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Críticas

CRÍTICA: Parque do Inferno (2018)

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em

Parque do Inferno

[Por Felipe Macedo]

Parques de diversão sempre estiveram em minha memória afetiva. Lembro como era divertido ir no carrinho bate-bate e na montanha-russa, mas o que mais gostava era a ida ao Trem Fantasma e o famigerado Castelo dos Horrores do saudoso Playcenter/Mirabilândia alguns anos depois.

A adrenalina e a sensação de me sentir parte de uma trama de terror sempre tiveram um efeito muito grande em mim. Mas e se a fantasia e a realidade se chocassem e uma ameça real se fizesse presente num lugar como esse? A trama de “Parque do Inferno” segue essa premissa. E é assim que Natalie e seus amigos logo descobrirão.

Um parque temático chamado Hell Fest, que só abre na época de Halloween atrai os jovens para uma noite de sustos e diversão. Sendo que para esse grupo específico, isso se tornará uma luta pela sobrevivência. Simplesmente porque um assassino mascarado resolve fazer deles seu alvo da noite, primeiro assustando, para depois caçá-los um por um. A vítima preferencial, claro, é Natalie, que logo descobriremos ser a ‘final girl’.

“Parque do Inferno” segue à risca a cartilha do slasher e mostra Natalie e seus amigos como pedaços de carne que serão destroçados pelo vilão. Para quem curte slashers dos anos 80 e 90 isso é um prato cheio. O roteiro é previsível, mas não esquece do fator diversão.

Ele não chega a ser inovador ou pretensioso, algo que não posso dizer do no novo Halloween (2018), por exemplo. O clímax me fez lembrar um pouco do clássico de Tobe Hooper “Pague Para Entrar, Reze Para Sair” (1981) e conseguiu me deixar na ponta da cadeira, mesmo tendo quase certeza do que ia acontecer.

A direção também não recicla nada, entregando sustos e momentos gore como nos velhos tempos. E como nos melhores slashers de antigamente, tudo vira arma nas mãos do vilão. Falando nele, seu visual pode parecer genérico e realmente é um pouco, mas tem uma justificativa para isso.

O elenco é formado por carinhas jovens vindas de seriados e estão lá por serem bonitos e para soltar o gogó nas cenas de perseguição, outra coisa que sempre foi marca desse tipo de filme. É por isso que digo que o longa é para quem curte slasher e quer assistir algo descompromissado. Mas informo logo que o passeio no parque valeu a pena.

Escala de tocância de terror:

Diretor: Gregory Plotkin
Roteiro: Seth M. Sherwood, Blair Butler
Elenco: Amy Forsyth, Reign Edwards, Tony Todd e outros
País de origem: EUA
Ano de lançamento: 2018

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4 comentários

1 comentário

  1. Wagner Andrade

    22 de novembro de 2018 às 17:08

    Olá, esse novos slaschers que estão surgindo n chegam de perto com os do começo dos anos 80. Vou conferir esse na segunda. Felipe, infelizmente tiraram do Google o acervo digital do Diário de Pernambuco . Uma pena mesmo pq eu estava curtindo as velhas edições das décadas passadas em PDF.

  2. Wagner Andrade

    24 de novembro de 2018 às 10:05

    Terminei esquecendo. Eu falei sobre essas edições do jornal pq eu gostava de vê a parte VIVER onde tinha os filmes em cartaz.

  3. Amanda

    16 de junho de 2019 às 22:34

    Muito bom, fiquei com um cagaço do c***

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CRÍTICA: Exit 8 (2026)

Publicado

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Exit 8

Quase um ano depois de ser exibido na mostra Midnight Screenings do Festival de Cannes, Exit 8 (8-ban deguchi, 2025) chega aos cinemas brasileiros. O longa é uma adaptação do game de mesmo nome, lançado pela desenvolvedora independente Kotake Create, que foi um enorme sucesso viral em 2023.

Todo mundo sabe como adaptar jogos para as telonas é complicado, exemplos ruins e péssimos não faltam; e bons filmes são poucas exceções. E olhe que, na maioria das vezes, o próprio game já conta com um enredo cinematográfico para dar suporte aos realizadores. Exit 8, no entanto, não tem nada nem perto disso.

A história começa com um cidadão normal (Kazunari Ninomiya) indo para mais um dia de trabalho. No metrô, ele recebe uma ligação da namorada dando a notícia de que está grávida. Enquanto tenta achar um lugar onde o celular pegue melhor, para continuar a complicada conversa, o protagonista vai parar no que parece um corredor comum da estação.

O local, porém, tem um looping temporal e geográfico, no melhor estilo ‘Falha na Matrix’. Após tentar achar à Saída 8, que aparece indicada em uma placa, ele percebe que está andando em círculos e voltando sempre para o mesmo ponto de partida. Nosso heroi resolve então ler as instruções que estão na parede.

