolvimento, ressaltando que o foco está em acertar o roteiro: “Estamos trabalhando duro para entregar um ótimo roteiro. A Blumhouse é a melhor no que faz. Vai estar repleto de surpresas.”
O comentário sugere que já exista um rascunho e que Spencer teve acesso a ele. A atriz e comediante Ashley Nicole Black estaria colaborando na sequência, embora ainda não se saiba se o diretor do primeiro filme, Tate Taylor, vai retornar.
Taylor já demonstrou interesse em uma continuação no passado, afirmando ter deixado Ma em aberto propositalmente para possibilitar uma continuação: “Não acho que imaginávamos que Ma teria essa vida pós-lançamento como um fenômeno de culto, e acho que vale a pena discutir [uma sequência]. Sei que Octavia faria, por isso deixei propositalmente a morte dela ambígua!”
Com Ma ganhando status cult, há demanda por uma sequência — resta aguardar que as coisas avancem mais rápido.
Informação publicada originalmente por www.screamhorrormag.com.
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Remake polêmico de POSSESSION, de Parker Finn, ganha data de lançamento
O remake de Possession dirigido por Parker Finn, que divide opiniões na comunidade do horror, terá estreia em 2027 pela Paramount. A produção mantém elenco de destaque e alguns dos produtores originais mencionados na matéria publicada por www.fangoria.com.

Embora a recepção entre fãs do horror permaneça morna, o remake de Possessão (Possession) dirigido por Parker Finn segue em frente. A Paramount definiu oficialmente 2027 como o ano de lançamento do filme, que tem Callum Turner e Margaret Qualley como protagonistas numa releitura do terror psicológico de Andrzej Żuławski.
O longa, cuja razão de ser tem sido questionada por parte do público, coloca Turner e Qualley nos papéis originalmente ocupados por Sam Neill e Isabelle Adjani — um casal cuja relação mergulha quase literalmente no inferno quando Anna, personagem de Adjani no original, pede o divórcio e, em seguida, perde o controle.
O remake também terá no elenco Diego Calva, Madeline Brewer, Emory Cohen, Nicholas Alexander Chavez e Paul Dano. Finn dirige a partir de seu próprio roteiro.
A nova versão é produzida por Finn e Jonathan Fass pelo selo Bad Feeling, ao lado de Roy Lee, Andrew Childs, Marc Bienstock e, curiosamente, Robert Pattinson entre os produtores. O projeto marca o primeiro filme de Finn desde o sucesso de Smile e sua sequência, e é também o primeiro de suas obras a não ser uma ideia original.
Em um cenário em que ideias originais parecem cada vez mais raras, questiona-se a necessidade deste remake. Se, por um lado, grandes estúdios vêm apostando em refilmagens que muitas vezes desprovidoas do espírito dos originais, por outro chama atenção a decisão de revisitar um filme tão enraizado na vida pessoal de seu diretor original, potencialmente ofuscando seus temas em nome de um lucro nostálgico.

Informação publicada originalmente por www.fangoria.com.
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