Críticas
CRÍTICA: 12 Horas para Sobreviver: O Ano da Eleição (2016)

Finalmente a trilogia da noite do expurgo se completa, mas com um título nacional diferente dos seus antecessores. Apesar de no site IMDb o nome ainda constar como “Uma Noite de Crime 3” (The Purge: Election Year), a Universal Pictures está lançando aqui como “12 Horas Para Sobreviver“. No texto, vou me referir ao filme pelo seu subtítulo: O Ano da Eleição.
![The.Purge.Election.Year.2016.1080p.HC.WEBRip.x264.AAC2.0-STUTTERSHIT.mp4_snapshot_00.24.22_[2016.07.19_21.54.27]](https://tocaoterror.com.br/wp-content/uploads/2016/07/the-purge-election-year-2016-1080p-hc-webrip-x264-aac2-0-stuttershit-mp4_snapshot_00-24-22_2016-07-19_21-54-27.jpg)
Já são 20 anos de noite do expurgo nos EUA. Agora é ano de eleição e contando com o apoio da população menos favorecida, a candidata da oposição faz campanha pelo fim da noite do expurgo. Já o governo formado pela NPFA (Novos Pais Fundadores da América), com o apoio da elite, decide acabar com esse “mimimi” e mostrar que não há elite privilegiada, decidindo que agora ninguém está livre do expurgo. Sendo assim, é estabelecido o fim da imunidade dos políticos durante essas horas. Agora a senadora da oposição não tem mais a proteção e tá lascada. Com a nova treta estabelecida, o filme agora segue a mesma estrutura do longa anterior, “Anarquia“.
Curioso que finalmente a franquia decide abordar mais abertamente a ameaça do pensamento fascista por trás da tão controversa “medida de segurança” e, logo de início, nos é apresentado o real motivo da tal noite de crimes: Matar pobres. Claro que tudo era subentendido nos anteriores. Aqui vemos os tais “Novos Pais Fundadores da América” – republicanos(?) – expondo seu ódio a todos que não sejam brancos, ricos e cristãos. Em contrapartida, temos a senadora – democrata(?) – que também é da elite branca, etc… Após passar por maus bocados em um expurgo há 18 anos, a senadora Charlie Roan tem como principal meta agora acabar com essa lei absurda.
![The.Purge.Election.Year.2016.1080p.HC.WEBRip.x264.AAC2.0-STUTTERSHIT.mp4_snapshot_00.04.12_[2016.07.19_21.58.03]](https://tocaoterror.com.br/wp-content/uploads/2016/07/the-purge-election-year-2016-1080p-hc-webrip-x264-aac2-0-stuttershit-mp4_snapshot_00-04-12_2016-07-19_21-58-03.jpg)
James DeMonaco também assina o roteiro e a direção deste terceiro filme, mas continua inseguro quanto a sua criação. Já estamos no suposto – Vai que aparece um quarto filme, né? – capítulo final da saga, e o cara ainda explica a premissa básica da tal “noite do expurgo” como se fosse novidade. Tudo bem que sempre tem alguém que não viu os anteriores e que se trata de uma produção da Blumhouse (Atividade Paranormal, Annabelle), mas que procurasse uma maneira mais enxuta pra contextualizar a situação. Após estabelecer a premissa, o diretor perde muito tempo apresentando os personagens e mesmo assim, o faz porcamente. É impossível criar empatia por personas tão superficiais e desinteressantes. Repetindo a fórmula do seu antecessor, vamos conhecendo individualmente um a um que, mais pra frente, vão formar um grupo que vai resolver as diferenças entre si e tentar sobreviver durante as 12 horas de crimes legalizados.
