Dicas
DICA DA SEMANA: The Dead Next Door (1989)

[Por Júlio Carvalho]
Estava eu zanzando pela internet procurando algo pra indicar nesse fim de semana até que lá no YouTube acabei encontrando, na íntegra, esta belezura chamada THE DEAD NEXT DOOR, clássico do Home Video do fim dos anos 80, que marcou bastante a época de ouro das vídeo locadoras.

Escrito e dirigido por J.R. Bookwalter, THE DEAD NEXT DOOR nos mostra um cenário de apocalipse zumbi tão avançado que em Washington D.C. já existe uma divisão de elite da polícia dedicada aos mortos-vivos, a Zombie Squad. Basicamente, acompanhamos a oficial Kuller (Jolie Jackunas), o oficial Mercer (Michael Grossi) e Raimi (Pete Ferry) liderando o grupo numa missão pelo interior de Ohio em busca da fórmula de um suposto antídoto desenvolvido por um cientista que resolveria esse problema dos mortos.

Repararam no nome do nosso herói? Pois é! O filme é cheio de homenagens a grandes personalidades do cinema de horror. Além do oficial Raimi (Sam), temos o Dr. Savini (Tom), um comandante Carpenter (John) e de quebra Romero e King são citados como duas baixas dessa tropa. Homenagem é o que não falta aqui, como na cena em que um bando de zumbis invadem uma locadora e escolhem a trilogia de Romero para locar e em outro momento todos estão assistido THE EVIL DEAD na delegacia.

O destaque mesmo aqui são os zumbis. É cada um mais desmantelado que o outro e todos concebidos apaixonadamente por um bom trampo de maquiagem, a exemplo do zumbi Vox. Sem falar dos animatronics, como a cabeça do Crazy Grady Zombie. O gore é bem presente, pois a violência é extremamente gráfica e rende bons momentos de nojeira total, como quando algum personagem é despedaçado ainda vivo por dezenas de mortos-vivos. Ah! E se você ainda acha que os zumbis só passaram a correr dos anos 2000 pra cá, tá muito enganado!

Então, se você é fã de filme de zumbi, vá agora pro canal da Tempe Entertainment (a própria produtora e distribuidora do filme) no YouTube e se divirta com toda honestidade e escatologia de THE DEAD NEXT DOOR. Mesmo sem a opção das legendas em português, dá pra assistir de boa e ainda entender a trama que não é lá essas complicações todas.
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Para a dica desta semana eu trago um filme aniversariante: O EXORCISTA III (Exorcist III), escrito e dirigido por Willam Peter Blatty, completa 32 aninhos neste mês de agosto.

O EXORCISTA III é adaptação do livro ESPÍRITO DO MAL / LEGIÃO (Legion, 1983) que é uma continuação direta do livro O EXORCISTA (The Exorcist, 1971). Na trama, o tenente Kinderman investiga uma série de assassinatos que trazem a assinatura do já conhecido serial killer: Gêmeos. O problema é que este assassino está morto há 15 anos. Com a ajuda do amigo padre Joseph Dyer, ambos são levados a revelações cabulosas.

Blatty exibe um domínio enorme na condução do longa. E não é de se espantar, já que é o autor de ambos os livros. Aqui, com a direção em suas mãos, ele imprime sua real visão da própria obra, mantendo um clima constante de tensão como se algo de muito pior fosse acontecer a cada cena. A fotografia do Gerry Fisher é essencial para dar o tom sombrio à trama. Até estátuas sacras dão medo aqui! Sem contar que O EXORCISTA III tem um dos sustos e jumpscares mais cabulosos e inesperados da história do cinema de horror.

Para além da competente produção, o longa conta com a carismática dupla George C. Scott e Ed Flanders, (Kinderman e Dyer respectivamente), Brad Dourif que encarna o assassino de Gêmeos nos conferindo uma performance assustadoramente brilhante e Jason Miller vivendo o sinistro “paciente X”.

É de fato um filme incrível que, para este que vos escreve, por muito tempo foi subestimado por ser o terceiro da franquia O EXORCISTA, quando na verdade deveria ter sido o segundo, já que, como dito no início, se trata da continuação direta do livro. E convenhamos que depois do que rolou em O EXORCISTA 2: O HEREGE, carregar um título desse também não ajuda. Este longa de 1990 poderia ter se chamado simplesmente LEGIÃO como no livro, mas enfim…

Em suma, O EXORCISTA III é um típico terror policial cabuloso que merece ser visto. Ficou curioso? Aproveita que este clássico cult encontra-se no catálogo do HBO Max.
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Muito antes do canal SyFy e da Asylum inventar as bizarrices mutantes de tubarões mesclados com jacarés e coisa do gênero, havia uma turma que pegou carona na fórmula de “Tubarão” e espremeu até o bagaço. Então se você estiver a fim de ver um filme deste tipo sem pensar muito, vá até o YouTube e procure por “Humanoids from the Deep“, também conhecido pelo título genérico de “Monster“.
(mais…)
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Tem filme ruim que se revela bom. Tem superprodução que acaba sendo um fiasco. E tem “Ratos – A Noite do Terror” (Rats – Notte di terrore) que é um caso à parte. Se sacar a ficha técnica vai entender o porquê.
Produzido pela duplinha Bruno Mattei e Claudio Fragasso, esta tosqueira da sétima arte diverte e impressiona da forma que não deveria. O nobre leitor que já deve ter esboçado um sorriso ao ler o nome dos dois italianos, vai certamente se esbaldar com essa joia.
A picaretagem já começa pela autoria. Ao invés de Mattei e Fragasso, quem “assume” a direção é Vincent Dawn, um dos vários codinomes do cineasta pras obras em que ele não se orgulha tanto.

Depois da devida introdução, vamos à história… que se passa em 225 A.B. (After the Bomb) num mundo pós-apocalíptico, onde a população passou a viver no subterrâneo e gangues disputam o território da superfície enfrentando ratos. Sim! Porque ao invés das baratas que sobreviveriam à radiação nuclear, neste filme quem se aproveita do que restou do planeta são os roedores.
Considerando este contexto, não tem muito o que dizer, uma vez que assim como acontece na maioria dessas histórias, os sobreviventes vagam de um canto a outro em busca de proteção e comida. Mas o que eles não contavam é que vão encontrar ratos em quase todo canto. E essas ratazanas estão famintas e sedentas de sangue…

No entanto, não espere grandes cenas e ataques elaborados. Os ratos, sejam eles vivos ou de pelúcia, são literalmente jogados em cima dos personagens. A reação de nojo e repulsa do elenco pode até compensar a atuação um tanto medíocre, mas tudo faz parte do pacote.
E em meio às brigas de gangues rivais e roedores que mordem o rosto, a barriga e os membros das pessoas por dentro e por fora, quem sobrevive até o final do filme presencia uma cena que teria tudo para ser chocante. Teria, claro, porque nas mãos de Mattei/Fragasso, a tal cena fica tão, mas tão bizarra, que só nos resta rir e aplaudir tamanha ousadia.

“Ratos – A Noite do Terror“, obviamente não é pro bico da Netflix, mas pode ser visto e revisto tranquilamente no YouTube para seu deleite.
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Ariel Bruno
9 de abril de 2018 às 11:41
Pena não ter legenda