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CRÍTICA: Fale Comigo (2023)

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Fale Comigo

Fale Comigo“, de 2023, com produção da A24, marca a estreia na direção à quatro mãos dos gêmeos Danny e Michael Philippou. Conhecidos por seu canal “RackaRacka” no YouTube, conseguiram com um orçamento modesto de 4.5 milhões de dólares australianos, realizar uma produção que não deixa nada a desejar às produções de 10 ou 20 milhões de dólares americanos. O lance é que a obra estreou com boa recepção nos festivais de Sundance e Berlim e agora chegou aos cinemas brasileiros prometendo deixar muita gente com o c… na mão.

Após um breve e marcante prólogo conhecemos Mia (Sophie Wilde), garota que após 5 anos da morte de sua mãe, ainda sofre as consequências de seu luto e tem uma conturbada relação com o pai. Em uma noite qualquer, após levar para casa Riley (Joe Bird), o irmão mais novo de sua amiga Jade (Alexandra Jensen), Mia finda “se convidando” para uma festa nada convencional em que, de posse de uma “mão mágica” de origem desconhecida (alguns dizem ser a mão embalsamada de um feiticeiro/médium, outros dizem que ela era o membro de um satanista), jovens descobrem uma nova curtição: a invocação de espíritos.

Sim! Essa é a diversão! Ser possuído por algum espírito aleatório por, no máximo, 90 segundos, pois dizem que as coisas não costumam ser muito boas para quem ultrapassa esse tempo. Enquanto isso, todos filmam o espetáculo com seus celulares (para depois viralizar os vídeos) e aguardam sua vez de poder dizer “Fale comigo” e “eu deixo você entrar” ao segurar a bendita mão.

Bem, nessa “roleta russa” sobrenatural, não precisa ser cartomante para adivinhar que nossa protagonista e outros envolvidos na história irão ultrapassar essa barreira dos 90 segundos e isso vai culminar em um monte de desgraça, abertura de portas que não deveriam ser abertas, sustos, auto-mutilação com tentativa de arrancar o próprio olho, lambida de cachorro na boca e o diabo a quatro. né? Pois é…

Curiosidade: o lance do grupo cronometrar “experimentos não convencionais” me lembrou um outro filme que gosto muito chamado “Linha Mortal“, de 1990 (que teve um remake bem ruim em 2017, chamado “Além da Morte”). E por falar nisso, uma coisa que achei ótimo foi que geralmente quando temos um monte de jovem reunido em filme de horror, estão lá apenas para serem descartados e dificilmente criamos empatia por eles. Em “Fale Comigo” a coisa foge um pouco desse lugar comum. Com boas atuações e caracterização dos personagens, por mais que nos provoquem a largá-los de mão, findamos nos “apegando” a eles.

O roteiro, que também conta com a colaboração de um dos diretores, mexe de forma bem equilibrada com temas como luto, relações familiares, bullying, conflitos geracionais, e brinca com o espectador a ponto de te fazer sair da sala de cinema com algumas pulgas atrás da orelha e a sensação de que vem continuação por aí (E, sim, vem continuação por aí… Já tá confirmado). Juntando tudo isso e regando com um gore contido mas eficiente, algumas cenas bem marcantes, algumas bizarrices e sustos, com certeza temos a receita para um dos filmes do ano.

A estreia oficial será no dia 17 de agosto nos cinemas do Brasil.

Escala de tocância de terror:

Título original: Talk to Me
Direção: Danny Philippou e Michael Philippou
Roteiro: Danny Philippou, Bill Hinzman e Daley Pearson
Elenco: Sophie Wilde, Alexandra Jensen, Joe Bird, Zoe Terakes, Miranda Otto e outros
Ano de lançamento: 2023
Sinopse: “Fale Comigo” acompanha um grupo de amigos que descobre como invocar espíritos usando uma mão embalsamada. Obcecados pela adrenalina, um deles vai longe demais e liberta terríveis forças sobrenaturais.

* Filme visto na Cabine de Imprensa promovida pela Espaço Z no Cinemark Rio Mar

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Simpático de corpo™ Vimeo: https://vimeo.com/jotabosco/ Youtube: https://www.youtube.com/user/sonicbosco/videos

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CRÍTICA: Eles Vão Te Matar (2026)

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Eles Vão Te Matar

Mulher chega em um prédio sinistro e se torna vítima de um complô satanista. Bem, isso aí a gente vê no cinema desde “O Bebê de Rosemary“. Mas nunca de uma forma tão “divertida” como agora em “Eles Vão Te Matar” (They Will Kill You).