Frank Grillo está de volta, só que agora como guarda-costas da senadora anti-expurgo. Dessa vez como suposto protagonista, o nosso herói tem mais falas e um nome: Leo. Lembrando que no anterior era apenas creditado como “sargento”. Temos também Elizabeth Mitchell (Lost, Alta Frequência) no papel de Charlie Roan, a candidata a presidência dos EUA que defende o fim do expurgo e acaba virando alvo do governo vigente. Como personagens secundários, temos também o destemido e leal Marcos (Joseph Julian Soria), o bom rabugento Joe Dixon (Mykelti Williamson) e a interessante badass Laney Rucker (Betty Gabriel), cujo passado obscuro infelizmente não é aprofundado.
![The.Purge.Election.Year.2016.1080p.HC.WEBRip.x264.AAC2.0-STUTTERSHIT.mp4_snapshot_00.26.41_[2016.07.19_21.56.06]](https://tocaoterror.com.br/wp-content/uploads/2016/07/the-purge-election-year-2016-1080p-hc-webrip-x264-aac2-0-stuttershit-mp4_snapshot_00-26-41_2016-07-19_21-56-06.jpg)
Como se é esperado, tudo vira um verdadeiro show de horrores nas ruas. A violência é bem mais gráfica que seus antecessores e o visual da galera é extravagante e beirando o ridículo. É, exatamente, como um figurante diz no início: “o halloween dos adultos“. Cada fantasia é super bem produzida e pensada para esse dia. Tem até máscara que pisca com neon. É tudo tão estiloso que somado às tomadas dignas de videoclipes musicais, a violência e o contexto político perdem força dramática.
Se o anterior lembrava o jogo GTA, aqui, a coisa já evolui pra Twisted Metal. Dentre os diversos grupos que tocam o terror na cidade, vale destacar o de turistas europeus fantasiados de símbolos americanos, que viajaram pra os EUA especialmente pra curtir essa noitada. Sem falar da gangue das Candy Bar Girls formado por colegiais nada inocentes.
Mais uma vez o roteiro segue apenas ameaçando ser ousado. Ao mesmo tempo que tem a denúncia contra a elite que subjuga os pobres, temos o protagonismo heroico por parte de uma representante também da elite que apenas é contra o expurgo por ter sido vítima do mesmo e não por consciência social. [Por sinal, por que não uma candidata heroína negra, latina ou outra imigrante que representasse o povo subjugado no filme de fato? Medo de ser acusado de “racismo reverso” por mostrar uma elite branca do mal? Ou é só uma exceção pra fazer média?]
![The.Purge.Election.Year.2016.1080p.HC.WEBRip.x264.AAC2.0-STUTTERSHIT.mp4_snapshot_00.09.57_[2016.07.19_22.09.28]](https://tocaoterror.com.br/wp-content/uploads/2016/07/the-purge-election-year-2016-1080p-hc-webrip-x264-aac2-0-stuttershit-mp4_snapshot_00-09-57_2016-07-19_22-09-28.jpg)
Enfim… Para os demais personagens (leia-se latinos, negros e imigrantes) restam os papeis de meros coadjuvantes na causa que, apesar da produção mostrar suas boas intenções, acabam sendo retratados como terroristas radicais. Mesmo assim, o filme tenta “se desculpar” o tempo todo. Em certo momento, por exemplo, em um diálogo entre a senadora e um rapaz do povão, ela o retruca meio ofendida dizendo que nem todo político é do mal, fazendo uma autoreferência. Falta tato e jogo de cintura da parte de DeMonaco pra se tratar de um assunto tão delicado que é a luta de classes.
Mas apesar de conceitualmente raso, desajeitado, mal conduzido e espalhafatoso, “O Ano de Eleição” até que fecha bem (entre trancos e barrancos) a trilogia e pode divertir se for encarado como o que de fato é: um filme de ação genérico. O que não é novidade alguma, tendo em vista seu antecessor. Sendo justo, ao menos DeMonaco não retrata a mulher como sexo frágil e deixa sua bem intencionada crítica, mesmo que superficial e sem jeito, contra o preconceito e o perigo do armamento desenfreado nos EUA. Quem gostou dos dois longas anteriores, não vai ter o que reclamar desse último capítulo da trilogia do expurgo.

