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DICA DA SEMANA: Pouco Antes do Amanhecer (1981)

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Pouco Antes do Amanhecer

Acampar sempre foi um respiro para os stresses do cotidiano e para pelo menos momentaneamente fugir dos problemas. Mas em vários slashers, esse relaxamento não é uma opção, uma vez que em várias florestas vivem assassinos dos mais variados tipos. O subgênero sugou até o último sumo aproveitando esse mote e “Pouco Antes do Amanhecer” (Just Before Dawn) é mais um exemplar, porém bem acima da média.

A trama acompanha um grupo de jovens felizes querendo sair da rotina da cidade e entrar em contato com a natureza. Sendo que eles não esperavam que a vida urbana seria um pouco mais segura. Uma vez chegando ao local, eles são alertados pelo policial ambiental que devem seguir uma trilha pré-determinada… mas é claro que afoitos que são, eles não seguem essa recomendação e pagarão por sua imprudência. Ao longo do caminho algo ou alguém os observa e está determinado em ceifar suas vidas antes que o sol volte a raiar.

Como este longa é de 1981, época que o slasher estava bombando nos quatro cantos, era inevitável ter comparações com “Sexta-Feira 13”(1980). Ao menos aqui se teve cuidado na construção do clima, dando mais personalidade aos personagens, fazendo que fossem algo além de estereótipos ambulantes.

O ritmo do filme difere um pouco dos slashers da época já que a contagem de corpos além de não ser tão extensa como um filme do Jason, demora um pouco para começar. Com momentos tensos que valem uma conferida até hoje, a ambientação é fantástica e passa beleza, paz e ao mesmo tempo um clima de terror.

Vale citar que o longa é bem menos gráfico que seus contemporâneos, mas isso não é um demérito, já que a projeção é carregada de tensão e algumas surpresas. Os atores mesmo não sendo dignos de Oscar são bem melhores que o esperado para esse tipo de produção e expressam bem a alegria e o pavor.

Pouco Antes do Amanhecer” é um filme injustamente desconhecido por essas bandas e ironicamente é um dos melhores slashers do período. E para quem curte o estilo de filmes em acampamento, este é um prato cheio. Então arrume sua mochila, vai pro YouTube e tente sobreviver até o dia raiar.

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DICA DA SEMANA: O Exorcista III (1990)

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O Exorcista III

Para a dica desta semana eu trago um filme aniversariante: O EXORCISTA III (Exorcist III), escrito e dirigido por Willam Peter Blatty, completa 32 aninhos neste mês de agosto.

O EXORCISTA III é adaptação do livro ESPÍRITO DO MAL / LEGIÃO (Legion, 1983) que é uma continuação direta do livro O EXORCISTA (The Exorcist, 1971). Na trama, o tenente Kinderman investiga uma série de assassinatos que trazem a assinatura do já conhecido serial killer: Gêmeos. O problema é que este assassino está morto há 15 anos. Com a ajuda do amigo padre Joseph Dyer, ambos são levados a revelações cabulosas.

Blatty exibe um domínio enorme na condução do longa. E não é de se espantar, já que é o autor de ambos os livros. Aqui, com a direção em suas mãos, ele imprime sua real visão da própria obra, mantendo um clima constante de tensão como se algo de muito pior fosse acontecer a cada cena. A fotografia do Gerry Fisher é essencial para dar o tom sombrio à trama. Até estátuas sacras dão medo aqui! Sem contar que O EXORCISTA III tem um dos sustos e jumpscares mais cabulosos e inesperados da história do cinema de horror.

Para além da competente produção, o longa conta com a carismática dupla George C. Scott e Ed Flanders, (Kinderman e Dyer respectivamente), Brad Dourif que encarna o assassino de Gêmeos nos conferindo uma performance assustadoramente brilhante e Jason Miller vivendo o sinistro “paciente X”.

É de fato um filme incrível que, para este que vos escreve, por muito tempo foi subestimado por ser o terceiro da franquia O EXORCISTA, quando na verdade deveria ter sido o segundo, já que, como dito no início, se trata da continuação direta do livro. E convenhamos que depois do que rolou em O EXORCISTA 2: O HEREGE, carregar um título desse também não ajuda. Este longa de 1990 poderia ter se chamado simplesmente LEGIÃO como no livro, mas enfim…

Em suma, O EXORCISTA III é um típico terror policial cabuloso que merece ser visto. Ficou curioso? Aproveita que este clássico cult encontra-se no catálogo do HBO Max.

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DICA DA SEMANA: Humanoids From The Deep (1980)

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Humanoids From The Deep

Muito antes do canal SyFy e da Asylum inventar as bizarrices mutantes de tubarões mesclados com jacarés e coisa do gênero, havia uma turma que pegou carona na fórmula de “Tubarão” e espremeu até o bagaço. Então se você estiver a fim de ver um filme deste tipo sem pensar muito, vá até o YouTube e procure por “Humanoids from the Deep“, também conhecido pelo título genérico de “Monster“.
(mais…)

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DICA DA SEMANA: Ratos – A Noite do Terror (1984)

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Ratos - A Noite do Terror

Tem filme ruim que se revela bom. Tem superprodução que acaba sendo um fiasco. E tem “Ratos – A Noite do Terror” (Rats – Notte di terrore) que é um caso à parte. Se sacar a ficha técnica vai entender o porquê.

Produzido pela duplinha Bruno Mattei e Claudio Fragasso, esta tosqueira da sétima arte diverte e impressiona da forma que não deveria. O nobre leitor que já deve ter esboçado um sorriso ao ler o nome dos dois italianos, vai certamente se esbaldar com essa joia. 

A picaretagem já começa pela autoria. Ao invés de Mattei e Fragasso, quem “assume” a direção é Vincent Dawn, um dos vários codinomes do cineasta pras obras em que ele não se orgulha tanto. 

Depois da devida introdução, vamos à história… que se passa em 225 A.B. (After the Bomb) num mundo pós-apocalíptico, onde a população passou a viver no subterrâneo e gangues disputam o território da superfície enfrentando ratos. Sim! Porque ao invés das baratas que sobreviveriam à radiação nuclear, neste filme quem se aproveita do que restou do planeta são os roedores.

Considerando este contexto, não tem muito o que dizer, uma vez que assim como acontece na maioria dessas histórias, os sobreviventes vagam de um canto a outro em busca de proteção e comida. Mas o que eles não contavam é que vão encontrar ratos em quase todo canto. E essas ratazanas estão famintas e sedentas de sangue… 

No entanto, não espere grandes cenas e ataques elaborados. Os ratos, sejam eles vivos ou de pelúcia, são literalmente jogados em cima dos personagens. A reação de nojo e repulsa do elenco pode até compensar a atuação um tanto medíocre, mas tudo faz parte do pacote.

E em meio às brigas de gangues rivais e roedores que mordem o rosto, a barriga e os membros das pessoas por dentro e por fora, quem sobrevive até o final do filme presencia uma cena que teria tudo para ser chocante. Teria, claro, porque nas mãos de Mattei/Fragasso, a tal cena fica tão, mas tão bizarra, que só nos resta rir e aplaudir tamanha ousadia. 

Ratos – A Noite do Terror“, obviamente não é pro bico da Netflix, mas pode ser visto e revisto tranquilamente no YouTube para seu deleite.

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