Dicas
DICA DA SEMANA: A Cidade dos Amaldiçoados (1995)

[Por Gabriela Alcântara]
Se você é como eu e tem uma paixão especial por filmes de John Carpenter e também por crianças maléficas com olhos que brilham (um beijo pra Bonnie Tyler e sua obra prima, Total eclipse of the heart!), “A Cidade dos Amaldiçoados” é o filme certo pra dar o pontapé inicial no final de semana. Claro que, especialmente nos dias de hoje – e especialmente entre o público mais jovem – o filme pode arrancar algumas risadas devido aos efeitos especiais datados. Então se você for assisti-lo sem pretensões de assistir a um filme sério, seria ainda melhor.

Passado em uma vila no interior dos Estados Unidos, o filme nos apresenta o que acontece dentro desta comunidade após um dia em que todos sofrem um desmaio súbito – inclusive animais. Alguns dias depois, o médico da cidade descobre que todas as mulheres estão grávidas, inclusive uma adolescente virgem.
A saga é acompanhada pela agente governamental Susan Verner (a maravilhosa Kirstie Alley), que inclusive propõe acompanhamento pré-natal custeado pelo governo. Diante da oferta de dinheiro e também de um sonho bizarro (e com efeitos um tanto toscos), todas decidem manter a gravidez e o parto normal, que acontece no mesmo dia, em um galpão local.

Além de nascerem no mesmo dia, todos os pirralhos são loiros platinados e tem um comportamento devidamente antissocial e seco, deixando os adultos desconfiados. Fatos estranhos na cidade vão aumentando gradativamente, com mortes provocadas pelas crianças.

O que me encanta em “A Cidade dos Amaldiçoados” é a narrativa extremamente bem amarrada, com ganchos que nos prendem e fazem com que a sua 1h30 de duração passe quase despercebida. Acredite, uma vez que você assiste filmes de terror desde a infância, isso vai se tornando cada vez mais difícil com o passar dos anos. Para além disso, a obra faz uma bela crítica (especialmente para a época) ao contexto socioeconômico deste início dos anos 1990. O filme está disponível na Netflix.
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Para a dica desta semana eu trago um filme aniversariante: O EXORCISTA III (Exorcist III), escrito e dirigido por Willam Peter Blatty, completa 32 aninhos neste mês de agosto.

O EXORCISTA III é adaptação do livro ESPÍRITO DO MAL / LEGIÃO (Legion, 1983) que é uma continuação direta do livro O EXORCISTA (The Exorcist, 1971). Na trama, o tenente Kinderman investiga uma série de assassinatos que trazem a assinatura do já conhecido serial killer: Gêmeos. O problema é que este assassino está morto há 15 anos. Com a ajuda do amigo padre Joseph Dyer, ambos são levados a revelações cabulosas.

Blatty exibe um domínio enorme na condução do longa. E não é de se espantar, já que é o autor de ambos os livros. Aqui, com a direção em suas mãos, ele imprime sua real visão da própria obra, mantendo um clima constante de tensão como se algo de muito pior fosse acontecer a cada cena. A fotografia do Gerry Fisher é essencial para dar o tom sombrio à trama. Até estátuas sacras dão medo aqui! Sem contar que O EXORCISTA III tem um dos sustos e jumpscares mais cabulosos e inesperados da história do cinema de horror.

Para além da competente produção, o longa conta com a carismática dupla George C. Scott e Ed Flanders, (Kinderman e Dyer respectivamente), Brad Dourif que encarna o assassino de Gêmeos nos conferindo uma performance assustadoramente brilhante e Jason Miller vivendo o sinistro “paciente X”.

É de fato um filme incrível que, para este que vos escreve, por muito tempo foi subestimado por ser o terceiro da franquia O EXORCISTA, quando na verdade deveria ter sido o segundo, já que, como dito no início, se trata da continuação direta do livro. E convenhamos que depois do que rolou em O EXORCISTA 2: O HEREGE, carregar um título desse também não ajuda. Este longa de 1990 poderia ter se chamado simplesmente LEGIÃO como no livro, mas enfim…

Em suma, O EXORCISTA III é um típico terror policial cabuloso que merece ser visto. Ficou curioso? Aproveita que este clássico cult encontra-se no catálogo do HBO Max.
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Muito antes do canal SyFy e da Asylum inventar as bizarrices mutantes de tubarões mesclados com jacarés e coisa do gênero, havia uma turma que pegou carona na fórmula de “Tubarão” e espremeu até o bagaço. Então se você estiver a fim de ver um filme deste tipo sem pensar muito, vá até o YouTube e procure por “Humanoids from the Deep“, também conhecido pelo título genérico de “Monster“.
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Tem filme ruim que se revela bom. Tem superprodução que acaba sendo um fiasco. E tem “Ratos – A Noite do Terror” (Rats – Notte di terrore) que é um caso à parte. Se sacar a ficha técnica vai entender o porquê.
Produzido pela duplinha Bruno Mattei e Claudio Fragasso, esta tosqueira da sétima arte diverte e impressiona da forma que não deveria. O nobre leitor que já deve ter esboçado um sorriso ao ler o nome dos dois italianos, vai certamente se esbaldar com essa joia.
A picaretagem já começa pela autoria. Ao invés de Mattei e Fragasso, quem “assume” a direção é Vincent Dawn, um dos vários codinomes do cineasta pras obras em que ele não se orgulha tanto.

Depois da devida introdução, vamos à história… que se passa em 225 A.B. (After the Bomb) num mundo pós-apocalíptico, onde a população passou a viver no subterrâneo e gangues disputam o território da superfície enfrentando ratos. Sim! Porque ao invés das baratas que sobreviveriam à radiação nuclear, neste filme quem se aproveita do que restou do planeta são os roedores.
Considerando este contexto, não tem muito o que dizer, uma vez que assim como acontece na maioria dessas histórias, os sobreviventes vagam de um canto a outro em busca de proteção e comida. Mas o que eles não contavam é que vão encontrar ratos em quase todo canto. E essas ratazanas estão famintas e sedentas de sangue…

No entanto, não espere grandes cenas e ataques elaborados. Os ratos, sejam eles vivos ou de pelúcia, são literalmente jogados em cima dos personagens. A reação de nojo e repulsa do elenco pode até compensar a atuação um tanto medíocre, mas tudo faz parte do pacote.
E em meio às brigas de gangues rivais e roedores que mordem o rosto, a barriga e os membros das pessoas por dentro e por fora, quem sobrevive até o final do filme presencia uma cena que teria tudo para ser chocante. Teria, claro, porque nas mãos de Mattei/Fragasso, a tal cena fica tão, mas tão bizarra, que só nos resta rir e aplaudir tamanha ousadia.

“Ratos – A Noite do Terror“, obviamente não é pro bico da Netflix, mas pode ser visto e revisto tranquilamente no YouTube para seu deleite.
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Amanda
17 de julho de 2018 às 10:18
Esse filme é maravilhoso. Um dos raros casos que o remake fica tão bom (ou melhor) que o original!
Assisti A versão inglesa dos anos 60 e sua continuação, Children on the damned. São bons, mas a versão do Carpenter é… Especial, simplesmente.