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DICA DA SEMANA: Síndrome de Ebola (1996)

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Síndrome de Ebola

SÍNDROME DE EBOLA (Ebola Syndrome, 1996) calhou de ser o filme que escolhi e revi para comentar no Toca o Terror essa semana, que infelizmente registrou o segundo dia de maior mortalidade no Brasil em um ano da pandemia de COVID-19. Então deixo logo avisado que esse não é bem o filme mais indicado para alguém que quer se distrair um pouco em meio a uma pandemia.

Aliás… o filme não é indicado a quase seu ninguém, a não ser gente que possa abraçar um cinema extremo demente, com um humor controverso e sem nenhum limite para o politicamente correto. Sem falar de várias cenas envolvendo gore e trocas de fluídos corporais de quase todos os tipos (só faltou o “número 2”…). No meu caso e no de meia dúzia de seres humanos que assistiriam a essa produção nesse momento de nossas vidas, para essas pessoas em particular, SÍNDROME DE EBOLA é uma obra-prima da grosseria.

Temos aqui um dos personagens mais odiosos e depravados já retratados no cinema. Logo nos primeiros minutos de filme, Kai (Anthony Wong) é flagrado no rala e rola com a esposa do patrão e comete três assassinatos nessa confusão. Daí ele foge para a África do Sul, onde trabalha em um restaurante chinês para um casal que aproveita de sua condição de foragido para pagar muito, mas muito pouco.

É quando o protagonista do longa, no auge de sua insanidade, estupra e mata uma mulher de uma tribo sul-africana que estava infectada com o Ebola. Contaminado, ele sofre de uma pesada febre que geralmente mata os doentes, mas sobrevive e vira um agente contaminador, conscientemente espalhando a doença por toda a África do Sul. E, claro, o sujeito volta pra Hong Kong e também vai aprontar muito por lá, começando por infectar duas prostitutas em sua volta para casa.

SÍNDROME DE EBOLA retoma a parceria de “The Untold Story” (1993) com o diretor Herman Yau e o ator Anthony Wong (Fervura Máxima), que está sublime como o detestável Kai. Ambas produções são consideradas Category III, que é o modelo de classificação chinês para filmes que apenas poderiam ser vistos no cinema, alugados ou adquiridos por maiores de 18 anos. O que seria uma classificação etária para o país virou sinônimo de ‘cinema exploitation chinês’ para o redor do mundo.

Depois de seus primeiros longas, Herman Yau tornou-se um dos diretores mais prolíficos e populares do cinema de Hong Kong. Alguns de seus filmes mais recentes podem ser assistidos (mas vejam só…) a um clique de distância pela Netflix, como o ótimo A HOME WITH A VIEW, que tem uma divertida participação especial do próprio Anthony Wong, e THE WHITE STORM 2. Wong e Yau completaram uma trilogia de filmes de horror com o subestimado THE SLEEP CURSE, de 2017.

É correto dizer que pessoas mais sensíveis não terão qualquer diversão com a completa demência que toma conta do filme inteiro. Há ainda algumas cenas com animais que podem incomodar outros espectadores. Mas SÍNDROME DE EBOLA, obviamente, é o caso de um produto de seu tempo e não deve ser levado a sério em momento algum.

SÍNDROME DE EBOLA, por incrível que pareça, pode ser assistido através do YouTube! A qualidade está fraca e a legenda em português tá longe de ser das melhores, mas um link desses quebra o galho para quem deseja assistir ao filme de imediato.

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DICA DA SEMANA: O Exorcista III (1990)

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O Exorcista III

Para a dica desta semana eu trago um filme aniversariante: O EXORCISTA III (Exorcist III), escrito e dirigido por Willam Peter Blatty, completa 32 aninhos neste mês de agosto.

O EXORCISTA III é adaptação do livro ESPÍRITO DO MAL / LEGIÃO (Legion, 1983) que é uma continuação direta do livro O EXORCISTA (The Exorcist, 1971). Na trama, o tenente Kinderman investiga uma série de assassinatos que trazem a assinatura do já conhecido serial killer: Gêmeos. O problema é que este assassino está morto há 15 anos. Com a ajuda do amigo padre Joseph Dyer, ambos são levados a revelações cabulosas.