Tentando se equilibrar num limite tênue entre humor, terror e ação, o longa de Kirill Sokolov leva Asia Reaves (Zazie Beetz) até o centenário Virgil, um imóvel que esconde segredos entre seus andares. E no gerenciamento de empregados, hóspedes e seguidores de satã está Lily Woodhouse (Patricia Arquette) dando as ordens.

Se você viu o trailer, vai perceber que ali estão ótimas cenas de luta e ataques de uma forma escrachada e devidamente bem coreografadas. São sequências em que Asia tem que literalmente brigar para sobreviver diante dos que querem lhe matar, conforme anuncia o título do filme. Algo como “Constantinemeets Kill Bill“.

Montado um pouco como se fosse um videogame com várias fases em que cada andar do Virgil apresenta um novo desafio, “Eles Vão Te Matar” traz na gênese esse terror de sobrevivência com uma temática sobrenatural/diabólica regado a litros de sangue jorrando na tela. Não tem lá uma crítica social foda nem nada muito inspirador, mas funciona mais do que a continuação que fizeram para “Casamento Sangrento“, em que inventaram uma motivação que não cola.

O diretor russo consegue extrair risadas em meio a cenas grotescas e mostra como a protagonista vira a verdadeira ameaça para seus algozes, utilizando qualquer arma que esteja à mão. Essa sarcástica aventura dura menos de duas horas e mostra que é possível fazer algo assim de forma despretensiosa sem enrolar demais até chegar na catarse final.

Escala de tocância de terror:

* Filme visto em Cabine de Imprensa promovida pela Espaço Z

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CRÍTICA: A Noiva! (2026)

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A Noiva!

Passados dois séculos, Frankenstein segue vivaço na cultura pop. Menos de seis meses depois do lançamento do filme de Guillermo del Toro, chega aos cinemas A Noiva! (The Bride!). O longa, escrito e dirigido por Maggie Gyllenhaal, revisita o universo de Mary Shelley em um thriller noir carregado de empoderamento feminino.

Longe das montanhas e castelos decadentes do horror gótico, a história de A Noiva! começa na glamurosa Chicago da década de 1930. Ao aprontar umas e outras em um jantar repleto de homens perigosos, a jovem Ida (Jessie Buckley) acaba assassinada pelos capangas do chefe da máfia local.

Nesse mesmo espaço de tempo, o monstro de Frankenstein (Christian Bale) chega à cidade em busca da Dra. Euphronius (Annette Bening), renomada especialista em “reanimação”. Com várias súplicas e chantagens sentimentais, Frank convence a cientista a lhe ajudar na missão de conseguir uma companhia amorosa.

Assim, Ida acaba desenterrada e trazida de volta à vida, sem memória, predestinada a subir ao altar. A noiva, porém, é fodona e não está muito disposta a ser bela, recatada e do lar. Sua não submissão, no entanto, desperta ainda mais o interesse de Frank. Infelizmente, após brigarem em um inferninho local, o casal passa a ser perseguido pela polícia e embarca numa fuga pelos EUA.

Como esperado, Maggie Gyllenhaal usa os monstros de Shelley (e seus, agora) para montar uma fábula sobre os rejeitados pela sociedade, sobretudo os do sexo feminino. Seria piegas, se não fosse pelo roteiro esperto, que não deixa nada cair no melodrama. A protagonista não quer favor de ninguém, ela quer exatamente o que lhe pertence: o protagonismo.

Com esse papel, Jessie Buckley entra de vez no panteão das atrizes de destaque da atualidade. Arrastando tudo nesta temporada de premiações, por seu trabalho em Hamnet, a irlandesa está totalmente elétrica (com o perdão do trocadilho), dos trejeitos do que seria uma morta-viva reanimada, passando pelo visual e sotaque carregado. Em pouco mais de duas horas de filme, sua personagem vai de desapegada, à amante amorosa e a líder revolucionária, sem perder a personalidade do caos em pessoa.