1 – Ele precisa passar pelo corredor e memorizar tudo que tem lá (posteres pendurados, portas, placas, armários e um sujeito esquisito que passa caminhando).
2 – Na segunda passada, se tiver tudo do mesmo jeito, é só seguir.
3 – Se tiver algo diferente (chamado aqui de anomalia), ele precisa retornar ao ponto de partida. Isso tem que ser feito oito vezes, corretamente, para achar a saída. Se ele errar alguma coisa, volta à estaca zero.

Jogar isso numa tela, caçar detalhes e pegadinhas, pode ser divertido. Assistir a alguém fazendo, nem tanto. Por isso, o roteiro tenta fazer com que simpatizemos com o protagonista, trazendo a história da paternidade de volta, de tempos em tempos, para dar uma carga dramática. O problema é que só isso não basta para nos manter interessados numa história de um personagem solitário em um cenário minimalista.

Algumas anomalias mais extravagantes chegam a empolgar pela bizarrice visual que tanto amamos no cinema japonês, porém não salvam o dia. O filme até melhora com a inserção de uma nova trama (bem imprevisível), mas ela não dura muito. Entra então uma ‘crítica social foda’ sobre a rotina e o cotidiano vazio da sociedade moderna, que outros pessoas já fizeram bem melhor.

Exit 8 foi mais longo do que deveria, assustou menos do que podia e ainda conseguiu nos colocar no meio de um dilema que deveria parecer comovente, mas acabou sendo apenas brega. Fuja desse beco sem saída.

Escala de tocância de terror:

Direção: Genki Kawamura
Roteiro: Kotake Create, Kentaro Hirase e Genki Kawamura
Elenco: Kazunari Ninomiya, Yamato Kochi e Naru Asanuma
Origem: Japão

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Críticas

CRÍTICA: O Menu (2022)

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O Menu

O mais difícil de escrever sobre O Menu (The Menu, 2022) é não fazer analogias com comida, sendo que o filme mostra que ideias ‘requentadas’ podem render um ótimo prato. Ok, passado esse primeiro momento ‘metáfora gourmet’, vamos à sinopse. Um seleto grupo de 12 pessoas viaja até a pequena ilha Hawthorn, para jantar em um restaurante de alta gastronomia, comandado pelo excêntrico chef Julian Slowik (Ralph Fiennes).

A clientela reúne críticos gastronômicos, novos milionários, velhos milionários, um ator em decadência, sua empresária e um casal comum – Tyler (Nicholas Hoult) e Margot (Anya Taylor-Joy) – que desembolsaram um valor exorbitante para provar as delícias do estabelecimento.

Enquanto ela está pouco se importando com as iguarias servidas, Tyler é um aficionado pela arte da boa mesa. Sempre que pode, ele despeja seu conhecimento sobre o tema, cita realities shows culinários que viu e reviu, e tenta, a todo custo, conseguir dar uma palavrinha com Slowik, seu ídolo.

Após uma tour pela ilha, os clientes se acomodam no salão para o banquete. Assessorado por uma equipe gigantesca, o chef começa a desfilar seu cardápio exótico, mas a apresentação de cada prato vem acompanhada de uma situação bizarra. Como era de se esperar, o grande mistério de O Menu é saber o que uniu aquele monte de pessoas desconhecidas naquele ambiente que vai sendo tomado de tensão aos poucos.

O primeiro ponto forte, que provavelmente é que vai fazer você querer vê-lo, é o elenco de ponta, encabeçado por Taylor-Joy (a dona do filme), Fiennes e Hoult. O trio é acompanhado de perto por John Leguizamo, Janet McTeer e Hong Chau (perfeita como a maitre controladora, uma das melhores personagens do longa).

Mas o longa dirigido por Mark Mylod não é apenas sobre gente em perigo. O roteiro de Seth Reiss e Will Tracy satiriza desde a futilidade dos novos ricos, a arrogância dos influenciadores, até a popularização de programas no estilo masterchef, que, por vezes, enfeitam demais o simples ato de saborear uma boa comida. Talvez, o único pecado do filme seja um certo desdém com alguns personagens, que podiam ser mais bem explorados, porém isso vai do gosto de cada um.

O que conta mesmo em “O Menu“, como dito no primeiro parágrafo, é a forma como os clichês de suspense são colocados na mesa, sem perder a mão. A teia de reviravoltas funciona no ponto e prende o freguês até a sobremesa. Bom, eu avisei que seria difícil não fazer analogias com comida, então, bon appétit.

Escala de tocância de terror:

Título original: The Menu
Direção: Mark Mylod
Roteiro: Seth Reiss e Will Tracy
Elenco: Anya Taylor-Joy, Ralph Fiennes e Nicholas Hoult
Origem: EUA

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CRÍTICA: Corrente do Mal (2016)

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Corrente Do Mal

[Por Jarmeson de Lima]

De antemão, antes de começar esta resenha propriamente dita, queria parabenizar o diretor David Robert Mitchell por este filme. Neste universo do cinema de horror onde a tentação pelos clichês e tramas previsíveis é tão fácil, é cada vez mais difícil ver tramas na cinematografia ocidental com elementos originais e premissas diferentes. (mais…)

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