Blatty exibe um domínio enorme na condução do longa. E não é de se espantar, já que é o autor de ambos os livros. Aqui, com a direção em suas mãos, ele imprime sua real visão da própria obra, mantendo um clima constante de tensão como se algo de muito pior fosse acontecer a cada cena. A fotografia do Gerry Fisher é essencial para dar o tom sombrio à trama. Até estátuas sacras dão medo aqui! Sem contar que O EXORCISTA III tem um dos sustos e jumpscares mais cabulosos e inesperados da história do cinema de horror.

Para além da competente produção, o longa conta com a carismática dupla George C. Scott e Ed Flanders, (Kinderman e Dyer respectivamente), Brad Dourif que encarna o assassino de Gêmeos nos conferindo uma performance assustadoramente brilhante e Jason Miller vivendo o sinistro “paciente X”.

É de fato um filme incrível que, para este que vos escreve, por muito tempo foi subestimado por ser o terceiro da franquia O EXORCISTA, quando na verdade deveria ter sido o segundo, já que, como dito no início, se trata da continuação direta do livro. E convenhamos que depois do que rolou em O EXORCISTA 2: O HEREGE, carregar um título desse também não ajuda. Este longa de 1990 poderia ter se chamado simplesmente LEGIÃO como no livro, mas enfim…

Em suma, O EXORCISTA III é um típico terror policial cabuloso que merece ser visto. Ficou curioso? Aproveita que este clássico cult encontra-se no catálogo do HBO Max.

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DICA DA SEMANA: Humanoids From The Deep (1980)

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Humanoids From The Deep

Muito antes do canal SyFy e da Asylum inventar as bizarrices mutantes de tubarões mesclados com jacarés e coisa do gênero, havia uma turma que pegou carona na fórmula de “Tubarão” e espremeu até o bagaço. Então se você estiver a fim de ver um filme deste tipo sem pensar muito, vá até o YouTube e procure por “Humanoids from the Deep“, também conhecido pelo título genérico de “Monster“.
(mais…)

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DICA DA SEMANA: Ratos – A Noite do Terror (1984)

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Ratos - A Noite do Terror

Tem filme ruim que se revela bom. Tem superprodução que acaba sendo um fiasco. E tem “Ratos – A Noite do Terror” (Rats – Notte di terrore) que é um caso à parte. Se sacar a ficha técnica vai entender o porquê.

Produzido pela duplinha Bruno Mattei e Claudio Fragasso, esta tosqueira da sétima arte diverte e impressiona da forma que não deveria. O nobre leitor que já deve ter esboçado um sorriso ao ler o nome dos dois italianos, vai certamente se esbaldar com essa joia. 

A picaretagem já começa pela autoria. Ao invés de Mattei e Fragasso, quem “assume” a direção é Vincent Dawn, um dos vários codinomes do cineasta pras obras em que ele não se orgulha tanto. 

Depois da devida introdução, vamos à história… que se passa em 225 A.B. (After the Bomb) num mundo pós-apocalíptico, onde a população passou a viver no subterrâneo e gangues disputam o território da superfície enfrentando ratos. Sim! Porque ao invés das baratas que sobreviveriam à radiação nuclear, neste filme quem se aproveita do que restou do planeta são os roedores.

Considerando este contexto, não tem muito o que dizer, uma vez que assim como acontece na maioria dessas histórias, os sobreviventes vagam de um canto a outro em busca de proteção e comida. Mas o que eles não contavam é que vão encontrar ratos em quase todo canto. E essas ratazanas estão famintas e sedentas de sangue… 

No entanto, não espere grandes cenas e ataques elaborados. Os ratos, sejam eles vivos ou de pelúcia, são literalmente jogados em cima dos personagens. A reação de nojo e repulsa do elenco pode até compensar a atuação um tanto medíocre, mas tudo faz parte do pacote.

E em meio às brigas de gangues rivais e roedores que mordem o rosto, a barriga e os membros das pessoas por dentro e por fora, quem sobrevive até o final do filme presencia uma cena que teria tudo para ser chocante. Teria, claro, porque nas mãos de Mattei/Fragasso, a tal cena fica tão, mas tão bizarra, que só nos resta rir e aplaudir tamanha ousadia. 

“Ratos – A Noite do Terror“, obviamente não é pro bico da Netflix, mas pode ser visto e revisto tranquilamente no YouTube para seu deleite.

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