Ao seu lado, Christian Bale entende perfeitamente seu status de coadjuvante e entrega um Frankenstein apaixonado e porradeiro na medida certa. Outra figura secundária de destaque é a detetive Myrna Mallow (Penélope Cruz), que serve para escancarar como o machismo não persegue apenas os feios e marginalizados.

Da metalinguagem, com a própria Mary Shelley dando as caras na trama, até diversas referências a clássicos de terror, Gyllenhaal se joga de cabeça no cinema de gênero como uma fã apaixonada. Em um determinado momento, Frank e Ida entram em uma sessão que exibe um longa com Bela Lugosi e saem correndo de lá, perseguidos por uma multidão que carrega tochas. Absolute fan service!

A Noiva tem pouca presença no livro de 1818 (nem chega a ganhar vida), mas conquistou notoriedade com a figura de Elsa Lanchester, no clássico de 1935. De lá para cá, ganhou versões alternativas, como em A Prometida (1985) e Penny Dreadful (2014). Já seu visual dos Monstros da Universal inspirou personagens de algumas animações ao longo dos anos, tendo Comando das Criaturas como o exemplo mais recente.

Com Jessie Buckley, ela tem agora sua variante mais marcante depois de quase um século. Interessante esse filme chegar aos cinema quando os Epstein Files e inúmeros casos de violência contra mulheres estampam as manchetes do Brasil e do Mundo. Queremos e precisamos de uma Noiva caçadora de red pills.

NDE: Tem uma cena pós-crédito

Escala de tocância de terror:

Direção: Maggie Gyllenhaal
Roteiro: Maggie Gyllenhaal
Elenco: Jessie Buckley, Christian Bale e Penélope Cruz
Origem: EUA

* Filme assistido na Cabine de Imprensa promovida pela Espaço Z

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CRÍTICA: Pânico 7 (2026)

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Pânico 7

A franquia “Pânico” (Scream) está de volta para mais “aventuras” do Ghostface. Essa já longeva franquia, no entanto, não parece mais ter o mesmo fôlego depois de 30 anos e tantas sequências. Além das polêmicas, como a demissão de Melissa Barrera e a “pulada de barco” de Jenna Ortega, chega agora aos cinemas o sétimo longa deste icônico representante do slasher moderno.

A trama de “Pânico 7” acompanha Sidney Prescott e sua família, que vivem de forma pacífica numa pequena cidade. A paz é interrompida quando um novo Ghostface surge para não só ameaçar a final girl clássica, como também ter como alvo principal sua filha mais velha. A heroína precisa correr contra o tempo para desmascarar o assassino e acabar com o reino de terror do novo vilão.

Eu estava bem animado com o retorno de Neve Campbell, e o trailer indicava um embate mais pessoal e impactante. Nossa, como eu estava errado… infelizmente! O que vi em “Pânico 7” acabou sendo um filme extremamente perdido e sem razão de existir, que se escora na nostalgia como uma muleta de salvação.

O longa não chega a ser “uma bomba”, mas é o mais fraco da franquia, com toda certeza. A participação de Sidney é boa, muito por conta de sua intérprete, que dá dignidade e carisma à personagem. Acontece que o roteiro fraquinho não ajuda, trazendo personagens novos bem rasos (até para os padrões da franquia) e personagens com um legado subaproveitados.

Além disso, temos a pior cena inicial, a pior revelação do Ghostface e as piores motivações da franquia. Tudo está muito solto e sem sentido. Ainda assim, o gore é o maior da série e o Ghostface está bem brutal, mas só isso não salva o longa.

Outra coisa que me impressionou foi a ligação que o público tem com a franquia. Em algumas cenas, senti-me em um filme da Marvel: o cinema veio abaixo em uma cena específica e quando rolava alguma participação especial. Ainda assim, o resultado final desagradou o público com quem conversei.

Mesmo pra quem é fã como eu, “Pânico 7” é uma grande decepção. E é com dor que preciso dizer: Tomara que a franquia passe uns bons anos em hiato. É o melhor para todos.

Escala de tocância de terror:

Título original: Scream 7
Direção: Kevin Williamson
Roteiro: Kevin Williamson ,Guy Busick, James Vanderbilt
Elenco: Neve Campbell, Isabel May, Courtney Cox e outros
Ano de lançamento: 2026

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