Título original: The Purge: Election Year
Direção: James DeMonaco
Roteiro: James DeMonaco
Elenco: Frank Grillo, Elizabeth Mitchell, Mykelti Williamson
Orígem: EUA, França
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Críticas
CRÍTICA: Resident Evil (2026)
Esta é a melhor adaptação dos games, mesmo que, narrativamente, a única semelhança seja a tragédia que acontece na cidade. As semelhanças estão mais na estrutura de como a nova história é contada.

A franquia Resident Evil é referência nos videogames, mas penava quando o assunto era adaptação para outras mídias, como TV e cinema, tendo como maior exemplo os filmes estrelados por Milla Jovovich no decorrer de décadas. A franquia tentou um reboot em 2021, mas o desastre veio. Agora, em setembro de 2026, um novo reboot é lançado sob a grife do diretor de “A Hora do Mal“.
Um rapaz que trabalha entregando órgãos em hospitais recebe uma oferta tentadora para ir à cidade de Raccoon City, e o que supostamente seria um serviço simples se torna uma luta pela sobrevivência, já que várias aberrações tomaram conta da cidade e arredores.

Aqui já adianto que essa é a melhor adaptação dos games, mesmo que, narrativamente, a única semelhança seja a tragédia que acontece na cidade. As semelhanças estão mais na estrutura de como a nova história é contada, em alguns detalhes visuais que remetem ao material original e no gameplay; sim, em alguns momentos me senti jogando. A história de “Resident Evil” é simples e direta, e me lembrou muito comédias de erro onde tudo o que podia dar errado dá; o protagonista não tem um minuto de paz em quase toda a jornada. A escolha de um civil sem nenhuma qualificação para combate foi acertada, já que ele serve como um espelho para a maioria de nós e gera identificação.

A polêmica sobre os momentos cômicos não me incomodou por boa parte do filme, mas, quando entram em cena outros personagens humanos, a coisa mudou de figura. O que estava divertido e com bons jumpscares se torna uma bobagem que me incomodou muito. Eu sei que é uma sátira, mas não ficou boa para mim, culminando em um clímax que me deu vergonha alheia. O terror está bem representado pelas criaturas nojentas que aparecem no decorrer do filme e que são inspiradas nos monstros dos jogos; elas são ameaçadoras. Tem gore, mas acho que poderia ser mais.
O filme não é ruim, tem boas cenas, diverte e tem bons sustos. O problema maior é que, quanto mais se aproxima do fim, vai ficando mais bobo.
Título original: Resident Evil
Direção : Zack Cregger
Roteiro: Zack Cregger e Shay Hatter
Produtores Executivos: Oliver Berben, Richard Wright, Robert Bernacchi
Elenco: Austin Abrams, Zach Cherry,Kali Reis e outros
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CRÍTICA: Águas Mortais (2026)
“Águas Mortais” é mais um filme de catástrofe com tubarões, trazendo a conhecida fórmula de passageiros ilhados no oceano e predadores famintos à espreita

Filmes de tubarão parecem nunca sair de moda e estreou nesta semana (23/07/26) mais um exemplar de filme de catástrofe com os bichinhos, que tem o “maravilhoso” título de “Águas Mortais” (Deep Water).
A trama acompanha passageiros e tripulantes de um voo com destino a Xangai que se envolvem em um grave acidente quando uma carga explode e causa a queda do avião no meio do Oceano Pacífico. Os sobreviventes terão que descobrir um meio de sair de uma situação que se agrava à medida que vários tubarões famintos querem fazer deles a próxima refeição.

Vou começar deixando claro que o filme é um amontoado de clichês do cinema de catástrofe e que não foi o primeiro a usar essa premissa para inserir tubarões no meio. “Desespero Profundo” (2024) está aí para provar, mesmo sendo bastante inferior ao filme de que estamos falando. Quem já assistiu a filmes do gênero vai se sentir em casa ao esbarrar em estereótipos clássicos, como o herói com traumas, o personagem escroto e, claro, crianças em perigo.
O grande chamariz para mim foi a presença de Ben Kingsley, ator renomado e premiado que faz aqui uma participação especial nos moldes de atores famosos de filmes de catástrofe dos anos 70. O personagem não agrega muito e tem momentos bem piegas no curto tempo em tela. Outro ator famoso é Aaron Eckhart, mais conhecido pelo vilão Duas-Caras na trilogia do Batman de Christopher Nolan.

O diretor “faz-tudo” de Hollywood, Renny Harlin, realiza um trabalho competente aqui, principalmente na cena do acidente e, depois, ao apresentar a ameaça bem aos moldes de “Do Fundo do Mar” (1999) que, por sinal, ele também dirigiu e que guarda semelhanças, como os tubarões de visual PlayStation e velocidade 2.0.
Uma coisa que eu tenho que comentar é a famigerada tela verde, que aqui se faz notar a todo momento em lugares abertos. Fica nítida a artificialidade do mar aberto. Parece que os atores foram “colados” na cena de qualquer jeito, e para cair no vale da estranheza é um pulo.

“Águas Mortais” é um filme extremamente clichê, mas conseguiu me divertir em boa parte do tempo, mesmo pecando por não ser tão corajoso. Em um dia chuvoso e nessa estação invernal, é uma ótima pedida. Já para quem é rato de filme de tubarão, existe uma cena que é praticamente copia e cola de “O Último Tubarão” (L’ultimo squalo, 1981).
Título original: Deep Water
Direção: Renny Harlim
Roteiro:Pete Bridges, Shane Armstrong e S.P Kause
Elenco: Aaron Eckhart, Ben Kingsley e outros
Ano de lançamento: 2026
* Este texto foi escrito por um humano sem o uso de IA
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“Obsessão” poderia ser uma comédia romântica da Geração-Z. Temos um boy desinteressante, vacilão e inseguro que vive na friendzone. Ele passa a se interessar pela colega de trabalho e pede ajuda a um de seus amigos e colegas para dominar a arte da paquera. Mas nada sai conforme o combinado.
E como falei, “Obsessão” (Obsession) poderia ser tudo isso acima, mas não é. É denso, melancólico, tenso e catastrófico como um bom filme de terror pode ser. O mais curioso é que é uma produção da Blumhouse e por isso mesmo é surpreendente. De longe parece ser a produção mais ousada que Jason Blum já apostou.

Aqui a gente revisita a maldição da ‘pata do macaco’ em formato de item colecionável de loja esotérica. O tal “One Wish Willow” concede um único desejo às pessoas em vida e por isso mesmo deveria ser usado com cautela. Mas não espere isso de Bear (Michael Johnston), que pede para que sua crush Nikki (Inde Navarrette) se apaixone perdidamente por ele.
Quem já viu a saga “Mestre dos Desejos” sabe que qualquer pedido mal formulado pode se tornar uma maldição e um pesadelo. E neste caso, o amor trazido pelo amuleto não traz paz nem felicidade ao casal. Conduzindo as cenas com uma boa dose de estranheza e esquisitice, o diretor Curry Barker mostra sem pressa a radical mudança de estilo de vida de Nikki na companhia e na ausência de Bear.

É tudo tão imprevisível nas atitudes da garota que os jumpscares acabam funcionando. Impossível até não lembrar da icônica Pearl em algumas cenas em que a pobre Nikki tenta impressionar seu namorado. Inclusive, a dose de estranheza vai aumentando conforme a duração do filme vai passando, com direito a gore e cenas ainda mais violentas, sem alívio cômico.
No fundo, “Obsessão” é mais que um filme de terror. É também um grito de alerta para relacionamentos tóxicos em que a namorada sempre é vista como “louca”. Assim como em “Acompanhante Perfeita“, temos uma boa metáfora sobre o desejo e o interesse masculino sem medir consequências a respeito do que as mulheres sentem.

Confie no hype da vez e se surpreenda. Ah, e um adendo… em seu primeiro teste como ‘scream queen’, posso afirmar sem erro que Inde Navarrette foi aprovada com todos os méritos.
Título original: Obsession
Diretor: Curry Barker
Roteiro: Curry Barker
Elenco: Michael Johnston, Inde Navarrette, Cooper Tomlinson e outros
Ano de lançamento: 2026
* Filme visto em Cabine de Imprensa promovida pela Espaço Z no Cinemark Rio Mar Recife
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Tutameia
27 de outubro de 2016 às 18:44
o erro conceitual é caracterizar tal estado de coisa apenas nos EUA..e em apenas uma noite por ano…quer saber como são as coisas por aqui? tenta registrar um BO por roubo de celular por exemplo..os policia vão rolar no chão de rir de sua inocência..e se vc for moreninho ainda leva uns cascudos pra deixar de ser besta.
Rodrigo
13 de novembro de 2019 às 15:40
Que resenha rasa,falou falou e não disse nada